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Bolsonaro troca de partido como quem troca de roupa!

Além de trocar cinco vezes de partido, ele já esteve em oito siglas
publicado 13/10/2019
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O Conversa Afiada reproduz do Globo Overseas:

Em crise com PSL, Bolsonaro acumula conflitos nos oito partidos pelos quais passou

As trombadas com a cúpula do PSL , que se intensificaram na última semana, não são uma novidade na vida política do presidente Jair Bolsonaro . Ao longo de pouco mais de 30 anos de carreira, ele já esteve em oito siglas. Além de trocar cinco vezes de partido, Bolsonaro viu legendas a que estava filiado passarem por fusões, o que intensificou o ritmo de mudanças em sua trajetória.

Em comum a todas as trocas, uma atuação do então deputado distante das cúpulas partidárias. Parlamentar voltado ao nicho dos militares em quase toda a carreira, Bolsonaro não teve posições de comando nas siglas que o abrigaram. Agora, a disputar de poder no enriquecido PSL pode levá-lo a aumentar o histórico de trocas de partido turbulentas.

A própria construção de seu projeto presidencial a partir de 2016 foi marcada por uma série de problemas. Foi nesse ano que Bolsonaro decidiu abandonar o PP, legenda na qual passou a maior parte de sua carreira. Na época, o partido era o campeão no número de investigados pela Lava-Jato, o que poderia enfraquecer o discurso contra a corrupção que o então deputado vinha adotando. De uma lista de 47 políticos alvos de inquéritos abertos com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, 32 eram do PP.

Dentro da linha que sempre seguiu, Bolsonaro tinha uma atuação independente dentro do partido. A sigla fazia parte da base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, mas isso não impediu que ele fizesse críticas duras aos petistas. O PP, porém, não lhe garantia legenda para concorrer ao Palácio do Planalto.

O primeiro destino de Bolsonaro em busca da construção da candidatura presidencial foi o PSC, partido que tem um grande número de políticos evangélicos em suas fileiras. O início da relação foi tranquilo. O então deputado federal pelo Rio chegou até a ser batizado nas águas do Rio Jordão, em Israel, pelo Pastor Everaldo, presidente da sigla, em maio daquele ano. O relacionamento começou a estremecer logo em seguida, durante a eleição municipal. Com incentivos de Everaldo, o filho mais velho de Bolsonaro, Flávio, se candidatou a prefeito do Rio pela legenda. O pai foi contra a candidatura por temer que ela pudesse atrapalhar o seu projeto presidencial.

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