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Na Espanha, Dilma chama governo Bolsonaro de neofascista!

Momento para a esquerda latino-americana é de esperança!
publicado 25/09/2019
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(Reprodução/El País)

A presidenta Dilma Rousseff concedeu entrevista à edição espanhola do jornal El País nesta quarta-feira 25.

O Conversa Afiada traduz e reúne algumas das principais respostas de Dilma:

Amazônia:

- Me parece que [Bolsonaro] está destruindo não apenas a Amazônia, mas a soberania do Brasil. O país tem uma área de preservação quase 11 vezes maior que a Espanha. Tudo isso está sendo ameaçado. O processo já começou com o governo anterior, de Michel Temer, mas às escondidas, pelas margens. Bolsonaro, não. Bolsonaro assumiu atitudes muito sérias: por exemplo, ele fechou o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). É uma política deliberada. Bolsonaro tornou explícito seu objetivo de mineração na área. A Amazônia é uma epifania.

Vaza Jato:

- Em qualquer outro país, os procuradores deveriam ser interrogados e até julgados. Cometeram irregularidades e uma série de atos ilegais. E, ainda mais sério, esses vazamentos mostraram que eles não tinham provas contra Lula e forçaram falsas alegações. Segundo, eles agiram de forma política Em relação ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teve a mesma situação de Lula, Moro escreveu: 'Você não precisa investigar um aliado'. A justiça brasileira foi comprometida. Um juiz não pode se comportar como um acusador. Não sei como essa situação se desenrolará em um governo neofascista como o que agora está atacando todos os setores.

Há esperança para a esquerda na América Latina?

- (...) Muita esperança. Já tínhamos López Obrador [presidente do México], agora existe a possibilidade de que na Argentina Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner vençam, para que retornem ... porque o governo de [Mauricio] Macri revela aonde chega uma política endeusada. Lembre-se do que foi dito quando ele ganhou: que ele salvaria a Argentina do caos, que seria muito bem-sucedido porque era empresário e faria uma política muito eficiente. O que ele fez? O endividamento mais brutal. E é estranho que o FMI conceda um empréstimo de 56.000 milhões de dólares que foge de todos os parâmetros técnicos. Eles vão quebrar a Argentina novamente.

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