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Ato contra Piñera reúne mais de 1 milhão em Santiago

E a repressão policial segue violenta
publicado 25/10/2019
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Esta sexta-feira 25/X foi mais um dia de intensa mobilização do povo chileno contra a fracassada política neoliberal do presidente Sebastián Piñera.

A sede do Congresso do Chile, em Valparaíso, foi esvaziada devido aos protestos.

À tarde, mais de 1 milhão de pessoas se reuniram na praça Itália, no centro de Santiago.

Isso significa que mais de um sexto da população da cidade ocupou as ruas, nesta que foi a maior manifestação no Chile desde o retorno da democracia, em 1990. 

Enquanto isso, reportagem de Marta Dillon, enviada pelo jornal argentino Pagina 12 a Santiago, relata como tem sido a repressão das forças de segurança contra as manifestações populares. Ela traz o relato de Constanza Schonhaut, colaboradora do Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH):

"Há uma violação dos direitos humanos, todos os dias, isso não é algo apenas aparente, é o que acontece. É por isso que precisamos de colaboração internacional, precisamos de fortes declarações sobre o que está acontecendo em nosso país com esse estado de sítio", disparou.

Diz, ainda, a reportagem do Pagina 12:

"Detenção arbitrária, crianças menores de 16 anos em celas sem água, comida ou acesso para conversar com suas famílias, nudez forçada em detenções e outras formas mais graves de violência sexual - já existem oito queixas oficiais, mas muitas mais que não são registradas por medo de represálias -, tortura, uso excessivo de violência; mortes e desaparecimentos. A situação é muito séria".

A matéria  ressalta, ainda, que uma "primeira porta de saída" para as manifestações seriam o fim da repressão policial, a volta dos militares aos quarteis e a convocação de uma assembleia constituinte que revogue a Constituição vigente, que se redigiu em plena ditadura militar.

Citado pelo jornal argentino, o diretor do INDH, Sergio Micco, expôs alguns dados alarmantes sobre a perseguição policial e judicial a manifestantes: 1512 detenções nas regiões (898 na região metropolitana) e 535 feridos (210 com ferimentos a bala).

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