TV Afiada

Você está aqui: Página Inicial / TV Afiada / 2015 / 02 / 24 / Vídeo - Parte 2: Mino Carta sobre Mino Carta

Vídeo - Parte 2: Mino Carta sobre Mino Carta

Na segunda parte da entrevista, Mino Carta fala sobre si mesmo, seus gostos, gastronomia, vinhos, literatura e artes
publicado 24/02/2015
Comments

 


"Em São Paulo, por exemplo, come-se muito mal. Acreditar que aqui se come bem é uma bobagem", opinou o diretor de redação da Carta Capital a Paulo Henrique Amorim.

"As pizzarias são fábricas de azia", seguiu o jornalista.

"Nosso tomate é azedo, é ácido, um tomate de quinta. Então, como é possível produzir a melhor pizza em São Paulo?", se indagou durante a conversa.

Sobre arte, Mino evitou comparação. “Não se discute quem foi melhor entre [Michelangelo Merisi da] Caravaggio e Rembrandt [Harmenszoon van Rijn]. É como comparar queijos, vinhos, não tem como. É estúpido buscar qualificações. É uma coisa idiota a meu ver”.

Já quanto a arte contemporânea, Mino foi enfático: “é a cretinização progressiva do mundo”.

Mino Carta também falou sobre futebol. Ele lembrou que esteve na final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, quando a Seleção Brasileira perdeu para o Uruguai.

Para ele, “o futebol brasileiro se notabilizou a partir de 1958, com a vitória na Copa. Em 1950, o Brasil perdeu para uma seleção que era melhor”.

Italiano, Mino também comentou a eliminação da seleção de Telê Santana, na Copa de 1982, para a seleção do seu país.

“O treinador não era um gênio. Um goleiro frangueiro [Valdir Peres], um lateral direito [Leandro] que chorava, um lateral esquerdo [Junior] usado mal”, comentou.

No fim, Mino analisou o futebol de Pelé e Maradona.



Na primeira parte da entrevista, disse Mino:

 

Lula é o maior Presidente do Brasil

Já FHC é um blefe: ninguém nunca leu um livro dele






A opinião dos brasileiros, de acordo com as últimas pesquisas do Datafolha, de que o Presidente Lula foi o maior a ocupar o cargo é compartilhada pelo jornalista Mino Carta, da Carta Capital.

Em entrevista exclusiva a Paulo Henrique Amorim, Mino chega a lembrar de Getúlio Vargas para enaltecer o petista que governou o país por dois mandatos, de 2003 a 2010.

“O Lula fez o melhor governo do Brasil Republicano desde sempre. Já o Vargas, a meu ver, é o maior estadista brasileiro, pois ele teve um projeto de Brasil, de estadista”, disse o diretor de redação da Carta Capital na última segunda-feira (20).

“O projeto do Lula se dá em outro momento, evidentemente. Ele teve a felicidade de durar os oito anos e conseguiu tirar da miséria 30 milhões de brasileiros”, continuou Mino.

Nascido na Itália e no Brasil desde 1946, o jornalista  que fundou, além da Carta, as revistas Quatro Rodas, Veja e criou o Jornal da Tarde, definiu o PT como um partido igual aos outros após chegar ao poder e  lembrou a trajetória do partido idealizado por Lula, em plena ditadura militar, quando fez uma entrevista com o então metalúrgico para a IstoÉ, em fevereiro de 1978.

“O PT nasceu em circunstancias favoráveis à criação de um partido de esquerda. Na época das greves que tentavam apagar o peleguismo. Foi uma ideia de Lula criar um partido dos trabalhadores. O PT conseguiu criar uma ideia de partido autentico, de fato. E a ideia inicial do partido foi cumprida. Mas, eleito o Lula, com o PT no poder, ele passou a se comportar como todos os outros”, opinou.

Ao falar da trajetória de Lula, Mino o comparou ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“O Fernando Henrique é um blefe total, um inativo, mistificador, que ganhou uma fama imerecida. Ninguém nunca leu um livro do FHC. A única coisa que alguém registra como importante na vida dele não é obra dele, que é a Teoria da Dependência, que ele confirmou na prática”, declarou Carta ao Conversa Afiada.

Na entrevista, Mino ainda discorreu sobre o Governo Dilma, o Brasil da Casa Grande e Senzala e Daniel Dantas, quem chama de “o dono do Brasil”. Sobre o tema, o entrevistado revela bastidores da Operação Satiagraha e da prisão de Dantas em 2005, que contou com pressões de políticos, e o recebimento de um telefonema do ministro da Justiça à época, Tarso Genro.


Abaixo, outros trechos da entrevista:


O Brasil da Casa Grande e Senzala:


O Lula tirou 30 milhões ou mais da senzala.

Estar na senzala não é só uma questão material.

Ao tirá-los de lá, não lhes entregou a consciência da cidadania. Eles são mentalmente escravos.

O povo brasileiro é de uma infantilidade dolorosa e despido de consciência política.

Não tem noção de seu poder. É de uma covardia avassaladora.


Governo Dilma:


Nós [Carta Capital] apoiamos a Dilma, mas acho que o Lula escolheu mal.

Não tenho duvida quanto a boa fé e a retidão da Dilma.

Mas o Governo da Dilma foi um desastre.

Em primeiro lugar, ela não soube se cercar das pessoas que poderiam ajudá-la a governar.

O José Eduardo Cardozo [ministro da Justiça] é um cretino. Isso é um desastre ferroviário para não dizer aéreo.

O Belluzzo e o Delfim Neto choram até hoje por terem aprovado o Mercadante [ministro da Casa Civil] na Universidade de Campinas


Daniel Dantas:


Ele manda  no país.

Ele está por trás de tudo. Pegue qualquer operação policial, inclusive as que não ocorreram.

A maior bandalheiras dos últimos tempos foi a Privataria Tucana e por trás de tudo estava o Dantas.

Os últimos 20 anos da história do Brasil têm o Dantas como protagonista.


Gilmar Mendes:



É uma das razões pela qual gostaria de ir embora.

Ele é a demonstração de Justiça em um país da Casa Grande e Senzala.

Ele trabalha para a Casa Grande.




Alisson Matos
, editor do C Af