TV Afiada

Você está aqui: Página Inicial / TV Afiada / 2014 / 09 / 18 / Marinho ao Conversa Afiada: falta a Ley de Medios

Marinho ao Conversa Afiada: falta a Ley de Medios

Para o prefeito de São Bernardo do Campo, a candidatura de Marina Silva (PSB) é uma "aventura"
publicado 18/09/2014
Comments

Em entrevista ao ansioso blogueiro, o  prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho (PT), afirmou que, em um possível segundo mandato, a Presidenta Dilma Rousseff precisa encarar o debate sobre a regulamentação dos meios de comunicação no Brasil. Para ele, só com pressão popular a proposta se tornará viável. "Acredito que a Dilma deva dar um passo em relação a isso. O governo vem buscando criar espaço. O Lula tentou de forma tímida e recuou. A Dilma tentou e recuou. Creio que caberá à sociedade brasileira dar condições. Sozinho, o governo não fará", afirmou na última segunda (15).

O petista ainda comentou a disputa pela Presidência e classificou a candidatura Marina Silva (PSB) como uma "aventura". Acho que não vai ser dessa vez que derrotarão o projeto Lula e Dilma. O país tem tudo para continuar crescendo, tem tudo para ser, nos próximos 50 anos, a terceira economia do mundo. Basta não fazer bobagem. Basta não entrar em uma aventura como a Marina", opinou.

O prefeito ainda falou sobre o processo de escolha do caça sueco Grippen, em dezembro de 2013, e da eleição em São Paulo.

Abaixo, trechos da entrevista:

Resistência de São Paulo ao PT


No estado, governamos a maior e a menor cidade do Estado (São Paulo e Borá). O PSDB é muito enraizado no Estado, mas o PT caminha para governar o Estado. Já bateu na trave com José Genoino, Aloísio Mercadante e Marta Suplicy.

Essa eleição não está totalmente definida. Alckmin está entre ganhar no 1o turno e ter 2o turno. Acredito que o Padilha crescerá e ultrapassará o Paulo Skaf (PMDB)


Fenômeno Marina Silva


É comoção nacional. Combinação de comoção nacional com a sua força.

Acho que ela termina no 1o turno o que ela tinha antes da morte do Eduardo.

A morte dele criou uma comoção nacional muito grande e ela se beneficiou.

Acho que não vai ser dessa vez que derrotarão o projeto Lula e Dilma.


Eleitorado de Marina e os governos Lula e Dilma


Os governos Lula-Dilma transformaram o Brasil, mas não resolveu todos os problemas.

O país tem tudo para continuar crescendo, tem tudo para ser, nos próximos 50 anos, a terceira economia do mundo.

Basta não fazer bobagem. Basta não entrar em uma aventura como a Marina.

O porto mais seguro é a candidata Dilma.

O pré-sal é o porto seguro do povo brasileiro, diz o Presidente Lula. Investir em educação, em infra-estrutura é uma passagem para um novo momento.


Oposição da imprensa ao PT e aos governos trabalhistas


Nos 12 anos de Lula e Dilma não se criaram as devidas condições de trabalhar o processo de democratização. A democracia conquistada pelo povo brasileiro ainda não chegou em todas as ramificações da sociedade, entre elas a mídia.

Há, de fato, uma grande concentração, uma grande manipulação por parte da grande mídia de momentos importantes da vida da sociedade brasileira.

Acredito que a Dilma deva dar um passo em relação a isso. O governo vem buscando criar espaço para isso.

O Lula tentou de forma tímida e recuou. A Dilma tentou e recuou.

Creio que caberá à sociedade brasileira dar condições para isso. Sozinho, o governo não fará.

No processo democrático, a sociedade civil precisa dar o respaldo.


Reforma Política com plebiscito


Acredito que esse seja o caminho, o da pressão popular.

Eu vejo que o dinheiro das empresas não é problema a ser usado. O que não pode é a forma como está hoje.

Há uma hipocrisia. A mídia pressiona as empresas pela não doação oficial. Porque, quem a faz, é massacrado publicamente.

Corretamente, os governos Lula e Dilma criaram mecanismos de impedimento de Caixa 2 por parte das empresas.

O melhor será o financiamento público de campanha.

Se desejarem manter o financiamento de empresas oficialmente e tiver rigor, não teria muito problema, mas prefiro financiamento público e pessoa física.


A escolha do caça Sueco


Tivemos uma longa jornada. A compra dos caças vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso. O Presidente Lula chegou a praticamente tomar a decisão pelo francês Dassault Rafale. O problema não era qual máquina era melhor: se era o caça da Dassault (França), da Boeing (Estados Unidos) ou da Saab (Suécia). A questão era qual faria a maior transferência de tecnologia e beneficiaria a industria brasileira.

A Boeing não seria esse parceiro. Eu tinha duvida sobre a Dassault e a Força Área Brasileira sempre preferiu o sueco pela transferência de tecnologia.

O que me fez participar desse processo foi a provocação inicial da Saab, que teve a versão, no passado, de produção de automóveis, caminhões e ônibus em São Bernardo e a relação antiga com os sindicatos e metalúrgicos suecos.

Eu perguntei o que São Bernardo ganharia com isso e eles assumiram o compromisso de fazer uma das unidades na cidade. A fábrica de estruturas do avião será toda feita aqui. Uma fábrica exclusiva para isso. Será uma fábrica de composição acionária de empresários brasileiros e a Saab não pode ter mais de 40% das ações dessa empresa, pois precisa responder os critérios da indústria de defesa.

No Brasil, qualquer indústria de defesa tem a obrigação de ter capital nacional da ordem de 60% ou mais. Portanto, a Saab participará na proporção de 40% ou menos junto com a Inbra, que é de Mauá, e é o líder do consórcio de investimento que construirá essa unidade.


São Bernardo e a tradição em mão de obra qualificada


Uma das razões de empresas em São Bernardo é a qualidade de mão de obra na região. Temos a cultura do trabalho operário, a inteligência das Universidades, especialmente a Federal do ABC, inaugurada pelo Presidente Lula.

Isso que levou ao processo de conquistas.

A expectativa dos suecos é a possibilidade de crescermos juntos para sermos um fornecedor global.

Tudo o que for exportado sairá daqui.