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Mônica, viúva de Marielle, visita Lula: nunca tivemos tanto motivo para lutar!

"As palavras que unem Lula e Marielle são 'luta e resistência'"
publicado 15/08/2019
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Mônica e Padura (ao centro, mãos dadas) após visita a Lula nesta quinta, 15/VIII (Crédito: Joka Madruga)

Via Agência PT de Notícias:

Mônica Benício não teve escolha sobre a vida que passou a levar desde a noite de 14 de março de 2018. Naquela data, a sua companheira e vereadora carioca Marielle Franco não voltou para casa como acontecia durante os 14 anos anteriores e os responsáveis por sua ausência ainda circulam impunes pelas ruas do país. Desde então, a ativista e viúva de uma das vozes mais promissoras da política nacional transformou sua rotina numa luta incansável por justiça.

Diante do descaso do estado em solucionar o assassinato que chocou o mundo, Mônica tem buscado forças de todas as formas para manter não só a memória de Marielle viva como também a esperança de que a verdade logo prevalecerá. Não à toa, nesta quinta-feira (15), ela decidiu ir de encontro àquele que, para ela, tornou-se símbolo máximo de resistência do país: Luiz InácioLula da Silva. “Eu sou muito agradecida por ter sido recebida por Lula porque isso me inspira a seguir lutando também”, resume a ativista, logo após visitar o ex-presidente ao lado do escritor cubano Leonardo Padura.

Vítima implacável de comentários raivosos e da conivência criminosa dos que hoje comandam o país, Mônica é fortaleza pura. Ainda que esteja no centro de um dos mais bárbaros crimes da história recente nacional, não sucumbe aos ataques e levará para muito além de Curitiba as lições que extraiu de Lula durante a visita.

“Encontramos um homem obstinado a provar a sua inocência, mas que também um retrato do que é a injustiça neste país. Se há palavras que unam Lula a Marielle elas são luta e resistência.  Uma frase que ele me disse e que me marcou muito foi: “nunca tivemos tanto motivo para lutar”. Então a gente não está sozinho. Vocês são a prova disso”, reitera Mônica, referindo-se à militância da Vigília Lula Livre, que há quase 500 dias mantém apoio irrestrito a Lula em frente à Polícia Federal.

Só os fortes riem

Leonardo Padura é, dadas as proporções de ofício, uma celebridade em seu país. O cubano de 64 anos, nascido no auge da revolução que transformou a pequena ilha num oásis de garantias individuais e direitos humanos, Padura é hoje um dos mais lidos autores de sua geração. É, também, um grande admirador do companheiro brasileiro, a quem veio visitar por conta própria, sem qualquer vínculo partidário ou de grupos de esquerda.

A reação ao encontrá-lo, como acontece com todos que o visitam foi de surpresa dada a força demonstrada pelo ex-presidente. “Lula me fez rir muito. Isso é uma demonstração de sua fortaleza. Me sinto muito honrado de estar com ele. Não represento nenhuma organização cubana. Vim como amigo como uma pessoa que solidariza”, contou Padura.

O escritor revelou ainda a grande admiração que o povo cubano tem pelo maior presidente que o Brasil já teve e garante: “Me encontrei com um homem com uma força e um desejo de lutar muito grande. Um homem que só sairá da prisão quando sua inocência for provada. Lula é um homem que merece toda admiração e respeito das boas pessoas deste mundo”.

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