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Quem negocia com terroristas só faz fortalecê-los. Nos EUA

Colunista do New York Times chama os Republicanos da extrema direita, o Tea Party, de terroristas.
publicado 02/08/2011
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Deu no New York Times:

O colunista Joe Nocera do New York Times chama os Republicanos da extrema direita, o Tea Party, de terroristas.

Eles foram os grandes vencedores da batalha para destruir o poder do Presidente Obama, com a desculpa de que discutiam o teto da dívida do Governo (leia o “Em tempo” sobre o que diz Delfim Netto).

Nos últimos meses, os Estados Unidos assistiram horrorizados à Jihad que os membros do Tea Party desfecharam contra o povo americano.

Sua intransigente demanda para aprofundar os cortes orçamentários, associada à alegre aspiração de destruir algumas das mais valiosas virtudes americanas – o crédito - , foi incrivelmente irresponsável – diz Nocera.

Valia a pena botar fogo no país – se isso fosse necessário –, desde que atingisse seu objetivo.

O acordo é uma quase-completa capitulação do Presidente Obama.

E a crise dos Estados Unidos não é de dívida, mas de emprego.

E o acordo não faz nada para enfrentar o desemprego.

Por agora, os terroristas do Tea Party podem tirar o colete suicida.

Mas, breve, eles estarão de volta.

Porque, como se sabe, quem negocia com terroristas só faz fortalecê-los – diz Nocera.

Sobre os adeptos do Tea Party no Brasil, leia “Quem fez o atentado da Noruega ? Os adeptos do Cerra sabem”.

Em tempo: na pág. A2 do valor de hoje, Delfim Netto comprova como Tesouro americano, no auge da crise da negociação do teto da dívida conseguiu rolar a dívida federal, dentro dos padrões rotineiros.

Não houve “qualquer angústia” no mercado de títulos do Tesouro, enquanto o Tea Party explodia suicidas nas escadarias do Congresso, em Washington.

“O Tesouro americano não enfrenta questão de solvência e, por definição (porque emitem moeda de poder liberatório universal) , muito menos de liquidez !”, diz Delfim.

O problema é que o Tea Party e seus fidelíssimos seguidores no Partido Republicano querem destruir o Obama, de preferência na eleição do ano que vem...


Paulo Henrique Amorim