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Palocci não tinha desencarnado. Ele queria a Fazenda

Saiu no Valor: “Ministro Palocci tentou influenciar a política econômica”.
publicado 08/06/2011
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Saiu no Valor, pág. A7:

“Ministro Palocci tentou influenciar a política econômica”

Segundo os repórteres João Villaverde e Sergio Lamucci, desde abril Tony começou a se meter na política econômica.

Segundo a Carta Capital, foi Palocci quem comandou a artilharia para derrubar Mantega da Fazenda, quando a inflação subiu e o PiG (*) anunciou a volta do dragão da hiper-inflação.

Comprova-se, assim, que Palocci queria mesmo era voltar à Fazenda.

Ele se tem na conta de fiador da ortodoxia econômica e, portanto, o homem de confiança dos bancos e dos empresários, no PT.

Foi o roteiro político que ele traçou no primeiro Governo Lula e tinha, como tinha agora no Governo Dilma, o objetivo de se credenciar para a Presidência.

Palocci, imagine amigo navegante, queria ser o Tony Blair de Ribeirão Preto.

O trabalhista que se tornou o quim-dim de Iaiá dos conservadores – e quebrou a Inglaterra.

Blair, hoje, por coincidência, é dono de próspera consultoria e membro do conselho de administração de centenas de empresas.

Blair vendeu o trabalhismo inglês à “racionalidade” neoliberal.

Exatamente como o Palocci, na Fazenda.

Ele queria na Casa Civil repetir a dose.

A Casa Civil era a trincheira de onde ia lançar morteiros contra o Mantega, até substituí-lo.  

Na verdade, Palocci é um acidente geográfico, antes de ser ideológico.

Ideológico, porque se trata de mais um trotskista de São Paulo que abraça os conservadores com fé inquebrantável.

Geográfico, porque o universo intelectual do Palocci se fechou em  Ribeirão.

O propalado trânsito de Palocci com o Grande Capital é um blefe.

Solta ele no Fasano, agora, demitido, para ver o que acontece.

Não servem nem água.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.