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Metade dos brasileiros vive com R$ 413 mensais

IBGE confirma a brutal desigualdade de renda
publicado 16/10/2019
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A desigualdade de renda no Brasil atingiu um nível brutal em 2018, batendo recorde na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A metade mais pobre da população, quase 104 milhões de pessoas, vivia com apenas R$ 413 mensais. No outro extremo, o 1% mais rico - somente 2,1 milhões de pessoas - tinha renda média de R$ 16.297 por pessoa. Ou seja, essa pequena fatia mais abastada da população ganhava quase 40 vezes mais que a metade da base da pirâmide populacional.

No Brasil, 10,4 milhões de pessoas - 5% da população - sobrevivem com R$ 51 mensais, em média. Se considerados os 30% mais pobres, o equivalente a 60,4 milhões de pessoas, a renda média per capita subia a apenas R$ 269.

Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad, confirma: os mais pobres ficaram mais pobres, os mais ricos ficaram mais ricos, segundo reportagem do Estadão.

Para ela, o fenômeno tem relação com a crise no mercado de trabalho, que atingiu especialmente o extrato de trabalhadores com menor qualificação e menor remuneração.

“Continuam no mercado de trabalho aqueles que ganham mais”, justificou Maria Lucia Vieira.

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