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NauFraga e juros de 45% reencarnam em Aécio

"Medidas impopulares" que os bancos adoram !
publicado 03/04/2014
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O Conversa Afiada reproduz afiado post do Fernando Brito:

Fraga reencarna FHC em Aécio para mandar de novo


Querem saber de onde vêm as tais “medidas impopulares” que o Aécio Neves prometeu à “turma da bufunfa”, que não vota com o estômago, mas com a goela?

É, é dele, Armírio Fraga, o verdadeiro manda-chuva do segundo governo Fernando Henrique Cardoso.

Refrescando a memória dos mais velhos e contando a história aos mais novos:

Depois de vender quase tudo que o Brasil tinha, endividar o país e obter a reeleição – e se reeleger – a arapuca montada por Fernando Henrique Cardoso na economia desmoronou.

A falsa paridade 1 real = 1 dólar tinha desmoronado escandalosamente – aquele episódio do Salvatore Cacciola – e a credibilidade econômica (e política ) de FHC foi para as cucuias, levando junto o então presidente do Banco Central, Gustavo Franco.

Para o lugar dele é que veio Armínio Fraga, que já estivera no BC na época de Fernando Collor, e era, então, homem de confiança do megainvestidor George Soros.

Chegou com carta-branca e, em três dias, tomou logo a primeira “medida impopular”: elevou os juros para 45%, o maior valor que a a Taxa Selic já teve nos últimos anos.

Todo mundo sabia que a condução da economia estava entregue a Fraga e que Pedro Malan, o Ministro da Fazenda, tinha apenas  uma posição protocolar.

Fraga era o homem forte e teve todo o poder para “resolver” a crise aumentando estupidamente a dívida pública interna, que passou de 41% do PIB, em 1998, para 61%, em 2002.

Ele é o responsável pela política econômica que levou, em 2002, o Brasil a ir de chapéu na mão ao FMI.

Mas, claro, era o “efeito Lula”, não o desastre a que tinham levado um país estrangulado por dívidas e praticamente sem reservas cambiais.

Fraga não tem a menor preocupação com popularidade, popular ou qualquer coisa que se refira a povo.

Seu negócio é dizer aos investidores: venham, venham que você terão lucros estratosféricos.

À custa, é claro, do estômago daqueles  que “votam com o estômago” e que mandaram FHC e Fraga embora em 2002.

Navalha

Nesta manhã de quinta-feira, a Urubóloga, no Mau Dia Brasil, determinou:

- que a política energética é uma catástrofe;

- que a inflação vai ficar acima da meta;

- que o Governo é um desastre irremediável.

É que ela tem saudades do Armínio NauFraga..,

Ela e os banqueiros, esses que perguntam ao Aécio o que ele fará para chegar "aos que votam com o estômago".

É a turma que vota com juro alto ...

 




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Paulo Henrique Amorim