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Sargento da Aeronáutica: Bolsonaro nos traiu, PT e PSOL nos defenderam

Presidente perdeu o capital político com os graduados
publicado 31/10/2019
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(Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O amigo navegante provavelmente se lembra dos vídeos em que familiares de militares chamaram Jair Bolsonaro de "traidor" nos corredores da Câmara dos Deputados, em protesto contra a Reforma da Previdência dos militares.

Em entrevista a Chico Alves, do UOL, Adão Farias, sargento da Aeronáutica da reserva e diretor de coordenação política da Federação Nacional dos Militares Graduados Inativos das Forças Armadas, disse que o projeto do governo beneficia somente a cúpula. Os graduados sustentam que Bolsonaro privilegiou os oficiais superiores, enquanto eles tiveram reduzidos os valores de adicionais de disponibilidade e habilitação.

"O que nós vimos foi isso. O partido do governo que dizia que resolveria a questão dos militares ficou contra melhorias no projeto. O PT e PSOL votaram a favor dos graduados. Vi vários militares agradecendo o apoio ao PSOL, vi inclusive entrevistas de militares dizendo que votam no Glauber e no Freixo e não votam mais nos deputados da base do governo e nem no Bolsonaro. Isso pra mim foi uma surpresa, porque esses militares sempre estiveram alinhados com Bolsonaro. O PSL era um partido insignificante e se tornou grande com o apoio dos militares. Não esperava isso. Na hora que o cara se sente traído, o sentimento é terrível", disse Farias ao UOL.

Quando questionado sobre a chance de Bolsonaro reverter essa decepção, o sargento se mostrou cético.

"Acho difícil que ele reverta isso. O capital político que ele tinha com os graduados se perdeu", disse.

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