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Os sindicatos de verdade estão mais vivos do que nunca!

Vão faltar polícia e TRTs para conter a reação coletiva!
publicado 30/06/2018
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O Supremo considerou legal o aspecto sinistro da reforma trabalhista - a que pretende revogar a Lei Áurea - que impede a contribuição sindical obrigatória.

Essa decisão se originou na sala de chá da Casa Grande, chá inglês servido pelos escravos de Debret.

No mesmo dia, se soube pelo IBGE que:

- o desemprego no Brasil DOBROU desde o Golpe dos canalhas e canalhas, Golpe que o Supremo homologou;

- desde o Golpe, o Brasil perdeu QUATRO MILHÕES de postos de trabalho com carteira assinada;

- passou a proliferar o trabalho dos "empreendedores" do banqueiro Gustavo Franco: os desempregados que, movidos pelo mais nobre sentido weberiano (olha aí, FHC!) do capitalismo, acordam cedo para vender comida e pano alvejado nas ruas;

- desde 2012, o número de "desalentados"- os que desistiram de procurar emprego - cresceu em cinco milhões de brasileiros, na maioria jovens e mulheres!

Um colosso!

A Casa Grande vai mandar servir mais chá: "menino, venha cá!"

É a combinação perfeita para a Casa Grande e seus instrumentos.

Trabalhadores reduzidos à condição de servos, sem proteção da Lei.

É isso, amigo navegante?

Não!

O ansioso blogueiro perguntou a um amigo: é o fim dos sindicatos?

Ele respondeu:

Os sindicatos passarão a promover ações coletivas, em defesa dos seus associados, que, se bem sucedidas, também lhes renderão recursos.

​A​ reforma diminuiria a litigiosidade individual, ​porque obriga​ o trabalhador ​a ​pagar as custas do processo​,​ se derrotado, mas aumentaria a litigiosidade coletiva​:​ os sindicatos entra​m​ com mais ações coletivas.​ E se perderem, quem paga é o sindicato e, não, o trabalhador individualmente.

O ansioso blogueiro, ansioso, ​resolveu consultar outra fonte igualmente categorizada: 

A reforma vai obrigar os sindicatos e trabalhar com outras referências. Muito provavelmente vamos presenciar um fenômeno crescente de unificações sindicais e de categorias (p.ex. sindicato dos trabalhadores do ABC, juntando todas as categorias, diretorias, sedes).

Esses movimentos podem aumentar o poder de pressão, organizar as finanças e redimensionar a ação sindical de uma tal ordem que podem deixar a situação ingovernável à​s​ empresas.

Convenhamos, o sindicalismo atual - salvo as exceções conhecidas - está dominado pelos empregadores​ (não é isso, Dr Skaf, da FIE P? - PHA)​.

Essa mudança de patamar pode acabar com a governabilidade deles.

Por mais que façam malabarismos, é inexorável que a atividade econômica depend​a​ de organização e de ambiente de pacificação.

O rompimento desse equilíbrio ​- agora celebrado na sessão de chá, como diz você, na Casa Grande e no Supremo - ​desanda tudo!

Ou seja, a crise oferece oportunidade de redenção.

O que hoje é aparentemente domínio total pode ser o começo do desespero da Casa Grande.

Pode​m​ faltar polícia e decisões dos TRTs para conter a reação coletiva.

Não se esqueça: o sistema sindical foi estruturado para EVITAR a ação coletiva.

Essas - ​e muitas outras - possibilidades são reais e possíveis.

Muito provavelmente serão ​construídas​ pela parte verdadeiramente sindical do atual sistema.