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Janot, e o Aecím com a Andrade?

Correia manda petardo ao Procurador que procura o que quer achar
publicado 22/10/2015
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eduardo cunha e aécio neves

O Conversa Afiada reproduz correspondência e documentos que o deputado Rogério Correia, da Assembleia Legislativa de Minas acaba de enviar ao Procurador Geral, o dr Janot.

(Cabe lembrar, logo, que o governador Aecím, do Rio, fez de tudo para cassar Correia, por causa de seu diligente trabalho para provar que a Lista de Furnas é autêntica - como, finalmente, ficou provado.)

Correia já tinha mantido com o Procurador (?) Geral conversa de uma hora sobre a autenticidade da Lista de Furnas e, portanto, sobre a responsabilidade criminal do Governador de Minas (no Rio).

Nessa conversa, o Procurador (?) Janot ponderou que Furnas e Aecím não tinham nada a ver com a Lava Jato.

Mas, teve, com a delação do Youssef.

Ou o Youssef só presta para ferrar o PT, Dr Janot?

Então, Correia ponderou: mas, quer dizer, então, que só interessa roubalheira na Lava Jato?

E a roubalheira de Furnas não interessa ao Ministério Pública Federal?

Essa lista maravilhosa que afoga o Padim Pade Cerra, o Geraldo Alckmin, tucanos vivos - e vivíssimos!

A pergunta está sem resposta até hoje!

Agora, dois dias atrás, Correia enviou outra cartinha ao Procurador (?).

Diz respeito a uma gentileza que Aecím fez à empreiteira Andrade Gutierrez.

(O dono da Andrade, Sergio Andrade, é um dos derrotados da aba "Não me calarão".)

Aecím fez um empréstimo no exterior para a Cemig - ah!, essa Cemig, quantas patranhas escondem tuas cunhas... - que se transferiu com mãos de tesoura para o bolso da Andrade!

Ah, mas isso não nada a ver com a Lava Jato, pode dizer o mineiro Procurador.

De fato, não tem.

E, como não ferra o PT, não é da competência da Procuradoria Geral da República!

Viva o Brasil!

Paulo Henrique Amorim

Abaixo, os documentos enviados ao Procurador:




MP amplia investigações sobre negociatas tucanas entre Cemig e Andrade Gutierrez

O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais, Eduardo Nepomuceno, recebeu na tarde de terça-feira (13/10), documentos que serão agregados ao inquérito aberto para apurar as estranhas transações entre a Cemig e a empreiteira Andrade Gutierrez, a partir do acordo de acionistas ocorrido há quatro anos. As denúncias foram entregues pelos deputados Rogério Correia e Professor Neivaldo, ambos do PT. Rogério Correia é líder do bloco parlamentar Minas Melhor, que dá sustentação ao governo Fernando Pimentel na Assembleia Legislativa (ALMG).

Eduardo Nepomuceno afirmou que o inquérito aberto pelo Ministério Público tinha como alvo o negócio entre companhia energética e Andrade Gutierrez na compra da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. Na transação, fechada em junho do ano passado, a Cemig comprou a parte da empreiteira no empreendimento, envolveu o fundo de pensão dos empregados, e absorveu prejuízos milionários no episódio.

O promotor disse que as novas denúncias vão facilitar o andamento do inquérito, que a partir de agora terá objetivo mais abrangente e vão acelerar as investigações.



Empréstimos do governo irrigaram cofres da empreiteira

Autorizado pela ALMG no final do mês de novembro de 2011, o governo de Minas Gerais fez empréstimos com o Banco Internacional para Reconstruções e Desenvolvimento (BIRD), com o Banco Crédit Suisse e Agência Francesa de Desenvolvimento (AF), destinados à reestruturação da dívida de responsabilidade com a Cemig. As operações de crédito foram nos valores de, respectivamente, US$ 450 milhões; US$ 1,270 bilhão; e de € 300 milhões.

A manobra fez com que o empréstimo internacional fosse transformado em lucro nos balanços de 2012 e 2013, posteriormente distribuído aos acionistas como dividendos. Somente nesta artimanha, mais de R$ 600 milhões foram repassados à Andrade Gutierrez. O cálculo se baseia no percentual de 14% a que tem direito a empreiteira dos lucros obtidos pela companhia, como uma de suas sócias privadas.

Em outras palavras: a Cemig pegou empréstimos no exterior sob alegação de que os juros eram menores. Só que foi uma manobra para gerar mais lucros e distribuir dividendos para acionistas, em especial para a Andrade Gutierrez.

Também consta das denúncias ao Ministério Público de Minas a distribuição dos lucros aos acionistas. Em 2011, o Conselho Deliberativo da Cemig alterou o Acordo de Acionistas, permitindo o repasse de dividendos aos acionistas de no mínimo de 50%, quando era de no máximo 25% na época do governo Itamar Franco (1994/1998).

Para o diretor do Sindieletro, Marcelo Correia, desde 2009 esse “assalto” contra o povo brasileiro vem sendo amplificado, e é o retrato do sucateamento a que foi submetida a companhia. “Os números são esclarecedores: entre 1994 a 2013, mais de 9, 5 mil eletricitários perderam seus postos de trabalho (entre demitidos sem justa causa ou pelo Programa de Demissão Voluntária), o que gerou queda na qualidade de serviço, em contraste com os lucros distribuídos à Andrade Gutierrez e aos outros acionistas privados, que chegaram em mais de 100%, às vezes, entre 2009 e 2013”, acusa.

“Agora, ficam mais claras as mensagens trocadas por executivos da Andrade Gutierrez, descobertas na Operação Lava Jato e publicadas pelo Estadão“, observa o deputado Rogério Correia.”Tanto amor não era só afinidade ideológica. Os ganhos da empreiteira nas negociatas com a Cemig explicam por que a Andrade Gutierrez deu tanto dinheiro para as campanhas dos tucanos Aécio Neves à Presidência da República e de Antonio Anastasia ao Senado.”