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Maierovitch: Barbosa faz populismo judiciário !

Só agora Barbosa percebe o desvirtuamento da Lei de Execução Penal. Algo que ocorre há mais de 15 anos.
publicado 13/05/2014
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O Conversa Afiada reproduz artigo de Wálter Maierovitch, extraído da Carta Capital:


Populismo judiciário II



Há anos a Lei de Execução Penal não se aplica, mas Joaquim Barbosa decidiu fazê-la valer aos mensaleiros

por Wálter Maierovitch

Faz tempo que a Lei de Execução Penal foi esculhambada. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa sabe muito bem disso.

Segundo a lei, o regime aberto deve ser cumprido em casa do albergado. Aos sábados, domingos e feriados, o albergado deveria ficar casa oficial (caso do albergado), receber a família e ouvir palestras ressocializantes.

Os governos não construíram casas de albergado. Então, a jurisprudência dos Tribunais passou a conceder habeas-corpus para admitir que a pena fosse descontada em prisão albergue domiciliar, reservada, sempre consoante a lei, aos sentenciados com mais de 70 anos e às gestantes.

Os governos também não construíram estabelecimentos para cumprimento, no seu interior, de pena semi-aberta. Os velhos estabelecimentos agrícolas e industriais, há anos, não mais realizam atividades internas.

Assim, e por exemplo, os presos em regime semi-aberto passaram a sair dos institutos agrícolas e industriais para trabalho externo. Mais um desvirtuamento da LEP (Lei de Execução Penal).

Mas, só agora, o ministro Barbosa percebe o desvirtuamento. Algo que ocorre há mais de 15 anos.

(...)

Barbosa, no caso, usa a interpretação literal da LEP. Só que ela não se aplica faz muitos anos. E o trabalho externo nunca, infelizmente, foi fiscalizado.

Querer consertar em cima de mensaleiros significa populismo judiciário.


Clique aqui para ler "Barbosa quer criar 25 Papudas !".

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