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MT inspira poetas do C Af

Minha terra tem golpistas, Entre eles o Angorá; As aves que aqui rapinam, Não rapinam como lá
publicado 16/02/2017
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Temer Intimidade.jpg

Na última segunda-feira, 13/02, a TV Afiada exibiu uma trepidante declamação dos poemas do Michel Temer, o MT.

São versinhos extraídos da obra "Anônima Intimidade", que mereceu o prefácio do também poetastro Ayres Britto, aqui chamado de Big Ben de Propriá.

Se o amigo navegante perdeu, assista agora:

Bravo! Bravíssimo!

No dia seguinte, amigos navegantes do Conversa Afiada enviaram versinhos de sua lavra (que, entretanto, não chegam aos pés da camoniana poesia do MT).


Poemas continuaram a chegar.

Sejam bem-vindos ao Sarau do CAf!


Reprodução: Carta Capital

O Kalipha nos brindou com singela homenagem ao PiG:

A canoa vai virar...
Olê Olê Olá
E a Globo vaaai...
vai se "lascá"

O Hugo Branco adaptou versos de um tal de Gonçalves Dias (quem precisa dele, se temos o MT?):

Minha terra tem golpistas,
Entre eles o Angorá;
As aves que aqui rapinam,
Não rapinam como lá

Nosso céu está cinzento,
Nossa pátria desamores,
Nossos algozes ceifam vidas,
Nossa vida dissabores.

Em cismar, triste, à noite,
Mais tristeza encontro eu lá;
Minha terra tem golpistas,
Entre eles o Angorá.

Minha terra tem usurpadores,
Que tais, parece, só se encontram lá;
Em cismar, triste, à noite,
Mais tristeza encontro eu lá;
Minha terra tem golpistas,
Entre eles o Angorá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem ver o golpe fracassar;
Sem que se esvaiam esses horrores
Que, parece, só se encontram por cá;
Sem qu’inda se prendam os golpistas,
E também o Angorá.



Eugênio Drummond (será que é parente do Carlos ?) compôs obra em sofisticada métrica dodecassilábica:

Ai, esta terra ainda vai ser boa pacarái!
Ainda vai tornar-se um imenso Paraguai!

O Totonho Cunha, amigo navegantes de mortiferos pitacos - "No MT só sobe a impunidade", por exemplo -  vai de métrica ousada e irregular:

Não respiro
Conspiro
Incêndios tomam conta de mim
Tenho os quatro poderes nas mãos
Reduzo a cinzas
Os sonhos de um povo
Embarquei nesta nau
Daqui não saio nem a pau


Reprodução: Carta Capital

Valdevino Oliveira compôs redondilhas sobre a Brasília conspurcada. 

Deve haver novo poeta
Novo Gregório de Matos
Armado de alfa a zeta
Para acabar com esses ratos

Que invadiram Brasilia
E conspurcaram o país.
Da noite pra luz do dia
Tornaram-na meretriz.

Ficou mais triste, Brasilia,
No alto do tal planalto
Rompida e fora da trilha
Tomada que foi de assalto

Por bandidos do Congresso
Da câmara e do senado
Adeptos do retrocesso
E sugadores do Estado.

Tarcísio Arruda, indignado:

O golpe foi consumado
No finalzinho de agosto,
Hoje eu vejo inconformado
Um canalha em cada posto.

Caio Flávio, melancólico:

Depois do golpe
há um gigante fracassado
infame, devedor e ainda humilhado
À "rede" o que ele leva?
Um tremendo embaraço
do milhão de peixes recolhido no passado
Passa o tempo, aumenta a dor
Quem mandou ser descuidado
Pois que se entenda com o porco, que fez parte com o diabo

Ju Santos não escreveu um poema - dá uma dica: será que a inspiração para "A Letra P" do poestastro MT não teria sido um plágio - outro! - do "Tudo em Pê", do Almirante, de 1956?

Em tempo: menções honrosas (ou não) aos navegantes Pedro Holanda e Aguinaldo Aguiar, autores de poemas magníficos, mas que não podem ser lidos na frente de senhoras! Como o detrito sólido de maré baixa...

Sejam benvindos!

O Conversa Afiada também é Cultura!