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Ministro Gilmar foi ao casamento de Dona Baratinha

E se livrou de ser alvejado por nota de dinheiro
publicado 03/07/2017
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Ministro Gilmar e a ilustre noiva (Crédito: Balada in)

A propósito da ação do Juiz Bretas do Rio, nessa manhã - veja como o PiG tentou engordar o Moro como se ação fosse dele...  - para encanar o Barata Filho, herdeiro e Rei dos Ônibus, cabe recordar uma das festas que deram vida e gloria ao Hotel Copacabana Palace no Rio.

(Outra festa retumbante, inesquecível, foi comemorar o aniversário do Escritório de Advocacia do dr Sergio Bermudes, de que é sócia a mulher do Ministro Gilmar Mendes. Na entrada do Salão Dourado, para receber os ilustres convidados, estavam o Dr Sergio e o Ministro Gilmar! Precisa desenhar, amigo navegante?)

Mas, sobre os Baratinha, vale a pela recordar essa formidável reportagem de O Globo Overseas Investment BV, onde se destacam, de novo, o Ministro Gilmar e o ex-presidente do PSDB, senador Jereissati, do Ceará, que breve será mandado embora pelo retorno de JedI: o Mineirinho, que tomava grana viva em supermercado para comprar verdura - quá quá quá!

Em julho de 2013, o luxuoso casamento da neta do empresário Jacob Barata, Beatriz Perissé Barata, com Francisco Feitosa Filho, herdeiro do ex-deputado federal cearense Chiquinho Feitosa, foi alvo de protestos na igreja e na recepção, realizada no hotel Copacabana Palace.

Cerca de 60 manifestantes se reuniram na porta da igreja do Carmo, no centro do Rio, e vaiaram os noivos e seus convidados. Trinta PMs (um para cada dois manifestantes), além de seguranças, fizeram um cordão de isolamento em torno da porta principal. O protesto, porém, foi pacífico.

Durante cerca de duas horas, os manifestantes usaram de muito humor. Uma jovem, vestida de noiva, distribuía pequenas baratas de plástico para todos que chegavam. Ela ainda segurou um cartaz com os dizeres "Dona Baratinha, vá de ônibus para o Copacabana Palace", numa referência ao local onde foi realizada a festa após a cerimônia na igreja.

Havia outros cartazes bem-humorados como "Pego ônibus lotado, me dá um bem casado!" ou "Eu estou pagando esse casamento!". O empresário Jacob Barata, avô da noiva, chegou em uma Mercedes Benz e não quis falar com a imprensa.

Depois da cerimônia na igreja, o grupo de manifestantes ganhou reforços e cerca de 150 deles se aglomeraram na entrada do Copacabana Palace, também cantando e com cartazes. Convidados lançaram notas de R$ 20 e até um cinzeiro sobre os manifestantes, ferindo o estudante Ruan Martins do Nascimento, de 24 anos. Na delegacia, ele reconheceu, por meio de fotos, Daniel Ferreira Barata, de 18 anos, como a pessoa que jogou o cinzeiro.

Na época, Daniel, que é sobrinho-neto de Jacob Barata, negou ter atirado o cinzeiro, mas postou no Facebook um pedido de desculpas por ter lançado uma aviãozinho feito com uma nota de R$ 20 em direção aos manifestantes. O protesto foi dispersado por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

A família Barata também divulgou uma nota, condenando os casos de violência: “A família lamenta os episódios que cercaram o que deveria ser uma cerimônia religiosa e familiar. Somos contra quaisquer gestos de agressão, os quais precisam ser identificados e punidos. Todavia, a liberdade de expressão não pode servir de escusa para as ofensas morais e as ameaças sofridas pelos noivos e seus convidados. Além do constrangimento, merece registro a violência contra as pessoas presentes, recebidas com ovos e pedras, e muitas delas tendo seus carros particulares danificados”'.

FAMÍLIAS UNIDAS NOS NEGÓCIOS

O casamento de Beatriz e Francisco vinha sendo amplamente divulgado principalmente por colunas sociais do Ceará. O casal divulgou pelo menos duas listas de presentes em sites na internet, com itens como três aparelhos de jantar de 24 peças, no valor de R$ 4.950 cada um, e um faqueiro de prata com 130 peças, no valor de R$ 37.150.

O casamento não foi a primeira união entre as famílias carioca e cearense. Em janeiro de 2008, o empresário Jacob Barata, considerado o “Rei dos ônibus” do Rio, fundou em Fortaleza, junto com o também empresário de transportes e ex-deputado federal Francisco Feitosa, pai do noivo, a Mandacaru Administradora de Cartões S/A. Na ata de constituição da companhia, além de Barata, aparecem mais três parentes seus, e a Jacob e Daniel Participações, que também faz parte de seu grupo. A Mandacaru, entre outras atividades, administra o Libercard, que pode ser utilizado para a aquisição de créditos de vale-transporte em várias cidades do Ceará.

Fontes ouvidas pelo GLOBO disseram que a Mandacaru é formada pelos controladores de todas as companhias de ônibus de Fortaleza. A composição acionária seria na mesma proporção da participação dos grupos no sistema de transportes local. A Mandacaru começou apenas como uma fornecedora de vale-refeição e outros benefícios sociais para os funcionários das empresas de coletivos. Ao menos no primeiro ano de funcionamento, Jacob Barata Filho foi um dos quatro nomeados para o Conselho de Administração.

FORTE INFLUÊNCIA NO NORDESTE

O site do Libercard na internet mostra a forte influência de Barata também em terras nordestinas: “O Libercard é a bandeira com conceito inovador administrada pela Mandacaru, uma das muitas empresas que compõem o Grupo Guanabara, um dos mais consolidados do país, com mais de 50 anos de atuação em vários segmentos”. O Guanabara, por sua vez, é exatamente a holding do “Rei dos ônibus” do Rio. O site apresenta o produto como “soluções em cartão de crédito, gestão de benefícios corporativos e micropagamentos”.

A influência das famílias no Ceará fica evidente com a lista de convidados que compareceram ao casamento de Beatriz e Francisco. Uma das colunas sociais presentes ao evento foi o site Balada In, do colunista Pompeu Vasconcelos, que publicou dezenas de fotos. Numa delas, aparecem o então vice-governador do Ceará, Domingos Filho, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O senador Tasso Jereissati, que também já governou o estado por três vezes, era outro convidado presente.


O Senador Tasso, demitido pelo que levava grana, ao vivo, em supermercado (Crédito: Balada in)