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Não tem emprego nem para intermitente!

15% das novas vagas não possuem salário fixo
publicado 25/09/2019
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Créditos: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Uma das grandes "novidades" (quá, quá, quá!) da "reforma" (sic) trabalhista aprovada no governo Michel Temer, em novembro de 2017, é o trabalho intermitente.

Trata-se da uberização compulsória: a empresa contrata o trabalhador e o convoca para trabalhar apenas quando achar necessário. Não há qualquer garantia de que ele irá cumprir um número mínimo de horas trabalhadas.

Portanto, o empregado não tem garantia alguma de que irá receber um salário integral no fim do mês.

Os açougueiros dо neolibelismo dizem que isso é um regime de contratação "moderno"...

O governo Temer prometeu que a "Reforma" Trabalhista iria criar mais de dois milhões de vagas em três anos - ou 55 mil postos de trabalho por mês.

Entretanto, segundo dados do CAGED, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia, foram criadas - entre novembro de 2017 e julho de 2019 - apenas 660.390 novas vagas.

Dessas, 101.600 são no regime intermitente - 15,4% do total de postos gerados.

De acordo com o CAGED, a maior parte das vagas nesse novo esquema são para postos no setor de comércio e serviços - ocupações como barman, garçom, vendedor de loja.

Os números mostram o tamanho dessa "grande revolução" no emprego: em julho - novamente, segundo o CAGED - foram criadas 353 vagas intermitentes de trabalhador de linha de produção, 327 de servente de obra, 302 de faxineiro, 242 de operador de caixa, 107 de motorista de carro de passeio...

Um colosso...

Em tempo: segundo o IBGE, o Brasil tem 12,6 milhões de pessoas sem trabalho.

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