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Cunha janta os impeacheiros do PiG de SP

Vai haver um freio de arrumação e o PMDB e Dilma vão se acertar.
publicado 17/03/2015
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Só o crédulo do zé Cardozo acredita que os protesteiros e paneleiros de São Paulo queriam acabar com a corrupção.

O programa “Roda Viva”, que o Zé Simão em boa hora chamou de “Roda Morta”, é o palco das estrelas de infinita mediocridade dos colonistas (ver no ABC do CAf) do PiG de São Paulo.

Estavam todas lá para entrevistar o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

E o Eduardo Cunha jantou todos eles.

Os colonistas só queriam saber do impítim meuzovo.

Mais nada.

É uma fixação deles: derrubar Dilma !

E o Cunha foi muito claro, meridianamente lógico.

Não vem que não tem.

Não há razão jurídica nem política.

E isso aqui não é o Paraguai, disse ele.

Eles insistiram, insistiram e ele passou metade do programa a mostrar que não há motivo jurídico nem político para o Congresso promover o impeachment.

A Presidenta não cometeu nenhum crime.

(A Presidenta não roubou !, diz o PHA.

A Presidenta não participou da Privataria Tucana, das peripécias do Príncipe da Privataria, e da deslavada malversação de fundos públicos, na “Operação Banqueiro”.

Isso tudo é coisa de tucano.

A Dilma é limpa ! - PHA)

Além disso, Cunha tocou em ponto importante.

Que as deidades provinciais não perceberam.

Disse que vai ocorrer um freio de arrumação e o PMDB e o Governo reconstruirão a base política para governar.

O que o PMDB quer é participar do processo de formular políticas sociais e chegar à sociedade como participante das políticas governamentais.

“O PMDB quer ser partícipe !”, foi a tese dele.

Várias vezes repetida.

E, aí, amigo navegante, tem jogo.

E é inevitável que a Presidenta queria fazer isso, disse ele.

As deidades provinciais que o interrogaram não conseguiram fazer com que ele falasse mal da Dilma.

Quá, quá, quá !

Dilma e o PMDB vão se acertar, é o que se conclui da lúcida e afiada entrevista do Eduardo Cunha.

(Você pode não gostar dele, amigo navegante, mas não queira estar do outro lado da rede contra ele.)

Foi um espetáculo desolador, na verdade.

Cunha merecia entrevistadores melhores, que tivessem feito o dever de casa.

A forma implacável, aguda, com que o Eduardo Cunha, também chamado aqui de Imaculado Cunha (ver no ABC do C Af), jantou, com farofa e azeitonas, as deidades provinciais ali reunidas foi de dar pena.

O ansioso blogueiro tem uma admiração especial pelo João Dória e suas gravatas verdes.

Gravatas verdes.

É preciso ter muita auto-estima para usar gravatas verdes...

Impecável.

Direto do Castelo de Caras para a TV Cultura!

Agora, pelo jeito, Dória virou jornalista e entrevistador de  assuntos políticos.

Em São Paulo, tudo é possível.

João Dória, na verdade, criou um negócio que simboliza o empreendedorismo de São Paulo.

A empresa dele aproxima políticos de empresários e empresários de políticos.

Ou seja, é um fabricante de vácuo.

No “Roda Morta” ele defendeu o impítim, baseado no parecer golpista Gandra Martins.

Dória insistiu.

Não largava o assunto.

Eduardo Cunha deglutiu-o com carioca supremacia.

Enforcou-o na gravata verde.


Paulo Henrique Amorim