Sexta-feira, 01 de Agosto de 2014

Publicado em 02/12/2011

Santayana sobre o Irã e a Síria.
Atrás da Europa, os EUA

Novo movimento na escalada da guerra

O Conversa Afiada reproduz texto de Mauro Santayana no JB:

 

Novo movimento na escalada da guerra
Mauro Santayana

“A Primeira Guerra Mundial foi um trágico e desnecessário conflito” – assim se abre o excelente estudo do historiador britânico John Keegan sobre aquele confronto. Todas as guerras são uma só e permanente, iniciada não se sabe quando. Os raros períodos de paz têm sido os das tréguas impostas pela exaustão.

Em 1922,  desmobilizado depois da derrota de seu país, o cabo Adolfo Hitler conclamaria a Alemanha à desforra: “não é possível que dois milhões de alemães tenham sido mortos em vão. Não podemos perdoar, nós queremos vingança”.

O confronto de 1914-1918 teve sua origem em outra guerra ocorrida quatro décadas antes, entre a França e a Alemanha. Como a mentira e a provocação são sempre instrumentos do poder, a guerra de 1870 fora provocada pela  jogada de Bismarck, falsificando um telegrama que narrava  encontro entre o embaixador da França, Conde Benedetti, e o rei Guilherme I, no balneário de Bad Ems.  A conversa ocorrera em termos corteses, com o soberano alemão se negando a aceitar uma reivindicação da França. Bismarck mudou os termos do telegrama, afirmando que o embaixador e o rei se haviam insultado mutuamente, chegando quase aos bofetões. Divulgado o texto fraudado, a opinião pública dos dois paises exigiu a guerra – e a França caiu na armadilha, declarando-a em primeiro lugar, em julho de 1870.

A Alemanha em pouco tempo levou suas tropas a Paris. Bismarck se apossou logo da Alsácia e da Lorena, com a desculpa de que necessitava proteger-se no futuro contra o inimigo vencido. Lord Salisbury, depois  primeiro ministro da Inglaterra, fez o alerta contra tal pretensão, em artigo publicado no calor dos fatos, em outubro de 1870, na famosa Quarterly Review. Escreveu o estadista que “as outras nações da Europa são levadas  a deduzir que devem temer mais a intoxicação de uma Alemanha triunfante, do que uma França diante da violência e da Revolução. Uma Alemanha pacífica é apenas conversa de diplomatas. Nada existe na História para justificar semelhante situação”.

“Dia virá – diz Salisbury em outra passagem –  no qual os sonhos ambiciosos da Alemanha virão chocar-se, em seu caminho, com um povo suficientemente forte para por os seus ressentimentos  à prova. Esse dia será, para a França, o da restituição e o da revanche”.

Por duas vezes, em 1918 e em 1945, a Alemanha pagou pelas suas ambições. Na Primeira Guerra Mundial, a aliança entre a França e a Inglaterra, com a contribuição norte-americana, levou-a ao chão. Os sentimentos de revanche, capitalizados por Hitler, conduziram-na novamente ao desvario. Desta segunda vez, não obstante a brava resistência da Grã Bretanha e a ação interna dos patriotas dos países ocupados, o povo mais forte foi o da União Soviética. Quem derrotou a Alemanha foi o Exército Vermelho, a partir da heróica reviravolta de Stalingrado, até sua chegada a Berlim.

A Europa atual, em lugar de ter aprendido com o passado, parece ter perdido de vez a lucidez. Não há mais Salisbury, Disraeli, ou Churchill, entre os ingleses, mas pigmeus, como David Cameron e seus antecessores imediatos. No resto da Europa, o cenário é o mesmo. Incapazes de governar, posto que desprovidos de inteligência política, os simulacros de governantes entregam o poder aos banqueiros e a consultores empresariais. Como comediantes, lêem discursos que correspondem aos interesses dos reais donos do poder,  e se reúnem com seus pares, fazendo de conta que lideram: não passam de meros delegados dos grandes banqueiros.

Ao mesmo tempo, cresce, na França e na Inglaterra, mas também na Itália e na Espanha, uma tendência a retomar, assimilar e assumir o espírito germânico de conquista e domínio, tão bem identificado por Salisbury há 140 anos. É assim que podemos ver a mobilização acelerada de Paris e Londres, sob o patrocínio norte-americano, contra o Irã e a Síria. Não é a violação dos direitos humanos, que eles mesmos desrespeitam em seus países, a movê-los – mas a hipótese, cada vez mais provável, de que as manifestações de inconformismo dentro de suas próprias fronteiras passem do protesto à revolução.

A deplorável e estranha invasão da embaixada britânica em Teerã, não era de interesse de Ahmadinejad. O governo inutilmente pediu desculpas e prometeu punir os responsáveis – mas isso não bastou. O tom irado e belicoso subiu nas chancelarias da Europa Ocidental.  Repete-se a mesma história: a fim de obter a coesão interna, diante da insatisfação crescente de seus povos contra o neoliberalismo,  apela-se para o falso patriotismo e a xenofobia. A guerra de agressão pode ser o passo seguinte.

É nesse cenário que vemos a alteração geopolítica do mapa mundial, com suas perspectivas e prováveis conseqüências. Os grandes países emergentes – China, Rússia (que reemerge) Brasil e Índia – deixaram claro que não admitem a intervenção na Síria, nem no Irã, fora dos mandamentos da Carta das Nações Unidas. Os russos mantêm uma base militar no porto sírio de Tartus – equipada com foguetes de defesa aérea de alta eficiência – e naves militares bem equipadas para uma guerra no Mediterrâneo. Os chineses têm também navios de guerra patrulhando aquele grande mar interior.

Os norte-americanos, em sua velha insensatez, parecem desafiar Moscou, ao anunciar que deixarão de cumprir certas cláusulas do Tratado das Forças Militares na Europa, no que se refere à Rússia. Esse tratado reduzia a presença de exércitos e armas convencionais no Continente, e o aviso prévio e recíproco entre Washington e Moscou de seu deslocamento militar na região. O tratado foi cumprido rigorosamente pelos russos, que fizeram recuar grande parte de suas tropas para além dos Urais.

Um ataque à Síria exigiria neutralizar o poder russo na base de Tartus, e é quase certo que haveria retaliação. Por outro lado, o Irã está muito perto da Rússia, e uma ação da Otan naquele país ameaçaria diretamente a segurança de Moscou.

Essa razão levou os Brics a aconselhar negociações com o governo de Teerã, em busca da paz na região, e a condenar qualquer iniciativa que viole os princípios da Carta das Nações Unidas. Um desses princípios é o da autodeterminação dos povos. O entendimento desses países, no encontro de Moscou, revela uma entente bem clara entre a China, a Rússia e a Índia, no espaço eurasiático, com todo o seu poderio militar (incluídos os arsenais atômicos), ao lado do Irã e da Síria.

A declaração oficial da diplomacia russa sobre a ameaça à Síria não poderia ter sido mais explícita, quando afirma que “ a situação dos direitos humanos em um ou em outro país pode ser, evidentemente, objeto de preocupação internacional, mas em nenhum caso se pode admitir que questões de direitos humanos sejam usadas como pretexto para qualquer tipo de intervenção nos assuntos internos de estados soberanos, como se vê  hoje, no caso da Síria. Cabe aos sírios decidir sobre o próprio destino, sem qualquer  ‘empurrão’ vindo do exterior. A Rússia de modo algum aceita  cenário que inclua a intervenção militar na Síria”.

Por detrás da Europa, há a ação permanente dos Estados Unidos, a proteger Israel e a instigar Londres e Paris à agressão, na esperança de, como das outras vezes, impor sua “paz” ao mundo. Uma paz que, em 1945,  lhes trouxe o controle das matérias primas mundiais, entre elas, o petróleo, e a cômoda situação de únicos emitentes de moeda no planeta.

Estamos à margem de um conflito que, se ocorrer, será tão trágico, ou mais trágico, do que os outros. Enfim, a paz sempre depende da vontade de que haja paz para todos – com equidade e justiça.

Comentários

  • Ozeias Laurentino Aparecida de GO

    Parabéns por este artigo, em outras vezes que me deram a honra de participar deste blog PHA, eu sugeri que era o momento dos BRICS, que tem a RUSSA e CHINA com poder de veto na ONU, a pedido da BRASIL usar esse poder para evitar fatos como o assalto ao petróleo do povo Libio, em nome da democracia dos EEUU. E sim construir as instituições democráticas dos países ditatoriais , através do dialogo e dos embargos, como não vendas de armas, não compra de petróleo, tem se varias formas, menos a guerra, pois tiram um ditador e poem outro.

  • Vlademir

    Na guerra civil espanhola os fascistas ficaram muitos motivados bombardeando cidades indefesas. Isso deu coragem para iniciativas mais ousadas. Quando acordaram estavam em ruinas. Hoje a humanidade esta em jogo, os escorpiões e as baratas que o digam!

  • MARCUS VINI(JEQUIÉ BA)

    os eua e sua trupe europeia, não tem dinheiro para uma guerra desta magnitude, estão quebrados sabem mais do que ninguem que uma guerra desta seria o final definitivo do dolar como moeda global, e eles não vão querer dixar a mascara cair agora né?

    • Rafael Moroni Chamorro d'Silva

      Os EUA não esta quebrado, está apenas caindo e leverá muitos anos até que fique abaixo da China. A Europa também esta com sua economia em queda mas eles ainda tem muito mais riqueza do que países como o Brasil.

  • Regina Braga

    Declaração do analista de inteligência do Jornal Haaretz(BBC-3/12/2011),Yossi Melman,a luta sigilosa entre agências de inteligências ocidentais e Teerã já começou-não deixa impressões digitais,mas o resultado da sabotagem são claros…Ele menciona o ataque cibernético pelo stuxnet que causou danos em 2010,nos computadores em Nantanz…A mesma coisa pode estar acontecendo,agora.Prá nós ocidentais,só resta repudiar tamanha arrogância…e dizer em alto e bom tom…INSANOS!

  • Marcos de Almeida

    Sempre disse e nunca vou mudar de opinão.O país mais perigoso do mundo sempre foi e será os estadunidenses.O povo mais safado do mundo e cínico.

  • Yacov

    A ONU tem que mudar!! Não pode mais ser um organismo mundial, com poder de intervenção, nas mãos de um país imperialista e claramente dominado por interesses corporativistas, como os EUA. Do jeito que está, a ONU não passa de um mero avalista para os interesses imperialistas da elite mais preparada e cheirosa, dos TUCANOS dos EUA.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • Odarp Notielc

    Não vai acontecer nada, voltamos a guerra fria, os EEUU são por natureza covardes, eles não atacariam ninguém com potencial semelhante ao deles. Contra a Alemanha, eles com seus habituais aliados, França, Espanha, Italia e Inglaterra, teriam levado a maior surra se a Russia não entrasse na guerra do lado deles. Eles tentaram invadir Cuba, uma ilhota minúscula ao lado deles e sairam corridos de lá. Tentaram sozinhos vencer outra ilhota, Vietnan e também sairam corridos. Contara Iraque e Afehanistão, foi tudo combinado com seus ditadores, diga-se de passagem amigos de outrora.
    Pra passar para os baba-ovos, que se tratavam de “sherifes” do mundo. Foi como, “cachorro que corre atrás do carro”, o carro para e o cachorro não sabe o que fazer. Eles abem que sozinhos ( EEUU, Inglaterra, França, Italia + Isrrael) não podem com o Irã e ainda mais com a Russia do lado do Irã.

  • Santos

    Engana-se quem pensa que Irã é mais um Iraque, eles têm mais de 100 milhões de habitantes, se tiver guerra o bicho vai pegar. Não sou fã do armadnejad, mas conversar sempre é o melhor caminho. Isso ainda vai dar em m…

  • HEITOR

    MALDITO NEOLIBERALISMO!!! Hoje a China e os EUA agem em cima do câmbio, para garantir o seu crescimento. Por quê o Brasil mantém o câmbio flutuante? Rsposta: porque senão a Globo cai matando no governo, dizendo que o PT quer intervir demais no mercado … MALDITA IMPRENSA NEOLIBERAL!!!

  • Mauro Silva

    Caro PHA
    De início, seria aconselhávem que Santayana relesse “A guerra civil na França”, de Marx, testemunha ocular da guerra franco-prussiana, suas causas e efeitos, e cuja versão não é bem essa.
    De fato, a suposição que um telegrama teria levado à essa guerra é o mesmo que supor que o assassinato do arquiduque “foi a causa da 1ª Guerra Mundial”.
    Quanto a “velha insensatez” ianque que “parecem desafiar Moscou”, é ‘farol’: sabem que uma guerra contra a Rússia acaba com a atual civilização.
    Não têm para onde fugir como fizeram no passado, com diamantes enterrados no rabo.
    São loucos mas não queimam dinheiro.

  • Eliane Iris

    Análise muito boa!

  • Paula Portela

    Ai,ai,ai… Estamos cada vez mais proximos de 1984 de George Orwell….

  • Observador

    complementando meu comentário, mas sem querer fazer humor negro, lendo o Azenha, o PHA e o Nassif, pelo menos vamos morrer sabendo o que está acontecendo………..e quem são nossos algozes.

  • Observador

    lendo essas notícias percebi a pressa da OTAN para atacar o Irã e a Síria: a crise econômica e os protestos internos. Que Deus nos proteja desses loucos.

  • Helder

    Se esse conflito eclodir caminharemos para a Terceira Guerra Mundial, não sobrará nada depois disso, os países ocidentais envolvidos tem homens fracos e a utilização de armas nucleares seria questão de tempo, agora imagine um desses artefatos explodirem em território russo, chinês ou em qualquer lugar do Oriente Médio… será o início do Juízo Final.

  • Caju

    Lembro quando visitaram nossas instalações de enriquecimento e queriam acesso irrestrito. Foi aceita a inspeção, porém não teriam acesso às máquinas para que assim fossem preservados, os segredos desenvolvidos por nós!!!
    O caminho é esse, independência total! É uma pena que os ladrões não deixam termos educação de qualidade… O Brasil precisa avançar mais e mais no conhecimento científico e tecnológico.
    O Lula sempre disse que deveríamos fabricar o que precisamos, se não souber, aprende a fazer… pronto!

  • AUGUSTO SOARES

    Já era. O negócio é fechar nossas fronteiras, vai todo mundo querer vir morar nos países do Mercosul, de novo.

    • Vai ver que é por essa razão que eles querem a Amazônia intacta. A pretensão deles é deixar a “selva” das grandes metrópoles européias e norte-americanas e vir morar na “selva” amazônica!

  • José Antero Silvério

    É interessante! Sempre que se fala nas duas grandes guerras os países citados são sempre os mesmos: Alemanha, França, Inglaterra e os Estados Unidos. Por que ninguém fala do Vaticano? Medo? Ele, o verdadeiro criador das bestas Mussolini e Hitler?
    Esse pessoal está precisando entrar em contato coma obra do ex-jesuíta francês Edmond Paris. Precisam conhecer, principalmente, o livro A VIDA SECRETA DOS JESUÍTAS. Lá está a verdade, nua e crua.

    • Só prá acrescentar; a religião está toda fundamentada nisso. É a eterna guerra do “bem’ contra o “mal”. Isso tudo, nada mais é do que a luta pela sobrevivência das espécies, a qual Darwin tão bem se referiu e explicitou.

  • Washington

    Não adianta o Irã pedir desculpas por nada, o ataque vai acontecer. Quando os ingleses não sabem mais o que fazer na vida, inventam um pretexto e atacam a Pérsia. Isso vem desde quando a Inglaterra virou vampiro.

  • Tony

    Os EUA estão tentando passar a idéia de q se o mundo resistir à sua belicosidade e não ajoelhar-se, então morrerão todos, inclusive eles mesmos!!! Não devemos aceitar a chantagem americana. Eles NÃO vão até às últimas consequências. AMERICANOS, aceitem seu ocaso com dignidade, pois nenhum império é eterno. Concentrem suas energias em construírem uma aposentadoria digna!!!!

  • Tony

    A bomba atômica brasileira só é possível se houver um acordo militar entre Brasil, China, Rússia e Índia. Se não for feito um acordo q garanta o reconhecimento do direito do Brasil a defender-se com tal arma, e q o Brasil respeitará tudo o q for exigido como contra-parte, então estaremos vulneráveis enquanto não estivermos totalmente fortalecidos.

    • Acredito que a única (e a mais importante) arma brasileira seja a nossa agricultura, porque sem alimentos qualquer país perecerá.

    • divaldo

      E um país que conseguiu construir uma centrifuga que enrriquece o urânio bem mais simples e complexa que as demais, não consegue fazer uma bomba nuclear? Ela, a bomba já é uma realidade e está no papel e é só fabricá-la e testá-la. O que precisamos é um incentivo á tecnologia de fabrico de armas para defesa que parece para muitos simples mas não é. Precisamos de caças com aviônica moderna e avançada e submarinos nucleares com modernos sistemas eletrônicos que não fabricamos. esse é o nosso calcanhar de Aquiles, o nosso ponto fraco. Porisso precisamos investir em educação tecnológica que nos dará condições de fabricar aquilo que precisamos sem comprar lá fóra onde eles não querem que apredamos a fazê-los e se venderem exigem proteção de patentes.

      • jpaulocunha

        Calma aí pessoal!!!

        Ninguém é obrigado a entrar na guerra dos outros. Se precisamos nos preparar, não será para esta guerra que estão anunciando…que venham todos morar no Brasil! Hehehehe, a mistura é sempre melhor que a xenofobia.

        Paz e amor…só!!!! uhu!!!

  • Henrique C. Santana

    2012…

  • ricardo silveira

    Espera-se que o Brasil um dia tenha a força necessária para se defender de quem quer que seja. Sem essa força, sua única arma será sempre a retórica e, essa, para quem tem como se defender, não vale muita coisa.

  • leandro

    ´´cada um com seus problemas´´ eu quero e o brasil armado ate os dentes,com mtas bombas atomicas disponiveis em nossos estoques.porque bomba atomica gera diplomacia, com a real chance de destruir o inimigo,acaba se resolvendo,no campo da negociação.

  • Beto

    Só vem aumentando a hipocrisia beligerante dos senhores do capital, dos que comandam o 1%, municiados pelo poderio bélico dos fantoches otan-pentágono, movidos pela ganância de sempre turbinada pelo medo “de que as manifestações de inconformismo dentro de suas próprias fronteiras passem do protesto à revolução”.
    Muito preocupante, PHA! Nós Brasileiros, deveríamos deveríamos começar a refletir politicamente esse momento da história humana, devemos nos proteger, “para bellum”!
    Tá na hora da nação brasileira decidir sobre a nossa bomba atômica! Enquanto isso ficamos à mercê desses tresloucados sociocopatas com tendencias genocidas e arsenais nucleares!
    Tô contigo PHA, bomba atômica já!

  • I.F.Neto

    Crianças, tsc tsc tsc tsc… A luta é a mesma de sempre: dinheiro. Riquezas, poder e o acesso a recursos estratégicos. Tudo para manter o “american way of life”. E danem-se(isso mesmo, danem-se) os outros povos. A paz é resultado de um acordo de cavalheiros para menter o status quo. A guerra também é resultado de acordo semelhante. Deixem eles se despedaçarem. Nós vendemos as armas e compramos o petróleo deles. Assim, tudo fica bem (para eles…). O mundo ainda não aprendeu que a paz é possível, mas não desejada. Vamos aguardar.

  • A mascara da cúpula dos euan já caiu, perderam toda moral que tinham pelo mundo afora, vão mal economicamente e agora só lhes restam armas que lhes transbordam por todos os cantos de seu país e que, segundo sua elite belicista, urgem serem usadas de qualquer desgraçado sangrento modo. É só o que eles são competentes em fazer: guerras e saquear os outros países.
    Seus cidadãos de bem, imagino eu, devem estar quase que morrendo de tristeza e de vergonha de serem norte-americanos, nós brasileiros sabemos bem o que é isso pois somos sobreviventes que estamos vencendo uma elite igualmente egoísta e sem Deus em si.
    Desde antes da invasão do Iraque que me manifesto contra essa política nefasta dos euan e, quando ainda raras vozes se somavam a minha, sempre alertei aqui pela net, pois pelas mídias normais eu era proibido, de que urge aos amantes da paz para nosso Terra brecarmos os euan, pois com sua insana ganância e sede de poder vai acabar detonando a todos nós, inclusive eles mesmos e se no final sobrar de nosso planetinha um cinturão de asteroides, como o existente entre Marte e Júpiter, será muito.

  • marcirio

    Os americanos ( do norte ) mesmo vaticinaram no filme “A Profecia,… a besta do apocalipse ,o anti-cristo nascerá nos EUA, vem para atear fogo no mundo.
    Isso tudo é reflexo direto da insanidade do povo americano ( do norte ), belicoso, arrogante e insensato, o pior e que estão lotados até o talo de ogivas, foguetes, bombardeiros, submarinos e sabe mais lá o que para despejar a em cima de quem ousar contraria-los a sua fúria assassina.
    Alguns povos gostam de futebol, outros vinhos, alguns adoram massas, o povo indígena ama a sua floresta… mas um povo idolatrar a violência e amar a guerra… é doença e merece um bom tratamento psiquiátrico coletivo. Mandem um caminhão de psiquiatra pros State.

  • Eugênio

    “..Por detrás da Europa, há a ação permanente dos Estados Unidos, a proteger Israel e a instigar Londres e Paris à agressão, na esperança de, como das outras vezes, impor sua “paz” ao mundo. Uma paz que, em 1945, lhes trouxe o controle das matérias primas mundiais, entre elas, o petróleo, e a cômoda situação de únicos emitentes de moeda no planeta.”

    Os PIRATAS genocidas malditos da OTAN terão seu castigo!!

    “Não pode ser. Não será. Não vai ficar assim, ya know, essa violência não pode ficar sem castigo, man.”

    Muammar Abu Minyar al-Gaddafi

  • nelson freitas

    A conspiração para americana roubar as riquezas do Brasil teve sua largada com o vídeo dos atores da Rede Globo contra a hidroeletrica de Belo Monte, estes lacaios representam o interesse americano em nosso país, são vermes.

  • maria do ceará

    Mais uma aula magna do Santayana, parabens e obrigada, PHA, por esse blog maravilhoso.

  • Henrique

    Tenho seguido esse problema nas agências russas. O PIG ocidental está escondendo dos cidadãos americanos e europeus o que estão fazendo contra a ussia, bem como o que a Russi tem feito em sua defesa. Por exemplo os link abaixo:

    http://portuguese.ruvr.ru/2011/11/23/60889616.html
    http://portuguese.ruvr.ru/2011/11/29/61224873.html
    http://port.pravda.ru/news/russa/30-11-2011/32546-navios_russos-0/

    A situação está cada vez mais grave! Vamos ver onde chega.

  • sérgio

    Como professor de História, rejubilo-me, bravo!

  • Jurgen

    A história está repleta de passagens onde a dificuldade das elites é resolvida com uma guerra qualquer. Produz-se armas reduzem os trabalhadores (as guerras matam muito) e as elites ficam mais ricas. E enriquecem novamente com a reconstrução. Este ciclo é o mesmo em séculos e séculos.

  • Alessandro

    A tecnologia já permite fazer bombas de hidrogênio do tamanho de cafeteiras, com potência igual às atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Portanto, podem ser levadas em embalagens insuspeitas e serem plantadas nos locais estratégicos do Irã (fábricas e depósitos de mísseis). Uma vez explodidos, caracterizariam cabalmente ao mundo que os iranianos “de fato estavam tentando produzir artefatos nucleares e sua insânia e incompetência ao lidar com isso causou as detonações”. Sem “impressões digitais”, arrasa-se a política iraniana, com o mínimo de “perdas colaterais” que seria, obviamente, de sua própria responsabilidade.

  • santos

    Santayana é um educador.

  • Robert - PR

    Cai a Síria, o Irã…. depois, será a vez da Venezuela. Na sequencia, tudo indica que eles vão querer “salvar” nossos índios, estimular o separatismo em nosso país, etc., Afinal, é preciso dividir.
    O Brasil deve construir suas armas nucleares, não há outra opão.

  • Claudio Martinez

    Parabéns! Ao Santayana pela análise e ao blog pela publicação.
    Gostaria de ver aqui mais artigos sobre política internacional. Acho que ajudam a entender onde, como e com quem estamos metidos. E, conseqüentemente, a se posicionar melhor sobre os temas internos.
    Aliás minha primeira lembrança do PHA é mais ou menos assim “essa semana, um amigo meu aqui em Nova Iorrrrque…”, lembra?
    Muito bom!

    Abraços

  • CAFÉ DO BODE

    Curioso que essa gente só encontra progresso com guerra. Depois da guerra, vamos reconstruir, dar emprego e nos apoderarmos mais de mais de tudo que pudermos. Alô, alô tio sam, inaugure uma estátua em homenagem a guerra.

  • Edvard

    Para os paises “ricos” não há nada como uma guerra para aquecer a economia.
    Quanto a OBAMA, quando ele vai devolver o premio Nobel? E a comissão do prêmio, quando vai pedir desculpas por puxar o saco do tio sam?

  • Julio Lopes

    A frase que podemos atribuir ao nosso Brasil, graças ao “estrategista” FHC é:
    Dentro dos BRICS o Brasil esconde seu chiado de rato aproveitando-se do urro dos leões, para na calor da confusão parecer um deles.

    • Antonio Veras

      Este comentário acima é típico do “Complexo de Vira-latas”

      • Julio Lopes

        Não pretendi um comentário, pretendi uma critica mordaz, mas esse é um efeito da comunicação, cada um faz a leitura que quer. E, para voce, pretendi como o que escrevi trazer alguma cor para a realidade de poder do país, não me referi ao economico, mas ao militar, e é esse poderio que essa superpotencia e seus satelites respeitam.
        Sei a real dimensão do meu País, e ao contrário não tenho nenhum complexo de viralatas, sou até orgulhoso do que estes dois ultimos governos vêm construindo. Mas, principalmente, escrevi para pessoas com espirito criativo o suficiente para saber ler nas entrelinhas.

  • Fred Azevedo

    O texto do Mestre é irretocável. Obrigado por mais uma magna aula, Santayana!

  • Jorge Correa

    “Tese de que explosões no Irã foram ’sabotagem’ ganha força em Israel”

    “[...] fontes estrangeiras que atribuem ao Mossad, à CIA americana e ao MI6 britânico a possível autoria da sabotagem. [...]”

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111202_explosao_ira_israel_gf.shtml

  • Celso Paoliello

    Em política internacional é difícil achar em nosso país articulista com a visão e a lucidez de Santayana. É sua experiência de jornalista no exterior, aliada à sua vasta cultura e espírito verdadeiramente público e democrático.

    Texto irretocável!

  • C. Roberto

    Brigar com quem não tem armas é uma moleza; atirar duas bombas atômicas em um país, que não tinha nenhuma, deve ter sido muito legal! Quero ver fazer o mesmo com alguém cheio de armas e não levar o troco, recebendo uma chuva de míssil sobre Nova York!!! Obama está brincando com fogo.

  • Paulo Villas

    Santayana decidiu romper o lacre e avançou sôbre as chamadas “teorias conspiratórias” , desmistificando-as e aos que tentam desqualificar qualquer tese que se aproxime dos verdadeiros senhores da guerra , os todo poderosos vendedores de papel pintado , os banqueiros..

  • C. Roberto

    É verdade, brigar com quem não tem armas é uma moleza; atirar duas bombas atômicas em um país, que não tinha nenhuma, deve ter sido muito legal! Quero ver fazer o mesmo com alguém cheio de armas e não levar o troco, recebendo uma chuva de míssil sobre Nova York!!! Obama está brincando com fogo.

  • Marcus Fabrício

    Fico convecido cada vez mais que os pressupostos teóricos do Realismo (teoria das Relações Internacionais que afirma que o Estado é o principal ator das Relações Internacionais, além de defender o interesse deste como um jogo de poder) que fora comum no Guerra Fria está ainda vivo e em permanente constância com os interesses dos países, principalmente no que se refere a recursos naturais (petróleo e água também) e dominação por meio da “pax americana” (democracia e respeito às regras do Tio Sam).
    Por mais que seja contra a guerra, por questão de sobrevivência e respeito, o Brasil deveria acelerar seu programa nuclear como já fora dito pelo blogueiro.

  • 'Lenir Vicente

    Só não vê quem não quer.Barack Osama Obama vende a alma, mas não perde a eleição.Perde o amigo, mas não perde a pose de imperador.Traiu Lula na questão do tratado assinado pelo presidente do Irã mais a Turquia, para o processamento do urânio.A estratégia é a mesma do Bush e do Blair.Os artifícios que eles usam é sempre o mesmo.Uma armação atrás de outra, como essa da embaixada do Reino Unido na Síria.E lá vão os parceiros no crime cantar no mesmo coro.Só a invasão e a tomada do poder,resolve .E mais um país vai pra breca.O petróleo e confiscado e de quebra o Barack leva o prêmio da reeleição.É mesmo uma história antiga!

  • ROBERVAL

    Belíssima análise da conjuntura internacional, Mauro!!! Sou um daqueles raros espectadores que acham que os Estados Unidos, covardes como são, irão “mandar” os israelenses atacar o Irã para que o mundo continue a ser enganado quanto a expectativa que os EUA são “bonzinhos”. Oxalá a Rússia, a China e a Índia digam aos EUA um “páre aí que o “buraco é mais embaixo”, e impeçam a mais essa covardia contra um país soberano. Lembro ainda aos governantes israelenses que o chefe do Mossad, o maior Serviço de Inteligência do mundo, alertou aos seus chefes que um ataque ao Irã não seria como um ataque ao Iraque, pois o Irã NÃO é o Iraque e que um ataque ao Irã, causaria uma resistência redundante a um banho de sangue, banho de sangue não resumido ao Irã e sim aos israelenses, que causaria talvez o emprego de uma BOMBA ATÔMICA!!!!

  • Luiz

    Será que a história é isso daí mesmo? Não haverá outras versões onde todos são responsáveis pelas contendas insanas?

  • João Brasileiro

    “Os simulacros de governantes entregam o poder aos banqueiros e consultores empresariais”…
    Santayana é direto, mais uma vez.

  • J.Antonio

    Concordo plenamente. Os sírios que resolvam seus problemas internos sem tutela alienígena, mesmo que isso leve à guerra civil e à destruição do país.

    Como ensina o ditado popular: “cada um com seus problemas.”

  • Claudio

    Os EUA deveriam fazer guerra como eles faziam a 200 anos atrás, entre eles mesmos- sul contra o norte!

  • Os esteites são um risco para a humanidade e além do poder militar controla a imprensa mundial, principalmente a brasileira que está no bolso deles. Usam o mesmo método do Bismarck, mentem, só que a mentira é martela 24 horas pela Globo, Folha, Veja, Estado, Band, Fox, CBS, etc… O caso da Líbia é exemplar, fizeram uma política genoticida contra o povo líbio, que agora vai ter o seu petróleo roubado, cadáveres de crianças mortas pela OTAN e EUA foram escondidos pela grande imprensa mundial, só apareceream em alguns blogs na internet. Espero que russos, chineses e indianos possam dar um fim nisso, senão estamos perdidos.

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