Redação Conversa Afiada

RedaçãoConversa Afiada

Santayana: a insânia de Obama. No Irã e na Argentina

    Publicado em 25/11/2011
  • Salve e compartilhe
  • | Imprimir Imprima |
  • Vote
    Avaliação NegativaAvaliação Positiva (+44)

O Conversa Afiada reproduz texto de Mauro Santayana, extraído do JB online:

O Irã e a III Guerra Mundial


por Mauro Santayana


O jornalista e escritor britânico Douglas Reed, que morreu em 1976, pode ter sido um dos homens mais alucinados do século 20, como dizem seus biógrafos. Combatente na Primeira Guerra Mundial, quando ficou gravemente ferido no rosto, ele se fez jornalista e correspondente do Times de Londres em vários paises da Europa. Em seus despachos de Berlim, se destacou como  corajoso e violento anti-nazista. Foi o primeiro não comunista a denunciar a farsa do incêndio do Reichstag, acusando pessoalmente Hitler de ter sido o responsável pelo ato de provocação.


Quando se deu conta de que viria o Anschluss (a anexação da Áustria à Alemanha), ele,  então em Viena, escreveu, em poucas semanas,  seu livro mais conhecido, Insanity Fair publicado em Londres em 1938. Nele, advertiu contra a tolerância em favor de Hitler, e previu a imediata eclosão da 2ª. Guerra Mundial. Meses depois, com a capitulação das potências européias em Munique, no caso dos sudetos,  deixou de trabalhar para o Times, cuja posição era também apaziguadora.


A partir de 1940, Reed se tornou  anti-sionista -  não anti-semita. Mas aceitou a tese conspirativa e fantasiosa de que os comunistas e os sionistas eram aliados para dominar o mundo. Para ele, os nazistas favoreciam os sionistas, ao transformar os judeus em vítimas. Em seus artigos, previu que o Estado de Israel, a ser criado na Palestina, como determinava o projeto sionista de Max Nordau e Theodor Herzl, viria a ser o germe da grande conspiração para o domínio sionista do planeta, mediante um governo mundial.


Enfim, aceitava a famosa manipulação do “Protocolo dos Sábios de Sião”. Logo depois do armistício de 1945, previu que esse governo mundial seria  dotado de armas atômicas, como propusera o banqueiro e assessor de Roosevelt,  Bernard Baruch, também filho de judeus  de origem européia. De acordo com o Plano Baruch, nenhum outro país, além dos Estados Unidos, deveria desenvolver armas atômicas. O congelamento sugerido foi rejeitado com vigor pelos soviéticos.


Mas a citação de Reed nesta coluna se deve a uma frase profética do posfácio que acrescentou à edição original de Insanity Fair. Reed conta que, ao visitar a então Tchecoslováquia, pouco antes do Tratado de Munique, se deu conta de que os seus soldados estavam mobilizados na fronteira, contra a prevista invasão do território pelos alemães – e contavam com a Inglaterra, mais do que com a França, para resistir. Enquanto isso, diz Reed, os ingleses abandonavam os tchecos. Naquele momento, deduziu o escritor, o mais poderoso império da História – o britânico – entrava em sua inexorável fase de declínio. Reed registra, na frase inquietante, a sensação de que o desastre era desejado, ao dirigir-se a seus compatriotas: “E até onde eu posso entender vocês, parecem desejar que isso ocorra”.


Advertiu que ao apoderar-se de países vulneráveis, mas senhores de matérias primas, de energia,  de mão de obra e de soldados, a Alemanha se faria inexpugnável, invulnerável e  invencível, e dominaria toda a Europa – o que viria a ocorrer fora das Ilhas, até a virada em Stalingrado.


Outras são as circunstâncias de nosso tempo, mas a insanity fair parece a mesma. Se a Palestina é muitíssimo mais indefesa do que era a Tchecoslováquia de Benes e Hocha, o Irã é sempre a Pérsia. Ao não reagir contra as perspectivas de um conflito, os europeus de hoje, como os ingleses de Eden e Chamberlain, parecem desejá-lo. Talvez suponham que possam associar-se aos norte-americanos no governo do mundo. Mas o tempo de Baruch passou. Hoje, se os Estados Unidos, a Grã Bretanha, a França – e até Israel – dispõem de armas nucleares, a Rússia, a Ucrânia, a China, o Paquistão e a Índia também as têm.


Os arsenais do Pentágono dispõem de armas para destruir o mundo, mas não de recursos humanos e bélicos para a conquista e domínio do planeta.            É bom, no entanto, anotar uma das profecias de Reed, ao analisar o Plano Baruch, e o associar ao sionismo. Segundo Reed, haveria uma Terceira Guerra Mundial, com a criação de um governo planetário, a ser imposto e exercido pelos sionistas. É uma profecia perversa e, como podemos supor, improvável. Primeiro, porque surgem em Israel e nos Estados Unidos  vozes de bom senso, que advertem contra esses arquitetos do apocalipse. Quando Meir Dagan, ex-dirigente do Mossad – a agência de espionagem e contra-espionagem de Israel, mais eficiente do que a CIA – diz, em palestra na Universidade de Tel-Aviv, que um ataque ao Irã é “uma idéia estúpida”. Dagan advertiu que qualquer iniciativa militar contra Teerã conduzirá a uma guerra regional, com gravíssimas conseqüências para todos. É sinal de que alguma coisa  muda em Israel.  Mas não  apenas em Israel. Nos Estados Unidos, alguns chefes militares também tentam convencer o presidente Obama  – a cada dia mais servidor dos belicistas do Pentágono – de que um ataque ao Irã poderá levar a uma nova guerra mundial, e de resultados imprevisíveis.


Em artigo publicado pelo New York Times de 14 deste mês, o general John.H.Johns  deixa bem claro o perigo, ao afirmar que um ataque ao Irã seria repetir a aventura do Iraque, com mais dificuldades ainda, e que o país dispõe de meios militares para rechaçar qualquer ataque. Opinião semelhante é a do general Anthony Zinni, outro respeitado chefe militar. Como sempre ocorre, ele e Johns são hoje oficiais reformados.


Informa-se também que chefes militares da ativa estiveram recentemente com Obama, a fim de demovê-lo de apoiar qualquer iniciativa bélica de Israel contra o Irã. Obama balançou os ombros.


A principal mudança, no entanto, é a tomada de consciência de grande parte dos cidadãos dos Estados Unidos e de Israel de que o inimigo não está fora de suas fronteiras, mas dentro delas. As desigualdades sociais e a angústia em que vivem, em estado de guerra permanente, levam o povo às ruas. Em Israel, cerca de 500.000 pessoas foram às ruas contra o desemprego, a corrupção e o enriquecimento de poucos, diante das crescentes dificuldades da maioria. Os protestos nos Estados Unidos aumentam, apesar da repressão violenta.


E é nesse quadro geral que os Estados Unidos buscam uma aproximação maior com a Argentina, com o propósito bem claro de reavivar a antiga desconfiança entre aquele país e o Brasil. Não é a primeira vez, embora esperemos que seja a última, em que Washington atua em busca da cizânia entre os dois maiores países da América do Sul. Não parece provável que obtenham êxito. Nos últimos anos, argentinos e brasileiros começaram a entender que estão destinados a viver em paz, e unidos na defesa de seus interesses comuns, que são os do continente.



 

Artigos Relacionados

  • Ivan Jotta disse:

    Cara, não tem pra ninguém, o Santayana é o melhor colunista desse país…

    Eu leios os textos da Folha e acho eles ridículos perto dos do Santayana, é impressionante!

    Pena q a nossa imprensa não tenha mais caras como ele…

  • Andreza disse:

    Fácil, se o EUA quizer fazer a Argentina guerrear com o Brasil, agente dá dinheiro a china e a Russia para contratacar acho que esses países tem algumas armas que podem ajudar.

  • Fred Azevedo disse:

    Amorim;
    Coloque em uma panela: OTAN, Rússia e EUA.
    Acrescente, ainda, o novo escudo anti-míssil DAM que os norteamericanos querem implantar, sob protestos (e ameaças) de Moscou. Para finalizar, coloque a vontade de Israel em invadir o Irã… Pronto, olha que delícia!!!

    “Tudo está consumado”…mas, ainda há tempo!!!

  • Priscilla disse:

    Obama continua em seu governo inerte,indiferente ás questões sociais e aos direitos fundamentais;assistindo aos movimentos sociais anti-capitalistas que expandem pelo EUA…e quando reage,é com repressão.
    Depositaram muito crédito em seu governo e sobrou a frustração…

  • Tony disse:

    A verdadeira economia (a economia produtiva, da progresso, da paz, etc) está ruim das pernas nos EUA por conta da economia da fantasia e da exploração (a economia das finanças, da guerra, do vício, da desinformação, etc). A exploração é q está em crise. Ninguém q não seja doentemente ganancioso irá optar pela guerra e pelo medo. As pessoas normais sempre vão optar por uma vida tranquila, orgânica, sem sobressaltos, sem opressão, a não ser q estejam iludidas ou sejam enganadas. A próxima cartadas deles já tá ocorrendo no território Yanomami. Precisamos trazer esse Yanomamis para escolas brasileiras e desfazer a lavagem cerebral q estao fazendo neles lá nos EUA. Mas nós ainda não respeitamos os índios.

    • Wladimir disse:

      Os artigos do Santayana são verdadeiros faróis na escuridão da desinformação que é plantada insistentemente de todas as formas pela mídia/empresa, nos oferecem antídoto pra acordar e reagir a manipulação sórdida e criminosa. Muito lúcido e realista o comentário do Tony mostrando que a nossa sociedade está despertando pras facetas que aínda estão gestando no maquiavélico sistema de manipulação oculta da opínião pública (massa de manóbra).

    • Carlos Barbosa disse:

      Ótimo comentário Tony, concordo plenamenente.

  • JOSÉ DE OLIVEIRA disse:

    Mestre SANTAYANA, Vossa Mercê há que ser clonado, para o bem da DEMOCRACIA e PAZ mundiais.

  • Murdok disse:

    O desenvolvimento dos EUA esta relacionado com as guerras. Tudo começou com a guerra da cecessão. La a industria teve o seu início fornecendo tudo que é tipo de material para o governo. la as estradas de ferro tiveram o seu inicio. la o telegrafo ganhou notoriedade, la….

  • Francy Granjeiro disse:

    “A Petrobras comunicou ontem (24) que comprovou a presença de petróleo de boa qualidade no poço 4-SPS-91 (4-BRSA-1002-SPS), localizado na parte sul da Bacia de Santos, na área conhecida como Tiro e Sídon.

    http://democraciapolitica.blogspot.com/2011/11/petrobras-descobre-novo-poco-com.html

    Descoberta de nova acumulação de óleo na Bacia de Campos
    http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2011/11/25/descoberta-de-nova-acumulacao-de-oleo-na-bacia-de-campos/

  • Francy Granjeiro disse:

    Nos EUA cinema a céu aberto…produtos, ah.!! 70 OFF ta tudo baratinho.. celular a 5 dolares…rapidinho acabou tudo

  • alberto disse:

    o que sempre impulsionou a economia estadunidense foram as guerras, sem guerra eles afundam, sua industria bélica e as demais industrias periféricas (botas, mochilas, capacetes, etc) contribuem com parte significante do seu PIB; conclusão: como agora estão no buraco, a probabilidade de inventarem mais uma guerra é grande, porém, aqui em nossa casa (a América do Sul) está difícil … soy loco por ti América … nós e los hermanos brigamos, mas nos amamos mucho, Sam … go home

  • Yacov disse:

    Que decepção obama… Vc tinha apoio popular, ganhou um nobel para iniciar e liderar um processo de paz no mundo, mas se coloca de joelhos frente aos interesses da industria bélica norte-americana. Lamentável… FORA OBAMA!! FORA USA!!! FORA ISRAEL!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na gloBO – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • Fabiano disse:

    O engraçado é que “Os protocolos dos sábios de sião” sumiram da internet, os textos que falam sobre eles é para refutar de que foram de fato escrito por judeus e para afirmar de que se trata de uma farsa para jogar a população mundial contra eles. Independente de terem sido ou não escrito pelos judeus, os protocolos revelam muito sobre o que tem acontecido no nosso mundo e muitos dos seus programas parecem ter tido êxito. Talvez por isso o mantenham tão longe do conhecimento do público.

  • Claudio disse:

    Os americanos estão apavorados e perdidos, pois, o que move sua economia é a guerra, e , seu próprio povo não quer mais e pede mudanças na forma de governo e na economia!
    Uma rebelião civil nos EUA seria pior que uma grande guerra!
    O povo americano não aguenta mais!

  • Eugênio L.da Costa disse:

    A hipocrisia judaica pode perceber em varios aspecto, por exemplo, enquanto na Alemanha o grande filosofo Heidegger era proibido de ensinar, até ser liberado em 1952, nos Estados Unidos E. von Braun, estava começando a sua carreira do tipo heroi americando, em 1957 quando foi lançado o Sputnik. Esste grande engenheiro espacial, basta dizer que enquanto suas bombas mataram aprox. 3000 londrinos, durante a guerra, eram morto aprox 20.000 que trabalhavam como escravos até a exaustão, os sinonistas, qua mataram Jesus, nada fizeram para impedir a “gloria” de Von BRaun.

  • Luiz Carlos Soares Moreira disse:

    Rede Globo = CIA

  • Os demais que me perdoem, mas hoje no Brasil, quem não leu Santayana, não leu nada. Me sinto representado.

  • Ary disse:

    Israel, com suas práticas, confirma a veracidade dos Protocolos.

  • Regina Braga disse:

    MARAVILHOSO!!! Que estupidez não prevaleça no séc XXI,nem a arrogância,nem o complexo de dono do Mundo.Que possamos nos manter unidos na america do sul.Que o desejo de paz…seja maior do que a ignorância.Que o mundo árabe, deixe de ser saqueado,que todos possam viver.

  • Wagner Ferraz disse:

    Apesar da Globo fazer de tudo para nos colocar contra os Argentino, principalmente usando os mais ignorantes para isso, através do futebol, através do Galvão!

  • Paulo Erivan disse:

    “cizância”

  • monge scéptico disse:

    A guerra para os EUA, foi sempre movida pela ambição de
    dominar e abrir mercados sem concorrentes, em países do
    terceiro mundo, expressão em desuso.
    Com o tempo, movidos pelas mesmas ambições, tornou-se
    uma industria da morte,, com o fornecimento de armas a in-
    -sanos, que oprimiram seus povos, para permitir a explora-
    -ção ianque.(BRASIL?)
    Infelizmente, uma terceira e terrível guerra, não é algo im-
    -provável, dado o nível demência que atinge os donos do din-
    -heiro. E se declararmos guerra ao dinheiro e nos converter-
    -mos em simples trocadores de serviços? ………….Impensável
    não é? Se………………………
    Diante de tantos ladrões e ladras, assaltando o erário com a
    certeza da impunidade, valeŕa apena nossa luta por um BRASIL
    soberano(?). Não descarto o desgosto de saber que o brasil
    pediu desculpas a chevron e……………………………………..

  • AlceuCG disse:

    O ser humano não aprende com seus erros e acertos.Inglaterra, França, Itália, Espanha, Portugal e Grécia são paises cujos povos possuem uma cultura de vários milênio e alguns, como a Grécia formaram a base para a civilização ocidental. E hoje estes paises que ao longo de sua história acertaram e erraram incontáveis vezes estão novamente na merda, subjugados por meia dúzia de bancos os quais, coincidentemente são controlados por sionistas. A hoje nação mais poderosa militarmente (pois econômicamente já foi pro brejo há muito tempo), os eua, também já está controlada pelos sionistas. Basta constatar quem o Obama nomeou para as secretarias mais estratégicas. O lobby sionista coloca e derruba deputados e senadores e a indústria de armamento está nas mãos deles através dos seus bancos, que são os maiores acionistas da referida indústria. Enfim, império mundial sionista não é uma teoria de conspiração. E o Brasil e Argentina que não fiquem espertos e tratem de modernizar seus exércitos, principalmente com a bomba atômica, pois pelo andar da carruagem, logo logo seremos a bola da vez desta corja de assassinos.

    AlceuCG.

  • edson gomes disse:

    Israel e EUA estão em confronto com seus “bichos”. Lá, como no resto do mundo, também tem aqueles que são “mais iguais que os outros”, perante a lei. Lá o “pau que bate em Chico, não está batendo em Francisco”. É duro dar “adeus às ilusões” e reconhecer que o MUNDO está mudando, graças à rede INTERNET de informações. I

  • GILSON disse:

    Devemos perceber que a mídia brasileira, principalmente a globo, sempre procurou manter uma certa rivalidade entre o Brasil e Argentina que vai além do futebol.

    A gRobo é uma sucursal dos americanos no nosso país, aqui todo mundo sabe disso.

  • mané disse:

    Eu acho que a questão não é mais nem o petróleo.. é somente para manter a indústria bélica girando mesmo.. A guerra pela guerra.

  • Caro Paulo Henrique Amorim,
    Parabéns pelo Conversa Afiada!
    Vou reproduzir este artigo no Observatório de Relações Internacionais.
    vejam outras matérias sobre o Irã neste link:
    http://neccint.wordpress.com/tag/ira/
    Abraços,
    Luiz Albuquerque

  • Klaus disse:

    Vou terminar meu TCC – Relações entre Brasil e Argentina durante as ditaduras militares – com essa frase! Magnífica!

    “Nos últimos anos, argentinos e brasileiros começaram a entender que estão destinados a viver em paz, e unidos na defesa de seus interesses comuns, que são os do continente.”

  • Gersier disse:

    “com o propósito bem claro de reavivar a antiga desconfiança entre aquele país e o Brasil.”
    Será que o PIG tupininquim faz parte dessa estratégia?
    Assim que foi confirmada a reeleição da Cristina,muitos pseudos jornalistas e alguns “colonistas” criticaram o ocorrido dizendo que ela mentira para a população daquele pais,por isso ter sido reeleita.Outro colonista idiota escreveu que a democracia corria sérios riscos porque a Cristina estava silenciando(?) “na marra” a imprensa do seu pais.Seguindo os argumentos desse crápula,fica evidente que em Minas então a democracia já foi pras cucuias ha muito tempo.Não tenham dúvida que tanto o PIG de lá como o de cá abraçarão com satisfação,”essa causa”.

  • ana db disse:

    Os argentinos vão esquecer o apio dado a Grã Bretanha na guerra das malvinas?
    Não é nas malvinas que a Grã Bretanha encontrou petroleo e enviou navios de guerra para a defesa de seus interesses na ilha?

  • Valdir disse:

    Prezado PHA; Neste artigo só não entendí porque o prof.Mauro Santayana não disse que a anexação da Austria à Alemanha era um desejo dos austríacos e não imposição de Hitler.Teve um plebiscito, na Austria em abril de 1938 no qual votaram 4.284.295 eleitores. Desse total, 4.273.884 austríacos foram à favor da Áustria ser anexada à Alemanha; 9.852 eleitores votaram contra a anexação da Áustria à Alemanha e 559 votos foram anulados.

  • Vivian Agnoletto disse:

    Pela proximidade do RS com a Argentina de Cristina,e tendo amigos argentinos,posso garantir que eles não serão contra o Brasil,na atual conjuntura,mesmo que Obama acene com maravilhas nunca vistas.Bem pelo contrário,pois são um povo culto e conhecem bem as intenções dos ianques.Quanto a dominação pretendida,acredito que Obama faria tudo de errado,apenas pela reeleição.Que decepção com esse marionete!Obama mostrou-se traidor do povo muçulmano,e lá,com certeza,o sentimento não difere daqui.Pelo sim,pelo não,bomba atômica e exército aparelhado,contra os que pensam ser donos do mundo.

  • Lionel disse:

    http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/beth-carvalho-a-cia-quer-acabar-com-o-samba/n1597382636665.html

    imperdible. Beth habla de censura en Brasil y concesiones públicas. Viva o qué? Abrazo

  • Maria Dirce disse:

    O perigo de ataque ao Irã, ja previsto pelos generais americanos, é que o Irã não ficará sózinho nessa.seus aliados e inimigos dos yanques estão só esperando o primeiro míssel!!!por ex, afeganistão, por ex, o grande comercio com a China e Russia, Síria, etc,,,,,Ataquem yanques que realmente vcs vão desaparecer do mapa!!!!!Tenho meu amigo em Teerã, claro que ele é da época da revolução de 79, fala ingles, e tenho notícias de primeira mão, antes do PIG kkkkkkkkkkk, PH, se vc quiser o email dele lhe mandarei!!!

  • Caju disse:

    Nunca vi os hermanos como inimigos, e não quero ter pensamento tão vil…

    Onde reina a desconfiança, a discórdia, a intriga, não há amizade. Por mais que queiram, os que jogam uns contra os outros, não são e nunca serão amigos. Que o diga o Líbio.

    Lembro que não sou a favor das tiranias!!! Mas sou contra as falsas democracias.

    Porém, se um dia formos atacados, pode ser “amigo”, inimigo declarado, e Deus me livre nossos vizinhos, sou a favor da nossa defesa. Fora isto, o Brasil faz bem manter-se longe de conflitos!

  • Jefff disse:

    O PSDB de São Paulo está com dificuldade para vender os convites de R$ 1 mil para um jantar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, programado para o dia 5 de dezembro, em Higienópolis.

    Por enquanto, só 100 dos 500 convites foram vendidos. O evento está sendo organizado pelo diretório estadual para arrecadar fundos para o partido.

  • Marco Antonio disse:

    Bomba Atômica já. Não para guerrear mas para evitar a guerra. É inevitável no futuro uma busca pelos recursos do Brasil e a primeira coisa é inventar que temos armas de destruição em massa (vide Iraque).

  • Ligeovanio-MA disse:

    nobel da guerra

  • Perrucho disse:

    Enquanto isso, na Caverna do Ostracismo (*)… Convites de R$ 1 mil para jantar com FHC estão encalhados.

    (*) Thanks, Tia Carmela.

  • Indio Kondá disse:

    Não é só onde tem petróleo que os bandidos, unidos, têm interesses. Onde seus capachos perdem poder também.
    As ordens secretas e seus braços visíveis, agem no sentido de concretizar a desestabilização latino-americana. Sob o discurso de tutores da paz, o que disseminam é a discórdia e a sabotagem. Pela forma como o PIG ainda é absorvido nas universidades, o nosso maior risco continua sendo interno.

  • Betinho disse:

    Mauro Santayana como sempre nos brinda com excelente artigo.
    Mas quero fazer uma resalva. Parece que também ele tem receio de assumir os “Protocolos de Sião” como verdadeiro.
    Um dia eles serão reconhecidos como o “Marco Regulatório” do sionismo. Apesar disso Mauro avança ao admitir a aliança do sionismo com Hitler. Eu tenho ido mais além, tenho dito que Hitler na verdade foi o grande “laranja” do sionismo. Leiam o livro “Eu financiei Hitler”, escrito por Fritz Thyessen, filho do fundador do hoje grupo Thyessen-Krup. Está disponível na net, em portugues.

    • Betinho disse:

      Ao fim da 2ª Guerra Mundial, 40% das ações do grupo Thyessen passaram a ser propriedade do Grupo Rockfeller. Rockfeller foi o grande fornecedor de combustível para a máquina de guerra de Hitler. Num trecho do livro, Fritz Thyessen, relata sua desconformidade com a declaração de guerra de Hitler, dizendo: “A Alemanha não está suficientemente preparada para a guerra, que deveria ser daqui a 5 anos”. Hitler, a “laranja”, fugiu do controle de seu criadores.

      • Betinho disse:

        Por tudo isso, e outros fatos, com documentos hoje disponíveis na net, pode-se deduzir que havia um plano duplo. Primeiro, o domínio mundial do mundo, pelo sionismo, com uma eventual vitória da Alemanha. Em segundo forçar a criação do Estado de Israel, com a consequente fuga dos judeus para lá, pois não existe país sem povo. Está escrito nos “Protocolos”: “se preciso for sacrificaremos nossos irmãos menores para atingir nossos objetivos”. O segundo objetivo foi alcançado, o primeiro foi frustrado por Hitler, que como diz Fritz Thyessen, iniciou a guerra despreparado e cinco anos antes do almejado. Como foi frustrada a intenção de uma Alemanha vitoriosa e posterior sustentáculo do Estado de Israel, o sionismo se “apossou” dos EEUU para fazer o trabalho sujo de fazer a dobradinha.

        • Betinho disse:

          Lembrar que os sionistas não tem origem semita, se “converteram” ao judaísmo no século 8. Sãos os askenazis, os bárbaros, justamente da Floresta Negra da alemanha, tradicionalmente guerreiros, único povo que não foi vencido pelo Império Romano e que por diversas ocasiões forneceu guerreiros mercenários aos Romanos.

          • Betinho disse:

            Continuando, o Senador Prescot Bush, avó do Bushinha, ao final da 2ª Guerra teve seus bens indisponibilizados, por ter sido o principal agente repassador de dinheiro para Hitler. E lembrar que Bush é uma família originada na Alemanha, onde foi criada a Sociedade Secreta “Crânio e Ossos”(Skull & Bones), da qual fizeram parte, tendo sido Hitler também um de seus membros.

  • Gerolimich disse:

    Ler Santayana é sempre como beber um bom vinho. Muito bom.

  • Carlos Barbosa disse:

    Na verdade qualquer presidente dos EUA manda muito pouco, sendo eliminado assim que contrariar os interesses da classe dominante, em particular da indústia bélica e dos banqueiros gananciosos, que levaram o país ao colapso financeiro.
    E, como já afirmou um político americano, os EUA é tão sitiado pelo sionismo quanto a Palestina.

  • marcia disse:

    Eu não gosto do governo do Irã mas devo admitir que o povo
    Iraniano, “os persas” são inteligentes. O Irã sofre uma campanha de demonização enorme.

    O Irã não é uma líbia, nem Egito. A Inglaterra uma vez tentou invadir o Egito e de lá saíram corridos.

    Os Estados Unidos – Israel – não têm a menor chance contra o Irã. A Rússia e a China já deram o recado para USA e Israel.

    Os americanos não tem mais dinheiro para suportar uma guerra contra o Irã e vão continuar usando Israel na demonização.

  • Rogério Bezerra disse:

    Esperar que os EUA aceitarão sua menor importância placidamente, parece ingenuidade.
    Quanto ao interesse de conflitar Brasil e Argentina…
    Num jogo Argentina X Inglaterra (ou Alemanha ou França) brasileiros idiotas, torcem contra a Argentina. Na Argentina o inverso também ocorre, mas em menor intensidade.

  • Santayana é uma das poucas mentes lúcidas que restaram nestes tempos embrutecedores (ou emburrecedores, tanto faz!). Fica claro que um possível ataque ao Irã dará início ao Armagedon. E esse, ao que tudo indica, é o desejo mais ardente de fundamentalistas cristãos e sionistas delirantes. Para o inferno com esses genocidas!

  • Daniel disse:

    Teoria da cosnpiração, aos 45 do segundo tempo?
    Que coisa meio…… PiG!!

  • Heber Ayala disse:

    Pelo jeito, comezó a nova aventura dos americanos, e esta operaçao podería ser chamada de: “Vamos lá, rumo ao pre-sal do Brasil”. E para ese objetivo, cualquer meio sería util. Por exemplo, se aproximar da Argentina para criar uma situaçao de implicancia con Brasil, onde eles possam encaixar depois. Nada pode ser descartado cuando trata-se de negocios trilhonarios en jogo.

  • Evaristo disse:

    Onde tem os Estados Unidos tem corrupção, conspiração e guerras. São uns loucos que podem levar à extinção da espécie humana

  • Horridus Bendegó disse:

    Hoje, em homenagem à Chrevron/USA, vou trabalhar com essa roupa aí do vídeo!

    http://www.youtube.com/watch?v=yxiT-oZC-Y4

  • mauro disse:

    Atacar o Irã é realmente um ato de estupidez e desnecessário. Só a Indústria da Morte (fabricantes de armas) e seus cães pensariam em uma coisa tão estúpida.
    Creio que haja uma quadrilha internacional unida e coesa em seus propósitos, infiltrada dentro dos governos das Potências Ocidentais e do Oriente, trabalhando pela inviabilidade da paz.
    O livro “O Clã de Hitler” defende esse ponto de vista e eu concordo.

  • Alessandro disse:

    Lindo artigo,será que vou le-lo no Falha?rsrs

  • Celso Reis disse:

    O Tio Sam sempre trabalha para semear a discórdia na America Latina. Sempre trabalharam para prejudicar o Brasil no campo econômico. Enquanto isto acontece (e aconteceu no passado), existem muitos “americanófilos” no nosso país que batem palmas para as guerras protagonizadas por aquela nação a cada 5 anos e sonham em gastar dólares naquelas terras…

  • Luis R disse:

    Brasil e Argentina, juntos, são a maior potência do planeta.

  • Antonio disse:

    Onde tem petróleo os EUA atacam para roubar. Nós podemos ser os próximos mulçumanos, os próximos inimigos número 1, odiados pelo mundo todo, só porque os ianques querem que assim seja.

  • Brasil e Argentina deveriam mandar os EUA e o resto dos lacaios de Washington pro raio que os-partam e secretamente produzir seu arsenal de dissuasão nuclear !

  • Fred Azevedo disse:

    Somente o homem pode salvar o destino da humanidade. É o livre arbítrio, que nos foi dado por Deus. Que a paz prevaleça entre os homens!

    Quanto a vontade dos yankes em nos ver inimigos dos hermanos…vão ficar somente na vontade. Viva o Brasil! Viva a Argentina!

  • Petronio disse:

    Exercitos = Banda Sinfonca

    Pra que eu vou querer um grande banda senao para fazer bastante barulho
    E viva a 4 frota

  • Thiago Flamarion disse:

    PHA, leia a entrevista da Beth Carvalho ao IG. É espetacular.

  • 'Lenir Vicente disse:

    Muito bem.Depois de Lula acho difícil um barato obamasinho destruir a ligação entre os dois países hermanos.Além disso a Cristina não é nenhum Menem, aquele dublê de bunga bunga, que destruiu a economia da Argentina entregando o país de bandeija para os gringos.Obama é que parecer sofrer de alucinação.Está tirandos dos escombros do séculos passado, o fantasma da Guerra Fria e o faz para se reeleger.A linguagem que ele usa, a da ameaça ao império, é aquela que seus compatriotas entedem a aceitam.Se fosse teatro se chamaria técnica de distanciamento.Mas é a realidade.Nada como criar um novo cenário , para esconder o feio atrás de um tapume.Mr.Obama corre o risco de ficar na história como o presidente negro que levou o mundo à uma terceira catástrofe.É uma alucinado e não está sozinho.

  • Rogerio Schneider disse:

    O Irã é percebido como um regime de insanos fundamentalistas que oprimem o seu próprio povo, perseguem minorias e enforcam homossexuais nas praças.
    ESSE REGIME DEVE SER DESTRUÍDO, e ninguém afora, Hezbolah e Hamas irá em sua defesa.
    .
    As nações ocidentais, não dispondo de recursos de sobra e prevendo repercussão política negativa interna protelam a destruição do regime iraniano, contudo, quando isso ocorrer NÃO HAVERÁ QUALQUER GUERRA MUNDIAL.

    • Ohhh!!! Como se israel também não fosse um regime totalitário e terrorista! Afinal, o Irã já jogou quantas bombas em quantos países mesmo? Já violou a soberania de quantos países? Pare de ficar sendo papagaio de Veja e Folha. Violar a soberania de qualquer país, como israel e estados unidos sempre fizeram, isso sim é terrorismo!!!

    • Paulo Erivan disse:

      Devíamos começar destruindo determinados vermes que aparecem por aqui; agora.

    • Rogério disse:

      Oprimem, pela insânia, seu próprio povo (o governo iraniano). Nos demais países ‘não insanos’ não se oprime o prórpio povo nas periferias e não se matam homosexuais nas praças e becos das cidades, entre outras cristandades práticas!
      Se depender dessa atitude, a insanidade será nossa herança e a guerra, fruto dessa desgraça que é o capitalismo.
      Cada um cultua o deus que lhes revelam!

  • André D. disse:

    O primeiro presidente negro não pode ser o presidente que vai lançar o mundo na sombra de uma guerra. Pode?

  • Antonio Carlos disse:

    Gostaria que o Santayana fizesse outro artigo com mais destaque para a “cizânia” entre o Brasil e Argentina.

  • sandro disse:

    FORA DE ESCOPO:

    Espanhóis criticam Interlagos e falam em “semáforo dos assaltos”

    Uma matéria intitulada de “o ponto negro do Mundial” publicada pelo diário esportivo de Madri Marca critica a falta de segurança em São Paulo. Segundo o jornal, “as quadrilhas ameaçam as equipes (da Fórmula 1) inclusive dentro do circuito de Interlagos”. Para o veículo, a situação piora a 200 m do autódromo, onde fica localizado “o semáforo dos assaltos”, conforme chamaram os espanhóis.

    http://esportes.terra.com.br/automobilismo/formula1/2011/noticias/0,,OI5488311-EI17068,00-Espanhois+criticam+Interlagos+e+falam+em+semaforo+dos+assaltos.html

    • Washington disse:

      O objetivo é tornar São Paulo um caos ingovernável, para justificar a “ajuda” internacional.

    • Gersier disse:

      O pior é que eles tem razão. A Rede Record e o Datena mostram diariamente o que acontece nas ruas e avenidas paulistanas. Agora não fiquem penando que é só São Paulo não. A minha cidade de pouco mais de 400 mil habitantes,os assaltos são constantes,mesmo com câmaras espalhadas pelos diversos pontos da cidade.A maioria praticado por menores que os téoricos e os hipócritas,pra não ferir suscetibilidades chamam de “menores em conflito com a lei”,como se nome bonito resolvesse alguma coisa.

  • Luana disse:

    Qualquer ataque ao Irã haverá uma nova configuração na ordem mundial.

    Lembrando que, quando os gregos venceram os persas, houve uma configuração na ordem mundial, pois, desde então, o Ocidente passou a dominar o mundo, mas sempre respeitou o Império do Meio.

    Diferentemente do passado, o Império do Meio, hoje, não tem condição de silenciar-se, pois necessita de recursos naturais para sobreviver, sobretudo o petróleo. Não é tão simples assim como os americanos imaginam.

    Haverá uma configuração da ordem, o Ocidente poderá vencer ou não, e tenho certeza de que o Império do Meio e a Rússia porão panos quentes, pois precisam ficar equiparados ao Tio Sam.

    Não é tão simples assim, mas os caras vão pra cima, a guerra é por petróleo.

  • Wladimir disse:

    Mais um belo texto do sábio e culto Santayana. Esperamos que seja profético também, não somente em relação ao oriente médio, como tb em relação à América do Sul.

  • Neco disse:

    Viver em paz com os gringos hermanos em tudo menos no FUTEBOL e alguns esportes mais.

    • Paulo Erivan disse:

      Essa rivalidade é a mesma implantada pela mídia em relação aos clubes de futebol no Brasil, que resultou em torcidas “organizadas”, muitas vezes se portando como bandidos. No início os torcedores tinham o incentivo da mídia e do próprio clube para exarcerbarem a rivalidade, como forma de promover os jogos e levar mais público aos estádios; com a violência implantada o que temos agora são famílias se afastando dos campos de futebol.

  • Paulo Villas disse:

    Minha assinatura do JB digital chama-se Santayana. Mauro Santayana e Maria Nassif , dentre outros , nos fazem crer que é possível o jornalismo decente.

  • Edemar Motta disse:

    A máquina de guerra dos Estados Unidos, apesar do bom senso de alguns militares, é como uma bicicleta, se parar, cai.

    Tudo gira em torno do Pentágono, e vender patriotadas talvez esvazie os protestos populares, dê um alento à economia – e reeleja o Obama.

    É preciso que alguém conte a Obama do fiasco Argentina/Malvinas, motivado por quase os mesmos motivos.

  • Mauro Dias disse:

    Bravo, Mauro. Bravíssimo

Deixe seu comentário...

"O Conversa Afiada não publica comentários ofensivos, que utilizem expressões de baixo calão ou preconceituosas, nem textos escritos exclusivamente em letras maiúsculas ou que excedam 15 linhas."

  •