Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Publicado em 16/11/2011

Obama, Sarkozy e Netanyahu. E como a imprensa mente

O Conversa Afiada reproduz artigo de Luiz Claudio Cunha: A gafe dos presidentes, a mentira da imprensa.

É para fingir que é assim

O Conversa Afiada reproduz artigo de Luiz Claudio Cunha, publicado no Observatório da Imprensa:

A gafe dos presidentes, a mentira da imprensa


Por Luiz Cláudio Cunha


O fato mais retumbante da fracassada reunião do G-20, dias 3 e 4/11, em Cannes, não saiu em nenhum comunicado oficial, nem nas entrevistas dos líderes das 20 nações mais ricas deste planeta empobrecido. Num descuido técnico capaz de matar de inveja ao inconfidente Julian Assange, vazou no sistema de som da cúpula um diálogo inacreditável dos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e dos Estados Unidos, Barack Obama, desancando um amigo ausente, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu.


Os jornalistas receberam seus equipamentos de tradução simultânea, enquanto aguardavam a chegada de Sarkozy e Obama para a entrevista coletiva. Os dois presidentes, com aquela sinceridade que só habita documento secreto vazado pelo WikiLeaks, falavam em privado, na sala ao lado, o que nunca diriam em público sobre o primeiro-ministro israelense.


“Não posso nem vê-lo. É um mentiroso”, bufou Sarkozy, em francês. “Se você está cansado, imagina eu, que tenho de lidar com ele todos os dias”, ecoou Obama, sob o solitário testemunho do intérprete. Um descuido jogou esta conversa franca no sistema de som que os jornalistas haviam recebido, minutos antes da coletiva iminente.


Mais espantoso do que o tom cabeludo do papo presidencial entre dois tradicionais aliados de Israel foi o comportamento cúmplice da grande imprensa, que se mostrou uma aliada ainda mais incondicional de Sarkozy e Obama. Esta conversa aconteceu numa quinta-feira (3/11), numa sala reservada do suntuoso Palais des Festivals de Cannes, e foi ouvida casualmente por seis jornalistas de grandes órgãos internacionais, que ainda testavam seus fones de ouvido. Um deles era da Associated Press (AP), uma gigantesca agência de notícias que abastece 1.700 jornais e 5.000 rádios e TVs em 120 países. Outro era da Reuters, a maior e mais antiga agência do mundo, com 14 mil funcionários falando 20 idiomas em mais de 200 grandes cidades do mundo. Apesar disso, ninguém ficou sabendo da conversa ouvida por acaso pelos jornalistas simplesmente porque os jornalistas ocultaram a notícia.


Cortesões do poder


Uma das anônimas testemunhas dessa gafe histórica explicou à agência estatal France Presse (3.000 funcionários em 110 países, com notícias em seis idiomas) a razão de seu deliberado mutismo: “Nós fomos avisados para sermos prudentes e proteger as pessoas do Palácio Eliseu, com as quais trabalhamos todos os dias, e acima de tudo sobre a natureza da conversa, que poderia ser explosiva”.


Outro jornalista, mais servidor público do que servidor do público, o israelense Gidon Kutz, de uma rádio oficial de Tel-Aviv, explicou que os repórteres acharam melhor esconder o que ouviram por “uma questão de correção” e por uma inesperada cortesia com os anfitriões: “Eles não quiseram embaraçar o serviço de imprensa do Governo Sarkozy”.


A rede britânica BBC acrescentou outra vergonhosa explicação dos jornalistas que decidiram dissimular a notícia: “A divulgação do diálogo poderia constranger Sarkozy”, disseram, ocultos no anonimato e encharcados de constrangimento por seu mau profissionalismo.


Com esse inusitado pacto de silêncio, a conversa sem censura de Sarkozy e Obama acabou sendo vítima de uma inusitada autocensura dos repórteres que testemunharam a derrapada presidencial mas preferiram ser servis ao poder, em vez de servir ao público a que deveriam informar. Tudo isso ficou sepultado num obsequioso sigilo durante cinco dias. A conversa vazada da quinta-feira (3) só ganhou as manchetes do mundo na terça-feira (8/11), por obra e graça de um site francês especializado nos bastidores da mídia eletrônica, o Arrêt Sur Images(ASI), algo como “Imagem sob Julgamento”. Os jornalões brasileiros só deram a notícia uma semana depois (quinta, 10/11).


Carne com cenoura


Sustentado apenas pelos assinantes e sem espaço para publicidade, o ASI fez o que o resto da imprensa não conseguiu fazer – reconheceu o conteúdo da conversa vazada como de “utilidade pública” e fez dela um “furo” de repercussão mundial, com esta manchete: “Netanyahu ‘mentiroso’ – a conversação secreta de Obama e Sarkozy”. Até as grandes agências de notícias, que tinham afanado a informação, foram obrigadas a reproduzir a gafe mundo afora para não ampliar o vexame. Ela ganhou destaque até nos sites dos maiores jornais de Israel, com exceção do diário Israel Hayom, conhecido por sua notória intimidade com o premiê Netanyahu desde que foi lançado, em 2007.


O site Arrêt Sur Images é dirigido pelo jornalista Daniel Schneidermann, 53 anos, que escreve semanalmente sobre TV nos jornais Le Monde e Libération. O sucesso de seus comentários o levou a criar em 1995 um programa no canal estatal France 5 com um objetivo claro: “A vocação de Arrêt Sur Images é a reflexão crítica sobre as mídias”. Os jornalistas de TV, incomodados com essa espécie de “observatório televisivo”, apelidaram o programa semanal de Schneidermann de boeuf-carottes (carne com cenoura), gíria francesa para uma repartição pública, a IGS, conhecida como “a polícia das polícias”. Tinha uma audiência média de 7%, o que representava mais de 700 mil telespectadores, mas a fricção interna na rede estatal levou à sua exclusão da grade de programação em setembro de 2007.


Dias depois de sair do ar na TV, o Arrêt Sur Images voltou pela internet, com o mesmo nome e ousadia. Até o blog ganhar visibilidade mundial com o “furo” inesperado de Cannes.


A questão que fica sem resposta não é o previsível mal-estar que dominará os futuros encontros entre os líderes dos Estados Unidos, França e Israel, agora desnudados pela conversa nua e crua de Sarkozy e Obama.


A grande, desafiadora pergunta que paira no ar sobrevoa a gafe monumental da grande imprensa mundial surpreendida em flagrante delito: o que levou à deliberada ocultação de uma notícia de evidente interesse público, de forte implicação política, de grave repercussão internacional no contexto das relações diplomáticas?


A ferida e o manto


É inacreditável que experientes profissionais de grandes órgãos e de redes de comunicação de alcance planetário se vejam, de repente, enredados em questões menores, mesquinhas, provincianas. Não cabe aos jornalistas, em nenhuma circunstância, o delito de esconder deliberadamente uma notícia sob o falso argumento de que ela possa “constranger” o poder ou a autoridade pública.


Nada constrange mais do que a autocensura ou o servilismo da imprensa às instâncias do poder, público ou privado. A imprensa e seus profissionais vivem e dependem da fé pública que deriva de sua eterna vigilância e de sua permanente independência em relação aos governos e aos governantes, em todos os tempos, em todos os lugares.


Os repórteres enviados a Cannes não estavam lá a passeio, para aproveitar as delícias da Promenade de la Croisette, a charmosa avenida a beira-mar lambida pelo sereno Mediterrâneo. Diante do inesperado vazamento, não cabia a eles “proteger” os descuidados funcionários do Palácio Eliseu ou evitar embaraços aos presidentes distraídos. Uma das virtudes dos bons jornalistas é justamente embaraçar governantes e expor as falhas de suas administrações.


Esconder uma notícia não é “uma questão de correção”. É exatamente o contrário. Quando se estabelece um sistema de cumplicidade e uma prática de quadrilha para fazer o que não é correto e para cometer um ato servil que subverte a função essencial do bom jornalismo, abre-se uma ferida de mau comportamento que exige uma discussão aberta e transparente, sem códigos de silêncio ou conluios de sigilo, todos envergonhados, todos vergonhosos.


É surpreendente descobrir que, oculto por trás da grande gafe presidencial de Cannes, havia algo ainda maior, ainda pior: um grave vazamento ético de má conduta da imprensa. A única forma de estancá-lo é abrir, já, um amplo debate sobre este monumental erro coletivo, que abafa até o jornalista mais inocente sob o espesso manto do constrangimento.


***


[Luiz Cláudio Cunha é jornalista.





Comentários

  • Urbano

    O pig não mente, comete sérios delitos.

  • Fred Azevedo

    Como pode haver ética, onde é apenas o dinheiro quem manda?! O pig de lá, não é tão diferente do daqui…

  • Que gafe nada !!!!!!!!!! esse presidente de Israel é o maior mala que existe neste planeta e junto desta bagagem Obama tá entrando e etc!!! esse cara só tem uma idéia na sua cabeça má: ferrar….ferrar….e ferrar o POVO PALESTINO!!!! mas a volta vem..nem todos do povo Israelita são a favor de suas raivas e dores….nem todos do Povo dos Estados Unidos apoiam a ideia de OBAMA estar dando corda prá esse “bocó de mola” o mundo está acordando e os que querem manipular com arma e poder vão sim é se “F”já estão um por um como se fosse dominós!!!!!!!!!!!!!!

  • BESTENE

    Atacar o Irã? Estão lançando balão de ensaio para ver se o mundo esta solidário com esses mentirosos e loucos. Os dois Mentirosos freudianos.

  • Antonio Passos

    Debate sobre o servilismo midiático ? Ah, haverá sim, inclusive estarão presentes Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, que falarão sobre a utilização indevida de suas imagens.

    Coitado do Daniel ! Qualquer dia desses vão acusá-lo de abuso sexual.

    VIVA A IMPRENSA LIVRE DO PRIMEIRO MUNDO !

  • Helder

    O poder ($$$) de Israel é gigantesco, pobre Palestina…

  • Carlos Jorge

    Agora é que vai ficar difícil bombardear o Irã, ao pedido, digo pressão, de um mentiroso.
    Valeu Sarkozy, viva a França.

  • Marcondes Silva (Betin MG)

    Seria bom que o Sarkozy tivesse um pouco de dignidade e explicitasse quais as razões dele ter chamado o Nathanuy (Bibi para os íntimos) de mentiroso. Mas, é baixo que ele tem topete para explicar os adjetivos .
    Mas, pensando bem, pegou bem para o Iran este conceito debochado que o Sarkozy tem pelo premiê Israelense.

  • Regina Braga

    Sei lá…lembrei dos fofoqueiros da rua…só que, com a tecnologia do face, e a mídia, como alcoviteiras pagas.

  • Alex Gonçalves

    A questão tem a ver com ‘mal-estar’ entre USA e Israel TAMBÉM.

    Pois já estão querendo bombardear o Irã. ‘Mentiroso’ vem bem a calhar agora.

  • RicardoJ.

    Conclusão: quem censura a imprensa, na democracia, é a própria imprensa que diz lutar pela liberdade de expressão. Vai entender! =^|

  • legalista

    A CHEVRON & TEXACO é testa de ferro de quem? de quem? de quem????
    A IMPRENSA MUNDIAL DA QUAL A MERDA DA NOSSA FAZ PARTE são subserviente a quemm? a quem ???? a quem?????
    acho que temos que canonizar aquele aeustriaco alemão.

  • João Brasileiro

    Começo a desconfiar que a maioria desses “jornalistas” são é um bando de membros de serviços secretos…
    Não se comportaram como tais ?

  • Augusto

    Poderia ser pior: o PIG atribuir a conversa à Dilma e o Lula, ao Cabral e ao Beltrame…pra que eu fui dar a ideia!!!!

  • João Augusto de Lima Rocha

    Enquanto isso, o Obama que detesta o premiê israelense, mas come calado dosm judeus americanos, retira as verbas da UNESCO porque aceitou a Palestina como membro, e continua a matar onde quer que deseje, sem mais obedecer às leis internacionais, à semelhança da Al Qaeda, de quem o govererno americano voltou a ser aliado, agora na Líbia.
    A maior omissão da imprensa internacional é essa.
    Devolva o Nobel da Paz, meu rapaz!

  • Filho

    Essa é a “ética” da imprensa comprada e comprometida até os dentes com o sistema dominante que lhe sustenta.

  • Vivian Agnoletto

    O mal lavado que esconde o sujo.Com esse tipo de imprensa,começo a acreditar que o alemãos tem razão em afirmar que as fotos dos mortos dos campos de concentração,eram montagens.Vai saber.Apenas divulgam o que lhes convém.Além do que,alguém pode me explicar por que os judeus,digoo,israelitas,são os proprietários da “verdade”,digo da mani…ops,da mídia em quase todo o planeta?…Aí tem.Não seria apenas o grande banqueiro que afirmou”de-me o capital e não precisam se preocupar com o governo”.Talvez a dita na imprensa seja “dê-me os fatos e não precisam se preocupar com a divulgação do que não convém”…aos poderosos…porque para nós,simples mortais…

  • Rodrigo Araujo

    Se fosse o Chaves e o Presidente do Irã falando do Israelense era comentario na imprensa no mesmo dia, sem dó e nem piedade.
    Pior foi no JN que colocou panos quentes no fato dizendo que isto é normal, que na segunda guerra o primeiro ministro Ingles não gostava do Frances e o Frances nao gostava do Russo e o Russo não gostava do Americano Ingles, mas mesmo assim eles nos protegiam contra o “perigo”.

  • Luiz Alberto

    Eu nem culparia os repórteres em questão, mas sim, às empresas que eles trabalham e às suas chefias editoriais que são, na sua grande maioria, sionistas.

  • wagner

    Obama envergonha os Estados Unidos com seu governo facista de Wall Street, Sarkozy envergonha a França – Resposabilidade de Proteger – R2P – em suas aventuras da NATO. Berluconi, nem precisa falar. Cameron envergonha a Inglaterra com sua hipocrisia típica. Governos da Espanha, Portugal, Grécia, sem comentários. A mídia piguenta com seus aliados, os “banksters” deita e rola com estes governos “exemplares”. Cada governo é refem da mídia que cria. Lei de medios já! A veja já usou e abusou de conversas telefônicas e dossies fraudulentos. O Murdoch esta com problemas. E aqui nada?

  • Júnior

    Como diriam os escravos do PiG: “O problema é a internet, essa gente analfabeta que não sabe de nada, começa a ter acesso a computadores e começa a se meter em tudo, tem que subir o preço de telefone, internet e carros, onde já se viu, pobre metido a sabido, começa a estudar e já fica palpitando”. Mas por aqui é bem pior que isso, os herdeiros da ditaduta ainda estão rindo por não terem sido punidos por nada do que fizeram, e ainda por cima continum retirando o sumo da população brasileira. Atualmente anda difícil manter as palavras de Goebels (“mentira dita cem vezes tona-se verdade).

  • Café do Bode

    Isso significa dizer que o PIG é só mentiras. Que mentirosos. Que horrorosos!!!

  • Piragibe Silva Borges

    Isso é destinado aos que acreditam em duendes, papai-noel, disco-voador…
    E não estamos acostumados a pensar como eles querem que pensemos? Parodiando ACM (O que não passa no Jornal Nacional não existiu): Se a BBC, Reuters, France Press e Associate Press não noticiaram, o fato não existiu.
    Como vou relatar algum fato constrangedor e arriscar a perder a mordomia do lanche e do cafezinho, do local a mim reservado, das ligações gratuitas?
    Ô para, meu!

  • ricardo silveira

    “A imprensa e seus profissionais vivem e dependem da fé pública que deriva de sua eterna vigilância e de sua permanente independência em relação aos governos e aos governantes, em todos os tempos, em todos os lugares.” A julgar pelo comportamento majoritário da mídia, poucos profissionais tem esse entendimento. O bom seria o público não dar audiência ao mau jornalismo.

  • Rodolfo Ricciulli Leal

    A pergunta fica: “Qual ou quais as mentiras de Netanyahu”?

    Certamente que essa ou essas mentiras provoca(m) a morte de milhares de palestinos…e deve(m) provocar agressões ao Iran…

    Certamente mentiras(s) do quilate daquela que justificou a invasão do Iraque e mais recentemente da Líbia…

    • Claudio Faria

      Interessante como nenhum jornalista ou analista político questionou isso. Dois líderes importantes fazem tal afirmação e a imprensa se cala! O contexto é muito mais grave, estamos realmente alienados da verdade!

  • Rodinei

    Já que o assunto é sobre vazamento e a complacência da grande mídia para com os poderosos, voltemos ao episódio do vazamento, não o da fofóca, mas o da Chevron. No noticiário de ontem, a band informou que a mancha já pode ser vista por satélite, ao que me conste não citou o nome Chevron. Já o jornal nacional citou o nome Chevron, mas não gastou mais que vinte segundos e informou que o vazamento está contido. Enquanto que no jornal da cultura a apresentadora comentou estranhar que esta notícia não esteja tendo o devido destaque. Pois é, contra os poderosos a grande mídia privada não funciona mesmo.

  • Leônidas Costa Andrade

    E esta é a mídia que não quer regulamentação, que argumenta que ela própria se regula, tá-se vendo, e…como.

  • maria do ceará

    Sarkozy: Ele é um mentiroso!
    Obama : Mais do que nós dois juntos!
    PIG : Ninguem precisa saber disto.

  • Arde Dor

    Pois aqui,em Pindorama,nossos amestrados limitaram-se a nos contar que Sarkozy teria feito o comentário inicial,omitindo a cumplicidade ainda mais sarcástica de Obama ….. Americano é tão bonzinho …!!!
    Porquê não se mudam logo para Miami, meu Deus ?????

  • mauricio augusto martins

    Surpreendentemente, a vida imitando a arte,em Corram que a Polícia Vem Aí 2, onde o chefe de polícia, revela uma ótima retensão da bexiga, bem como função intestinal e epigástrica um tanto a desejar, ainda bem que os dois presidentes legítimamente eleitos, não estivessem à toillete ou bathroom, pois seria pior ainda, agora o premier Israelense está com o globope lá em baixo, melhor seria, tipo um, pede pra sair, brilhante, educadíssima e elegante somente a Presidenta Dilma Roussef, touché…maumau

  • Luiz Jose de Lemos

    Lamentável, podre…esse é o PIG mundial.

  • Kid Prado

    Este é o manual de redação rigorosamente cumprido pelo PIG aqui no Brasil. Divulgar ou esconder as matérias jornalísticas segundo as suas conveniências e interesses. Como disse o Bonner, os hommer-simpsons estão aí é pra isto. Um exemplo elementar é a denúncia dos corrompidos e a omissão dos corruptores. Outro, mais específico, é a denúncia dos vôos/aviões do min. Luppi e o esquecimento dos vôos/aviões do sen. Aócio. Na linguagem popular é o cachorro sentado no próprio rabo, falando do rabo dos outros…
    Com tem jornalista mentiroso e venal neste PIG!

  • henrique

    Prezado Jornalista,

    Caso queira a verdadeira resposta aos seus questionamentos; permita-me sugerir a leitura do livro “Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes” escrito por Samuel Pinheiro Guimarães.
    Trata-se da “Macro Estrutura do Poder” onde tudo e todos estão submissos a um pequeno condomínio de países ricos.

  • Zeca

    Hoje o Bom (?) dia BR revelou com grande reverencia, que o Obama disse ontem ser a crise europeia de caráter político. Ora, Lula e Dilma já vem dizendo isso há uns 2 meses, mas nada de dar os créditos…Realmente o servicilismo e a tentativa de desvalorizar o ex-presidente e sua sucessora não tem limites ao PIG…

  • Falando-se em servilismo ou defesa de interêsse próprio, como é o caso de boa parte da grande mídia, os europeus são uns verdadeiros amadores, porque por aquí, a grande mídia está um passo adiante, pois esconde os deslizes -para ser políticamente correto- dos amigos e inventa deslizes ou mau feitos para os inimigos.

  • Railan

    É o sistema de manipulação de mentes utilizado pelo grande mercado.

  • Leandro

    É, pior que o que foi dito pelo Yacov é verdadeiro. É uma relação até de dependência se parar para pensar. Quem dá concessão é o governo e o governo depende da mídia para ter alcance. Ou seja, vá contra os interesses do governo e terá sua concessão cassada e o governo se aproveita disso para até escravizar a mídia para seus interesses de poder.

  • Nos sites militares foi divulgado há dias !

    Dois safados falando de outro !

  • divaldo

    Se o Netaniyahu mente pro Obama que é o seu maior defensor no mundo quem dirá para o povo? E o PIG não deixa de ser PIG, em qualquer lugar do mundo ele tem alguém para defender e o povo para enganar.

  • RicardãoCarioca

    Já perceberam, né? Que a palavra ‘imparcialidade’ não é mais usada pela grande imprensa em textos auto-elogiosos.

  • BESTENE

    Dois mentirosos reunidos.

  • Yacov

    Muito simples: A grande mídia, nacional e internancional, não está a serviço da verdade factual e tampouco do esclarecimento dos povos, mas do PODER, ao qual se associa simbióticamente, como a Rêmora ao Tubarão.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

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