Redação Conversa Afiada

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Santayana analisa o quebra-quebra na Inglaterra

    Publicado em 10/08/2011
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O Conversa Afiada reproduz texto de Mauro Santayana, publicado no JB:

O tempo exausto (1)


por Mauro Santayana


Em todos os séculos houve a percepção de que o mundo chegava a seu fim, com a extinção da vida na Terra, como castigo divino ou inevitável cataclismo. Mas a vida, essa inexplicável rebelião da matéria, que encontra sua perfeição e perversão na existência do homem, consegue impor-se. O preço da sobrevivência é o  conflito.  Desde que o registro da vida da espécie existe, a existência tem sido a crônica da resistência contra as forças naturais,  os outros seres biológicos, feras, bactérias e vírus, e, sobretudo, contra parcelas da própria espécie.


Há uma tese, presente em vários pensadores, e de forma difusa, que explica o conflito básico do homem entre o predador e o solidário. O instinto de caça e de destruição, enfim, de canibalismo direto ou sutil, só consegue ser combatido pela inteligência. A inteligência conduziu o homem a se ver como ser frágil e precário que só poderia sobreviver em comunhão com os outros, multiplicando a força individual, certo de que sua proteção dependia da vida do companheiro. Mas houve o momento em que essa mesma inteligência, que indicava a solidariedade como necessária à existência individual e coletiva, passou a servir ao instinto predador.             Ora o homem é o lobo do homem, na definição de Plauto, ora o homem é o anjo do homem, como ocorre, quase todos os dias, no heroísmo de pessoas simples, que chegam a morrer para salvar a vida de outras. Os homens são construtores de sua História. E a História, não obstante a presunção de alguns acadêmicos parvos, como Fukuyama, nunca chegará a seu fim – a menos que o Sol esfrie de repente ou de repente estoure, na impaciência de seus gases comprimidos.


O tempo histórico de vez em quando entra em exaustão. São momentos, que podem durar décadas ou séculos, em que os ritos essenciais da vida são perturbados pelas superestruturas da sociedade, e o indivíduo redescobre a solidariedade, aquele sentimento de que a sua sobrevivência (e sua autonomia como ente, ou aquele que é) só pode ser defendida se contar com o outro. Nesses momentos, para o bem – e, algumas vezes, para o mal – surgem as grandes mudanças, com  novas normas de convivência da espécie. Embora possam identificar-se como religiosas ou étnicas, são necessariamente políticas, porque se referem à vida prática dos seres humanos.


Ontem, Londres entrava em seu terceiro dia de tumultos urbanos. Não é a primeira vez que isso ocorre. Além dos protestos sangrentos de Brixton, de há trinta anos, a cidade conheceu o conflito brutal de 1780, em que centenas de católicos foram massacrados pelos protestantes açulados por Lord George Gordon. Vivendo como cidadãos de segunda classe, desde Henrique VIII, os católicos recuperaram sua cidadania de acordo com o Catholic Relief Act, de 1778. Gordon, um nobre frustrado em sua tentativa de fazer carreira no Almirantado, encontrou sua chance para a demagogia, mobilizando os protestantes contra a lei e os levando a queimar propriedades de católicos e a assassiná-los em plena rua. Antes de ser condenado à prisão por rebeldia, Gordon se converteu ao judaísmo. Acabou morrendo na prisão de Newgate.


Há uma diferença entre as agitações urbanas e as revoluções. Como resumia um autor inconveniente, Lenine, sem teoria revolucionária não há revolução. Jean Tulard, um dos melhores historiadores contemporâneos, é seguro quando afirma que as rebeliões populares podem ser facilmente vencidas, seja pela repressão policial, seja pelo engodo por parte do poder. As revoluções necessitam de um esforço intelectual poderoso, de líderes que pensem uma nova ordem e a imponham no exercício da razão. Esses líderes podem surgir no desenvolvimento natural das rebeliões, como ocorreu na França de 1789, depois da Queda da Bastilha, ou em demoradas e pacientes carreiras políticas.


Londres repete, com a mesma impaciência, o que está ocorrendo em várias partes do mundo, e parece provável que virá a ocorrer nas regiões  ainda preservadas. O tempo, e nele, os homens, parecem exaustos do modelo da sociedade contemporânea, baseado na competitividade, na voracidade do consumo e do lucro. É uma sociedade contraditória. De um lado, a aplicação tecnológica das descobertas científicas torna a vida mais confortável e mais durável, mas não parece que isso responda aos anseios mais profundos da espécie. E, ainda pior: a tecnologia torna a crueldade mais organizada e mais eficaz. O nazismo foi a mais perfeita utilização da tecnologia para o assassinato em massa de toda a História. Os norte-americanos os repetem, desde a Guerra do Golfo, no Oriente Médio.


Como em outras épocas, a civilização se encontra diante de uma ruptura. O sistema econômico, submetido ao domínio do capital financeiro, entra em crises sucessivas, com a criminosa especulação dos operadores no mercado de capitais. Os indignados, com razões maiores ou menores, se multiplicam. A internet substitui – é outra das surpresas da tecnologia – os agitadores de rua, na condução dos protestos. Falta apenas a ideologia, a que se referem, entre outros, Lenine e Tulard.

Santayana: o preço da sobrevivência é o conflito

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  • luisfernando- rio de janeiro disse:

    os ingleses poderiam aproveitar esse embalo e derrubar os parasitas da monarquia.

  • Régis disse:

    Estamos precisando fazer uma onda de protesto contra a corrupção em todo País. Vamos fazer a marcha dos “SEM CORRUPTOS”. Cadê os formadores de opiniões deste País? Cadê a UNE? Cadê as Centrais Sindicais? Cadê a OAB? Judiciário? Cadê os SEM NADA NA VIDA? A onde está todo este povo que não faz nada contra a corrupção neste País. A gente sabe que o povo brasileiro, em grande maioria, já não aguenta mais tanta roubalheira, mas só que ninguém faz nada e os pilantras de colarinho branco continuam agindo livremente. REAGE MEU POVO, temos que dar um grande apoio a nossa Presidente, para que ela continue a fazer a faxina tão esperada.

  • Airam santiago disse:

    Brilhante!!!!!

  • cristina chaves disse:

    É isso aí, Luiz Pepper!

    Regulação,rédeas curtas, penas severas para os crimes de colarinho branco. Confisco de bens e cassação permanente dos direitos políticos de políticos corruptos. E claro, a Lei de medios, imediatamente.

  • Regina Braga disse:

    Maravilhoso o texto.A ideologia é que sustenta e fortalece a pessoa e o país.Que dá rumo e objetivo.Nos dias de hoje,só temos bláblá-blá e trololó.E cd um por si e o quanto vou ganhar…Não vão conseguir sustentação e vão ter que repensar o neoliberalismo.

  • Anthony disse:

    O PIG inglês e os governantes ingleses (servos dos EUA) poderiam dizer que é uma revolução do povo contra a tirania, como ocorreu e divulgaram a Primavera Árabe!! \o/

  • antonio lelis Guanambi-Ba disse:

    Não teremos que descobrir a pólvora de novo. As experiências do passado serão reajustadas. Não existe terceira via. O Brasil de Lula e Dilma já nos dá bons ensinamentos, o restante a vida vai nos ensinar. Temos muita gente inteligente que tem capacidade de interpretar corretamente os acontecimentos, tanto aqui como em outros lugares. Há que persistir. Quem viver verá…

  • divaldo disse:

    Eu penso que a cada dia a humanidade vai se assemelhando a um formigueiro, onde a maioria delas trabalha e apenas uns tres ou quatro indivíduos exploram o trabalho delas, a maioria.
    A rainha apenas bota ovos, após sacrificar o zangão que a fertilizou e todos tem uma função nesta sociedade.
    Penso que este estado de coisas não poderá continuar se a maioria submetida a apenas trabalhar, um dia não resolvem também a pensar e se pensou logo compreendeu q

  • O JUIZ disse:

    O mundo já acabou.
    Só nós é que não percebemos isso.
    Tudo, absolutamente tudo, está fora de controle.
    Meditem por um só minuto e perceberão isso.

  • Luiz Pepper disse:

    Não adianta esperar por um ideólogo ou um Messias que tire o mundo deste dilema. A ideologia é a seguinte: regulação e rédeas curtas, com penas severas. E para o povo mais trabalho, dinheiro, diversão, cultura e espírito, sem a indigência de hoje.
    O que mudaria a atual situação é uma liderança com peito e responsabilidade que, na hora certa, aproveitasse a oportunidade como aconteceu com os EU após 1930 com o Roosevelt (ele conseguiu levar a regulação para todo o mundo após a guerra).
    O Obama perdeu uma rázoável oportunidade de entrar para história.
    Enquanto isto lutamos com a internet.

  • C.Paoliello disse:

    A desigualdade sócio-econômica em que vive atualmente a humanidade é algo muito revoltante e altamente inflamável. Como bem disse o incomparável Santayanna, há um limite para a prática da mais fria crueldade como a que 1% da humanidade está impondo aos demais cidadãos pelo poder financeiro e midiático. É a mais perversa e odiosa ditadura do mercado de que se tem notícia na história humana e precisa ser exterminada, de uma forma ou de outra, para que os atuais detentores do poder mundial não destruam o nosso planeta levando de roldão os seus habitantes.

  • Henrique disse:

    A paz no mundo chama-se “equilíbrio do terror”.
    O crescimento dos EUA, só é realizado pela guerra, apoderando-se de territórios e riquezas.
    O emprego nos EUA é através da corrida armamentista e da utilização desse armamento.
    Em 1933, Hitler, com a pior onda de desemprego, ‘fez’ a guerra.

    A violência não cria uma sociedade não-violenta.
    A alienação, principalmente a midiática, nunca vai estabelecer uma sociedade com iniciativa, responsabilidade e participação política.
    A tecnologia da guerra, a tecnologia desmedida já está ultrapassando a escala humana, transformando o ser humano numa simples “figura”.

  • Luiz Pepper disse:

    Seria significativo se o ciclo de renovação se firmasse na Inglaterra, onde o ciclo capitalista atual começou. As revoluções Puritana (1628) e a Gloriosa (1651) tiraram o poder dos reis (Carlos I e Carlos II) de decidir sobre temas como impostos e mudanças no orçamento. No período anterior (absolutismo) os burgueses ligados ao comércio avançaram sobre as propriedades dos nobres, que eram ligados à terra, comprando suas propriedades e os levando ao empobrecimento.
    Algo parecido está acontecendo agora. O excesso de dinheiro gerado pela exploração colonial e industrial propiciou a expansão do capital financeiro que agora engole os outros setores produtivos….
    A história se repete.

  • Leonidas de Souza disse:

    A grande Mídia, tenta de todas as formas esconder do povo as razões das últimas crises que são a especulação desenfreada, apátrida e sem freios e o excesso dos gastos militares com a chamada Guerra ao Terror.
    As populações levadas ao sofrimento e em alguns casos a queda do seu padrão de vida se revoltam, mas ainda sem encontrar um alvo claro, que só a ideologia poderia identificar.
    Ainda não perceberam o movimento que estão transformando as dívidas privadas em dívidas públicas.
    Vários países, sob o peso de dívidas impagáveis caminham celeremente para o calote e estão empurrando com a barriga o desfecho cada vez mais claro.
    Só quando isso acontecer é que a maioria vai perceber que terão que pagar os prejuísos, já que o Sistema Financeiro já se safou, com a cumplicidade dos governos corrompidos, que já não se importam em perder eleições.
    Na Europa a Angela Merkel da Alemanha ainda tenta resistir, mas até quando? Possivelmente até as próximas eleições.
    Nos EUA o Obama não teve a coragem de assumir o posto de comandante e se curvou ao Mercado Financeiro e ao Tea Party, sinal do fim dos tempos.
    Enquanto isso as Bolsas de Valores vivem aos espasmos, fazendo a festa dos especuladores e arrasando com a Economia real que trabalha e produz.
    Isso não vai acabar bem.

  • Eduardo Raio X disse:

    PHA os neo burros daqui ficou durante muito tempo elogiando o Chile e sua maneira de administrar o país, agora com a estudantada na rua exigindo melhoras no ensino isso não é sinal de que algo no sistema esta dando muito errado??? Esse jeito tosco de mercado parece que esta dando com os burros no meio do brejo. No caso europeu era esperado isso mais cedo ou mais tarde, e vai piorar os jovens sem trabalho, futuro e perspectiva vão botar seus blocos na rua e o pau vai quebrar bonito!

  • maria do ceará disse:

    Isso tudo porque o ser humano não se convence de que o verbo principal é o SER e não o TER. A Inglaterra só repete a crise da Europa e não acaba por aí. A terra toda vai tremer, por culpa dos humanos. Os gatinhos não têm culpa de nada.

  • Victor Hugo P.C. disse:

    Está faltando o intelectual que proponha uma resposta, um caminho, uma solução, a tal terceira via, o capitalismo fracassa sem controle, o socialismo não funcionou, o comunismo está cada vez mais atracado ao capitalismo e não podemos dizer que cuba ou a china realmente funcionem ou sejam mesmo comunistas… Qual a solução teórica, intelectual? Não há… A insatisfação há… Mas quando Marx ou Lênin propuseram suas teorias, a insatisfação já estava lá fazia tempos, talvez falte aguardar alguém que venha com uma ideologia nova…

  • Ygor C.S. disse:

    Excelente texto. Não só abordou o tema com profundidade, mas também com perspectiva histórica que, enxergando o que houve no passado, consegue entender melhor o presente e até antever o futuro. A sociedade vem acumulando desde o século XX uma série de contradições talvez nunca vistas (é ao mesmo tempo a era mais próspera e com mais avanços sociais da História e aquela em que mais houve grandes massacres e aumento mais dramático das desigualdades sociais e regionais). O século XXI, pelo visto, vai ser também contraditório e instável e deverá arranjar algum jeito de produzir um novo modelo até que este também se venha a esgotar em séculos futuros. E assim caminha a humanidade…

  • Carlos Alberto Alves Marques disse:

    “O nazismo foi a mais perfeita utilização da tecnologia para o assassinato em massa de toda a História. Os norte-americanos os repetem, desde a Guerra do Golfo, no Oriente Médio.” E desde bem antes com o assassinato em massa de milhares de japoneses nos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, alvos sem importância militar atingidos quando o Japão já estava militarmente derrotado, uma prática de terrorismo norte-americano tão condenável quanto a “solução final” hitlerista.

  • Ronaldo disse:

    Não conheço todos, mas seguramente, o Mauro Santayana é um dos melhores jornalistas deste nosso Brasil.
    Imagino se nós tivéssemos que conviver com um governo estilo FHC Serra. Talvez o povo já tivesse explodido. Aqui no Brasil, as transformações sociais feitas por Lula e agora por Dilma são uma verdaeira revolução. Mas falta muito por fazer, ainda…

  • Marco Aurelio disse:

    Esse texto só vem confirmar o que eu coloquei aqui mesmo neste espaço outro dia. A sobrevivência se sobrepõe à ética e à moral. Tudo se justifica pela sobrevivência, incluindo aí não só a sobrevivência do corpo mas a sobrevivência daquilo que sustenta o ego do homem e da mulher. O orgulho, a vaidade, o medo, a ignorância etc.
    A verdeira revolução se fará através da evolução do homem como ser ético, moral, intelectual e espiritual (metafisico ). Fora isso, as revoluções pelo poder se sucederão apenas para garantir a sobrevivência da espécie.

  • Delano Pessoa disse:

    Prezado Santayana, com inevitável evolução da inteligencia humana, cada vez mais pessoas perceberão que o MAU não tem ARGUMENTOS, e naturalmente será sufocado em progressão geométrica.

  • Rui disse:

    Parabéns, texto magnífico.

  • Tatiana disse:

    Belo artigo.

    Lendo a BBC e muitos outros meios de comunicação fica claro que muitos britânicos negam e continuam a afirmar que os “jovens” de la são apenas marginais. O tabloide The Sun do murgoch é o primeiro a promover a caça aos marginais. Descobri que os Europeus gostam mesmo de esconder seus problemas.

  • Almir Forte dos Santos disse:

    Parabéns ao Mauro Santayana, pelo brilhante artigo, como sempre antenado com a história do mundo.
    Na verdade o que ocorre na Inglaterra é que o povo tem as condições objetivas que são a fome, a miseria e a exploração.
    No entanto, faltam as condiçoes subjetivas que são a consciencia de classe sobre sua exploraçao e a necessidade de uma organização política que represente os interesses da grande maiora explorada e vilipendiada pelo modelo neoliberal que domina o império decadente, que é a Inglaterra.
    Almir Forte

  • Clovis disse:

    Este serviço que o PIG esta prestando ao Brasil torna-se muito perigoso. O PIG esta tentando inverter os papéis no Brasil. Temos que ficar atentos. Digo mais uma vez: Blogueiros progressistas não baixem a guarda, cuidem, mesmo que anonimamente de nosso querido Brasil e de nossa presidenta, pois, o PIG joga muito sujo. Internautas, eu como simples brasileiro peço que fiquem atentos ao PIG.

  • Orlando Bernardes disse:

    Meteu o dedo na ” ferida ” !

  • Horridus Bendegó disse:

    Nossa!
    cadê o (2)?
    Imperdivel!

  • leonardo-pe disse:

    Artigo Perfeito.o q está acabando nao é o mundo(Planeta).mas,esse mundo perverso,cruel q espreme as pessoas,mais conhecido como capitalismo-Neoliberalismo!esse”sistema”faliu.mas não admitem isso!

  • Pancho Villa disse:

    Não se precisa ir muito longe pra entender o que acontece em Londres. Leiam um ensaio de Edward Palmer Thompson, historiador inglês, chamado “A economia moral do povo na Inglaterra do século XVIII”. Há semelhanças e diferenças entre os tempos, é claro. Mas esse ensaio de Thompson é cabal para dar referências sobre o assunto.

  • Carlos disse:

    Primor de texto!

  • Robson disse:

    A falta de ideologia é fruto do atual sistema.

  • Eugênio disse:

    Cara, olhe, mire, reflita e se inspire: O mal estará sempre ligado a ignorância e na intolerância, sejam elas quais for, estarão sempre semeadas e incentivadas através do Preconceito, do Racismo e da Xenofobia.

    Tem um documentário HORRENDO sobre o assunto e que devemos sempre ficar alertas aos escoteiros de BOLSONARO, José Serra, ULTRA-Fundamentalistas Cristãos e CIA ILIMITADA. ELES são PERIGOSÍSSIMOS. ELES fazem de SÃO PAULO sua base para se expandir espalhando seu ódio e seu terror.

    Documentário sobre os Neonazistas na Paulista
    http://www.vimeo.com/23776230

  • Piragibe Silva Borges disse:

    Cru. Soberbo. Atrevo-me a discordar de apenas uma frase, correta no sentido mas dissonante, esquecida, no tempo: Os norte-americanos os repetem, desde Hiroshima e Nagasaki.

  • Domingos disse:

    As pessoas em nossa sociedade são avaliadas pela quantidade de mercadoria que podem consumir e não pelo caráter e cidadania que praticam.

  • Piragibe Silva Borges disse:

    Cru. Soberbo. Atrevo-me a discordar de apenas uma frase, correta no sentido mas dissonante, esquecida, no tempo:Os norte-amercicanos os repetem, desde Hyroshima e Nagasaki.

  • Caro PHA,eu fico imaginando se os acontecimentos da Inglaterra,as vésperas das olimpíadas de Londres,ocorresse no
    Rio de Janeiro.O que estariam dizendo o pig e a mídia internacio
    nal como um todo.E a urubóloga? E o globo? E a polha?E o detrito
    de maré baixa veja? Carlos

    • leonardo-pe disse:

      Carlos:há um silencio tão sepulcral.tão assustador na grande mídia,q não é possível q as pessoas com 2%de sabedoria,tenham sacado.sem falar q”eles”-PiG,não informam os reais motivos para essa revolta em londres.se fosse aqui o”paladino da moral”Juca Kfouri(e outros”éticos”),já estava esbravejando.e pior,com os inocentes assinando embaixo.

    • Paulo Erivan disse:

      Murdoch não se meteria a besta de municiar seus tablóides com matérias e informações contra a Inglaterra ou contra as olimpíadas de Londres; como cafajestamente faz o Pig.

    • Fran disse:

      Bem lembrado,caro Carlos,bem lembrado,imagino o q eles iriam fazer.

  • lia vinhas disse:

    Mais um texto brilhante e profundo do Mauro. Um dos grandes homens da história do jornalismo, e que, como todo grande homem, tem por trás uma grande mulher. O texto, mais didático impossível, tem uma conclusão precisa: o que falta nas grandes massas é a ideologia. Sem um enbasamsnto ideológico amplo e firme, é muito mais difícil levar a bom termo as grandes revoltas populares. E , quando em muitos casos, as ditas revoluções, qualificativo atribuído para dar mais força ao caráter das revoltas, são apoiadas por países como os EUA e outros da OTAN, é preciso uma análise realmente profunda de todos os antecendentes históricos em nível local e mundial para se emitir uma opinião isenta.

  • Vinicius disse:

    Santayana erra ao dizer que os EUA repetem a “conduta nazista” desde a Guerra do Golfo. É mister lembrar que os maiores atentados terroristas da história se chamam “Little Boy” e “Fat Man”.

    Agora, vamos ver se o Mr. Bob vai aparecer de novo.

  • Carlos disse:

    Santayana !!
    O ser humano é o mesmo, desde a Idade da Pedra.
    Nós apenas criamos tecnologia, para fazer o que sempre fizemos.
    Nós não evoluimos.

    • Diego Rafael-DF disse:

      Como assim não, Carlos? As mulheres hoje trabalham e votam, não executamos mais ninguém em praça pública (salvo exceções), o devido processo legal é consensual entre a quase totalidade da humanidade, a escravidão é proibida em todo o mundo, muitos de nós hoje têm compaixão até com os animais peçonhentos… Acho que evoluímos sim, e muito!

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