Saiu na Carta Maior excelente artigo de Eric Nepomuceno.
A leitura explica por que o PiG (*) brasileiro tem mesmo que odiar CFK.
Ela meteu o dedo nos monopólios dos campeões da “liberdade de imprensa ” (deles).
Ao Eric:
Os problemas de Cristina em seu segundo mandato (III): o caso “Papel Prensa”.
O monopólio controlado ao longo dos últimos 34 anos pelos dois maiores jornais argentinos começará a desmoronar, e esse desmoronamento será veloz. É fácil entender a ira do Clarín, do La Nación e de todos os barões da imprensa latino-americana, a começar pelos do Brasil. Difícil é entender que não se diga, às claras, que o que está sendo ameaçado é um negócio espúrio, embora de ouro, e não a sacrossanta liberdade de expressão. O artigo é de Eric Nepomuceno.
Eric Nepomuceno, de Buenos Aires.
A aprovação no Congresso argentino, por ampla maioria de votos, do projeto de lei que declara que “a fabricação, distribuição e comercialização do papel de imprensa é questão de interesse público”, reforçou ainda mais os ataques dos dois principais jornais argentinos, o La Nación e o Clarín, contra a presidente Cristina Kirchner.
E isso porque, assim que entrar em vigor, a nova legislação argentina irá tirar o papel de imprensa do férreo controle desses dois jornais, que controlam o capital da Papel Prensa. O Clarín tem 47% das ações, o La Nación outros 22%, enquanto o Estado argentino é dono de 27%. Os restantes 4% estão pulverizados entre pequenos acionistas.
A fábrica é a única a fornecer o papel utilizado pelos jornais e revistas do país. De um consumo médio de 230 mil toneladas anuais, a Papel Prensa produz e distribui 175 mil toneladas. Outras 55 mil são importadas, isentas de impostos. Controlar 75% desse mercado, como faz a Papel Prensa é exercer, de fato, o monopólio.
A nova lei, além de declarar de interesse público a fabricação, distribuição e importação do papel de imprensa, estabelece exigências que vão da expansão da capacidade da Papel Prensa à aplicação de um preço único, sem levar em conta a quantidade adquirida pelos compradores. Isso significa que um pequeno jornal do interior pagará o mesmo preço cobrado ao Clarín, que vende em média 400 mil exemplares diários e 700 mil nos fins de semana.
Hoje, o Clarín e o La Nación consomem 71% da produção da Papel Prensa. Os outros 29% vão para 168 publicações, que pagam pelo menos 15% a mais do que é pago pelos dois maiores jornais do país. E mais: ao controlar o capital da fábrica, Clarín e La Nación sabem, com certa antecedência, quando o preço do papel vai subir, e antecipam compras grandes, forçando um aumento nas importações. Todas as outras publicações argentinas pagam a diferença.
Outro detalhe do negócio: a Papel Prensa compra, para reciclar, os exemplares não vendidos tanto do Clarín como do La Nación, pagando 900 dólares a tonelada. Apenas esses dois jornais vendem seus encalhes à Papel Prensa. Os outros vendem no mercado avulso, a um preço bastante inferior.
Atualmente, a Papel Prensa opera com apenas 60% de sua capacidade. Quando a nova legislação entrar em vigor, será determinado de imediato um aumento na produção, até o país alcançar sua autonomia. Serão estabelecidas metas de investimento a cada três anos. Caso os dois jornais, que detêm a maioria da Papel Prensa, não cumpram sua parte, o Estado cobrirá a diferença, aumentando sua participação no capital da empresa. Por isso, o Clarín e o La Nación acusam Cristina Kirchner de ter armado uma tramóia que permitirá que o Estado assuma a empresa.
É assim que o monopólio controlado ao longo dos últimos 34 anos pelos dois maiores jornais argentinos começará a desmoronar, e esse desmoronamento será veloz. É fácil entender a ira do Clarín, do La Nación e de todos os barões da imprensa latino-americana, a começar pelos do Brasil. Difícil é entender que não se diga, às claras, que o que está sendo ameaçado é um negócio espúrio, embora de ouro, e não a sacrossanta liberdade de expressão.
Difícil, além disso, é entender as razões claramente falaciosas de tantos protestos indignados, todos eles tendo como bandeira a liberdade de imprensa. Afinal, mesmo que se admita que deixar o controle do papel de jornais e revistas nas mãos do Estado possa ser uma ameaça, manter esse mesmo controle nas mãos de dois grupos privados hegemônicos seria um meio eficaz de assegurar essa tão ameaçada liberdade? Será que os métodos aplicados pelo Clarín e pelo La Nación à concorrência asseguram essa liberdade?
Não é necessário mencionar a desfaçatez com que o Clarín distorce o noticiário e sabota informação através de seu formidável poderio, que vai de emissoras de rádio à internet, passando por jornais regionais, revistas e o domínio praticamente absoluto da televisão por cabo. Bastaria recordar a maneira com que, sempre em associação com o La Nación, impõe regras draconianas e imperiais sobre a publicidade privada.
Nas críticas que tanto um como outro lançam, furiosos, contra o governo, sempre há amplo espaço para denunciar a concentração da publicidade oficial em meios que são, em maior ou menor medida, simpáticos ao governo.
Essa concentração realmente ocorre. Mas falta recordar que tanto o Clarín como La Nación se jactavam, até há pouco, de sua recusa sistemática a aceitar publicidade oficial em suas páginas, salvo raras exceções. No caso específico do Clarín, José Aranda, vice-presidente do grupo, diz que um terço da receita vem de anúncios classificados, outro terço da venda de exemplares, um terço mais de anúncios convencionais. Portanto, diz ele, a publicidade oficial não faz falta.
Além disso, os dois jornais têm uma regra comum para a venda de seus respectivos espaços de publicidade: os grandes comércios e indústrias que anunciarem nos dois, e somente nos dois, têm um desconto de 50% sobre suas tabelas. Quem se dispuser a anunciar nos outros jornais, ou seja, nos que se alinham com o governo, perde esse desconto.
O que acontece na Argentina é mais profundo e complexo do que parece. Existe, sim, uma clara pressão do governo, mas não sobre a liberdade de expressão e de informação: o que se trata de combater é a liberdade de pressão e de deformação.
Além do mais, paira sobre a Papel Prensa a denúncia de um crime. Há indícios mais que concretos de que a única fábrica de papel de imprensa do país foi parar nas mãos do Clarín e do La Nación graças à ditadura militar que seqüestrou, ameaçou e torturou familiares de David Gravier, que era seu sócio majoritário e morreu de forma misteriosa em agosto de 1976, quando o terrorismo de Estado estava no auge (um auge, a bem da verdade, que durou até 1983).
Foi assim, na base de crimes de lesa-humanidade, que a Papel Prensa foi parar nas mãos dos donos do Clarín e do La Prensa. Os mesmos que, beneficiados por um regime sanguinário e corrupto que ajudaram a construir e, depois, a manter, agora acusam um governo eleito democraticamente, e reclamam o sacrossanto direito da propriedade privada.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.



Agora eu sei porque que a Regina da Arte tinha medo que o Brasil virasse uma Argentina.
Aqui no Brasil o próprio PIG esta cometendo um “auto-suicídio de si mesmo”. Aqui no Brasil ñ daria certo o que foi feito na Argentina, pois aqui grande parte da pop. ainda é muito alienada, ainda acredita em tudo que o PIG diz.
por que a veja nâo investiga esa noticia.
Enquanto Alagoas registrou este ano três apagões por falta de investimentos no setor elétrico do Estado, a usina de açúcar e álcool pertencente ao governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) encabeça a lista dos maiores devedores de energia.
sâo 30,5 milhoes de energia sem pagar rsrsrsr se forse eu hummmmmmmmmm….
Pau neles, CFK! ;^)
Na década de 1980, César Jaroslavsky, um político argentino, disse: “Cuidado com aquele jornal. Ele ataca como um partido político, e se você responder, ele se defende com a liberdade de imprensa”. ‘Aquele jornal’ é o famigerado Clarín, a quem o Pig brasileiro tanto exalta. A frase poderia muito bem se aplicar a Folha, o Estadão ou ao jornal O Globo.
O “nosso” pig odeia Cristina, porque ela enfrenta os hipócritas de lá. Quanto aos de cá…
Tanto lá quanto cá, os larápios gritam pega ladrão, esperando espantar a concorrência, ou esperando enganar o povo.
Será que é somente coincidência o fato de que os maiores meios de comunicação da Argentina e do Brasil terem surgido em plena DITADURA?
AGORA ELES CORTAM OS BRAÇOS, POIS JÁ NÃO RESTAM PULSOS!!!! http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/12/26/brasil-supera-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-diz-entidade.jhtm
To com inveja da Presidenta Deles……
a Dilma ta muito calada em relação ao pig
“Liberdade de pressão e de deformação”.
A Argentina necessita de um Amaury urgente; o Brasil de uma CFK!
Ainda sobre o PIG…
“Não dava para escrever meu livro no Brasil. Aqui a Globo ainda tem uma influência muito forte e a obra poderia ser abafada de alguma maneira. Com o apoio do governo americano, fica mais fácil lançar nos EUA”
Cristina Guimarães*
(*) jornalista, vencedora do Prêmio Esso em 2001 junto com Tim Lopes pela série ‘Feira das drogas’, afirmou que a Rede Globo, empregadora de ambos na época das reportagens, não ofereceu proteção a ela e ao colega
Fonte: http://noticias.terra.com.br/retrospectiva/2011/noticias/0,,OI5237334-EI19299,00-Se+dependesse+da+Globo+estaria+morta+diz+colega+de+Tim+Lopes.html
Cristina, que coragem…
Bom é a Argentina: onde milico não se cria e nem o PIG dá as cartas.
Viva a Argentina!
Enquanto aqui…
Enquanto, na Argentina, o governo chama o PIG às falas -no Brasil, nosso governo e o partido majoritário de borram de medo da máfia midiática.
Informação é assim: Contando a verdade. Os dois jornais argentinos se aproveitaram da ditadura militar para abocanhar a matéria prima do jornal escrito. Acho que além de devolver ao Estado deviam ser julgados por apoiar uma ditadura sangrenta. O jornal o globo que apoiou a ditadura em nosso País, agora quer dar uma de bom moço e vive criticando os movimentos para regulamentação da mídia. Na época da ditadura não criticava, ou melhor, achava ótima a censura. A FSP apoiou tanto o regime militar que emprestava carros para transporte de presos. Agora durma com um barulho desse!
Caro PHA.
O caso da Argentina é simples, é a CULTURA do argentino.
Enquanto antigamente na Argentina tinha Médico, aqui no Brasil não tinha nem Enfermeiro!
Cristina conseguiu enterrar o PIG na Argentina.Nada é impossível.
Pois é, devemos comemorar, pois esse evento ajuda a influenciar a diminuição do poder imperial do PIG aqui no Brasil. Portanto, querida Dilma, estamos aqui para lhe apoiar pacientemente, incansavelmente e constantemente no combate contra os inimigos da liberdade (e não para lamentar por vosso governo ainda não haver podido combate-los de uma vez por todas), pois afinal, “o que se trata de combater é a liberdade de pressão e de deformação” q esses veículos exercem contra o povo!!! Viva o povo brasileiro!!!
Por isso, o Clarín e o La Nación acusam Cristina Kirchner de ter armado uma tramóia que permitirá que o Estado assuma a empresa.
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De fato, Cristina Kirchner está armando uma tramóia, pois é impossível que empresas privadas competirem com o estado que possui limites infindáveis…depende da % de imposto. Só não enxerga quem quer ver.
Abraços PHA
OBRIGADO,
Eric Nepomuceno.
Isto é informação de verdade
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Dilma será corajosa como Cristina Kirchner ???
E olha que ela não foi guerrilheira
Aliás, é RICA financeiramente
E DIGNAMENTE
Gente, a Cristina esta entrando no seu quinto ano de mandato, a nossa Dilma esta terminando o primeiro! vamos dar tempo a ela, enquanto isso vamos cobrando para que ela nao pense que estamos acomodados. A todos um espetacular ano 2012 desejo e ja esta dando sinal que vai ser estupendo para os brasileiros.
Pode ser que esteja em seu primeiro ano, mas se não tomar uma atitude séria agora, não terá o quinto ano.
A cara de pau do PIG não tem tamanho. Ontem o Yahoo( que reproduz noticiário do Estadão) para noticiar a greve fracassada nos aeroportos intitulou a sessão de “Oposição”.
Nem eles conseguem mais disfarçar.
A obrigação da mídia, é informar com clareza e imparcialidade.
Está na hora (ou já passou da hora!) de ruir o império dos marinhos, e também das onze famílias que detém o poder de comunicação no Brasil. Vamos usar as redes sociais para fazer com que as audiências das grandes redes caiam, só assim vão ser destruídas….
Por aqui… a Dilma tem medo da Globo.
Será que é apenas, tão somente, medo? Ou quer converter o PIG em aliado, nem que para isto o PAÍS tenha que engolir a NÃO punição aos privatizeiros tucanos por suas delinquências? Lembremos: os recentes elogios rasgados ao velhote fHC, sugestão do uso do controle remoto para se defender da mídia mentirosa/manipuladora ou o mais recente NÃO olhar pelo retrovisor do vacareza (nem me dou ao trabalho de escrever corretamente o nome deste indivíduo).
Na estante dos séculos o privataria tucana esta juntinho com
o arte de furtar do anônimo (séc.xvii).
Cistina para presidenta do Brasil.
Eu defendo que a Cristina seja nossa ministra de comunicações, ela ou o Chavez, acho que somente assim enfrentariamos nosso PIG.
Golaço de Cristina Kirchner! E o trucidamento em cima da equipe Eterno Presidente/Minha Presidenta é implacável, caros telespectadores, pois estamos com um placar de onze a zero e ainda temos muito jogo pela frente. Nessa modalidade os Kirchner não tem para ninguém. E aí armaldo guaxinim? Você acha que houve situação de impedimento? Mas não precisa dizer nada, não. Já sei, já sei, a regra é clara…
Eis o “vídeo proibido” da cerimônia em que o ditador Rafael Videla entrega o La Prensa ao Clarin, La Nación e La Razión. Repare neste trecho do discurso de Videla:
“que pese a esses três [grupos] com um objetivo comum, como uma só entidade para, com todos os seus esforços, junto com o Estado, levar esse projeto adiante”.
Todo mundo sabe que “projeto” foi esse. Videla foi condenado à prisão perpétua por crimes lesa-humanidade. E assim se fez e ainda se sustenta o PiG latino-americano, solidários na falsificação da verdade, na ocultação da sua história golpista e na cínica evocação da “liberdade de imprensa”.
http://goo.gl/mh0he
Por que o PiG não mostra a opinião de Frank La Rue, relator da ONU para a liberdade de expressão e de opinião, sobre o que está acontecendo na Argentina? Entenda no endereço abaixo:
http://goo.gl/3zIFe
Como pode os jornalistas do PIG terem o mesmo pensamento a respeito desse assunto? Será que no futuro não morrerão de vergonha ? Esse história de vendilhões de pensamento hegemônico, pode destruir uma nação. Os PIGmeus nornalistas não merecem nenhum respeito.
digo, jornalistas.?????????????????
Cristina , sim, deu uma prensa na imprensa. E nós ?
Espero que o governo Dilma, com o apoio que tem no Congresso, passe a discutir, no minimo, a questão dos meios de comunicação no Brasil. Já passou da hora da detonação do PIG.
os prelos, no brasil, têm o poder do banco central. e o judiciário está amarrado a esse mesmo prelo que quer o reforço do pelourinho. mas o povo quer o prelo. por que pertence a ele.
Enquanto aqui no Brasil! O PIG faz o que quer