Redação Conversa Afiada

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Inês: PiG denuncia corrupção. E se cala sobre o Caixa Dois

    Publicado em 08/11/2011
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O Conversa Afiada tem o prazer de publicar texto da Carta Maior, em que Maria Inês Nassif analisa a hipocrisia da elite e, portanto, do seu arauto, o PiG (*): denunciar a corrupção e não defender o financiamento público e exclusivo para campanhas eleitorais.

Nesta quarta-feira, a Comissão Especial da Reforma Política votará o relatório do deputado Henrique Fontana, a partir do qual se escreveu este post: “PSDB e PMDB são contra o financiamento público das campanhas. Será que é porque preferem o Caixa Dois ?”.

Hoje, na Record News, às 22h15, depois do programa do Heródoto Barbeiro, Fontana volta ao tema: ou financiamento público ou Caixa Dois ?

Vamos à Inês, como sempre, imperdivel:

O poder permanente de derrubar governos


As ondas de pânico criadas em torno de casos de corrupção, desde Collor, têm servido mais a desqualificar a política do que propriamente moralizar a nossa democracia. Apesar da imensa caça às bruxas movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa sucessão de escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião pública num debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é apropriado pelo poder privado, e, principalmente, porque não se questiona essa apropriação. O artigo é de Maria Inês Nassif.


Maria Inês Nassif


A corrupção do sistema político merece uma reflexão para além das manchetes dos jornais tradicionais. Em especial neste momento que o país vive, quando a nova democracia completou 26 anos e a política, que é a sua base de representação, se desgasta perante a opinião pública. Este é o exato momento em que os valores democráticos devem prevalecer sobre todas as discordâncias partidárias, pois chegou no limite de uma escolha: ou diagnostica e aperfeiçoa o sistema político, ou verá sucumbi-lo perante o descrédito dos cidadãos.


O país pós-redemocratização passou por um governo que foi um fracasso no combate à inflação, um primeiro presidente eleito pelo voto direto pós-ditadura apeado do poder por denúncias de corrupção, dois governos tucanos que, com uma política antiinflacionária exitosa, conseguiram colocar o país no trilho do neoliberalismo que já havia grassado o mundo, e por fim dois governos do PT, um partido de difícil assimilação por parcela da população. Nesse período, a mídia incorporou como poder próprio o julgamento e o sentenciamento moral, numa magnitude tal que vai contra qualquer bom senso.


Este é um assunto difícil porque pode ser facilmente interpretado como uma defesa da corrupção, e não é. Ou como questionamento à liberdade de imprensa, e está longe disso. O que se deve colocar na mesa, para discussão, é até onde vai legitimidade da mídia tradicional brasileira para exercer uma função fiscalizadora que invade áreas que não lhes são próprias. Existe um limite tênue entre o exercício da liberdade de imprensa na fiscalização da política e a usurpação do poder de outras instituições da República.


Outra questão que preocupa muito é que a discussão emocional, fulanizada, mantida pelos jornais e revistas também como um recurso de marketing, têm como maior saldo manter o sistema político tal como é. É impossível uma discussão mais profunda nesses termos: a escandalização da política e a demonização de políticos trata-os como intrinsicamente corruptos, como pessoas de baixa moral que procuram na atividade política uma forma de enriquecimento privado. Ninguém se pergunta como os partidos sobrevivem mantidos por dinheiro privado e que tipo de concessão têm que fazer ao sistema.


Desde Antonio Gramsci, o pensador comunista italiano que morreu na masmorra de Mussolini, a expressão “nenhuma informação é inocente” tem pontuado os estudos sobre o papel da imprensa na formulação de sensos comuns que ganham a hegemonia na sociedade. Gramsci já usava o termo “jornalismo marrom” para designar os surtos de pânico promovidos pela mídia, de forma a ganhar a guerra da opinião pública pelo medo.


No Brasil atual, duas grandes crises de pânico foram alimentadas pela mídia tradicional brasileira no passado recente. Em 2002, nas eleições em que o PT seria vitorioso contra o candidato do governo FHC, a mídia claramente mediou a pressão dos mercados financeiros contra o candidato favorito, Luiz Inácio Lula da Silva. Tratava-se, no início, de fixar como senso comum a referência “ou José Serra [o candidato tucano] ou o caos”.


Depois, a meta era obrigar Lula e o PT ao recuo programático, garantindo assim a abertura do mercado financeiro, recém-completada, para os capitais internacionais. Em 2005, na época do chamado “mensalão”, o discurso do caos foi redirecionado para a corrupção. Politicamente, era uma chance fantástica para a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a única alternativa para se contrapor a um líder carismático em popularidade crescente era tirar de seu partido, o PT, a bandeira da moralidade. A ofensiva da imprensa, nesse caso, não foi apenas mediadora de interesses. A mídia não apenas mediava, mas pautava a oposição e era pautada por ela, num processo de retroalimentação em que ela própria [a mídia] passou a suprir a fragilidade dos partidos oposicionistas. Ao longo desse período, tornou-se uma referência de poder político, paralelo ao instituído pelo voto.


Eleita Dilma Rousseff, a oposição institucional declinou mais ainda, num país que historicamente voto e poder caminham juntos, e ao que tudo indica a mídia assumiu com mais vigor não apenas o papel de poder político, mas de bancada paralela. Dilma está se tornando uma máquina de demitir ministros. Nas primeiras demissões, a ofensiva da mídia deu a ela um pretexto para se livrar de aliados incômodos, nas complicadas negociações a que o Poder Executivo se vê obrigado em governos de coalizão num sistema partidário como o brasileiro. Caiu, todavia, numa armadilha: ao ceder ministros, está reforçando o poder paralelo da mídia; em vez de virar refém de partidos políticos que, de fato, têm deficiências orgânicas sérias, tornou-se refém da própria mídia.


As ondas de pânico criadas em torno de casos de corrupção, desde Collor, têm servido mais a desqualificar a política do que propriamente moralizar a nossa democracia. Mais uma vez, volto à frase de Gramsci: não existe notícia inocente. O Brasil saído da ditadura já trazia, como herança, um sistema político com problemas que remontam à Colônia. O compadrio, o mandonismo e o coronelismo são a expressão clássica do que hoje se conhece por nepotismo, privatização da máquina pública e falha separação entre o público e o privado. A política tem sido constituída sobre essas bases e, depois de cada momento autoritário e a cada período de redemocratização no país, seus problemas se desnudam, soluções paliativas são dadas e a cultura fica. Por que fica? Porque é a fonte de poderes – poderes privados que podem se sobrepor ao poder público legitimamente constituído.


O sistema político é mantido por interesses privados, e é de interesse de gregos e troianos que assim permaneça. Segundo levantamento feito pela Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma política, cerca de 360 deputados, em 513, foram eleitos porque fizeram as mais caras campanhas eleitorais de seus Estados. Com dinheiro privado. Em sã consciência, com quem eles têm compromissos? Eles apenas tiveram acesso aos instrumentos midiáticos e de marketing político cada vez mais sofisticados porque foram financiados pelo poder econômico. É o interesse privado quem define se o dinheiro doado aos candidatos e partidos é lícito ou ilícito.


O dinheiro do caixa dois passou a fazer parte desse sistema. Não existe nenhum partido, hoje, que consiga se financiar privadamente – como define a legislação brasileira – sem se envolver com o dinheiro das empresas; e são remotíssimas as chances de um político financiado pelo poder privado escapar de um caixa dois, porque normalmente é o caixa dois das empresas que está disponível. Num sistema eleitoral onde o dinheiro privado, lícito e ilícito, é o principal financiador das eleições, ocorre a primeira captura do sistema político pelo poder privado. E isso não acaba mais.


Esse é o âmago de nosso sistema político. A democratização trouxe coisas fantásticas para a política brasileira, como o voto do analfabeto, a ampla liberdade de organização partidária e a garantia do voto. Mas falhou no aperfeiçoamento de um sistema que obrigatoriamente teria de ser revisto, no momento em que o poder do voto foi restabelecido pela Constituição de 1988.


Num sistema como esse, por qualquer lado que se mexa é possível desenrolar histórias da promiscuidade entre o poder público e o dinheiro privado. Por que isso não entra, pelo menos, em discussão? Acredito que a situação permaneça porque, ao fim e ao cabo, ela mantém o poder político sob o permanente poder de chantagem privado. De um lado, os financiadores de campanhas se apoderam de parcela de poder. De outro, um sistema imperfeito torna facilmente capturável o poder do voto também por aparelhos privados de ideologia, como a mídia. Como nenhuma notícia é inocente, a própria pauta leva a relações particulares entre políticos e o poder econômico, ou entre a máquina pública e o partido político. A guerra permanente entre um governo eleito que tem a oposição de uma mídia dominante é alimentada pelo sistema.


O apoderamento da imprensa é ainda maior. Se, de um lado, a pauta expressa seu imenso poder sobre a política brasileira, ela não cumpre o papel de apontar soluções para o problema. Não existe intenção de melhorá-lo, de atacar as verdadeiras causas da corrupção. Apesar da imensa caça às bruxas movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa sucessão de escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião pública num debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é apropriado pelo poder privado, inclusive e principalmente porque não se questiona o direito de apropriação do poder público pelo poder privado. A mídia tradicional não fez um debate sério sobre financiamento de campanha; não dá a importância devida à lei do colarinho branco; colocou a CPMF, que poderia ser um importante instrumento contra o dinheiro ilícito que inclusive financia campanhas eleitorais, no rol da campanha contra uma pretensa carga insuportável de impostos que o brasileiro paga.


Pode fazer isso por superficialidade no trato das informações, por falta de entendimento das causas da corrupção – mas qualquer boa intenção que porventura exista é anulada pelo fato de que é este o sistema que permite à imprensa capturar, para ela, parte do poder de instituições democráticas devidamente constituídas para isso.



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.



 

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  • bissoli junior disse:

    desgraça pouca é bobagem…

  • Sérgio C. Franca - Piracicaba/SP disse:

    Como sempre tem se apresentado; essa é mais uma das pérolas da nossa grande Inês. Bravo

  • Andrea disse:

    O mundo esta mais feliz, finalmente o Sarkozy alegrou-nos dizendo que Netanyahu é um mentiroso. O Globo sentiu, a Folha sentiu, a Veja sentiu. Que horror esse PIG.

  • niveo campos e souza disse:

    Prendam corrompidos e corruptores.
    Lei dos Médios já.

    Niveo Campos e Souza

  • Luciane Araujo disse:

    Nao sei se rir ou se chorar!

  • sérgio disse:

    É preciso dar um basta nos denuncismos das organizações máfia-midiáticas.
    É necessário recolher, urgentemente, estes entulhos da ditadura.

  • São Leopoldo disse:

    O câncer do Brasil é a corrupção: Que se instalou sob o olhar dos políticos e se eternizou.

  • Antonio Sotero de Gois disse:

    O Lula, a DILMA e o PT sempre tiveram medo do PIG. O que se vê agora é a nossa presidenta nas mãos do PIG. Que saudade de uma Cristina Kirchner.

  • Marcelo Moraes disse:

    PHA, na minha humilde opinião a liberdade de imprensa não se garante pelo controle daquilo que ela diz, mas sim daquilo que ela deixa de dizer.

    Por isso, a regulação do setor deve necessariamente envolver a pulverização das verbas publicitárias oficiais e o combate à concentração econômica e à “latifundialização” (se me permite criar essa palavra) dos meios jornalísticos.

    Liberdade de imprensa = direito de informar + direito de ser informado.

  • Regina Braga disse:

    Imprensa marrom é como o Triângulo das Bermudas…Só falam, mais ninguém quer ir ver.E quem vai desaparece…Só resta a Lei dos Médios.

  • francisco pereira neto disse:

    Dias desse eu estava no BB e peguei uma revista Veja. Dei uma folheada e vi uma entrevista com o antropólogo Roberto DaMatta. E comecei a ler. Entrevista ridícula e direcionada para falar mal do PT. Por curiosidade folheia a revista inteira e vi apenas dois anúncios do governo federal. Uma da Caixa Federal e uma do BNDES. As duas de apenas meia página. E só. Um sujeito desse com 75 anos de idade que se diz intelectual que deu aulas na França e EUA, se presta a fazer um trabalho sujo desses só explicável pelas minguadas verbas publicitárias do governo federal em suas páginas. Tá explicado a ira.

  • Vivian Agnoletto disse:

    Maria Inês discorre sobre as intenções da imprensa golpista e dos partidos de oposição,magnificamente,como sempre.E essa hipócrita campanha contra a corrupção,sem contudo,tocar nos corruptores,se desenvolverá a contento,caso a lei de regulamentação da mídia,não se fizer.No caso do caixa 2,a mídia golpista sabe quem se favorece,como se favorece,mas a mídia golpista JAMAIS será contra os seus… ou os deixará no meio da estrada.

  • Sylvia Tigre de Hollanda Cavalcanti disse:

    Análise bem feita,mas discordo que Dilma esteja refém da mídia.Ela não é nenhuma ingênua e sabe muito bem o que está fazendo!

  • Urbano disse:

    O grande problema do pig é o ardoroso desejo de que o seu “coronel”, ou seja, a facção demo-tungana volte ao posto de comando central do país.

  • monge scéptico disse:

    Perfeitamente natural para eles no mundo em que vivem(?).

  • maria do ceará disse:

    Brilhante Inês, mas é triste concordar que o cupim da mídia está comendo o governo. E o cupim é um bicho insaciável. Cada Ministro que cai é como se fosse a perna de uma mesa comida pelo cupim. Nenhuma mesa vai ficar em pé. A menos que nossa Presidenta se dê conta imediatamente dessa situação e reaja à altura, parando esse processo criminoso do PIG.

  • SILVA disse:

    PHA, haverá denuncia até quando? O governo de São Paulo é o maior antro de corrupção. Porque o PIG não parte para cima. O problema não está no PLANALTO está no governo de São Paulo. Porque não fazer uma devassa em São Paulo. A DILMA é refém do PIG. Ela que não da um jeito de se libertar desta imundicie, que será lambuzado por ele.è o momento de tomar uma deciusão. Lei dos Médios.

    • Mariano S. Silva disse:

      Porque os governos do estado e do município de Sâo Paulo constituem-se no suporte econômico, que ao comprar a colaboração do PiG, realimenta o poder dos PSDBDemos. Esta é a razão pela qual eles não podem perder eleições em SP, pois aí estaria quebrado o elo.
      Lembra-se da “faxina” social dos incêndios na cidade de São Paulo? Que tal transferir pobres que votariam no PT para a periferia e assim garantir o controle do quarto orçamento da República?

      • Yacov disse:

        Não sei, mas me parece que os programas do Governo Federal sofrem um boicote silencioso em SP. E muitos dos seus resultados são atribuídos ao governo estadual, que munido da desinformação que te suas raízes na progressão continuada, no PIG e na demonização permanente das esquerdas, gera um forte sentimento anti-petista. Muitos pobres de sampa são PSDB desde criancinhas. É inacreditável!! E vá tentar explicar para esses cabeçudos que estão votando em canalhas. Vc vai passar por radical e arrumar briga. Malcom X estava certíssimo, “Se no estás prevenido ante los medios de comunicación, te harán amar el opressor y odiar el oprimido”.

        “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • CARLOS MOREIRA-MACEIÓ/AL disse:

    Dilma, à continuar desse jeito,VAI ser varrida já já pelo PIG.
    Estão deixando a Presidente por ultimo,…. Lei de Mídias JÀ.
    Dá um basta, fala pra Nação que voces descobrem, não é só o PIG, como falou um tal Senador Aécio(bafometro).

    o Povo está com Dilma/Lula e não abre.

  • 'Lenir Vicente disse:

    O PIG no Brasil sempre foi o quarto poder.Ajudou a matar Getúlio Vargas e a derrubar Jango.Ajudou a implantar a ditadura.Se deu mal com Lula e Dilma, apesar das campanhas pérfidas.Ela tenta e tenta e tenta, por todos os meios de que dispõe, desmanchar o Governo da Dilma.Ela sabe que a oposição não tem voto.Que não tem projeto sabemos nós.Então ela se tornou, como o Paulinho bem diz, o Partido da Mídia Golpista.Ela nunca deu bola pro povão e nem se dá conta que o povão mudou e vai provar isso mais uma vez ao reeleger Dilma.”O povo não é bobo abaixo….

    • Yacov disse:

      Se deixar a MÌDIA acaba com o Brasil DILMA vez!!

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – Oq ue passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • Filho disse:

    cuidado Dilma, vai na onda do PIG e no futuro próximo vão articular para pedir sua própria cabeça. Esse blog que tanto gostamos também entrou na onda, ao atacar o Orlando sem nenhum motivo legítimo, caindo na conversa dos golpistas

  • Dilma, Dilma mexa se, não deixe o PIG tomar seu governo, pq é isso que estão qurendo; mande investigá-lo pq já tomaram gosto pela coisa, e não vão parar, falam,falam e não provam nada, parece que a senhora não se deu conta ainda!

  • Luiz Carlos Soares Moreira disse:

    Há muito tempo não leio um artigo tão lúcido e tão objetivo! A autora vai direto ao puncto dolens. Cada linha, cada oração, contém um argumento insofismável. Parabéns preclara Inês Nassif!

  • Yacov disse:

    FORA PIG!! Chega de complacência com estes biltres, DILMA!! O governo deve ser o defensor da Constituição que EXIGE a regulamentação das comuinicações, portanto, chega de baixar a cabeça para esses patifes libertinos. Prá cima deles, PRESIDENTA. Chega de ABUSO!! LEI DE MIDIAS, JÀ!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gLOBo é um braZil para TOLOS”

  • andre disse:

    maravilha de texto! deveria ser lido por todas as pessoas de bem!

  • zuleica jorgensen disse:

    É isso aí, claro como só a Inês é capaz de mostrar. A mídia não quer e não pode combater a corrupção. Ela vive disso. É um partido político ao qual não interessa a transparência, a publicidade de dados, o esclarecimento dos casos de corrupção, o interesse da maioria, enfim, ao qual não interessa a democracia.

  • cafe do bode disse:

    Bom, se o PIG joga todos os políticos no mesmo saco, é sinal que Serra, FHC, Alckmin, Paulo Preto…fazem parte da bandalheira. Ou não?

  • Fabio Mello disse:

    PHA,
    O baixinho Romário parte pro ataque e põe Fifa e CBF na defesa.

    Dá-lhe Romario… http://migre.me/66nKW

  • Lúcio Flávio V. Lima disse:

    Concordo. A mídia, porém, está levando a melhor e isso não é bom para a democracia. A força do PIG tem sido até aqui incontrastável. O que fazer?

  • fabricio coyote disse:

    só um porco acredita no pig…

  • bene bugrão disse:

    Política é “quenenzinho” futebol; “quem não faz leva”!!!

  • Enildo disse:

    Capitalizamos a faxina, mas agora como interrompê-la. Ou para agora, ou vai chegar até o Planalto. A pergunta é: Depois de Lupi, quem será o próximo.

  • ANTONIO SIQUEIRA disse:

    Excelente…

  • Neco disse:

    São como pérolas jogadas aos porcos (PIGs).

  • enoque disse:

    Impagável análise.
    Volta Franklin Martins.
    Bernardo, disfarça e sai de mansinho. Vá prá outro ministério e deixa o Franklin cuidar disso.

  • salvador disse:

    a globo e cia., quer ver o circo pegar fogo, assim da para eles ganharem mais e chantagiar mais ainda, eles querem que o povo se exploda.

  • leonardo-pe disse:

    enquanto se curvarem para a nossa grande imprensa,vai continuar tudo como está!a nossa imprensa,prefere governos feito de São Paulo(q reina há mais de 15 anos).nunca vai apresentar solução.pois defende os interesses principalmente dos estrangeiros,no Brasil.o resultado dessa”alienação”:gerações deformadas!

  • Brilhante artigo! Daí porque torna-se urgente a regulação da mídia. Senão, a mídia camorrista continuará sabotando o país. Porque o que há no Brasil, além de mafiosa, é uma mídia totalitária privada. Liberdade de imprensa tem que ser para todos e não para meia dúzia de safados que tiranizam a opinião pública. Basta!

  • Vander Ferreira Salles disse:

    Isso tudo é uma grande balela. O problema não é a forma comos e financia as campanhas políticas, o problema são os políticos. Com essa trupe de bandidos que temos, em todos os partidos, não adianta o financiamente ser público ou privado, eles darão um jeito de fraudar. Quem viver verá!

  • Luiz disse:

    PHA, olha o que acontece aqui em Minas: Vice-Presidente da Codemig atende dentro da TV Integração da globo.
    Veja no: http://www.assuntaraxa.com.br

  • Carlos disse:

    Ou seja: O cancer do Brasil chama-se mídia!

  • angela disse:

    Concordo com tudo, Inês.
    Mais infelismente nossa Presidenta está se deixando pautar pela midia. Toda semana aquela revista vagabunda aparece com um novo escandalo, e de escandalo em escandalo os Ministros estão saindo e como esses ministros foram da época do ” nunca dantes” a midia faz parecer que o culpado de tudofoi ele.

  • Fred Azevedo disse:

    Amorim;
    Posso dar uma informação?

    No JH, entra ao vivo o repórter Rodrigo Alvarez, em frente a delegacia onde estão presos os estudantes da USP. Em frente a delegacia, se encontravam cerca de 200 estudantes – segundo o próprio Alvarez – que aguardam a libertação dos colegas detidos. Ocorreu que, os estudantes, ao perceberem que o reporter transmitia ao vivo, começaram a gritar: “é mentira, é mentira, é mentira…”
    Sem graça, o repórter andou um pouquinho para o lado – tirando o foco dos estudantes. Foi aí que começaram a gritar: “o povo não é bobo, abaixo a rede globo; o povo não é bobo, abaixo a rede globo.”.

    O repórter quase não conseguiu terminar a matéria…E a cara dos âncoras do JH?!

  • Paulo disse:

    Todo politico é ladrão? Não da pra dizer (até a midia dizer o contrario), mas que todo politico poderia deixar de ser encarado como ladrão potencal, isso sim podemos gritar aos quatro ventos. A questão é que vamos gritar até ficarmos com a voz falha, pois a midia reduz ou expande tudo ao seu bel prazer. É o que está acontecendo aqui no Pará. O governador Simão Jatene se recusa a cumprir a Lei do piso nacional e exigiu (com 1 milhão na mão) que o juiz condenasse a greve dos professores do estado. A Liberal (afialiado do PIG no Pará) pegou parte do milhão e declarou que a greve acabou. MENTIRA!! A greve continua.

  • Elizabete Oliveira disse:

    Há um grande perigo quando a oposição passa a ser exercida por alguns donos da mídia que querem desesperadamente manter o poder econômico de suas empresas. Nassif acerta quando aponta a fragilidade da oposição e a substituição desta pela mídia. É realmente o que ocorre. Após as eleições de 2010, a oposição começo um processo de auto-destruição que provocou grande medo em setores de ultra-direita representados pela globo, veja, estadão e folha. É o grande medo de que o PT se mantenha no poder por muitas décadas. Com a fragilidade da oposição, procura-se unir ou esconder as divisões internas da oposição, proferindo duros ataques ao governo federal e principalmente ao seu líder maior: Lula. O objetivo é desconstruir o PT e base de governo mesmo utilizando atos criminosos como o do vasamento do ENEM. O povo organizado e a mídia comprometida com a democracia e com o social devem dar todo o apoio à Dilma para ela tenha a liderança suficiente para dar um basta no golpismo da mídia de direita.

  • reinaldo bordon carletti disse:

    eu não sei o que a dilma fica olhando…..do orlando silva e dos outros que sairam, a “imprensa” não diz mais nada, portanto, o que ela está esperando para enfrentá-los, que eles continuem derrubando os seus ministros até derrubá-la?
    reinaldo carletti

  • Luiz disse:

    Publiquem algo sobre este livro que saiu no blog do Ricardo Kotscho. O nome do livro é Crime de Imprensa:

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/11/08/crime-de-imprensa-lembra-a-campanha-de-2010/

  • Vera Billie Jean disse:

    eu gritei a essa coisa de demissão desde o Palocci!
    e fui contra, porque o PiG não chega em São Paulo!

  • Nana disse:

    O PIG nem dá importância quando a corrupção envolve empresas de grande porte, mas quando se refere a ONG’s que ajudam e trabalham com carentes, a história é outra! Ai eles matam dois coelhos com uma cajadada só: diminui o número de beneficiados com os programas das ong’s e mancha a imagem de vários partidos do governo.

  • Rafael disse:

    Vale lembrar que esse poder da mídia é limitado. Basta ver que Lula acabou com 87% de aprovação e Dilma na fase atual tem aprovação maior que Lula na mesma época.

  • Shinigami disse:

    Sou a favor do Financiamento Público, e até mesmo do Financiamento Individual (com algumas condições). Continuar do jeito que está não pode.

    Mas uma coisa é certa: o Caixa 2 não vai acabar só com o Financiamento Público. É muita ilusão pensar assim. Na política, o que mais tem é rabo preso – com empresários, diga-se de passagem. Porque a mídia gosta de falar de corrupção (e de demonizar os políticos, como Nassif disse), mas não se pronuncia sobre os corruptores. Estes é que são a chave para o desvio de verbas públicas, que acontecem, na maioria dos casos, via licitações.

    • Shinigami disse:

      Condições para Financiamento Individual (pleitos para a Presidência da República e Governo dos Estados):

      1) as doações serão obrigatórias e por eleitor, realizadas em processo anterior às eleições;
      2) será permitida somente UMA doação, que compreenderá valor entre R$ 1 e R$ 20, à escolha do doador;
      3) o eleitor poderá, no entanto, fazer mais de uma doação, desde que seja para partidos diferentes.
      4) o montante das doações em branco será distribuído IGUALMENTE entre todos os partidos que concorrerem ao pleito.
      5) será vedada qualquer outra forma de doação ou financiamento.

  • Rafael disse:

    Perfeito. Agora como um dia mudará esse círculo vicioso?

  • serpa disse:

    Por que será que ómente a revista veja tem acesso a gravações sigilosas, e investigações sigilosas etc. o caso so ministro do trabalho, por exemplo, foi apurado pelo TCU, a masi de mes, já existe a investigação e era para ser sigilosa, quem vazou isso se o proprio ministro já tinha pedido a investigação, Ai o pig* tem acesso e joga no ventilador que está investigando, alguem teria que responder isso, será o Cardozo da Justiça que tem o rabo preso com o pig* ou joga no time do Malloci.

  • ricardo silveira disse:

    Belíssima, análise! Parabéns! O governo Dilma não tem um ano e já se desenha com muita nitidez um processo de capitulação. Penso que ainda há tempo, sempre há, de o governo reaver o poder, de fato, que lhe foi conferido pelas urnas, basta não se submeter, até porque não vejo autoridade moral nos demais poderes para respaldar o PIG. Está mais fácil tomar as rédeas do jogo político agora do que foi no caso do inventado “mensalão”, só é preciso a competência aparecer.

  • Víctor Palheta disse:

    O que não entendo é o seguinte: a mídia joga a política num mesmo bojo, colocando todos como corruptos, não oferece solução, (acha que) cria um poder paralelo para ficar acima da democracia e do bem e do mal e os políticos não reagem por quê motivo? Era entendível (não aceitável) que enquanto os barões da mídia estivessem de alguma forma se dando bem com o governo, que a regulamentação das comunicações do país ficasse engavetada, mas e agora? Qual a desculpa? A mídia vai fazer mais o que além do que já está fazendo contra os que foram eleitos democraticamente? Que não aceitem discutir a questão do financiamento público pra não diminuir o dinheiro recebido em caixa dois seria lógico, mas ser atacado e não fazer nada contra essas famílias que comandam as comunicações no país é de imaginar que esses políticos realmente são muito burros ou que estão esperando algum resultado disso para tomar proveito?

  • Para variar, Maria Inês Nassif brilhante, e chamo a atenção, na minha modesta opinião é que uma grande parte da mídia não sabe conviver num regime democrático.Acessem e leiam: http://bernardoalerta.blogspot.com/2011/10/e-isto-que-interessa.html

  • moises disse:

    É triste ver um governo trabalhista na mão de uma mídia que se alimentou e cresceu na ditadura.
    Está mais que na hora de uma lei que regulamente a mídia, a campanha eleitoral e tire a máscara das empresas que ajudaram a torturar os brasileiros – comissão da verdade.

  • lenilton disse:

    Tem um jeito pra saber se o povo estar com a Dilma,que ela faça um pronunciamento a nação pedindo apoio a todos pelo fortalecimento das instituições brasileiras em favor da Democracia do Brasil.

  • Ronaldo disse:

    Perfeito. Por isto, fiz questão de dar apoio ao Ministro Orlando Silva, como darei ao Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, embora preferisse outro para o cargo. gostaria de que o Orlando permanecesse, mas entendi as razões de ordem política, com reflexo na gestão das obras da copa. Ainda aguardo a evolução do caso Orlando Silva. Gostei da postura do Lupi quando falou que quer a punição dos corruptos, se houver, mas TAMBÉM DOS CORRUPTORES. Não sei porque (acho que sei) a imprensa deu uma amançada com relação ao caso MT. Ao falar em corruptores, alguém deve ter pulado. E acho que este é um caminho para enfrentar essa onde de “denuncismo”. Quanto ao aprosionamento da pres. Dilma, creio que uma reforma ministerial pode dar novo reumo ás coisas.

  • madeira disse:

    Grande Maria Inês, destaco essa parte: “Caiu, todavia, numa armadilha: ao ceder ministros, está reforçando o poder paralelo da mídia; em vez de virar refém de partidos políticos que, de fato, têm deficiências orgânicas sérias, tornou-se refém da própria mídia”.

    Como sabemos o PIG não tem interesse algum em acabar com a corrupção da qual ele também é beneficiário pois sobrevive financeiramente em boa parte graças às suas relações políticas.

    Espero que o governo Dilma entenda rapidamente o momento histórico que vivemos, se não enfrentar o poder da mídia com os mecanismos de que dispõe corre sério risco.

  • Mardones Ferreira disse:

    Quase perfeita. Para atingir a perfeição poderia dar nomes a alguns bois e escrever, por exemplo, que a mídia, cuja maior expressão televisa encontra na Rede Globo sua representação, deveria usar uma parte do seu horário ”nobre” para debate de questões vitais para a aprimoramento da democracia frágil brasileira em vez de exibir novelas seis vezes por semana, seis vezes por dia ou programas como Pânico, CQC, BBB, A Fazenda e cia ltda.

  • boa ventura disse:

    Não há dúvida que a corrupção deve ser combatida por todos os setores da sociedade. Mas a globo e a Veja “esquecem” das mazelas do tucanosdemos. Por que será que Minas e São Paulo não aparece nesses meios de comunicação compremetidos com a polítca neoliberal?

  • Bruno Vaz disse:

    A Maria Inês é Rainha. Ela é absoluta. Falou tudo o que se tem para falar. E fim.

    • Ary disse:

      Sim, Bruno! Concordo: ela é o máximo! Mas…e…e….e e daí? O que Inês fala, nós todos já sabíamos, ainda que de um modo menos articulado. E daí?

  • Dilma perdeu uma grande oportunidade quando falavamos de faxina, ela agora fica com pose de indignaçao, mas nao percebe que da maneira em que as coisas andam, a proxima sera ela mesmo.

  • Osorio Salamanca disse:

    Brilhante.

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