Redação Conversa Afiada

RedaçãoConversa Afiada

O poder do medo. Do Murdoch e da Globo

    Publicado em 19/07/2011
  • Salve e compartilhe
  • | Imprimir Imprima |
  • Vote
    Avaliação NegativaAvaliação Positiva (+30)

 

Como se sabe, aqui no Brasil políticos e empresários têm medo da Globo.

Com a exceção dos brizolistas Garotinho (depois deixou de ser) e do próprio Leonel Brizola.

Relembre dois vídeos inesquecíveis: o editorial que Brizola redigiu e o jornal nacional teve que ler; e quando Brizola diz na tevê que não se deve ler O Globo, porque o Globo mente.

Esse medo já foi mais agudo.

Pouco a pouco se percebe que o poder (de meter medo) da Globo não é mais o mesmo.

Uma hora dessas um ex-funcionário, um delegado de polícia, uma vítima de notícia falsa desmancham a Globo como desmanchou o homem que mais metia medo na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Isso passa.

É o que demonstram os professores Venicio Lima e Timothy Garton Ash, neste artigo extraído do Observatório da Imprensa.

Em tempo: Ash diz que Murdoch foi mais poderoso que os últimos três primeiros ministros da Inglaterra, porque os três tinham medo do Murdoch e o Murdoch não tinha medo deles. Assim sendo, o Ali Kamel …

Em tempo 2: quem também tratou a Globo a pão e água foi o governador do Paraná Roberto Requião. A Globo e o Daniel Dantas.

News of the World, o poder do medo


Por Venício A. de Lima

De tudo que foi escrito nos últimos dias sobre a atividade criminosa do News of the World, quem parece ter levantado a questão de fundo foi Timothy Garton Ash – professor de estudos europeus da universidade de Oxford (Reino Unido) e fellow da universidade de Stanford (EUA).


Em artigo originalmente publicado no The Globe and Mail (14/7, ver aqui) e republicado na edição de domingo (17/7) do Estado de S.Paulo sob o sugestivo título de “O medo que não ousava dizer o nome”, Ash afirma:

“a debacle de Murdoch revela uma doença que vem obstruindo lentamente o coração do Estado britânico nos últimos 30 anos. (…) A causa fundamental dessa doença britânica tem sido o poder exacerbado, implacável e fora de controle da mídia; seu principal sintoma é o medo. (…) Se a medida final de poder relativo é “quem tem mais medo de quem”, então seria o caso de dizer que Murdoch foi – no sentido estrito, básico – mais poderoso que os últimos três premiês da Grã-Bretanha. Eles tinham mais medo dele do que ele deles” (íntegra aqui).


Será que o diagnóstico de Ash sobre “o poder exacerbado, implacável e fora de controle da mídia” no berço da liberdade de expressão se aplicaria a outras democracias contemporâneas?

O conglomerado da News Corporation

Reproduzo parte de matéria da Agence France Presse sobre o conglomerado midiático do qual o tablóide News of the World fazia parte:


O News Corp. é um império midiático e de entretenimento construído por seu fundador, Rupert Murdoch. Cobrindo uma enorme região geográfica, cotado em bolsa em Sydney e Nova York, o grupo se distingue também pela diversidade de suas atividades, que vai da TV aos jornais, do cinema à internet, e conta também com ícones da imprensa conservadora como The Times e Wall Street Journal, e tabloides sensacionalistas como News of the World e New York Post. À frente do conglomerado, Rupert Murdoch, 80 anos, seu presidente-executivo e “self made man” nascido na Austrália, mantém as rédeas de um império de US$ 60 bilhões em ativos e um volume de negócios anual de US$ 33 bilhões no exercício encerrado no fim de junho. (…) Na Inglaterra, adquiriu primeiramente o News of the World e depois o The Sun, o tabloide mais popular da atualidade, o tradicional The Times e o Sunday Times. Também possui, entre outros 175 títulos, o The Australian e o The New York Post. Nos Estados Unidos, país onde reside e do qual se tornou cidadão, sua cadeia de notícias a cabo Fox News, que durante a invasão ao Iraque bateu a pioneira CNN em audiência, jamais ocultou seu apoio ao governo do republicano George W. Bush. Além da cadeia Fox, o grupo News Corp. impôs-se na televisão a cabo na Europa (BSkyB na Grã-Bretanha ou Sky na Itália, nascida da fusão Stream/Telepiu) e também na Ásia, com sua filial Star TV. Murdoch também tem interesses no mundo editorial (HarperCollins) e no cinema, com os estúdios Twentieth Century Fox, que produziu êxitos mundiais como Guerra nas Estrelas e Titanic. (…) Em 2007, um dos maiores êxitos do grupo foi a compra da Dow Jones e do Wall Street Journal, por um total de US$ 5,6 bilhões” (íntegra aqui).


No Brasil, a prática política do grupo News Corporation tornou-se mais conhecida pela repercussão das declarações da diretora de Comunicações da Casa Branca, Annita Dunn, que afirmou em outubro de 2009:


“…a rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano. (…) A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico. (…) Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição” (ver, neste Observatório, “A mídia como partido político“).


Hoje conhecemos o News Corporation através dos filmes da 20th Century Fox e pelos canais Fox da televisão paga: Fox News, Fox Movie, FOX Sports, Nat Geo Wild, National Geographic, dentre outros.


De onde vem o poder?


Além de tratar-se de um conglomerado econômico, fonte natural de poder, o News Corporation se utiliza de outras armas.


Apesar de todas as mudanças tecnológicas e das enormes transformações provocadas pela internet, sobretudo com relação aos formadores de opinião tradicionais, o poder da velha mídia continua avassalador quando atinge a esfera da vida privada. Essa é a base dos chamados “escândalos políticos midiáticos” que atingem a reputação das pessoas, seu capital simbólico.


Alguém acusado e “condenado” publicamente por um crime que não cometeu dificilmente se recupera. Os efeitos são devastadores. Não há indenização que pague ou corrija os danos causados por um “julgamento” equivocado da mídia.


Esse é exatamente o terreno fértil onde o medo – vale dizer, o poder da mídia sobre o cidadão – é cultivado. É o terreno preferido do “jornalismo” praticado pelos tabloides britânicos: a vida privada de figuras públicas – políticos e celebridades – mas também de pessoas comuns que alcançaram algum tipo de notoriedade negativa – por exemplo, por terem sido vítimas de um crime hediondo.


E quando esse “jornalismo”, na ganância por mais e maiores lucros, se utiliza de recursos criminosos de invasão da privacidade, como a escuta telefônica? Desaparecem todos os limites éticos.


Foi isso o que aconteceu com o News of the World.


Para impedir o poder do medo

O caso do News of the World ainda não terminou. Não se sabe se a prática “jornalística” criminosa se limitava ao tabloide inglês ou se estendia a outros veículos do News Corporation na Inglaterra e/ou em outros países.


De qualquer maneira, há lições que podem e devem ser tiradas do episódio para que se elimine a existência de condições favoráveis ao “poder do medo”.


Nesses tempos em que o debate sobre um marco regulatório para a mídia brasileira, mais uma vez, não consegue avançar, duas lições me parecem claras.


** Primeiro: conglomerados empresariais midiáticos se sentem em condições de fazer o que quiserem. Eles se tornam tão poderosos que se desobrigam de cumprir as normas legais e éticas que anunciam defender. É, portanto, indispensável que se controle a propriedade cruzada e as condições de criação e manutenção das redes de radiodifusão, fonte principal da concentração da propriedade dos grupos midiáticos.

** Segundo: a Press Complaints Commission (PCC), órgão independente e autorregulatório que fiscaliza o conteúdo editorial de jornais e revistas no Reino Unido, foi colocada em questão. O premiê David Cameron a classificou de ausente e ineficiente econcordou que algo precisa mudar no que diz respeito ao controle sobre as ações da mídia, ressaltando que é preciso um novo órgão e um novo sistema regulatório (ver, neste OI, “Imprensa britânica debate sistema regulatório“).


Um dos atuais membros da PCC – que deveria ter fiscalizado o “jornalismo” do News of the World – é Ian MacGregor, ele próprio, editor do The Sunday Telegraph, um dos jornais que pertencem ao grupo News Corporation (ver aqui).


Como já é sabido, a autorregulação é bem vinda mas, por óbvio, insuficiente. A regulação através de legislação própria aprovada no parlamento é indispensável.

A ver.

***

[Venício A. de Lima é professor titular da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011]

 

É porque o Murdoch não conheceu o Brizola

 

 

Artigos Relacionados

  • Renato disse:

    A imprensa PODRE tem liberdade para apontar o dedo sujo para inocentes (até que tenha provas reais e concretas, sem duvidas).
    Mas quando é colocada contra a parede já reclama de censura.
    Pena que a justiça do Brasil não igual a da Inglaterra.

  • Reg disse:

    Podem até ter medo da globo, mas teem mais medo do povo.
    A Natura fez uma propaganda e no final da mesma usaram a expressão “cansei de cabelos, pele, sei lá ….”, como se assumindo participar do Cansei; não durou muito e retiraram esta parte da propaganda.
    A gente presta atenção em tudo.
    Aliás, depois do reality da Dilma, muitos representantes do Cansei sumiram da mírdia, por que será, hein?

  • paulo disse:

    Quando a maioria de nossos políticos, juízes e policiais deixarem de ser corruptos, eles não vâo ter medo da mídia. Por enquanto, a maioria é corrupta, e os poucos honestos ficam na defensiva.

  • h.moreira disse:

    O globo tem ligações com políticos. Tem com FHC, com Serra, com PSDB, entre tantos cínicos… Quer dizer, a corrupção é o esteio da democracia. Murdoch & Marinhos tudo haver. Que horror!!!

  • Luis Carlo Lando disse:

    do que tu tem medo paulo bernardo?

  • Xisto disse:

    Isto revela mais o medo do poder das trevas que o poder do medo do PIG/Murdoch feito homem.

  • Fabian disse:

    O problema na verdade é que os políticos (todas pessoas, em verdade) tem o rabo presso. O medo é esse, que a imprensa descubra e coloque a m…. no ventilador. E como a grande maioria das pessoas não tem discernimento para perceber o que é manipulação, o que é oportunismo, quais interesses estão por trás etc. a mídia tem grande poder. O Twitter mesmo, que tem menos de 100 milhões de usuários e faz estragos, por quê? Porque as pessoas acreditam na mídia e dão importância demasiadíssima para o que ela endeusa.

  • tori disse:

    Qual a diferença do Murdoch daqui e o Murdoch de lá?
    O Murdoch de lá anda a cavalo no PCC e o PCC daqui anda a cavalo no Murdoch.
    Mas, isso nada tem de contraditório já que seus objetivos são alcançados.

  • carlitos disse:

    Enquanto a educação do brasileiro estiver subvertida não teremos nenhuma chance de reverter esse quadro. Num país onde 3/4 da população é analfabeta funcional…a mídia faz a festa…o poder privado acima do poder público…uma inversão letal para qualquer sociedade…

  • thomas disse:

    A globo já foi absoluta o povo brasileiro de certa forma abriu o olho para as ardilosas noticiosas contra o governo!!!

  • olyrio izoton disse:

    Esse tipo de jornalismo (PIG) é ua afronta à familia, a moral e aos costumes do nosso povo. São vendilhões da pátria e conseguem adeptos de todos os matizes. Precisamos regulamentar essa imprensa medíocre, para o bem de todos. Não se pode ratear e conceder os meios de comunicação a pessoas e/ou grupos que lesam a pátria usando a imprensa como partido politico ao seu bel prazer. Temos tantas vítimas de calúnias e execração pública constantemente, e não são feitas as reparações desses atos. Onde está a justiça? Temos que dar um basta nisto. Olyrio

  • Thiago disse:

    É por essas e outras que a ley medios teria que ser feita com urgência. Para conter a falta de ética e resgatar o bom jornalismo. Ah, seria censura? Conversa para boi dormir. As denúncias continuariam a ser desmascaras desde que sejam verdades e não um fato manipulado como a história da bolinha de papel.

  • Carlos Silva disse:

    Vejam que coincidência:

    Quando o presidente [Lula/Dilma] fala ao PIG, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição” (ver, neste Observatório, “A mídia como partido político“).

  • Vivian Agnoletto disse:

    30 anos que a Inglaterra ficou a mêrce de pessoas de caráter duvidoso.Quanto isso atrasou ou prejudicou os ingleses?E aqui?Vamos continuar sob a batuta dos murdochianos brasileiros? Denigrem e destróem,conforme lhes favoreça,reputações,avanços políticos e sociais. É imperativo que se regulamente e se iniba essa forma tacanha e peçonhenta de jornalismo.Se os políticos não fizerem nenhum gesto nesse sentido,se configurará omissão.Ley dos Médios.

  • Delano Pessoa disse:

    Nem a mão esquerda do Pitangui salva a velha mídia!

  • Pafúncio Brasileiro disse:

    PHA,
    Por aqui o “padrão” kamelo de mídia televisiva ainda prospera, mas já estão colocando as suas “barbas de molho”. Na mídia impressa a Folha e a Veja estão “chamuscadas” perante a opinião pública mais esclarecida. Não tá dando pra tapar o sol com peneira. Esperamos que, depois desta vergonha dos Murdoch este pessoal perca uma certa arrogância.

  • Sérgio disse:

    O PIG que se cuide, na Inglaterra apareceu o pessoal que não tem medo do Murdoch. E tome torta na cara.

  • Alberto disse:

    Aqui no Brasil, a mídia irá ficar ainda pior depois deste escândalo na Inglaterra. Com certeza, os poderosos proprietários da Folha, da Rede Globo, da Veja e da RBS e de muitos outros jornais e tv pelo país afora, já estão fazendo pressão e chantagem contra os membros dos Poderes Executivos, Legislativo e Judiciário, para que estes não se engracem e tentem alguma reforma para conter os abusos que cometidos (pela mídia) diariamente contra à ética, à honestidade, à privacidade e ao bom jornalismo.

    • Maximiliano Gregório disse:

      Todas as afiliadas da Globo são iguais.
      Já enviei textos reclamando de assuntos que prejudicam a cidade onde moro e absolutamente nada foi publicado, porque vai de encontro aos interesses econômicos, seja de um simples funcionário, seja da própria emissora.
      Falar algo contra um patrocinador, por maior que seja a acusação, nem pensar !!!

  • Ronaldo disse:

    Já me manifestei a respeito, dando o exemplo do PC Farias que diziam ser intocável por conhecer fatos que comprometeriam muita gente. Fuzilaram o cara e não deu em nada. Se alguém peitar o PIG não vai dar em nada também. Mas é preciso calma e deixar que eles se exponham, principalmente (de um lado) escondendo os fatos altamente positivos dos governos Lula e Dilma (e do outro) criando factóides ou alimentando denúncias sem a devida prova, exatamente como está dito acima e aqui copiado:”Alguém acusado e “condenado” publicamente por um crime que não cometeu dificilmente se recupera. Os efeitos são devastadores. Não há indenização que pague ou corrija os danos causados por um “julgamento” equivocado da mídia.”

  • Veramilda disse:

    É essa turma dos donos da mídia pelo mundo que implantam o medo e o terror nos governos. Eles funcionam como Al Capone e Don Corleone no mundo político.

  • Dulcirom G, disse:

    Gente nao se pode mais adiar ten-se que coletar assinaturas pela internet, para obrigar o congresso a regulamentar, e a unica saida,.Eu ainda me lembro do passado ate hoje, é como se tivesse sido ontem, A globomente e seus associados eram unicos que mandavam e desmandavam na comunicaçao deste pais,tudo que eles contavam de mentiras o povo acreditava. Ainda bem que deus mandou a internet e uma rede de televisao nova para equilibrar o monopolio dos marinhos, ha!!!! quanto mal manipulando e ate criando noticias a globomente fez.mas agora tem intenet, blogs progressista, agora tem uma rede de televisao que finalmente entrou pra valer e acabou como com a festa da globomente e pig associados!!!!!!!

  • Eduardo Raio X disse:

    Presidenta Dilma na ditadura a senhora enfrentou os milicos de peito aberto, chegou a hora de por fim no que restou daquela tragédia. A impressa que mente, inventa, distorce e prega golpes na calada da noite! Essa tem que encontrar seu julgamento!

  • Veramilda disse:

    Murdoch – Cerra vem pra cá colega. Vem jogar no nosso time. Você conhece tão bem as nossas regras e jogadas. Então vem, estamos te aguardando. A Fox precisa de você.

  • Carlos disse:

    Lembrei de uma declaração da Dona Judite Brito.

  • Fred Azevedo disse:

    ‘Se dependesse da Globo, estaria morta’ (Cristina Guimarães – Jornalista).

    Esse é o pitaco da semana, Amorim.

  • Elaine disse:

    PHA,

    Pode acreditar: quando a Vênus Platinada cair, vai ser num tombo só……

  • Vieira disse:

    O Império Romano caiu, imagine a Globo.

  • Marcio disse:

    Caro PHA.
    Considerando o texto do Santayanna e a análise deste, podemos dizer que a nossa presidenta tem muito medo da Globo e outros meios do PIG.

  • Yarus disse:

    A melhor forma de humilhar jonalistas desonestos, é obriga-lo a pedir desculpas.

  • Romilson disse:

    Caro PHA,
    Se a globo intimidasse a bolinha de papel tinha colocado o lambisame onde nossa querida Dilma esta. Sendo assim acho que nosso eterno presidente LULA vai pro pau.

  • CARLOS MOREIRA-MACEIÓ-AL disse:

    Só tem um jeito: LEY DE MÉDIOS JÁ….

  • Bruce Lee disse:

    A Globo é uma especie de calouro perto desses caras.
    E, calouro folgado se esmaga no “trote” pra que fiquem espertos.
    Dilma! chamem os caras maus para colocar a calourada para fazer pegagio!

  • Beatriz disse:

    O “JUIZ” fez com que eu recordasse: E o livro do Amaury?
    Quando descobri outras fontes de notícias, depois da greve dos professores o ano passado, fiquei muito empolgada, mas confesso que pra mim o livro do Amaury foi mais um conto em que eu caí!

  • manoel rodrigues disse:

    Muito bom, PHA. Adorei!

  • Nádia disse:

    Já pensou se a justiça no Brasil fosse igual à da Grã Bretanha???Ali Kamel estaria na cadeia…rsrsrs

  • cerdo disse:

    A globo do paraná detesta o requião, porque ele sempre respondeu a altura os golpes da midia.

  • Nonato Luz disse:

    Nunca o momento foi tão oportuno para o livro do Amaury.
    Aproveita Amaury, vai vender mais que o Paulo Coelho.

  • Carlos Barbosa disse:

    EXCELENTE caro PHA…

    E Brizola demonstrou que, fora da ditadura, o PIG tem telhados de vidros.

    Por isso que eles fingem defender a liberdade de expressão MAS desde que seja apenas em causa própria.

    A censura? ora, todos sabemos que ela existe nas baias desses chiqueiros midiáticos onde os jornalistas apenas fazem o ‘dever de casa’ segundo interesses dos seus donos. Alí (ops) sim, há um regime de medo acima dos demais e só os covardes o aceitam.

  • Eugênio disse:

    O PCC dos gringos piratas e do time do B.E.M

    O PCC do PSDB é do time do M.A.U.

    Cara, please, o que o Rogério Santanna acha da Ley de Médios??

  • Claudio Campos disse:

    Há se o Brizola ainda estivesse entre nós neste momento.

  • Guto disse:

    News corp é o pig do mundo. Na itália tem o berlusconi que controla outro imperio midiático por lá. Até quando vamos suportar? Lei de medios já!

  • sergio disse:

    torta para murdoch e ovos podres para ali kamel e apaniguados.

  • Evandro Marcos disse:

    Brizola, pq nos deixaste !!! ???

  • madeira disse:

    Depois que a esquerda aprendeu a governar e fazer política como gente grande, a mídia órfã teve que fazer o papel dos políticos, virou partido político e todo mundo pode ver quem eram “os impolutos” barões da mídia.

    Hoje, a mídia é uma caricatura, decadente, desacreditada, endividada (em alguns casos) e cada vez mais exposta ao ridículo.

    Qual a diferença entre Murdoch e Tavinho ditabranda, o filho do dono?

  • Urbano disse:

    A garota propaganda número um do medo é a regina da arte do careta.

  • O JUIZ disse:

    Mas o poder global só existe por causa de políticos corruptos.
    São aqueles que fazem o “jogo” desejado pelo “comando global”.
    É só relembrarmos de alguns fatos da última campanha
    Por exemplo, aquela “bolinha”.
    Veja a que ponto um político (pseudo)chega para agradar o “comando”.
    Como nenhum dos dois vai mudar, a bagunça continua com as benesses protetoras da Justiça.
    Esse é o lado pôdre do Brasil, escancarado todos os dias nas manchetes das TV e Jornais do PIG.
    E o Livro do Amaury, que poderia ajudar muito…nada…

  • h.moreira disse:

    O cínico murdoch agora diz que não sabia de nada… mas ganhou milhões de libras esterlinas, de euros, de dolares espionando. A corrupção é a alma da democracia.

    • Christiano disse:

      Se o Ibrahim Sued fosse vivo, na certa teria cadeira cativa com o Murdoch. Alguns ditadores mantém seus poderes com a implantação do medo ao próximo.

  • Fred Azevedo disse:

    Quando Dilma fala às emissoras globo, band e sbt; ela não fala para a mídia, mas para a oposição. É o pig!
    O texto do professor Venício, reafirma mais uma vez, a necessidade de uma Ley de Médios para o Brasil.
    Quanto ao medo da mídia… Perguntaremos para o Paulo Bernardo do que ele tanto tem medo.

  • PEDRO HOLANDA disse:

    Caro PHA, Tem medo quem tem rabo preso. Como voce cita Brizola, tem outros (Ou tinha) Certa vez Arraes foi ao Roda Viva, (Quando prestava) Daí um babaca ficou a perguntar sobre os precatórios que todos os Estados valeram-se prá não quebrar como manda a boa prática neo-liberal.. e o velho simplesmente levantou-se e mandou o babaquinha às favas.

  • Amaro Shakur disse:

    Isso é muito sério e muito grave, e temos algo bem parecido aqui no Brasil, vide rede globo e suas afiliadas como grupo RBS no sul do brasil, que controla rádios, jornais impressos,internet,canais de TV, gravadora fonográfica, e sabe-se lá mais o que….o medo que o Brasil tem da globo, os sulistas tem da rbs.
    E fica a pergunta, quem e quando vai mudar isso?? lei de medios?? será?? ….

  • Cesar disse:

    Tem um dep.federal gaucho que tbem nao tem medo da globobo, aquele mesmo que esta se lixando…..

Deixe seu comentário...

"O Conversa Afiada não publica comentários ofensivos, que utilizem expressões de baixo calão ou preconceituosas, nem textos escritos exclusivamente em letras maiúsculas ou que excedam 15 linhas."

  •