Redação Conversa Afiada

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Santayana III – O ataque à Líbia, a Missão

    Publicado em 31/03/2011
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Há sempre uma causa "nobre"


O Conversa Afiada reproduz texto de Mauro Santayana, publicado no JB:

O messianismo e a soberania


por Mauro Santayana


O pretexto para a intervenção militar na Líbia é a defesa dos “direitos humanos”. O argumento para as cruzadas foi o da defesa “dos lugares santos”. A causa alegada para uma intervenção estrangeira na Amazônia é a defesa do meio ambiente e dos direitos dos indígenas.


Contra o princípio secular da não intervenção nos assuntos internos, ergue-se o espírito de missão de alguns países que, sentindo-se poderosos, dispõem-se, isoladamente ou mediante coalizões, a invadir o território alheio.


A soberania dos estados é a extensão da inviolabilidade do lar. A razão que o homem usou, para construir uma casa em que se protegesse e protegesse a família das intempéries e dos predadores, é a mesma que orienta a criação dos estados. Jean Bodin, pensador francês do século 17, resume a idéia, ao identificar os estados como societates quae superiorem non recognoscunt. Em suma, o estado exerce, sobre seus súditos e seu território, a summa potestas, não admitindo  poder  superior. A  eventual violação desse princípio por um súdito ou por um príncipe, não empenha o estado em sua situação pura. No caso em que haja  submissão a outro estado, ela só pode ser compreendida como  concessão temporária de soberania, atendendo a uma conveniência recíproca, ou adesão ideológica ou religiosa, como no caso dos estados teológicos, entre eles os muçulmanos e os pontifícios.  Ou, a fatalidade da derrota militar.


A lógica da sensatez indica que só as guerras defensivas são justas. Quando os submarinos alemães afundaram navios brasileiros na costa de Sergipe, em águas nacionais, tínhamos  que  declarar guerra ao Eixo. O mesmo ocorreu na Guerra do Paraguai: revidamos a uma agressão.           Um terceiro país pode ir ao socorro do  agredido, daí os pactos militares conhecidos, as ententes e as grandes e pequenas coalizões. A doutrina da intervenção para impor a ordem interna dos outros só pode ser definida com a frase crua de Perón: “la fuerza es el derecho de las bestias”.


Como qualquer outra locução adjetiva, direitos humanos dependem da escolha de cada um.  Os direitos se associam à vontade e à liberdade individual, dentro da visão de Stuart Mill, de que “liberty is to make a choice”. Os meus direitos, eu os escolho, e serão legítimos, se não violarem os alheios.  Eu posso ter o direito de, se quiser, fazer-me escravo de outra pessoa – o que é freqüente nas relações amorosas – ou de uma idéia, ou mesmo de uma seita. A única intervenção de terceiros contra essa servidão voluntária é pregação libertária, que, nas sociedades laicas e inteligentes, se exerce a partir da educação.


Há dias em seminário na Amazônia, americanos como Bill Clinton e o vezeiro James Cameron receberam de líderes  indígenas apelo aberto à intervenção estrangeira contra a construção da usina de Belo Monte. A simples presença de Mr. Clinton e de Mr. Schwarzenegger, em Manaus para discutir os problemas amazônicos, já constitui  intervenção intolerável.  Suponha o leitor que, em resposta, os americanos decidam bombardear as usinas hidrelétricas brasileiras. Ou que, “comovidos”, alguns paises ricos com a situação de miséria de nossas crianças, resolvam enviar tropas a fim de salvá-las. Pensar nisso hoje pode parecer absurdo, como absurdo era imaginar que, depois de 1945, ainda houvesse expedições militares messiânicas, como as do “Libertador” Hitler contra o Leste da Europa.


Em 1936, quando Franco, com tropas estrangeiras (marroquinas), e o apoio dos nazistas, levantou-se contra o governo legítimo da República, a França e a Inglaterra esquivaram-se de intervir, em nome da soberania espanhola. Como se vê, as doutrinas mudam de acordo com a conveniência. Na Espanha não há petróleo.


E, antes que alguém lembre o episódio, tive a mesma posição quando, em 1968,  o Pacto de Varsóvia invadiu a Tcheco-Eslováquia, com o pretexto de “salvar o socialismo”.



Clique aqui para ler “Líbia: uma guerra colonial”.

E aqui para ler “Santayana e a Líbia: a era da super-intervenção militar”.

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  • Paula disse:

    Continua… Esses rebeldes não são nada mais do que mercenários apoiados pela NATO para assumir o controle da Líbia – não para o povo líbio – mas para empresas de saúde ocidentais, as empresas de educação ocidental, empresas de segurança privada ocidentais; empresas petrolíferas ocidentais, etc. etc. Os líbios não podem receber cuidados de saúde gratuitos, isso é uma afronta, pois as empresas ocidentais podem ganhar muito dinheiro como isso. Como podem os líbios receber educação gratuita, quando colar um grau na Europa pode custar 56 mil libras numa escola particular? Uma empresa privada de educação pode fazer muito dinheiro com isso! Como podem deixar os líbios serem os donos e controlar o seu petróleo? Hitler foi considerado um louco por ter invadido a Polônia baseado na desculpa de se chegar a Dantzig. Líderes da Otan não são diferentes de Hitler – que invadiram e bombardearam e continuam matando o povo líbio para criar um novo mercado para as multinacionais do ocidente. O próximo será a Síria, a Nigéria ou qualquer outro país com fartos recursos naturais, incluindo petróleo. Hitler foi parado, quando vamos parar a NATO?

  • Paula disse:

    CONTINUA… Isso feito para que o povo, na maioria, sem opinião própria não tenha percepção da causa da guerra e os senhores da guerra possam fazer o que quiser sem a interferência do povo. As massas para os senhores da guerra só servem para pagar impostos, consumir, não se meter na administração, já que isso é trabalho da elite. Políticos sem escrúpulos têm total desprezo para com as pessoas, no entanto, via propaganda enganosa, nos passaram a idéia de que estavam preocupados com o povo da Líbia e estavam preparados para ir para a guerra para protegê-los. Essa é a retórica desse lixo de propaganda criminosa. Como a guerra e a propaganda caminham juntos como o cavalo e a carroça, na Líbia não foi diferente. E porque seria? Quem pode confiar numa mídia que usa da quebra de sigilo criminosa, do hacking, etc para obter informações? Tripoli foi invadida pelos mercenários da NATO. Um dirigente de multinacional anunciou há poucos dias que 2012 será brilhante porque iremos ganhar grandes contratos na Líbia.

  • Paula disse:

    No início do conflito na Líbia a mídia noticiou que Kadafi havia contratado mercenários para massacrar seu próprio povo. Essa mentira dos outlets de mídia da NATO foi projetada para contornar nosso senso crítico e apelar para nossas emoções, essa é a essência da propaganda, produzida pelos senhores da guerra. Ela é eficaz porque mexe com os sentimentos humanos. ACHO QUE O QUE PRECISAMOS É DE UMA INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL DE COMO A MÍDIA USOU DA CREDULIDADE DAS PESSOAS PARA ENGANAR A OPINIÃO PÚBLICA MUNDIAL E LEVÁ-LA A APOIAR A AÇÃO DA OTAN NA LÍBIA. Usaram de imperativo moral para justificar um genocídio não existente. Na verdade toda essa trama tinha como objetivo colocar na Líbia um regime mais amigo aos interesses das potências, com quem seria mais fácil fazer negócios lucrativos para essas potênicas. É fato histórico o Estado mentir sobre guerras. Eu não estou inventando isso, pesquise isso por você mesmo. Os Estados, antes de uma guerra ou conflito, inventam histórias sobre o quão terrível é o inimigo, como diferente de nós ele é, quão bárbaro é ele, etc. etc. Demonizam o inimigo pra transformá-lo num símbolo do mal, na personificação do mal.

  • JOSIAS disse:

    claro que essa guerra é por conviniência. os EUA E companhia queem é recursos naturias desse país e ter mais nfluencia sobre eles. e, claro, sobre o mundo árabe.

  • Romualdo disse:

    Precisamos de ter a bomba atômica urgente.

  • Baio disse:

    Será que teriam a mesma facilidade se ao inves da Líbia fosse o Paquistão ou a India. Isso demonstra o inevitável, o arsenal atômico do Brasil é só uma questão de tempo.

    • Soraya disse:

      A fragilidade de um país sem a bomba atômica, traz a cobiça dos mandatários do planeta entrarem no território alheio a hora que bem entenderem. Funciona como apropriação por pirataria de suas riquezas à moda moderna.

  • João Batista do Amaral disse:

    Países do Ocidente , com a liderança dos EUA, entendem que a palavra soberania não se enquadra para os países que tem enormes reservas de petróleo e para os países que possuem enormes reservas de minérios. que são imprescindíveis para o bem estar da civilização ocidental.

  • rosalvo disse:

    No caso de uma invasão estrangeira no Brasil o que não vai faltar é gente para facilitar o trabalho( Veja , Globo, folha e outros)

  • Excelente artigo!

    Compartilho das mesmas opiniões. Em nome de princípios morais e instituições etnocentricas, como a vergonhosa e ilegítma ONU. Países como Estados Unidos, Inglaterra e França praticam barbaridades há séculos. Tais países se coroaram representantes da liberdade, direitos humanos, democracia, segurança e utilizam-se desses emblemas ultrapassados e questionáveis para manipular guerras e mercados em busca da concentração de renda e poder. Já é hora de dar um basta. Hoje o multilateralismo e grupos como o G20 tem peso expressivo nas decisões mundiais e é por esse motivo que sou contra a entrada do Brasil em organizações como a ONU. A cada vez que países como o Brasil, China e India buscam voz nesse tipo de instituição, mais força aqueles países tem para se legitimarem e continuarem praticando seus atos. Acredito que o multilateralismo é a oportunidade do paises ditos em desenvolvimento se colocarem contra estas barbaridades e valores seculares que só promovem o ódio, subordinação e a intolerancia entre os povos.

    Vamos dar uma banana para a ONU, FMI, G7 e afins, fazer parte disso é compactuar e se curvar a essa ordem falida e perversa.

  • Não devemos esquecer as manifestações de milhões de pessoas nas ruas da Líbia. Todo ditador deve responder por suas atrocidades, mas a ONU precisa urgentemente de reforma, pois o erro está em escolher uns ditadores e manter outros de acordo com o interesse dos grandes grupos financeiros.

    • Fábio disse:

      Exato. E que foram respondidas com… bem… bombardeios aéreos!

      Seguindo na metáfora do princípio da inviolabilidade do lar aplicadas a um Estado… A este princípio se agregam duas importantes exceções: quando há uma catástrofe ou em caso de flagrante delito.

      Embora concorde com o autor em relação aos dois pesos e duas medidas comumente aplicados pelas potências mundiais, neste caso específico eu considero que havia flagrante delito do Estado líbio contra seu povo, justificando plenamente a invasão de “sua casa” por outros.

      Sim, sim, sim, petróleo é o que dirão… E é verdade. Mas o que me interessa mesmo é o povo líbio, que acho que não vai sentir falta de seu ditador, nem um pouquinho.

      • whellington teles disse:

        Na verdade fico esperando as imagens das tvs, todas, sem excessão pro liga do “bem” mostrarem imagens do povo, mas ou tô louco, cego ou o que se mostra são milicias paramilitáres muito bem armadas, insurgentes, rebeldes ou criminosos comuns com interesses que dividiria o estado soberano da libia e a submeteria aos comandos e pilhagem da liga do “bem”, fico imaginando se um dia aqui na Amazônia ou em parte, nos que quase sempre estivemos a parte do estado nacional a não ser quando o crescimento depende da incorporação e exploração de recursos naturais atacarmos as instituiçlões do estado brasileiro com armas de guerra e pedirmos apoio internacional, e esta viesse em nosso “socorro” em nome dos povos da floresta, mesmo que estes nunca aparecessem, será que terias a mesma opinião?..DUVIDO!!!

  • Não basta ter armas. É necessário construir uma grande coalisão de defesa (Unasul), fabricar as próprias armas (Embraer e Odebrech), lançar seus próprios satélites e manter sua própria empresa de comunicações (Telebrás), possuir empresas públicas de pesquisa (Embrapa e Embrapi – Empresa brasileira de pesquisa industrial – que um dia veremos nascer), possuir sua própria empresa de energia (Petrobrás), possuir um poderoso sistema de informação e contra-informação (ABIN e PF fora das mãos dos Dantas).

    • Mario Donetsk disse:

      Walfredo,
      O Brasil já fabrica suas próprias armas através da Imbel e da Taurus.
      Creio que você quer dizer aviões de combate, tanques e navios de guerra…

  • José Luiz Rossi disse:

    Direitos humanos é apenas eufemismo para dizer:”O petróleo é nosso,brother,ninguém tasca”.E aí treis grandes potências militares julgam-se no direito de despejar bombas sôbre territórios alheios.
    Estamos em regime de guerra permanente(conceito orweliano),em que o aliado de hoje,pode ser o inimigo amanhã e deve ser eliminado.
    Acho bom colocar as barbas de molho com o Big Brother do Norte e parar de propagandear o pré-sal.Ele faz qualquer coisa pelo petróleo.Ah,e mandar o Jabor(cineasta como o Cameron)ir lá espinafrá-los sôbre o extermínio de seus índios e florestas e a secagem e poluição dos seus rios.

  • Lenir Vicente disse:

    Bravo! Mauro Santayana mais uma vez diz as verdades que poucos ousam.Eu já tinha criticado a ida do Bil Clinton , do avatar de araque james Cameron e sua troupe na Amazônia.Um bando de caras de pau associados à alguns brasileiros “mui” preocupados com o futuro do país.Quanto às guerras no Oriente elas apenas visam o domínio simples e concreto daquilo que os cruzados foram buscar pelo mesmo caminho:o da terra arrasada São os mesmos desde à época dos famigerados Luizes .Agora acrescenta-se Obama que não é diferente de nenhum deles. Embora a origem.nem portando mais cínico , mais vil , mais maquiavélico, ao lado da aprendis de feiticeira, Hillary.

  • Kalifa disse:

    Para tanto o Brasil deve a qualquer custo possuir armas que se alguém com “tamanha bondade” tentar salvar quem quer seja ter resposta a altura para transformar em cinzas o atrevido! Lugar de ianque é no inferno e de brasileiros no Brasil!

  • Edvard disse:

    O que é defendido na Líbia é o acesso ao petróleo leve.

  • roberto mendonça disse:

    OI PHA

    Pergunte ao Bill Clinton e ao Schwarznegger por que não se preocupam com os índios americanos que foram dizimados.
    Por que os índios brasileiros é que são os bons ?
    Ahhhhhh ja sei !!!!!!!!!!!! A Amazonia é um local mundial onde ha muita água!
    E os americanos estão se preparando para ROUBAR DO BRASIL.
    Abs
    Roberto

  • DUDU disse:

    Os EUA são frios assassinos. Ponto.
    Como pode a humanidade tolerar um jorge bush que, simplesmente invade outro país, assassina milhares de pessoas e fica impune?
    E alguns f.d.p. brasileiros certamente sem caráter, o trazem aqui para dar uma palestra?

  • Luis Rodrigues disse:

    Quanto ao evento no Amazonas, a nossa sorte é que ninguém dá muita bola para aqueles bobos, a começar pelo tal Dória Jr.
    No mais o artigo III é muito instrutivo.

  • Nádia disse:

    Vamos fazer o seguinte: Os EUA terão que prestar contas ao mundo, do que fizeram com seus índios, e também investigar o genocídio aos negros pelo KKK. Quem são eles para falar em direito humano, são os que menos respeitam.

  • Nádia disse:

    Bem traduzindo: os americanos jogam um “171″ prá cima, para roubar as riquezas dos outros. São uns sem vergonhas mesmo hein?! Se nos EUA o recurso natural está escasso, é problema deles, eles que se viram no “30″. Que não venha roubar dos outros.

  • Maria Dirce disse:

    O Clinton preocupado com nossos indios kkkkkkkkkkkkkkk é a exata preocupação da Hilary com os inocentes mortos da Líbia!!!!!

  • Manga Rosa disse:

    São “brasileiros” maravilhosos estes, pedindo ajuda aos americanos para resolverem uma disputa interna instigada pelos lobistas da energia nuclear.

    Só faltaram pedir para que Clinton intercedesse junto ao governo americano para bombardear o Palácio do Planalto e matar a Dilma.

    Brasileiros de m…. Esses caras não têm a menor ideia do que está acontecendo na Líbia e estão se colocando como bucha de canhão.

    Eu gostaria de saber o que pensa a Marina Silva a respeito disso tudo. Ela ainda está viva?

  • Raoni disse:

    A guerra do Paraguai foi resultado da ganância da elite inglesa e da brasileira, não foi uma guerra de defesa. Tanto que aproximadamente 90% dos homens e 55% das mulheres do Paraguai foram exterminados.
    Fonte: livro “Guerra do Paraguai: um genocídio americano”

  • Maria do Rosário Amparado disse:

    Pois é…assim como o mundo assistiu impassível o exterminio de seis milhões de judeus…assiste hoje os EUA e seus asseclas destruirem a Líbia… quem garante que o próximo não seremos nós????????????

  • Gustavo disse:

    PHA, parabéns pelos artigos sempre relevantes e esclarecedores em defesa dos interesses maiores do povo brasileiro.

    Em relação a Usina de Belo Monte é importante sempre desmitificar esclarecendo que a usina de Belo Monte, ocupará uma área de apenas 520 km², afetará a vida de menos de 300 indígenas, que, hoje, levam uma vida carente de oportunidades. Quando operando, Belo Monte irá gerar 11.000 MW e será a terceira maior hidrelétrica do mundo, suficiente para atender 25 milhões de pessoas em regime de alta demanda. Note-se que a área a ser alagada já é a que normalmente é coberta pela cheia dos rios.

  • Gomes disse:

    PHA,

    Eu tinho lido que o cameron, Schwarzenegger e clinton estavam tentando salvar nossos índios na imprensa internacional. Sim, estava escrito ontem em alguns jornais da europa. Para piorar, os europeus se sentiam comovidos pelo ato e diziam que o Brasil precisa de ajuda externa para resolver os problemas da amazônia. O que o itamaraty vai fazer? Vai deixar
    este cameron e seus amiginhos denegrir a imagem do Brasil lá fora? Notícia ruim do Brasil é o que mais tem no exterior.

  • José Sabino disse:

    PHA,

    Eis aí acima um dos textos mais lindos que já li. O parágrafo cinco é de arrepiar.

    Quanto à ameaça americana já é um fato estarrecedor.

    Costumo lembrar que a aceitação e o entesouramento de verdinhas é uma escravidão voluntária. Será que se tentarmos sair da “voluntária” cairemos imediatamente na “compulsória”?

    O Saddam estaria dormindo tranquilo se não tivesse “abandonado” as verdinhas, vale lembrar também.

    Abraços
    José Sabino
    O pueril

  • Jorge disse:

    A hipocrisia da ONU, usada como cortina pelos EUA, Franca e Inglaterra não tem precedentes. Quando esta mesmo ONU não aprovou a intercensão americana no Iraque, os Yanques deram um banana para a ONU, alegando defesa da soberania deles. Mesma soberania que agora não é respeitada na Síria. Não que o Kadaff não mereça cair, mais será que ele merece só agora, depois de décadas no poder daquele país? E antes ele era santo?
    Ah, agora são direitos humanos. Bom, na Africa há diversos países que ditadores multilam mulheres, promovem genicídios e outras atrocidades, mas lá, os direitos humanos não estão sendo viosados sobre um poço de petróleo, daí poooooode!

    • NannyPerez disse:

      A pesar de todas las críticas que hacen a Kadafi, hay que leer un poco las cosas buenas que ha hecho él por su pueblo, en un desierto donde poco más del 1% se aprovecha para el cultivo, sin embargo es uno de los países más ricos de África, donde la educación y la salud es pública y de calidad. Eso para no volverme prolija. Si acaso quieren saber un poco más, accesen a: http://www.youtube.com/watch?v=uNB_cA4_d_8

  • Patricio disse:

    SE as medidas diplomáticas não dão conta da solução de um problema, é porque pelo menos um dos envolvidos não quer. Nesse caso, advinhe quem não quer.

    A solução diplomática do Tio Sam sempre foi o Big Stick.

    Por que Obama faria diferente?

  • isaias disse:

    Foram rechaçadas pelos Eua e seus cupinchas a oferta venezuelana de fazer uma negociação de Paz .A Líbia pediu ao governo brasileiro que conduzisse negociações no país.
    Os Eua e seus cupinchas se quer consideraram tais alternativas .Mas por outro lado Israel desreispeita sistematicamente as resoluções da ONU sobre a divisão da Palestina e Jerusalem oriental ,cometendo a olhos vistos repetidos genocidios e tudo que se vê são os Eua e seus cupinchas aplaudirem Israel e nem se quer falar de uma “intervenção humanitária” no caso .Dois pesos duas medidas .

  • Washington disse:

    É isso. Santayana diz tudo sobre esta imoralidade explícita que as cobras-de-chifre estão fazendo contra a Líbia.

  • BrasilAlerta disse:

    Bravíssimo !

  • Silvio Messias disse:

    Esclarecedor e reflexivo.

  • Mário Cesar Serafim disse:

    O nome desta patifaria é roubalheira internacional, liderada pelos EUA e seus cães obedientes, como França, Inglaterra, Itália e outras nações habituadas com a prática da pilhagem. Mas os BRICs estão surgindo a cada dia com mais força, para substituir eswsa antiga e injusta ordem baseada na dominação pela força. Será o começo de uma nova era para toda a humanidade!

  • Ana Cruzzeli disse:

    Bravo Santayana, bravo…
    São brasileiros lúcidos como esse que o Brasil está precisa.
    Quando o Sr. Clinton para cá aportou fazendo esse discurso sobre belo monte fiz a mesma constatação do nobre Santayana.O Brasil está atento a GRANDE PREOCUPAÇÃO do Sr. Clinton aos indigenas brasileiros.
    Se não fosse o Lula acho que não só a Vale, a CSN, as Teles não seriam nossas, a Amazonia também.
    IMPÉRIO DO MAL, porta da rua é serventia da casa.

  • Márcio Oliveira disse:

    A preocupação com o risco de a Amazônia servir de pretexto para uma intervenção militar estado-unidense não é uma paranoia. Aquele país reúne a maior concentração de depravadpos morais por metro quadrado (e por isso mesmo é idolatrado pelos jenios do PIG e pelos tucanos emplumados – a propósito, e se os USA inventarem como pretexto para invadir o Brasi o salvamento dos tucanos, seus amigos?).

  • Muitos governantes justificam seus atos para acobertar seus interesses mercantilistas.Acessem: http://bernardoalerta.blogspot.com/2009/08/poemas-hipocrisia.html

  • Vinicius disse:

    De acordo com o raciocínio da Constituição, o lar é um asilo inviolável, podendo-se adentrá-lo tão somente com o “consentimento” do morador, salvo em flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro…

    Usando esta redação como analogia para questões de soberania, substituindo o lar por um país, entendo que na Líbia existe um certo consentimento dos rebeldes, que são os autênticos representantes do país na situação atual. Há também flagrante delito cometido pelo governo, e muitas pessoas necessitam de socorro.

    Não sou a favor do imperialismo dos EUA, RU e afins, mas sou um pouco cético para acreditar que tal impasse possa ser resolvido somente através de medidas diplomáticas.

    • Washington disse:

      Os rebeldes são cupinchas dos invasores. Até os E.T. teriam quem os ajudasse a dominar a Terra. Autênticos? Quem disse isso? O povo está com Gadaffi.

      • Mario Donetsk disse:

        O povo está com Gadaffi????
        Menos. Não tente criticar o imperialismo americano amenizando o fato que o Gadaffi é um ditador sanguinário…

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