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Dilma afoga o Fantástico no Pedral do Lourenço

Governo conclui licitação para obras que garantirão navegabilidade do Rio Tocantins
publicado 18/02/2016
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Desgaste das pedras que dificultam navegação no Rio Tocantins (derrocamento) facilitará escoamento de grãos e minério de ferro do PA, MA, TO, GO e MT.

Em novembro de 2013, no quadro "Quem paga é você", o Fantástico, da Rede Globo, tentou provar que um erro de projeto para transporte fluvial gerou gastos bilionários no Pará.

O programa viajou por 5.700 quilômetros de rios para mostrar, nas palavras do repórter, "o que faz o transporte fluvial brasileiro encalhar".

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/11/erro-de-projeto-para-transporte-fluvial-gera-gastos-bilionarios-no-tocantins.html

 Á época, o Fantástico tentava provar que o Governo Dilma não construiu eclusas ao lado das barragens do rio Teles Pires, em Mato Grosso.

E que o Governo construiu as eclusas do rio Tucuruí, no Pará, sem tirar as pedras do caminho, o Pedral do Lourenço. Na reportagem, o jornalista chega a classificar as eclusas do Tucuruí como "faraônicas".

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/11/fantastico-o-brasil-e-uma-m-e-lula-um-farao

Pois na última terça-feira (16), a Presidenta Dilma Rousseff deu início às obras do Pedral do Lourenço.

Do Blog do Planalto:

Governo conclui licitação para obras que garantirão navegabilidade do Rio Tocantins

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou, na terça-feira (16), que a empresa DTA Engenharia venceu a licitação para elaborar os projetos básico, executivo e de ações ambientais necessários à viabilização da hidrovia do Rio Tocantins, entre Tucuruí e Marabá, no Pará. A obra permitirá a ligação fluvial entre o porto de Vila do Conde e Marabá, município já provido de modal ferroviário e rodoviário, o que possibilitará a interligação do porto com o centro do País.

O edital foi lançado pessoalmente pela presidenta Dilma Rousseff no dia 20 de março de 2014. A execução desta obra fará o derrocamento do Pedral do Lourenço, no estado do Pará, operação que consiste em desgastar as pedras que impedem a navegação de comboios de carga durante os meses em que o Rio Tocantins fica mais raso. Para o ministro Helder Barbalho, da Secretaria de Portos, o resultado da licitação mostra que a presidenta Dilma Rousseff cumpriu a promessa de dar início às obras do pedral, cujo edital de derrocamento foi lançado por ela mesma, em 20 de março de 2014.

“A obra é fruto do esforço coletivo do governo federal e permitirá a navegabilidade do Rio Tocantins durante todo o ano”, comemorou o ministro por meio de uma rede social. E destacou que esse trabalho envolve uma logística hidroviária que propiciará maior desenvolvimento econômico e geração de empregos.

“A obra não é importante apenas para o escoamento de grãos, mas permitirá a verticalização do minério de ferro”, ressaltou ainda. “Além disso, a hidrovia criará condições melhores para os futuros leilões no Brasil”.

Arco Norte
O Arco Norte é composto pelos portos situados nos estados do Amazonas (Itacoatiara), Bahia (Salvador e Ilhéus), Maranhão (Itaqui) e Pará (Santarém e Vila do Conde), todos acima do Paralelo 16° Sul. As exportações de soja e milho pelos portos do Arco Norte saltaram de 13 milhões de toneladas para 20 milhões de toneladas no acumulado de 2015, em comparação com 2014. Esse resultado representa um incremento de 54% no volume de escoamento de grãos pelos portos da região, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A tendência é que esse volume aumente ainda mais, especialmente com a entrada em operação de novos terminais portuários, principal objetivo dos leilões de arrendamento de seis áreas, todas no Pará, que acontecerão no mês que vem – dia 31 de março.

Navegação para Brasil, Europa e EUA
O Pedral do Lourenço possui 43 quilômetros de extensão e está localizado entre a Ilha do Bogéa e o município de Santa Terezinha do Tauri, no Pará. A obra vai viabilizar o tráfego contínuo de embarcações e comboios em um trecho de 500 quilômetros, que vai de Marabá (PA) a Vila do Conde (PA).

A navegabilidade da hidrovia do Tocantins vai facilitar o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, que têm o Porto de Vila do Conde e a região do baixo Amazonas como destino. O porto também está situado em local privilegiado, em relação ao mercado europeu e ao norte-americano, com uma rota de capacidade operacional estimada em 20 milhões de toneladas para o ano de 2025.

O empreendimento representa mais um passo em direção à mudança na matriz de transportes brasileira. Um comboio de 150 metros de comprimento, com capacidade de 6 mil toneladas, equivale a 172 carretas de 35 toneladas de capacidade. Entretanto, atualmente, apenas 5% da carga no País é transportada por hidrovias. O transporte aquaviário é mais econômico e sustentável, pois reduz custos e diminui a emissão de poluentes, aumentando a competitividade da produção brasileiro no exterior.

Confira outras medidas da presidenta Dilma para consolidar essa nova rota logística:

Nesta segunda-feira (15), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em mais uma ação para impulsionar o Arco Norte, lançou o edital chamando empresas privadas a promoverem estudos técnicos e de viabilidade para subsidiar a concessão e prever as obras que deverão ser realizadas na BR-163 no trecho que faltava para chegar até Santarém (trecho Santarém-entroncamento com a BR-230). Dessa forma, os grãos transportados de Mato Grosso por rodovia podem chegar até o Porto de Santarém.
Em 29 de dezembro, a ANTT abriu para audiência pública as minutas de edital e contrato para concessão da BR-163/230/MT-PA – trecho Sinop (MT) a Miritituba (PA).
Além disso, em janeiro foi divulgado que a ferrovia que liga Lucas do Rio Verde a Miritituba, no Pará, com previsão de R$ 9,9 bilhões, será leiloada neste ano.