Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Publicado em 15/06/2012

Santayana e a arrogância
dos bancos

O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana do JB online.




O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana do JB online:




A arrogância dos bancos, segundo o J.P. Morgan

Mauro Santayana


Em seu editorial de ontem, o New York Times trata do depoimento do banqueiro Jamie Dimon, o todo poderoso presidente do J.P.Morgan, ao Comitê de Bancos do Senado norte-americano, a propósito do sistema financeiro de seu país. Depois de admitir erros fatais na ação de sua empresa, Dimon foi mais longe, dizendo que os chamados bancos grandes demais para falir têm aspectos negativos, como “ganância, arrogância, insolência, e falta de atenção com os detalhes”.

Dimon é um dos heróis maiores de nossos tempos neoliberais. Aos 56 anos, filho e neto de operadores no mercado de capitais,  fez  carreira sucessiva nas principais instituições financeiras norte-americanas, até chegar ao topo do J.P.Morgan em 2006, aos 50 anos. Ligado ao Partido Democrata, é visto como amigo de Obama, e o seu nome foi cogitado para ser o Secretário de Tesouro do atual presidente.

O New York Times registra que, apesar de seus reparos, Dimon repele qualquer regulamentação do sistema e se opõe até mesmo aos frágeis controles propostos por Paul Volcker, quando presidente do FED.

Muito bem, revela um banqueiro dos maiores, o sistema financeiro se move pela ganância, pela arrogância e pela insolência. Enfim, pela prepotência. E só os absolutamente néscios (salvo os interessados) podem acreditar que os governos do mundo são conduzidos pelas doutrinas políticas, e não pelos banqueiros. Esses, além da atuar em seu próprio interesse, cuidam dos interesses dos grandes acionistas, que não passam de algumas dezenas de grandes famílias. A remuneração normal de Dimon, conhecida, é de 24 milhões de dólares ao ano, sem contar com as gratificações,  e as indenizações, em caso de saída da instituição.

O sistema financeiro sempre foi instrumento da injustiça, da desigualdade e das guerras.  Mais uma vez, os grandes bancos, insatisfeitos com tudo o que saquearam, estão espalhando os vírus de uma conflagração geral.                      Como os recentes episódios europeus estão demonstrando, os bancos já não se limitam a cooptar os governantes, mas passaram a administrar diretamente os estados, ao colocar seus empregados  na chefia dos governos, como fez o Goldman Sachs.

A crise européia, no entanto,  é muito mais do que um problema financeiro. É um imenso problema político. A guerra de 1914 – fomentada, como tantas outras, pelo grande capital – não resolveu os dissídios entre as potências continentais, sobretudo entre a Alemanha e a França, que disputam o domínio da Europa desde o confronto entre Richelieu e o Conde-Duque de Olivares, no século 17, e  foram ao conflito armado em 1870.

Os vencedores das duas guerras mundiais foram incapazes de administrar as duas derrotas alemãs  com competência política. A tentativa de superar o problema com a criação da União Européia não trouxe a solução, 61 anos depois de seu primeiro passo, com a formação da Comunidade do Carvão e do Aço. A razão é simples: a formação de um bloco supranacional não elimina as rivalidades nacionais. Nós sabemos bem disso: enquanto o Brasil não se desenvolver como um todo, os estados mais ricos – e, assim, mais poderosos – continuarão a exercer a hegemonia do poder no país.

Novamente a Alemanha, baseada em seu poder industrial, dita o comportamento da Europa. Aliada dos grandes bancos, e dos Estados Unidos,  que se dispõem a favorecer a sua posição no continente, a Senhora Merkel expressa os antivalores euro-americanos que Dimon reconhece no sistema financeiro: ganância, insolência, arrogância.

O capitalismo não cresce sem desigualdade, mas a desigualdade exacerbada conduz às crises, com o desemprego, a queda do consumo e a falência das grandes empresas. É nesse momento que se incentivam as guerras, com a ocupação dos desempregados, seja na indústria bélica, seja nas fileiras de combatentes. Quando a situação ainda permite, os conflitos se dão na periferia, mas chega o momento em que os países centrais entram diretamente em combate.

Não foi suficiente a intervenção na Líbia – promovida pela França, pelos Estados Unidos e pela Grã Bretanha – para o controle do deserto encharcado de petróleo. O país está entregue a bandos armados, sem governo, sem leis. O conflito interno na Síria não é tão simples como parece: está hoje claro que a violência não é monopólio do governo, mas sim estimulada por rebeldes armados e financiados do exterior. A programada agressão ao Irã envolverá, em sua defesa,  a Rússia e, provavelmente, a China.

Diante desse quadro mundial de perspectivas desastrosas, temos que nos preparar, sem pânico, mas com firmeza, contra o projeto de recolonização em andamento, aqui, na África, na Ásia. Daí a urgência em buscar – não a hegemonia continental, que é  presunção também insolente -  justo entendimento com os nossos vizinhos, baseado nos interesses e sentimentos comuns, como pretende a Chefe do Estado.

E, como tarefa prioritária, impor aos banqueiros o controle necessário do Estado contra a ganância, a arrogância e a insolência, confessadas por Jamie Dimon ao Senado americano.

Comentários

  • Mercados auto-regulados (rs). Uma forma branda de expressão para designar a palavra assenhorear-se. Se isso se propagar para os quatro cantos do planeta, já podemos nos preparar a uma nova – e última – conflagração mundial.

  • Alexandre Gomes Marques

    No início da democracia, a população era formada pelo povo grego e o resto, os escravos. Hoje, no mundo, o poder econômico decide e os escravos votam, mas não decidem o que importa. O capitalismo livre escraviza o mundo. Não há mais continentes a descobrir, ou enquadramos o capitalismo ou seremos destruídos por ele. Somos 99%!!!

  • E o engraçado que não podemos viver sem essa corja que vive infestando o mundo. Os mesmos são os responsáveis, direta ou indiretamente, por quase tudo de ruim que aconteceu e acontece no mundo!

  • Luiz Carlos

    PHA,
    Apesar da ganância, a arrogância e a insolência, e de algumas vezes acharmos que eles estão dominando o mundo, na verdade acho que agora é um dos momentos que boa parte de humanidade está fora da influência direta deste pessoal. Brasil, China, Índia, grande parte de America do Sul entre outros têm decisão descentralizadas destes grupos. Sofrem, sim, influência indireta. E nunca houve um questionamento tão grande sobre a atuação nefasta destes senhores.
    A Inslândia já se rebelou e largou totalmente este sitema de dominação. A Grécia pode ser a próxima. E grande parte do Oriente Médio não se entrega, apesar dos ataques.
    O momento é importante para a história pois pode ser revertido este quadro de afronta e desrespeito destes Srs.

  • ij

    Não vivemos num mundo santo. Já está mais que na hora do Brasil assumir o seu peso no continente sendo menos filosófico e mais pragmático, caso contrário será jantado após os vizinhos serem almoçados. O Brasil tem que deixar de ser o grande bobalhão e assumir a liderança. Mesmo que priorize a diplomacia e visando o bem comum de todos, deve ser enfático e usando em cada etapa, as armas necessárias para o “convencimento” na conquista de nossos interesses e do continente sulamericano. Só pra ficarmos apenas num exemplo: o Senado do Paraguai está enrolando a muito tempo para admitir a Venezuela no Mercosul e ainda por cima flerta com os EUA sobre uma base em seu território e o Brasil bonzinho fica democraticamente aguardando a boa vontade deles, quando sabemos que já foram ferramenta do império a algum tempo atrás. Ou acordamos agora ou dormiremos para sempre em berço explendido e indigno.

  • Marcio

    Me delicio com os artigos do Mauro Santayana. Impecável na forma e principalmente no conteúdo. Enquanto isso, prospera nos jornalões, as Catanhedes, os Azevedos, as Lopretes, enfim a ausência total de qualidade. Já tivemos Castelo Branco, Marcio Moreira Alves, Newton Carlos, Claudio Abramo. Sobraram poucos e não aparecem novos. A internet talvez seja a oportunidade da redenção.

  • sander alves

    PHA, só um pequeno comentário, a cada texto de Santayana uma enxurrada – não uma “cachoeira” – mas uma enxurrada de conhecimento. Como diz aqui em Minas: – “Bacana demais!”

  • Helder

    Mais uma vez o professor Mauro Santayana toca em assuntos pertinentes, na Líbia as potências também usaram a desculpa que lutavam por “Liberdade” e pela “Democracia”, hoje lá reina o caos, até quando a mídia vai achar que nos engana com essas desculpas? Tudo patrocinados pela roda da fortuna dos banqueiros escravos da ganância, arrogância e insolência.

  • Erik

    Visual novo.. muito bom!! poderia aproveitar e fazer como no “El País” que pode postar junto ao comentário fotos e videos e sala de bate-papo em cada manchete, fica ai minha sugestão.

  • bode na sala

    quanto mais se fala em banqueiros sanguessugas fhc dos privatas e globoesgoto,mais eu adimro o meu amigo cachorro!!!

  • sergio

    Esse Erasmo valentão cara de mau sentou na graxa com um bandidinho de m que invadiu sua casa, se acovardou e deu tudo, tudo mesmo…

  • Larissa

    Sempre há discussões em relação ao aspecto financeiro. Seja nos EUA, Europa e até no Brasil. Os bancos estão querendo dominar a economia, e isto deve ser impedido, antes que seja tarde demais para reverter a situação.

  • Bancos: “trabalham”,(sic), com os tustas dos correntistas…
    Bancos: cobram tarifas para “trabalhar” os tustas dos correntistas…

    Caso os correntistas, ao mesmo instante, tentem retirar os tustas da conta corrente, o banco não paga, não têm tustas disponíveis.

    Eu: “possuo”, (sic) c/c em banco.

    Então, sou ou não, néscio de carteirinha?

  • souza

    como bem dito pelo articulista, problema político.
    os tentáculos do sistema financeiro se enraizando nos governos.

  • ulysses freire da paz jr.

    ” A democracia”, segundo Lorde Bryce: ” não possui inimigo mais fervoroso e aleivoso do que o poder monetário.”

    fonte: Democracy has no more persistent and insidious foe than money powers

  • Sidnei Justino

    Galera, o Bessinha esteve nas profundezas do inferno para desencavar a triste lembrança do coroné Erasmo “Maluco” Dias. O Capeta deve estar doido com essa peça que deve estar lhe “dando ordem unida” e tentando instaurar a Lei de Segurança Infernal.

  • Fred Azevedo

    Os homens que governam o Mundo, nunca dependeram tanto de seus livres arbítrios… “Tudo está consumado.”

  • Amaro Shakur

    Incrível, os banqueiros tem tanta certeza do seu poder que já nem escondem suas razoes de existir…ganancia,arrogancia, insolencia…estamos ferrados mesmo

  • sérgio

    O presidente do mundo é Lloyd Blankfein, CEO do Goldman Sachs.

  • Fábio

    Esse PIG é a maior ameaça a democracia brasileira, que inveja da Argentina!!

  • Jurgen

    Que os bancos governam os EUA eu já sabia. E este é o objetivo de quem luta para o financiamento de campanhas continue privado. Simplesmente para bonecos como o Obama sejam eleitos e não mandem nem na organização da casa branca. E no Brasil?Financiamento público já.

  • Néscio de carteirinha, desde a primeira metade do último século do milênio passado, muita vez, afirmei: “o objetivo dum burguês é acumular fortuna”.

    Então, “surpreendentemente”, os EUA, enxergam tal situação e assistem o mundo?

    Ei, ansioso: atenção com o “anti-vírus” (sic).

    Eles, espionam meus comentários…

  • bene nadal

    Pelo menos no Brasil, desacelerar os “cérebros dos banqueiros, doentes pela ganância exacerbada”, não basta o “chute na canela”, dado pela presidenta Dilma, tem que URGENTEMENTE, implantar uma Ley de Médios”, ou eles, com ajuda de “seus pares” internacionais, fomentada pela “doentia e não menos gananciosa mídia colonial brasileira”, tentarão com certeza jogar o povo, junto com os banqueiros, contra os governantes… Considerando que a grande maioria dos brasileiros que tem conta em bancos privados, já foram convencidos a “não migrar para os bancos estatais”, mesmo aqueles não baixando os juros.

  • Rossi

    …e parar com essa bobagem:”Como é bom vencer da Argentina”,estimulando artificialmente antagonismos específicos com nosso mais próximo vizinho,ou não é igualmente bom vencer da Inglaterra?!Precisamos,isto sim,nos aproximarmos mais dos nossos vizinhos,pois quem tem histórico de pilhagem está do outro lado do Atlântico(ou bem mais ao norte).

  • José do Ceará

    Segundo a doutrina do consórcio do inferno (pig+psdb+dem), o DEus Mercado a tudo provém e a tudo regula.O Estado tem que ser mínimo (para o povo) e máximo (para banqueiros,latifundiários,industriais Rentistas,reacionários etc)
    Essa é a configuração adequada defendida pela Globo e seu comparsa psdb.Noutras palavras: Um Brasil recolonizado e para POUCOS….

  • celso hollanda

    Texto primoroso, de maneira simples explica a realidade que nos cerca. A força dos bancos no junto com a mídia é gigantesca e somente esclarecendo e educando o povo o jogo tem condições de ser mudado, demanda tempo e paciência, mas não tenham dúvidas a mudança se realizará.
    PHA, nós o povo necessitamos da voz da verdadeira imprensa.
    Parabéns, obrigado.

  • Sérgio Pestana

    Como sempre Santayana dá show de bola em suas análises. É um alerta ao Brasil, pois os banqueiros como sempre querem dominar a economia. É preciso pôr um freio nisso tudo e a presidenta está agindo bem. Porém, é necessário começar a impedir mais a voracidade desses tubarões das finanças e consequentemente favorecer o país. Os banqueiros não pensam nem agem a favor da sociedade. Só pensam e agem em maximizar cada vez mais seus lucros.

  • Marcus Fabrício

    Perfeita a análise. Lembra muita a palestra do Professor François Chesany que tive o prazer de assistir essa semana na Universidade Federal da Bahia.Essas crises econômicas que estamos atravessando é consequência da arrogância e prepotência de meia dúzia de banqueiros. Por isso que precisamos taxar o capital especulativo e nacionalizar os bancos!

  • Bira

    Foi concedido habeas corpus para o cachoeira. Adivinhem por quem? Isso mesmo, pelo EMBARGADOR tourinho. Que vergonha.

  • Cancão de Fogo

    Sempre com argúcia, o mestre Santayana faz uma colocação muito pertinente, quando diz: “O capitalismo não cresce sem desigualdade, mas a desigualdade exacerbada conduz às crises, com o desemprego, a queda do consumo e a falência das grandes empresas. É nesse momento que se incentivam as guerras, com a ocupação dos desempregados, seja na indústria bélica, seja nas fileiras de combatentes.” Realmente, o perverso capitalismo não se harmoniza com longos períodos de paz. Exatamente porque sua base de sustentação é a desigualdade. Destarte, fiquemos cientes: Os povos vão ter que se acostmar a viver em conflitos pemanentes, enquanto perdurar no mundo o capitalismo.

  • Urbano

    Quando fed além, a guerra é quem movimenta muito, mas muito dinheiro mesmo, principalmente através do butim. Normalmente os que ainda estão enterrados, alguns em grandes profundidades.

  • RicardãoCarioca

    Se os bancos de EUA e Europa tivessem as regulamentações que os daqui têm, não haveria essa crise que vem sugando os países para um buraco negro financista-rentista. Eles não têm porque o lobby entope os bolsos dos políticos daquelas regiões de dinheiro até não poder mais. Então, em minha opinião, nada para reverter a atual situação irá acontecer sem antes vermos a quebra de todos os países que não regulamentam os seus sistemas bancários.

  • ricardo silveira

    É um prazer imenso ler um texto como este.

  • Julio Lopes

    A visita e a mea culpa do Dimon, ante o senado Americano, é mais um momento de deboche que de contrição pela arrogância. Perante o senado reafirma toda sua ideologia, e sequer concorda com avaliações que façam questionamentos ao processo.
    Todos esses apontamentos que diz das vicissitudes do sistema é uma fraude, sem deixar de ser verdadeiro o diagnostico. Provavelmente ao sair de lá, tenha se reunido com seus pares do sistema para tomar uns Whiskys, fumar uns havanas e dar boas gargalhadas do palhaços da plateia.

  • Flávio

    Não acho que o sistema financeiro deva ficar nas mãos da iniciativa privada, sei que essa posição é absurda para a maioria, mas acredito que o sistema financeiro deva ser gerido única e exclusivamente pelo Estado. Assim como o exército os bancos são demais perigosos para ficarem no jogo de meia dúzia de famílias. Privatizem os bancos e exponham toda sua movimentação na internet, inclusive ditando regras duras aos funcionários públicos que lá trabalham, desde o zelador ao presidente. Quem deve mandar no bancos é o povo.

  • Carlos

    Quando FHC era presidente e ía pra São Paulo, em uma reunião do PSDB, aonde estavam sentados, Franco Montoro, Mario Covas então governador de SP, Alkmin, Cerra e´mais alguns secretários, quem sentava na posição central da mesa e comandava a reunião era o então presidente do Itaú, Olavo Setúbal, delineando o que o governo deveria fazer.
    Mera coincidência é que a TV Globo mostrava e o reporter dizia que era uma reunião do PSDB, uma meia mentira pra variar…

    • José do Ceará

      Carlos, o psdb e a Globo são membros do mesmo corpo ! Estão a serviço da elite reacionária e atrasada que quer nos recolonizar aos EUA.O Brasil deles não cabe sua população,porque é PARA POUCOS.Por que vc acha que eles são contra o ENEM,PROUNI,UNiversidades para todos,escolas técnicas para todos,e querem conceder metade dos leitos do SUS pasra os planos de saúde ? Convém lembtrar que essa corja é ,também, contra as COTAS. Para eles ,lugar de negro é na ca…

  • isnard carvalho

    Impecável.O texto faz refletir as imensas dificuldades de governar um país como o Brasil.Distingue-se a grandeza dos governos trabalhistas e as coincidências conjunturais :
    O capitalismo em crise e a nossa consequente evolução,num cenário de disputas pela hegemonia do planeta.

  • Francisca Rocha

    PHA Geórgia e Equipe amei a nova formatação do Conversa Afiada. Não se cale mesmo PHA, você tem muita coisa a fazer pelo povão do nosso Brasil, além da competência e grande amigo da verdade. Todos nós confiamos e lhe queremos muito bem. Terá sempre o nosso apoio. Deus o Abençoi, eu tenho Fé. Paz e Bem!

  • Adriana Citino

    É o mundo está passando por um momento bastante difícil. Ou os povos reagem à ganância etc do sistema financeiro ou eles nos paparão como sempre fizeram. E quem tem esse peito para enfrentar?

  • BANDIDA

    A Dilma está fazendo a parte dela, quero ver se os bancos farão a deles… Se não o fizerem, perderão muitos clientes para os Bancos publicos… O resultado disso todos sabemos qual é…

    • José do Ceará

      No nefasto perido tucano (1995-2002), o PFL insistia em que os Bancos públicos fossem vendidos, exatamente, para deixar o mercado `a disposição da banca privada.A população iria ficar à mercê da ganãncia dos banqueiros e sem alternativas de substituição. Que corja safada ! Ainda bem, que os DEMonios estão quase extintos e deixarão de atrapalhar o Brasil.Vade retro corja !

  • Luciano Biaggi

    O artigo de Santayana parece perfeito no que concerne ao que está ocorrendo atualmente na Europa e no mundo. A projeção de um cenário assustador deverá exigir do governo brasileiro firmeza, coragem e determinação e da sociedade, tanto quanto possível, consenso.

  • Francisca Rocha

    Parabéns ao CAfiada pela bela reformulação. Em se tratando do artigo do SR. Santaiana, é exatamente o que já pensava dos Banqueiros. Êles mandam , ou melhor, são eles que governam o mundo. Como gostei da Presidenta Dilma ter dado um “chega prá lá neles”.

  • Rodrigo Sidney

    Neoliberalismo: a ganância, a arrogância e a insolência no poder. Eles se auto-regulam, não é mesmo urubólogos?

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