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O dólar vai subir e o Real descer ? Sim !

Essa é a hipótese mais provável, segundo uma newsletter do Bradesco.
publicado 19/03/2012
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Essa é a hipótese mais provável, segundo uma newsletter do Bradesco, sob a responsabilidade do respeitável economista Octavio de Barros:

Estamos em um ponto de inflexão do dólar no mundo ?


- A melhora das perspectivas para a atividade nos EUA e a sinalização do Fed de que não considera necessário um novo afrouxamento quantitativo, levaram a certo fortalecimento do dólar nos últimos dias. A pergunta que cabe é se depois de um declínio consistente desde 2002, será que estamos ingressando em um período duradouro de fortalecimento do dólar norte-americano? A questão é relevante, pois naturalmente a própria trajetória do real/dólar dependerá dessa tendência mais ampla da moeda dos EUA.


- Alguns fatores apontam a favor da hipótese de apreciação. A atividade tem exibido sinais de aceleração e a recuperação do mercado de trabalho torna a recuperação mais sustentável. Essa aceleração da atividade levou à sinalização por parte do Fed de que um novo afrouxamento quantitativo não está no radar. Por fim, os ativos norte-americanos estão atrativos (como no caso dos baixos preços dos imóveis). Contudo, diversos outros elementos jogam contra a eventual inflexão da trajetória do dólar. A promessa do Fed de manutenção dos juros até o final de 2014 não será removida no horizonte previsível, assim como não haverá reversão da expansão monetária; o déficit em conta corrente, apesar do forte ajuste observado nos últimos anos, está apenas próximo do nível considerado como sustentável, não abaixo; o aumento do preço do petróleo é um choque desfavorável nos termos de troca; os EUA ainda devem enfrentar a tarefa de ajustar o elevado déficit nominal do governo federal; os investidores globais possuem mais dólares do que parece ser desejável a longo prazo. Além disso, considerando as políticas macroeconômicas dos outros países, concluímos que três grandes regiões estão conduzindo políticas ou passam por situações que resultam em forças para que suas moedas se depreciem em relação ao dólar.


- Dessa maneira, talvez seja cedo para uma conclusão definitiva sobre a trajetória a ser esperada para o dólar nos próximos anos. Eventuais deteriorações da aversão ao risco poderiam levar a um fortalecimento da moeda norte-americana nesses momentos de tensão, contudo, com exceção desses períodos, a direção mais provável parece ser a de estabilidade do dólar, provavelmente com alguma combinação de fortalecimento em relação aos países desenvolvidos e ainda algum enfraquecimento em relação aos emergentes.

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Em tempo: o Conversa Afiada recomenda a leitura do excelente artigo de Delfim Netto sobre bruxaria, na Carta Capital desta semana, onde ele diz:

Para reanimar a economia brasileira não existe nada mais importante do que baixar a taxa de juros. É absolutamente natural o corte de 0,75 ponto da taxa básica, decidido na reunião do Copom na segunda semana do mês de março. O Banco Central está agindo prudentemente e com medidas corretas. A taxa real dos juros no Brasil continua sendo a maior do mundo. Seu nível é extremamente prejudicial do ponto de vista da eficiência do funcionamento do sistema econômico, adiando investimentos e inibindo exportações dos setores mais dinâmicos da indústria, graças à supervalorização do real.


Haverá sempre quem faça críticas acenando com os riscos de uma recidiva da inflação (em 2013!), já que mesmo os mais céticos se convenceram de que em 2012 ela está se comportando como esperava o governo, na direção da meta de 4,5%. Existe um certo esforço de bruxaria nesses ensaios, pois as conclusões dependem do modelo de análise que os críticos estão usando, das relações que estão dentro desses modelos, da qualidade das estimativas e das convicções dos analistas. Dependem, também, da crença de que “o governo está morto”.


A hipótese é que “tudo vai continuar como está”: o governo não vai agir, “já fez o que tinha de fazer” e vai esperar de braços cruzados a inflação voltar, ou seja, a própria hipótese nega a existência do governo. Só que o governo Dilma está vivo e mandando bem… O Banco Central está muito mais “antenado” com a realidade econômica mundial do que a maioria de seus críticos. Tem antecipado-se aos lances (alguns próximos do desespero) das autoridades monetárias dos países desenvolvidos, que tentam transferir para os parceiros emergentes os efeitos do sufoco financeiro que eles próprios criaram.


(...)

Navalha

Chora, Urubóloga, chora !

(Ah, desculpe, amigo navegante, não devemos importuná-la nas férias. Clique aqui para votar em trepidante enquete: o que vai acontecer com a Urubóloga de férias ?)

 

Paulo Henrique Amorim




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