Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

Publicado em 08/01/2012

Dufour: quem virá depois do liberalismo

Saiu na Carta Maior: Contra o estrago do liberalismo, recuperar o Marx filósofo.

Dufour não perde a mira

O Conversa Afiada republica entrevista na Carta Maior com o filósofo francês Dany-Robert Dufour, sobre seu novo livro “O indivíduo que vem … depois do liberalismo”.

Dufour é autor também de “O Divino Mercado” e “A arte de reduzir as cabeças”, sempre dirigidos à crítica do liberalismo, ou “a grande narrativa” “sem saída” dos nossos tempos.

À Carta Maior:

Contra o estrago do liberalismo, recuperar o Marx filósofo


O filósofo francês Dany-Robert Dufour refletiu sobre as mutações que esvaziaram o sujeito contemporâneo de relatos fundadores. Essa ausência é, para ele, um dos elementos da imoralidade liberal que rege o mundo hoje. Seu trabalho como filósofo crítico do liberalismo culmina agora em um livro que pergunta: que indivíduo surgirá depois do liberalismo? Talvez seja o caso, defende, de recuperar o Marx filósofo, que defendia a realização total do indivíduo fora dos circuitos mercantis.


Eduardo Febbro – Direto de Paris


Alguns já o veem terminado, outros a ponto de cair no abismo, ou em pleno ocaso, ou em vias de extinção. Outros analistas estimam o contrário e afirmam que, embora o liberalismo esteja atravessando uma série crise, seu modelo está muito longe do fim. Apesar das crises e de suas consequências, o liberalismo segue de pé, produzindo seu lote insensato de lucros e desigualdades, suas políticas de ajuste, sua irrenunciável impunidade. No entanto, ainda que siga vivo, a crise expôs como nunca seus mecanismos perversos e, sobretudo, colocou no centro da cena não já o sistema econômico no qual se articula, mas sim o tipo de indivíduo que o neoliberalismo terminou por criar: hedonista, egoísta, consumista, frívolo, obcecado pelos objetos e pela imagem fashion que emana dele.


A trilogia da modernidade liberal é muito simples: produzir, consumir, enriquecer. O filósofo francês Dany-Robert Dufour refletiu sobre as mutações pós-modernas que esvaziaram o sujeito contemporâneo de relatos fundadores. Essa ausência é, para o filósofo, um dos elementos da imoralidade liberal que rege o mundo contemporâneo. Seu trabalho como filósofo crítico do liberalismo se desenvolveu em livros como “Le Divin Marché” (O Divino Mercado) e culmina agora em um apaixonante livro – “O indivíduo que vem … depois do liberalismo”, editora Denoel, Paris, 2011 -, que faz uma pergunta que poucos fazem: como será o indivíduo que surgirá depois do liberalismo?


Dany-Robert Dufour não só lança mais uma diatribe sobre o sistema liberal, mas explora os conteúdos sobre os quais pode se refundar a humanidade depois desse pugilato planetário do despojo e da estafa que é o ultra-liberalismo. Mas, a humanidade não se funda no automatismo e, sim através dos indivíduos. Seu livro, “L’individu qui vient…après le libéralisme” ,  explora o transtorno liberal do passado e esboça os contornos de um novo indivíduo ao qual o filósofo define como “simpático”, ou seja, aberto aos outros que também o constituem.


O liberalismo, que se apresentou como salvador da humanidade, terminou levando a o ser um humano a um caminho sem saída. Você considera o fim desse modelo e se pergunta sobre qual tipo de ser humano surgirá depois do ultra-liberalismo?


Dany-Robert Dufour: No século passado conhecemos dois grandes caminhos sem saída históricos: o nazismo e o stalinismo. De alguma maneira e entre aspas, depois da Segunda Guerra Mundial fomos liberados desses dois caminhos sem saída pelo liberalismo. Mas essa liberação terminou sendo uma nova alienação. Em suas formas atuais, ou seja, ultra e neoliberal, o liberalismo se plasma como um novo totalitarismo porque pretende gerir o conjunto das relações sociais. Nada deve escapar à ditadura dos mercados e isso converte o liberalismo em um novo totalitarismo que segue os dois anteriores. É então um novo caminho sem saída histórico. O liberalismo explorou o ser humano.


O historiador húngaro Karl Polanyi, em um livro publicado depois da Segunda Guerra Mundial, demonstrou como, antes, a economia estava incluída em uma série de relações sociais, políticas, culturais  etc. Mas, com a irrupção do liberalismo, a economia saiu desse círculo de relações para converter-se no ente que procurou dominar todos os demais. Dessa forma, todas as economias humanas caem sob a lei liberal, ou seja, a lei do proveito onde tudo deve ser rentável, incluindo as atividades que antes não estavam sob o mandato do rentável.


Por exemplo, neste momento eu e você estamos conversando, mas não buscamos rentabilidade e, sim,  a produção de sentido. Neste momento estamos em uma economia discursiva. Mas hoje, até a economia discursiva está sujeita ao “quem ganha mais”. Cada uma das economias humanas está sob a mesma lógica: a economia psíquica, a economia simbólica, a economia política, daí o derretimento da política. O político só existe hoje para seguir o econômico. A crise que atravessa a Europa mostra que, quanto mais ela se aprofunda, mais a política deixa a gestão nas mãos da economia. A política abdicou ante a economia e esta tomou o poder. Os circuitos econômicos e financeiros se apoderaram da política, A crise é, por conseguinte, geral.


O título de seu livro, “O homem que vem depois do liberalismo”, implica a dupla ideia de uma fase triunfal e de um fim do liberalismo…


DRD: Paradoxalmente, no momento de seu triunfo absoluto o liberalismo dá sinais de cansaço. Nos damos conta de que nada funciona e as pessoas vão tomando consciência desta falha e têm uma reação de incredulidade. Os mercados se propuseram a ser uma espécie de remédio para todos os males. Você tem um problema? Pois então recorra ao Mercado e este aportará a riqueza absoluta e a solução dos problemas. Mas agora nos damos contra de que o mercado acarreta devastações.


Assim, vemos como esse remédio que devia nos fornecer a riqueza infinita não traz senão miséria, pobreza, devastação. O capitalismo produz riqueza global, sim, mas ela é pessimamente repartida. Sabemos que há 20, 30 anos, as desigualdades têm aumentado pelo planeta. A riqueza global do capitalismo despoja de seus direitos a milhões de indivíduos: os direitos sociais, o direito à educação, à saúde, em suma, todos esses direitos conquistados com as lutas sociais estão sendo tragados pelo liberalismo. O liberalismo foi como uma religião cheia de promessas. Nos prometeu a riqueza infinita graças a seu operador, o Divino Mercado. Mas não cumpriu a promessa.


Em sua crítica filosófica ao liberalismo, você destaca um dos principais estragos produzidos pelo pensamento liberal: os indivíduos estão submetidos aos objetos, não aos seus semelhantes, ao outro. A relação em si, a sensualidade, foi substituída pelo objeto.


DRD: As relações entre os indivíduos passam ao segundo plano. O primeiro é ocupado pela relação com o objeto. Essa é a lógica do mercado: o mercado pode a cada momento agitar diante de nós o objeto capaz de satisfazer todos nossos apetites. Pode ser um objeto manufaturado, um serviço e até um fantasma construído pelas indústrias culturais. Estamos em um sistema de relações que privilegia o objeto antes do sujeito. Isso cria uma nova alienação, uma espécie de vício com os objetos. Esse novo totalitarismo que é o liberalismo coloca nas mãos dos indivíduos os elementos para que se oprimam a si mesmos através dos objetos. O liberalismo nos deixa a liberdade de alienarmos a nós mesmos.


Você situa o princípio da crise nos anos 80 através da restauração do que você chama de a narrativa de Adam Smith. Você cita uma de suas frases mais espantosas: para escravizar um homem é preciso dirigir-se ao seu egoísmo e não a sua humanidade.


DRD: Adam Smith remonta ao século XVIII e sua moral egoísta se expandiu um século e meio depois com a globalização do mercado no mundo. De fato, Smith demorou tanto porque houve outra mensagem paralela, outro Século das Luzes, que foi o do transcendentalismo alemão.


Ao contrário das Luzes de Smith, as alemãs propunham a regulação moral, a regulação transcendental. Essa regulação podia se manifestar na vida prática através da construção de formas como as do Estado a fim de regular os interesses privados. A partir do Século das Luzes, há duas forças que se manifestam: Adam Smith e Kant. Esses dois campos filosóficos coexistiram de maneira conflitiva ao longo da modernidade, ou seja, através de dois séculos. Mas, em um determinado momento, o transcendentalismo alemão perdeu força e deu lugar ao liberalismo inglês, o qual adquiriu uma forma ultra-liberal. Pode-se datar esse fenômeno a partir do início dos anos 80. Há inclusive uma marca histórica que remonta ao momento em que Ronald Reagan, nos Estados Unidos, e Margaret Thatcher, na Grã-Bretanha, chegam ao poder a instalam a liberdade econômica sem regulação. Essa ausência de regulação destruiu imediatamente as convenções sociais, ou seja, os pactos entre indivíduos.


Daí provém a trilogia “produzir, consumir, enriquecer”. Você chama essa trilogia de pleonexía.


DRD: O termo “pleonexía” é encontrado na República de Platão e quer dizer “sempre ter mais. A República grega, a Polis, foi construída sobre a proibição da pleonexía. Pode-se dizer então que, até o século XVIII, toda uma parte do Ocidente funcionou com base nessa proibição e se liberou dela nos anos 80. A partir daí se liberou a avidez mundial, a avidez dos mercados e dos banqueiros. Lembre o discurso pronunciado por Alan Greenspan (ex-presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos) ante à Comissão norteamericana depois da crise de 2008. Greenspan disse: “pensava que a avidez dos banqueiros era a melhor regulação possível. Agora, me dou conta de que isso não funciona mais e não sei por quê”. Greenspan confessou assim que o que dirige as coisas é a liberação da pleonexía. E já sabemos para onde isso conduz.


Chegamos agora ao depois, ao hipotético ser humano de depois do liberalismo. Você o enxerga sob os traços de um indivíduo simpático. Que sentido tem o termo simpático neste contexto?


DRD: Ninguém é bom ao nascer como pensava Rousseau, nem tampouco mau como pensava Hobbes. O que podemos fazer é ajudar as pessoas a serem simpáticas, ou seja, a não pensarem somente em si mesmas e a pensarem que, para viver com o próximo, é preciso contar com ele. O outro está em mim, as imagens dos outros estão em mim e me constituem como sujeito. A própria ideia de um indivíduo egoísta é sem sentido porque isso obriga a que nos esquecer de que o indivíduo está constituído por partes do outro. E quando falo de um indivíduo simpático não emprego o termo em sua acepção mais comum, alguém simplesmente simpático, digamos. Não, trata-se do sentido que a palavra tinha no século XVIII, onde a simpatia era a presença do outro em mim. Necessito então da presença do outro em mim e o outro precisa de minha presença nele para que possamos constituir um espaço onde cada um seja um indivíduo aberto ao outro. Eu cuido do outro como o outro cuida de mim. Isso é um indivíduo simpático.


Sigamos com a simpatia, mas sobre que bases se constrói o indivíduo que vem depois do liberalismo? A razão, a religião, o esporte, o ócio, a solidariedade, outra ideia de mercado?


DRD: Neste livro fiz um inventário sobre as narrativas: a narrativa do logos, da evasão da alma dos gregos, a narrativa sobre a consideração do outro nos monoteísmos. Dei-me conta de que em ambas narrativas havia coisas interessantes e também aterradoras. Por exemplo, a opressão das mulheres no patriarcado monoteísta equivale à opressão da metade da humanidade. Por acaso queremos repetir essa experiência? Certamente que não.


Outro exemplo: no logos, para que haja uma classe de homens livres na sociedade é preciso que haja uma classe oprimida e escravizada. Queremos repetir isso? Não. Refundar nossa civilização após os três caminhos sem saída que foram o nazismo, o estalinismo e o liberalismo requer uma refundação sobre bases sólidas. Por isso realizei o inventário, para ver o que podíamos recuperar e o que não, quando do passado podia nos servir e quanto não. A segunda consideração diz respeito aquilo que poderia ajudar o indivíduo a ser simpático, ao invés de egoísta. Neste contexto, a ideia da reconstrução do político, de uma nova forma do Estado que não esteja dedicado a conservar os interesses econômicos, mas sim a preservar os interesses coletivos, é central.


Qual é, então, a grande narrativa que poderia nos salvar?


DRD: Deixamos no caminho as grandes narrativas de antes e acreditamos cada vez menos na grande narrativa do mercado. Estamos à espera de algo que una o indivíduo, ou seja, uma grande narrativa. Eu proponho a narrativa de um indivíduo que deixou de ser egoísta, que não seja tampouco o indivíduo coletivo do estalinismo, nem tampouco o indivíduo mergulhado na ideia de uma raça que se crê superior, como no nazismo e no fascismo. Trata-se de um a narrativa alternativa a tudo isso, uma narrativa que persiste no fundo da civilização.


Creio que o valor da civilização Ocidental se radica no fato de ter colocado o acento na individualização, ou seja, na ideia da criação de um indivíduo capaz de pensar e agir por si mesmo. Não é para esquecer a noção de indivíduo, mas sim reconstruí-la. Contrariamente ao que se diz, não creio que nossas sociedades sejam individualistas, não. Nossas sociedades são lamentavelmente egoístas. Isso me faz pensar que há muita margem de existência ao indivíduo como tal, que há muitas coisas dele que não conhecemos.


Temos que fazer o indivíduo existir fora dos valores do mercado. O indivíduo do estalinismo foi dissolvido na massa do coletivismo; o indivíduo do nazismo e do fascismo foi dissolvido na raça, o indivíduo do liberalismo foi dissolvido no egoísmo. O indivíduo liberal é um escravo de suas paixões e de suas pulsões. Devemos nos elevar desse caminho sem saída liberal parar recriar um indivíduo aberto ao outro, capaz de realizar-se totalmente.


Há textos filosóficos de Karl Marx que não são muito conhecidos e nos quais Marx queria a realização total do indivíduo fora dos circuitos mercantis: no amor, na relação com os outros, na amizade, na arte. Poder criar o máximo a partir das disposições de cada um. Talvez seja o caso de recuperar essa narrativa do Marx filósofo e esquecer o do Marx marxista.


Tradução: Katarina Peixoto


Comentários

  • Isto é muito útil, obrigado por revelar.
    Eu serei outros confiante irá exibir itens como este estilo

  • Moises

    Os neoliberais utilizam-se do controle da imprensa para chamar de ditadura todos os modelos que conflitam com seus interesses, quando a verdadeira ditadura que domina o mundo é a ditadura do capital, o sistema onde o capital é quem manda, e conseqüentemente, a elite que manda, enquanto o pobre se lasca e vive como escravo do rico (exemplo disso é no Brasil, onde todos trabalham para pagar bilhões de juros à rentistas, enquanto estes gritam através do PIG: trabalhem! Mais juros! Olha que lá vem a hipermegainflação! Abaixo o salário mínimo! Abaixo o bolsa família! Abaixo o estado! Quem tem que mandar é o mercado, e não o governo eleito democraticamente).

  • Walfredo

    O capitalismo é dependente do volume de trocas comerciais. Sem que haja trocas de mercadorias não há produção de riquezas. Contudo, quando a minoria possui quase tudo e a maioria não detém quase nada, não há trocas, pois a maioria não possui o que oferecer. Assim, o sistema entra em colapso. Cabe ao Estado manter uma política real de distribuição de rendas para o capitalismo possa existir de forma perene.

  • Fred Azevedo

    “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei…” – Simples, perfeito, eterno… Bastaria isso, apenas… Se os homens não ficassem tão cegos por poder e dinheiro.
    Pobres coitados, somos nós… 2 mil anos depois, continuamos sem saber o que fazemos!
    Mas isso, uma hora muda…

  • roberto

    Dufour é profeta, além de filósofo. Lembro de outro post publicado neste trepidante blog em que ele expunha os 10 Mandamentos do “Divino Mercado”:

    Mandamento 1: Aceitarás ser conduzido pelo egoísmo.
    Mandamento 2: Utilizarás o outro como um meio para chegares a teus fins!
    Mandamento 3: Poderás venerar todos os ídolos da tua escolha, contanto que adores o deus supremo, o Mercado!

    Como naquela ocasião, enviei este post para meus contatos, ajudando assim a divulgar ideias que ainda haverão, inexoravelmente, de germinar.

  • Rodrigo

    Na Faculdade, um colega brincava o seguinte: nada é tão ruim que não possa ficar pior ainda. O tom pessimista em primeira análisa, e na verdade realista. O liberalismo consegue ser mais hediondo que o nazi-facismo e o stalinismo. Foi uma serpente chocada no ovo das pseudo democracias. A mão invisível proposta por Adam Smith é na verdade a mão de um carrasco truculento e impiedoso.

  • divaldo

    Todos falam de comunismo, socialismo, populismo e outros ismos mas a história está nos mostrando a nova moda, o Lulismo e sabem porque? Esta pessoa foi a mais despresada, a mais criticada, a mais chargeada e surgiu numa hora em que os brasileiros não acreditavam mais em nada, estavam totalmente desesperançados. Nós dizemos que Deus é brasileiro e ele está mostrando o caminho que alguns até já perceberam, o justicialismo social que se resume em tudo o que este pensador frances Dufour disse e que o Lula pos em prática. O mercado estava amordaçado, estrangulado no que se refere ao acesso e as classes sociais C,D afastadas dele como que condenadas a viver das quirelas dos exploradores. Este é o caminho que temos que seguir porque já deu mostras de que está dando certo e Deus reafirmando que é brasileiro.

  • E falando em direitos sociais x preconceitos

    A SUDENE era centrada em políticas para o Nordeste, havia a SUDECO, SUDAMA, etc.
    Mais preconceito da elite contra o NE
    o preconceito contra estas pessoas que precisam de assistencia
    Aproveito a deixa para divulgar esta seleção de links sobre o assunto cotas sociais x cotas raciais

    http://blogln.ning.com/profiles/blogs/coment-rio-ao-post-cotistas-se-d-o-bem-na-sua-maior-prova-a?xg_source=activity

  • Jota Ricardo

    O filósofo Dufour diz que depois do liberalismo virá o ”homem simpático”. Má notícia pro Cerra…

  • Yacov

    Penso que tirando os sonhos e desvarios de riqueza impostas pela loucura neoliberal, a grande maioria dos homens quer ter o mínimo para viver uma vida com dignidade. Mas nem isso é possível no mundo neoliberal pois o fruto do trabalho dos homens é carreado para o sistema financeiro desregulado que tem uma fome pantragruélica por dinheiro, com a ajuda de políticos que se entregam cega, ou interesseiramente, às suas determinações suicidas. Ou o mundo pára de sustentar esses vagabundos que operam o sistema financeiro como um cassino, ou eles vão levar o mundo ao caos. Aí, o único sujeito que vai sobrar será o pitecatropus erectus que sobreviver á guerra de todos contra todos.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • “quem virá depois do liberalismo”
    Um burguês a implantar novo método.

  • Domingos

    Penso que para K. Marx o capitalismo “mata” a humanidade do homem. Hoje não fazemos o que queremos,ou seja, somos o que o mercado quer, infelizmente!

    • Rodrigo

      Sábias palavras, Domingos! O liberalismo é tão monstruoso quanto o stanilismos e o nazi-facismo. Acredito que ele seja ainda pior, prevaleceu no pós segunda guerra de forma sutil, escondido atrás da máscara do mercado e dominou o mundo.

  • Fausto

    Hã hã… alguma semelhança com algumas religiões atuais? O que elas vendem através do discurso da busca por Jesus e Deus? Por acaso vendem filosofia? Ou vendem exatamente o que vende o liberalismo? Onde está a fronteira entre religiões atuais e o liberalismo?

  • divaldo

    Eu penso o liberalismo como uma pessoa que encontrando os amigos, se dirigiram a um bar e um ficou bebendo e comendo e na hora de pagar deu o fóra dizendo estar duro.

  • José do Ceará

    Na época nefasta dos tucanos, a musa-mor do Neoliberalismo(Tatcher) incentivou que a solução para os problemas do endividamento dos países do terceiro mundo seria: Que vendam suas RIQUEZAS! Conselho levado á serio pelo psdb nas privatizações.O psdb ainda queria ceder a Base de Alcântara aos americanos.Vai ser lambe botas dos outros assim lá na…

  • Marcos

    Trabalhamos um monte para construirmos objetos feitos para quebrar rápido para podermos trabalhar mais um monte e sermos felizes. Realmente não tem lógica !

  • Carlos Soares

    E Agora onde se meteu a ADVB e outras tantas associações, como fiesp e Fiergs que impingiam o Alvin Toffler, para do neo liberalismo nas Américas e no mundo.
    Numa palestra desse cara na Fiergs, tive a opoertunidadwe de lhe dizer que ele ainda iria cair do cavalo. Não deu outra.
    E ele ganhando dinheiro dos patetas metidos a empresários brasileiros. Esses daqui são um braço dos paulistas.

  • giordano

    Zé Chirico, Sérgio Guerra, Aécio Baladeiro, et caterva tucano, vão ler isso? Duvido, eles vão dizer que é “lixo puro”!!!

  • edmilson botequio

    No Brasil os expoentes do neoliberalismo, que o aodtaram na prática, estão o PSDB e PFL/DEM, com apoio da grande mídia e de partidos e políticos que a eles se aliaram no governo FHC.

  • Paulo P.

    As consequências da assimetria nuclear
    Por Sued Lima*

    Na década de 70 do século passado, o Brasil desenvolvia secretamente seu programa nuclear para fins militares. Para assegurar-lhe recursos financeiros, estabelecera parceria com o Iraque, que bancava os elevados investimentos necessários em troca de acesso aos conhecimentos tecnológicos brasileiros. O responsável pelo programa na Aeronáutica era o tenente-coronel aviador José Alberto Albano do Amarante, engenheiro eletrônico formado pelo ITA.

    Em outubro de 1981, Amarante foi atacado por uma leucemia arrasadora, que o matou em menos de duas semanas. Sua família tem como certo que o cientista foi morto pelos serviços secretos dos EUA e de Israel, com o objetivo de impedir a capacitação brasileira à produção de armas atômicas. Dando força às suspeitas, foi identificado um agente israelense do Mossad, de nome Samuel Giliad, atuando à época em São José dos Campos, que fugiu do país logo após a misteriosa morte do oficial brasileiro.

    Tais fatos dão credibilidade às reiteradas denúncias do governo iraniano de que seus cientistas estão sendo alvo de atentados por parte dos serviços secretos estadunidense, britânico e israelense.
    ———————————————-
    Como previa o embaixador do Brasil na ONU, em 1968, José Augusto Araújo de Castro, quando atuou para impedir a adesão do Brasil ao TNP, o tratado é apenas um instrumento para perpetuar o poder das grandes potências.

    *Sued Lima – Coronel Aviador Ref e pesquisador do Observatório das Nacionalidades

    CONTINUA EM
    http://contrapontopig.blogspot.com/2012/01/contraponto-7189-as-consequencias-da.html

    • vamos embargar os americanos e comerciar com cuba. precisamos de colocar o exército para movimentar-se: e educar os soldados como propunha olavo bilac.

    • Mário Cesar Serafim

      Não tenho a menor dúvida de que o militar brasileiro foi assasinado pelos serviços secretos de Israel e EUA. Também não tenho a menor dúvida de que a base de Alcântara, que estava sendo negociada pelo entreguista FHC, foi derrubada por iniciativa destes dois países, que são hoje os dois maiores estados terroristas conhecidos no mundo. Outra coisa: É muito pouco compreensível que uma formiguinha derrube um elefante… aquele caso do Légaci e do avião de passageiros não me convence. Mais uma coisinha: O Chaves deve estar certo: Essa história de câncer nos principais líderes da América do Sul é coincidência demais para ser aceita pela minha inteligência…

  • lucio PB

    Resumo da ópera: No momento os banqueiros estão no topo da cadeia alimentar.

  • Francisca Rocha

    Sem falar em nenhuma ideologia, o que falta mesmo ao ser humano é ser realmente “humano”. E aí cabe eliminar o egocentrismo, a ganância, a inveja, o desrespeito pelo outro, e por em prática aquela máxima simples que é:”não faça ao outro o que não gostaria que fizessem a você. Colocar a dignidade acima de tudo. Trabalho com competência e respeito recíproco, que ninguem seja esmoléu, mas que ajude e receba ajuda quando for preciso. Aí sim , teremos um mundo melhor e todos terão uma vida digna sem precisar de esmola.

  • Washington

    É prá morrer de rir. Depois de inflar o papo do liberalismo e até tentar assumir a vanguarda do liberalismo feroz, predador, invasor… Agora vem a França apresentar filósofos restauradores… Banana para eles!

  • JAF

    mais trechos do livro Quadros de Família: com o Sistema Solidário, haveria lugar para os mais sensíveis e fracos, em algumas circunstâncias, mas fortes em outras. Estes não mais seriam massacrados, não se deprimiriam ou desistiriam de viver. E ainda, crianças e jovens não se prostituiriam. Deserdados, espoliados e marginalizados, que são os FEIOS E ENCARDIDOS, deixariam muitos deles de desapropriar bens , com violênci e morte, e voltariam à APARENCIA e à COR NORMAL. continua

  • Maurício Tupinambá

    PHA ,
    Entendo perfeitamente o Filósofo Francês em recuperar Marx Filósofo , o Verdadeiro Marxismo ainda não foi executado globalmente. Ele aproxima-se do Verdadeiro Cristianismo falado por quem mais entende o ser Humano , ou seja, Jesus Cristo.
    Fiz uma redação no Externato São José em 1966 sobre Propriedade Particular e Coletiva , cuja base está na vida dos primeiros cristãos , é semelhante as idéias deste filósofo. Paguei caro por isso , ingressei na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1967 , decobriram não sei como essa redação , o resto conto para você em particular caso queira saber .

  • JAF

    continuo citando trechos do livro Quadros de Família: … as distorções do sistema capitalista seriam diminuidas, com a contribuição do Sistema Solidário…muitos indivíduos deixam de ser solidários não por terem nascido maus e sim por falta de visão de humanismo, falta de incentivo, falta de liderança, falta de exemplo, visão curta, apego, letargia… a criança seria sensibilizada para compartilhar. Aprenderia, desde cedo, a se defender de oportunistas e preguiçosos…aprenderia também a sentir prazer em dividir e não somente acumular… continua

  • JAF

    Artigo terrivelmente compreensível e lúcido. Você tem toda a razão Elaine, é por aí mesmo: Solidarismo. Os egoístas ficaram contra, quando Lula remunerou melhor o gás da Bolívia e a energia elétrica do Paraguai. Eu respondo a essas pessoas: quem é imperialista é os EUA e não o Brasil. Agora os tempos são outros.Vou fazer alguns comentários, por partes, com trechos do Livro Quadros de Familia, de Julio de Andrade Fonseca (JAF)de 2005: é notório que capitalismo(liberalismo) e socialismo não funcionaram adequadamente, até o presente. O primeiro por distribuir muito para poucos e pouco para muitos e o segundo por distribuir pouco para cada um… continua

  • Amaro Shakur

    É a vez da interconectividade e da parceria….

  • leandro chaves

    sem solução a vista,haja vista que quem tem dinheiro nas proporções atuais detém o poder,e que só faz oprimir ,jamais vai abrir mão sem que se faça revolução,seria ideal,mudar os conceitos ,mais a verdade que já e tarde dimais,uma vez que 1% da população detém 99% das riquezas,e não vão abrir mão de um unico centavo sem muito sangue correr

  • Daniel -jás r fede g Lobo

    * Canal Brasil alternativa para tarde 08/01/2012, fim da g Lobo, faustao, gugu, etc. etc.

    Cidadão Boilesen
    Episódio 0, temporada 2009

    Perfil de Henning Albert Boilesen, empresário dinamarquês radicado no Brasil acusado de ser um dos grandes financiadores da repressão violenta à luta armada contra a ditadura militar.

  • antonio carlos

    pha, o capitalismo nao esta sendo salvo pelo comunismo, pois os governos estao salvando os bancos e as empresas com dinheiro publico, ou seja, dinheiro de todos! logo, estao dividindo os prejuizos desses bancos e empresas entre todos!!! dinheiro que nao voltara jamais!!!! alguem ja pensou sobre isso???????

    • Alexandre

      É o que sempre foi feito. Na crise de 1929, com a quebra da bolsa de NY, o governo do Brasil comprava café, principal item de exportação, para queimar, redunzido a oferta. Os produtores eram compensados duas vezes. Isso é que é socialização do prejuizo.

  • Valdeci Elias

    Essa Crise, não é o fim do liberalismo, más a oportunidade de concentrar a riquesa nas mãos de poucos.
    No mercado o dinheiro não aparece ou desaparece, ele apenas troca de mão. E hoje ele está saindo da mão de muitos e se concentrando na mão de poucos.

  • monge scéptico

    Poderia ser um sistema socialista, onde a cada um seria dada
    oportunidades reais de realização pessoal, sem deslumbrar o
    individuo com a visão de fortunas pessoais, construídas sobre
    a exploração vil de outrem etc, etc.
    Aí, depende de inteligência e muita racionalidade filosófica,
    que atenda a idiossincrasia humana. VAI SER DUREZA!

  • Paulo Cesar

    Precisamos de mais, PHA.
    Nós que não somos “cultos” ou “doutores”
    Precisamos destes pensamentos
    Que estão germinando pelo mundo e aos quais não temos acesso com facilidade

  • Betinho

    Perfeito o artigo de Dufour, como de tantos outros que tenho lido. Santayanna, Emir Sader, Chomski, etc…etc…etc.
    Mas faz tempo que cheguei a uma conclusão. São análises sempre tardias, sempre atrasadas, após as batalhas perdidas. Perderemos todas, como todas foram perdidas até hoje.
    Esse pessoal, que vou chamar de “arquitetos”, planejam a longo prazo, a nós tem cabido ver os resultados e chorar o leite derramado.
    (vou dividir o comentário em razão da limitação de linhas)

    • Betinho

      Os “Arquitetos” sabem que o capitalismo e o neoliberalismo acaba quando não houver mais nada a ser pilhado. E essa é a estratégia, quando a corda romper, resgatam o “socialismo” e implantam o governo mundial, deles claro, e ai teremos a igualdade que Marx pregou, porém uma igualdade rasa.
      Enquanto nós não entendermos e nos convencer da autenticidade dos P.r.o.t.o.c.o.l.o.s dos S.a.b.i.o.s de S.i.ã.o, chegaremos sempre atrasados para comentar, com todo brilhantismo, as batalhas perdidas.

      • Betinho

        Apenas para concluir, acredito num socialismo como o pregado por Hugo Chaves, socialismo do século xxi, que pode ser a terceira via que os “Arquitetos” não querem que surja em contraposição a seus planos.

        • Mário Cesar Serafim

          Já li o livre e estou sendo processado por grupos judeus por haver elogiado o referido livro. Para saber se os protocolos são verdadeiros basta ver a grande mídia “brasileira” a quem pertence e o que ela praga. O resto é conversa pra boi dormir!

    • Betinho

      Seguindo…
      “O liberalismo(socialismo) foi como uma religião cheia de promessas. Nos prometeu a riqueza(igualdade) infinita graças a seu operador, o Divino Mercado(Divino Socialismo). Mas não cumpriu a promessa.”
      Façam a substituição pelas palavras entre aspas e verão com tudo soa igual.
      Faz tempo que digo, capitalismo e socialismo tem a mesma “mãe” geradora, o primeiro para chegar ao domínio total das riquezas, o segundo como uma utopia hipnotizante, com data marcada para “morrer”, mas também para ser ressuscitado com a implantação da Nova O. Mundial.

      PS: Repostando essa parte. A 3ª se desprendeu e ficou no final.

      • Betinho

        Os “Arquitetos” sabem que o capitalismo e o neoliberalismo acaba quando não houver mais nada a ser pilhado. E essa é a estratégia, quando a corda romper, resgatam o “socialismo” e implantam o governo mundial, deles claro, e ai teremos a igualdade que Marx pregou, porém uma igualdade rasa.
        Enquanto nós não entendermos e nos convencer da autenticidade dos P.r.o.t.o.c.o.l.o.s dos S.a.b.i.o.s de S.i.ã.o, chegaremos sempre atrasados para comentar, com todo brilhantismo, as batalhas perdidas.

        Acredito num socialismo como o pregado por Hugo Chaves, socialismo do século xxi, que pode ser a terceira via que os “Arquitetos” não querem que surja em contraposição a seus planos.

        • Betinho

          Relembremos que Trotski e os 60 comunistas escolhidos a dedo, nos EEUU, para fazer a revolução Russa, foram financiados por David Rockfeller. Com Stalin na espera, para que Marx não fosse o rumo do comunismo que se seguiu.
          Acontece que somente Trotski tinha credibilidade para promover a revolução. Foi usado e traído.

          • Betinho

            Por que voces acham que certas pessoas, grandes defensores do socialismo se converteram, ou se reconverteram ao capitalismo?

            No meu modesto pensar, ou porque estavam infiltrados, ou porque os “arquitetos” assopraram no ouvido do dito cujo: “olha, vem pra cá agora, porque esse lado que voce está também é nosso. Se voce ficar está fadado ao fracasso, porque tem data pra acabar”.

    • Mário Cesar Serafim

      Esses “arquitetos” estriam espalhados na chamadas sociedades secretas que infestam o mundo? Não é admissível a existência de sociedades secretas dentro de uma democracia. Para que elas existiriam senão para a promoção de golpes contra o sistema democrático?

  • Carlos Barbosa

    A essência do pensamento de Marx está mais viva do que nunca, após o fracasso do neoliberalismo que procurou desqualificá-lo.
    Afinal, a crise atual provou que o capitalismo cava a sua própria sepultura.

    • Betinho

      Carlos Barbosa
      É ai que mora a armação, viva mas utópica, como “eles” decideram. Enquanto sonhamos com Marx (também já sonhei), “eles” caminham céleres rumo ao domínio total. Marx, conivente ou não, se prestou a mostrar um caminho em outro extremo, criando a dicotomia que “asfaltou” o caminho d”eles”.

      • lucio PB

        Jamais haverá sistema ou regime politico de sucesso se a alma do homem tem a tendência para o mal. A ciência diz que o homem é um ser racional, eu digo que é egoista.

  • Fernando Antonio Moreira Marques

    O indivíduo desgarrado vira presa fácil de onça. Veja o caso dos nômades palestinos. Quando se agrupam na forma de cidadãos de um estado surgem outros problemas. O problema principal do estado brasileiro centra-se no egoísmo descrito pelo Sr. Dufour e na roubalheira exacerbada no liberalismo dos tempos FHC.

    É inacreditável como até agora todas as tentativas de estabelecer controle dos gastos públicos, sempre deu margem a desvios sem fim, debaixo de nossas barbas. A grande mídia ajuda nesta cortina de fumaça se preocupando com tapiocas e fingindo que não vê os bilhões desviados pelos tucanos. Ta tudo dominado…

  • Elaine

    Ou seja, a saída está num regime SOLIDARISTA.

  • Urbano

    Ora, ora… só pode ser mesmo o caos!

  • Gilberto Neves

    Ótima entrevista, funciona muito bem do ponto de vista acadêmico. Interessante que o país natal do entrevistado passa por um derretimento de sua identidade, seus valores e seu dinheiro. A crise europeia vem mostrando que a França enganou seu povo mais do que os americanos enganaram o deles, mesmo se apresentando como um contraponto aos capitalistas selvagens. Acho que não precisamos inverter o sistema, mas seguir os bons exemplos que ele deu e que ficam meio escondidos, como os países escandinavos, com idéias práticas anos luz à frente dos outros. O esforço brasileiro dos últimos anos também é um exemplo de solução mais próxima da realidade e com resultados claros.

  • antonio mattarazzo

    Triste ocaso do (neo)liberalismo?

  • nadja rocha

    Um texto que nos alivia, só nos resta pensar, será que conseguiremos esta maturidade política?

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