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Dilma quer mudar com bom senso

Arrocho Neves é da CBF.
publicado 22/07/2014
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O Conversa Afiada reproduz texto do site Muda Mais:


Diálogo, negociação e bom senso para mudar mais o futebol brasileiro



Hoje à tarde, em reunião entre o Bom Senso FC e a presidenta Dilma Rousseff, o Brasil deu um encaminhamento importante rumo a um futebol mais moderno e democrático. Foram discutidos três passos iniciais: primeiramente, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, ligada ao fair play financeiro pleiteado pelo movimento; depois,  a democratização da estrutura política do futebol e, por fim, o Plano Nacional de Desenvolvimento do Futebol.

Segundo Toninho Nascimento, Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, em alguns dias deve ser fechada a proposta com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. A presidenta Dilma Rousseff ainda se reunirá com os clubes para ouvir as contribuições finais para que o projeto seja adaptado às necessidades imediatas do futebol brasileiro.

Ricardo Borges Martins, diretor-executivo do Bom Senso FC, ressaltou, em entrevista coletiva, a necessidade de mais instrumentos de fiscalização: "É necessária uma apresentação semestral da Certidão Negativa de Débitos e um comprovante de pagamento dos funcionários".

Toninho destacou ainda que o Ministério do Esporte se preocupa com a relação entre empresários e clubes - julga que não é hora de fortalecer ainda mais o poder dos empresários, e sim destinar uma parte maior do dinheiro da venda dos atletas aos clubes - e com a negociação de jogadores muito jovens.

"É o começo da modernização. A curto prazo, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte; a médio prazo, a democratização e a longo prazo o Plano Nacional", afirmou Enrico Ambrogini, outro diretor-executivo do movimento.



É quando se fala em democratizar que se abre o caminho para o futebol feminino. Por isso, a jogadora Aline também esteve na reunião. Se o futebol brasileiro como um todo enfrenta dificuldades, o feminino passa por ainda mais obstáculos.

"A presidente Dilma está abrindo as portas para que o Bom Senso possa apresentar os problemas, porque até hoje ficamos aguardando a abertura da CBF", afirmou Ruy Bueno Neto, integrante do BSFC.

Na semana passada o Bom Senso FC fez alguns esclarecimentos sobre seu posicionamento político e sobre a democratização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O movimento declarou-se apartidário e disposto a conversar com todos os candidatos à presidência, buscando ampliar o debate sobre o futebol brasileiro e levar adiante as suas bandeiras. Vale lembrar que o plano de governo apresentado pelo PT ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o único que trata do assunto: “É urgente modernizar a organização e as relações do futebol, nosso mais popular esporte”.

Em nota, o Bom Senso destacou a importância da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e se disse aberto à conversa com os presidentes de clubes e com a CBF. Tudo isso, em busca de melhorar o esporte para os atletas, torcedores, árbitros: para todos. Para isso, defendem a democratização da CBF.


Outro texto divulgado pelo movimento lembra ainda o artigo 23 do estatuto da CBF, que só permite que se concorra ao cargo de presidente da entidade quem tiver o apoio de pelo menos 8 federações e 5 clubes da Série A. Leia a nota na íntegra:


7 ESCLARECIMENTOS SOBRE FUTEBOL E POLÍTICA



1 - SOMOS APARTIDÁRIOS

O movimento é uma organização de pessoas dispostas a defender uma nova visão de futebol. Nosso compromisso é único e exclusivo com as nossas bandeiras. Não nos cabe defender os interesses de nenhum partido, sobretudo com a proximidade das eleições.

2 - QUEREMOS CONVERSAR COM TODOS OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA

Nossa intenção sempre será de ampliar e aprofundar o debate sobre o futebol brasileiro. Todo candidato interessado em olhar com a devida atenção para esse esporte é mais do que bem-vindo a dialogar conosco.

3 - QUEREMOS CONVERSAR COM TODOS OS PRESIDENTES DOS CLUBES

A Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte é um avanço com relação ao projeto original - o PROFORTE -, mas ainda é muito frágil. Os mecanismos de fiscalização e os instrumentos de sanção estão desarticulados e serão ineficazes. Queremos conversar com os presidentes de clube justamente para elaborar um projeto que funcione para todos.

4 - QUEREMOS CONVERSAR ATÉ COM A CBF

Procuramos e continuamos a procurar a via do diálogo com a CBF. Esperamos que a chegada de Gilmar Rinaldi como coordenador de seleções mobilize os dirigentes dessa entidade sobre a necessidade de ouvir os atletas.

5 - DEFENDEMOS A DEMOCRATIZAÇÃO DA CBF

Estamos apontando para as falhas estruturais do futebol brasileiro muito antes do 7 a 1. Entendemos que o estado precário em que nos encontramos seja resultado direto de um processo político arcaico que garante direito a votos apenas a 47 homens: os 27 presidentes de federações e os 20 presidentes dos clubes da série A.

6 - O QUE SIGNIFICA DEMOCRATIZAR A CBF?

Democratizar a CBF significa permitir que mais atores importantes do futebol (jogadores, treinadores, árbitros, executivos etc), além dos clubes e das federações, tenham direito a votar e a participar das principais decisões do esporte no país, podendo alterar o regulamento das competições e eleger os seus dirigentes.

7 - POR QUE DEMOCRATIZÁ-LA?

É preciso fazer com que as entidades de administração do desporto (Federações e Confederações) que regem o esporte no país tenham uma visão mais ampla, menos político-burocrática, mais técnica e científica. Seria uma oxigenação saudável, permitindo que novos ares refresquem e animem a estrutura de poder da entidade para que estejam sempre em constante desenvolvimento. Só com essa diversidade será possível abordar todas as dimensões e os interesses do esporte.

#porumfutebolmelhorparatodos
#democracianaCBFjá


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