Saiu no Estado de Minas:
Senador João Ribeiro é processado no STF por escravidão
Ministros acatam denúncia contra o senador do PR por exploração de mão de obra em condições ultrajantes
Diego Abreu
Eleito com 375 mil votos em 2010, o senador João Ribeiro (PR-TO) passou nessa quinta à condição de réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por explorar a mão de obra de trabalhadores em condições análogas à escravidão. Os ministros da Suprema Corte aceitaram a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com a acusação, 35 funcionários da Fazenda Ouro Verde, de propriedade de João Ribeiro, em Piçarra (PA), teriam trabalhado em condições degradantes.
(…)
A denúncia formulada em 2004 teve como base uma inspeção realizada em fevereiro do mesmo ano por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho na fazenda de Ribeiro. O fato foi descoberto a partir de informações prestadas por um trabalhador à Comissão Pastoral da Terra de Araguaína (TO). A fazenda está localizada no Pará, próximo a divisa com Tocantins.
Por sete votos a três, os ministros aceitaram a denúncia contra o senador e também contra Osvaldo Brito Filho, apontado como administrador da propriedade. Prevaleceu o voto da relatora do processo, a ex-ministra Ellen Gracie, que, em outubro de 2010, votou pela abertura da ação penal. Na ocasião, Gilmar Mendes pediu vista do inquérito. Na retomada do julgamento ontem, a ministra Rosa Weber ficou impedida de participar, uma vez que ela substitui no STF exatamente Ellen, aposentada no ano passado.
Em plenário, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Celso de Mello e o presidente do STF, Cezar Peluso, seguiram o voto da relatora. Todos se posicionaram pela abertura da ação penal pelo crime de redução de trabalhador à condição análoga à de escravo, cuja pena varia de dois a oito anos de prisão. No entanto, em relação ao crime de aliciamento de menor, o placar foi de seis a quatro, uma vez que Peluso entendeu que não houve essa prática. “Como proprietário da fazenda, (João Ribeiro) sabia que não existia estrutura para alojamento (…). Os trabalhadores viviam na sua fazenda como bichos e não como seres humanos”, afirmou Joaquim Barbosa.
De acordo com a denúncia, os trabalhadores da fazenda foram contratados para jornadas de 12 horas diárias, de segunda a sábado, e trabalhavam até o meio-dia aos domingos. Os fiscais verificaram que eles dormiam “em ranchos cobertos com folhas de palmeiras, abertos em suas laterais, sendo que um deles foi montado sobre um lugar úmido e insalubre”. A PGR relata também que não havia sanitários nem água filtrada na fazenda e, ainda, que os trabalhadores não tinham condições financeiras de deixar a fazenda para se locomoverem até seu local de origem, uma vez que pagavam pela alimentação.
Questão trabalhista
O ministro Gilmar Mendes, porém, discordou da denúncia, sob o argumento de que em nenhum momento ficou evidenciado que haja indícios de que os trabalhadores ficaram privados do direito de ir e vir. Mendes admitiu que pode ter havido uma “irregularidade trabalhista”, mas jamais uma situação análoga à de escravo. “Se for dada à vítima a liberdade de abandonar o trabalho, rejeitar as condições supostamente degradantes, não é razoável pensar em crime de redução à condição análoga ao trabalho escravo”, destacou. Os ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello seguiram o voto de Mendes.
(…)
Saiu no JusPODIVM:
STF rejeita denúncia contra deputado Inocêncio Oliveira
Alexandre Machado
O Supremo Tribunal Federal decidiu, hoje, arquivar o inquérito (Inq 2054) contra o deputado federal Inocêncio de Oliveira pela suposta prática de delitos contra a liberdade e contra a organização do trabalho – em outras palavras: trabalho escravo. A decisão foi por maioria. Apenas o ministro Joaquim Barbosa se convenceu de que deveria ser recebida a denúncia do Ministério Público contra o parlamentar. A decisão é mais uma a encorpar a estatística de ações promovidas pelo Ministério Público e arquivadas por serem consideradas ineptas pela corte constitucional brasileira.
O ministro Gilmar Mendes foi quem chamou atenção para o fato. Até agora, o Supremo considerou cerca de oitenta por cento das denúncias ineptas. De cinqüenta e nove apresentadas, 40 foram para o arquivo. Apenas 19 tiveram continuidade. O julgamento de hoje foi mais um caso em cinco anos.
O julgamento, porém, passou pela discussão de vários temas. O inquérito retornou ao plenário do Supremo depois de pedido de vista de Joaquim Barbosa em fevereiro de 2005. Até então, a relatora do processo, ministra Ellen Gracie, decidira pelo arquivamento. Eros Grau acompanhou a ministra.
No voto-vista, o ministro Joaquim Barbosa divergiu da relatora, que havia aplicado ao caso a súmula 524 do Supremo. O texto da súmula é: “Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas”.
Para Barbosa, não incidiria no caso. Isso porque o arquivamento do procedimento administrativo teria se restringido a uma questão interna corporis, sem que houvesse participação do Judiciário. Dessa forma, não estaria impedido de haver a “reabertura do caso”.
Cronologicamente, primeiro houve uma vistoria por parte de auditores fiscais do trabalho na Caraívas (MA) de propriedade de Inocêncio de Oliveira. Foram encontradas diversas irregularidades. Os fatos acabaram nas mãos do, à época, procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.
Ele decidiu, por via administrativa, pelo arquivamento. Segundo apontou, o responsável pela administração da fazenda era um homem nomeado por Inocêncio. O que, para Brindeiro, mostraria no máximo culpa, e não dolo, por parte do deputado. Como não há um tipo penal para a conduta culposa na situação do parlamentar, considerou-se a atipicidade do fato. No entanto, quando Cláudio Fonteles assumiu como titular da Procuradoria Geral da República, decidiu pela reabertura do procedimento.
(…)
Para o ministro Gilmar Mendes, da corrente majoritária, o requerimento de arquivamento é uma ficção, já que, havendo o pedido, o tribunal está “adstrito” a atender a demanda do MP. Dessa forma, Gilmar afirmou que, na substância, o caso de Inocêncio era igual ao precedente invocado por Ellen Gracie para decidir o arquivar o caso – o inquérito 2028, contra o Senador Antonio Carlos Magalhães. “A atuação do Supremo no caso é prestar publicidade à decisão do procurador-geral”, disse Mendes.
Contudo, os ministros não encerraram o caso aí. Eles entenderam que, dentro da reabertura proposta por Cláudio Fonteles, haveria a possibilidade de terem surgido novas provas – nos termos da súmula 524. Assim, apesar de considerarem já arquivado o caso, consideraram a chance de novas provas poderem ter sido levada aos autos.
(…)
Condenação trabalhista
Em contrapartida, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão) condenou Inocêncio Oliveira por trabalho escravo em 7 de fevereiro deste ano. Pela sentença, o deputado terá de pagar R$ 130 por dia trabalhado a cada trabalhador explorado. A conta começa desde a época da fiscalização do Grupo Móvel do Ministério do Trabalho, feita em 2002. Os valores deverão ser calculados pelo TRT e corrigidos monetariamente. O deputado ainda terá de pagar indenização por dano moral. Os advogados do deputado disseram que devem recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho.
O deputado já havia sido condenado em primeira instância em 2003 pelo juiz do Trabalho do Maranhão, Manoel Lopes Veloso. A sentença impôs o cumprimento de várias exigências, como oferecer condições mínimas de trabalho, pagar salário-mínimo e oferecer água potável aos trabalhadores.
Inq. 2.054

O amigo navegante há de se lembrar que o destemido Ministro Joaquim Barbosa disse, no Supremo e na TV Justiça, que Gilmar Dantas (*) envergonha a Justiça brasileira.
Barbosa teve a primeira altercação com Gilmar Dantas (*) exatamente nesse julgamento sobre Inocêncio Oliveira.
Foi ali que ele percebeu com quem ia tratar.
E agora, nessa decisão sobre outro político conservador – João Ribeiro –, se vê que a questão do trabalho escravo é uma traço na fulgurante carreira do ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo.
Barbosa esteve certo, desde o início.
Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.



Que falta faz uma Ley de Médios para que o povo pudesse ver e entender as sessões do supremo.
Gilmar Mendes, Marco Aurélio (Collor de) Mello e Dias Toffoli, o trio calafrio.
pha, deixe-me ponderar a respeito da acepção de escravo dos eminentes ministros (o SUPREMO tribunal federal, estamos f…): quer dizer que análago, para esses senhores, é à maneira antiga: deve vir, o tratamento do escravista, com as atitudes dos escravocratas clássicos: correntes nos pescoços e nos tornozelos; pelourinho e chibata; serviços ao estafe humano; humilhações. a verdade factual de que trabalham para uma subsistência análoga ao de um cão os isenta, os coronéis-torturadores, da responsabilidade criminal que deveriam responder.
só rindo!!!
e guardam a constituição, aquela carta política que diz que o trabalho e o fruto que dele advier, o salário, dignificam a pessoa humana….
estamos f… novamente!!!
revolución e constituinte!!
A luz do fim do túnel, são os novos ministros que vão chegando, para aumentar a legião dos não corporativistas… =^)
A grande meta dos neos é a escravatura.
Desconsidere os erros de português, digitei sem lentes de contato.
PHA,
“A atuação do Supremo no caso é prestar publicidade à decisão do procurador-geral”, disse Mendes. Ou seja, na visão do iluminado o STF é um mero despachante e publicador das vontades do MP – é a glória!!!
O Dias Toffoli a cada dia me impressiona mais, para pior é claro.
Vai ficar uma situação um tanto que estranha, se a condenação do TRT for confirmada pelo TST, pois a tese de que o processo deveria ser arquivado e não cabia mais provar foi superada, ou seja, o STF terá que rever a sua conservadora decisão.
E por falar em conservadorismo o Senador que virou réu no STF é um belo exemplo de como não se deve tratar trabalhadores.
Não vejo mais noticiários na TV aberta, aqui na blogsfera há toda a noticia de que preciso. Viva os blogs sujos. rs
PHA:
Depois si um dia surgir no Brasil, um Paredão ou uma Forca, se vão assustar todos.Ai vão a dizer que são sanguinários.
É por isso que o pobre diz que justiça só de deus. é porque esses caras, se pudessem, não morreriam nunca. Ainda bem que esses canalhas, como as tranquesis da vida, morrem; é o nosso único conforto.
Esse cara é imoral , antiético , ignorante , e apóia ilícitos , o que fica claramente demonstrado em suas atuações !
Vou repetir o que escrevi no blog do Azenha: E vai ter alguma pena para o senador, coitado? Nunca. Nesse país em que a justiça é corrupta, comprada e favorece banqueiros e políticos corruptos.
Esse Dias Toffoli é a maior decepção no STF. Indicação de Lula, foi advogado do PT, da AGU, mas é uma vergonha no STF.
Peluso tambem indicação de Lula é outra lastima. Mas esse pele menos deve ser lá do meio das eleites paulistas. Um pena o Lula ter indicado um homem desse para o STF.
A úlitma sessão do Min. Nelson Jobim foi justamente a sessão do arquivamento deste caso.
Vergonhoso para ele….presidente do STF, saindo de cena, arquivando este processo contra o Inocêncio de Oliveira.
O pior que ao mesmo tempo, na presidência da camara dos deputados estava o mesmo, Inocêncio de Oliveira, presidindo a sessão.
Quase vomitei naquele dia…
O que falta no Brasil é Justiça, com Justiça plena teremos um Brasil bem melhor, hoje temos a Justiça para PPP, por isto, senhores que eram para dar exemplo fazem o que querem, sabem que não serão punidos.
O ministro Joaquim Barbosa, tem consciência de classe e não envergonha a justiça.
Nesse caso, a liberdade de ir e vir é… com uma mão na frente e outra atrás. E contar com a sorte de não encontrar com jagunços na estrada, e ser “morto em tentativa de assalto”. Gostaria de saber como é que alguns figurões da elite brasileira definem hipocrisia.
O Gilmar todo mundo já conhece.Mas esse Tofolli,que vai ser ministro por um tempão,já que é novo,que decepção.Contra o ficha limpa,agora vota a favor desse senador.Fique de olho PHA.
Como o Brasil quer ser potência se ainda vivemos na escravidão e no coronelismo!?
Trabalho escravo….que beleza de democracia !
E as correntes continuam…São longas e pesadas.Estou falando da postura, de alguns juízes, do STF.
Joaquim Barbosa jamais esquecerei, o dia em q vi a sua
declaração indignado com Gilmar Dantas e etc.
uhuuuuuuuuu muda Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiil!!!!!!!!!!!!!!!!
É, o trabalhador poderia sair andando pelo portão do latifúndio no meio do nada, ir embora, caminhando e cantando, e seguindo a canção, sem lenço e sem documento, assobiando… Está lá pois quer, trabalha doze horas por dia, dorme em condições insalubres e se alimenta pior que gado pois quer… E o pobrezinho do Congressista ainda vai ser processado criminalmente por só isso… coisa pouca.
Oh, Ministro Gilmar, Suncelência se supera a cada dia.
Presidenta Dilma, continue tendo todo cuidado ao nomear ministro para o STF. Esse Dias Toffoli é dose e foi Lula que o aceitou.
Para mim o próximo deverá ser o Fausto de Sanctis, o que os amigos acham?
Por essas e outras é que ha muotos anos exitiram as tais Ligas Camponesas do Francisco Julião (se não me falha a memória)
ronaldo:
Totalmente de acordo
essas ligas camponesas levavam para o campo as instruções de educação e cultura, alimentada pela cultura de terras para os lavradores. levavam como proteger suas terras contra invasores. isso foi muito para os ladrões eletizados e endinheirados do brasil, dizima-los. isso é assassinato e crime.
Do jeito que está, eu vou embora. Só me resta saber para onde.Acessem e leiam: http://bernardoalerta.blogspot.com/2010/12/ensinei-meu-filho-viver-no-mundo-de.html
O Gilmar Mendes envergonha o povo brasileiro!
PHA,
A hermenêutica aplicada as conveniências pessoais do Gilmar é espantosa. Resumindo, para ele só há escravidão se o cidadão ficar preso lá na propriedade do barão. Será que ele não sabe que a escravidão se dá em formas diversas ? Cadê a “intelectualidade” tão propagada do “hombre” ?
Mas a tal Ellen Gracie também arquivava tudo que vinha contra os GRANDES….
O Dias Tóffoli tá treinando pra ser Gilmar Mendes, né?, depois vêm dizer que ministro “conservador” só era nomeado pelo FHC.
quem indicou foi o ex- ministro tomas bastos, por acaso amigo de longas amizades juridicas a favor de daniel mendes.
É isso mesmo Leônidas Costa Andrade, só você viu, nem o PHA notou!!!
“Se for dada à vítima a liberdade de abandonar o trabalho, rejeitar as condições supostamente degradantes, não é razoável pensar em crime de redução à condição análoga ao trabalho escravo”
Resumindo …
A culpa da “escravidão” é do “escravo”.
Quem não lê. Mal fala, mal ouve e mal vê. Esta é a verdadeira causa da escravidão em nossos dias.
É difícil entender, ou nem tanto, o que passa na cabeça desse Gilmar Mendes. Para haver evidências suficientes de que haja indícios de trabalho análogo ao escravo o que ele gostaria de ver? Um vídeo mostrando os trabalhadores acorrentados e sendo chibatados? Acho que nem isso bastaria pois ele deve ter visto o vídeo do emissário de Dantas entregando dinheiro a um delegado da PF e também não se convenceu. Daí há que se concluir que a ideologia dele é um obstáculo incontornável às suas razões de julgar.
Contava entre as promessas de campanha do PT (coisa velha; tempos passados) buscar criar uma lei que permitisse desapropriar a terra do proprietário que nela fizesse uso do trabalho escravo.
Isto faz tempo. É de quando este partido ainda era atrazado, de esquerda. Agora ele já se modernizou.
isso foi antes do acordo com a bancada ruralista.
Isso não apenas é parte do programa do PT, como é previsão constitucional, companheiro. O grande problema é condenar os fazendeiros facínoras, que sempre podem contar com uma pequena ajuda de amigos como gilmau mendes. Está aí o caso de Unaí/MG que até hoje não foi julgado.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glObo é um braZil para TOLOS”
O duro de tudo isso é ter-se a certeza de que a casa do gilMAU não cairá nunca…nunquinha!!!
Inocêncio é um lixo que a ARENA deixou e o povo insiste em não recolher.
O Brasil nunca deixou de ter escravos, basta olhar para os morros e favelas.
Todos feitos e criados pela elite pervesa que herdamos do império.
Tá bom. E a república, resolveu???
é companheiro, se , se os fazendeiros de escravos de cana e ou café, quando esvaziaram suas senzalas, tivessem alojados seus futuros empregados nas suas fazendas, o brasil hoje, teriamos uma elite negra em torno de 80 por cento e o brasil seria outro, e não como dizia um escritor americano , o quintal dos americanos. teriamos varios joaquim nabuco, casado com varias princesas izabel.
sobre gilmar mendes nunca tivemos duvida, dantas que o diga, mas ver toffoli votando junto a gilmar é uma vergonha.
Será que se a denúncia fosse sobre trabalho escravo em alguma fazenda de algum político do PT, o gilmau usaria os mesmos argumentos para livrar a cara do facínora?! Esse gilmau não é flor que se cheire. É um debochado e um obstáculo à plena realização da Justiça no Brasil. PARABÈNS aos ministros que acataram a denuncia contra o fazendeiro escravizador. Que sua pena seja tão dura quanto as condições de trabalho que ofereceu a seus concidadãos.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Yacov,
Síntese perfeita, assino embaixo.
Ele não só barra a Justiça, mas também a democracia. Lembre-se do papelzinho do Brizola.
E se o acusado de exploração de mão de obra em condições ultrajantes fosse um deputado do PT? Se fosse um Zé Dirceu, ou um Zeca do PT, acusado de “irregularidades trabalhistas”?
Precisamos fazer uma caravana até Tocantins para ver o que está acontecendo por lá. Precisamos conhecer minuciosamente Tocantins, um estado completamente desconhecido de onde emergem inexplicáveis fenômenos políticos. Que coisa, a impressão que dá é que é uma terra dominada por coronéis, que funciona à margem das instituições da Nação!
ouvi de um conhecido que andou por essas bandas, que quem tem um pickap ranger, ou uma toyota ou uma dessas pickaps grandes com seis ou sete empregados armados girando pela cidade é uma loucura. todos ficam parados, ou se escondem dentro de casa. é uma tremenda imitação dos capangas do gilmar dantas em mato grosso. lá não existe policia e sim milicias de fazendeiros armados.ele disse é só pedir para a policia federal fazer uma filmagem, que a verdade aparecerá.
Digo mais,
O trabalho escravo sempre fez parte do roll de preferências de nossa elite tupiniquim.
Você tem toda razão. Morrem de saudade e gostariam de ter de volta quem trabalhava por casa (nos fundos) e comida (restos), mas era considerada “quase da família”. Detestam pagar salários, mesmo aviltantes, e acham um absurdo esse negócio de férias e 13º salário. Mas, vamos considerar que a elite das elites é um povo que gosta de tradição.