Redação Conversa Afiada

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A Justiça como censora. Rigotto fecha o Já (em 2012 !)

    Publicado em 25/01/2012
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O Conversa Afiada republica artigo de Luiz Claudio Cunha, do Observatório da Imprensa:

Vitória da truculência. O jornal JÁ fechou


Por Luiz Cláudio Cunha

em 25/01/2012 na edição 678


O ex-governador gaúcho Germano Rigotto e sua família, enfim, conseguiram: o JÁ, um bravo e pequeno mensário de 5 mil exemplares e 26 anos de vida em Porto Alegre (RS), fechou as portas. Sucumbiu aos dez anos de uma longa, pertinaz perseguição judicial movida pelos Rigotto, que asfixiaram financeiramente um jornal de resistência que chegou a ter 22 profissionais numa redação que hoje se resume a dois jornalistas.


A nota de falecimento do jornal foi dada por seu editor, Elmar Bones da Costa, em amarga entrevista concedida (em 16/1) aos repórteres Felipe Prestes e Samir Oliveira, do site Sul21 (ver aqui). “O caminho natural seria que eu tivesse feito um acordo. Teria resolvido isso e até voltado ao mercado. Mas, eu não tinha feito nada de errado. Fazer um acordo com Rigotto seria trair os próprios princípios do jornal”, explicou Bones, sempre altivo aos 67 anos, com passagens por grandes órgãos da imprensa brasileira (Veja, IstoÉ, O Estado de S.Paulo e Gazeta Mercantil) e pelo comando do CooJornal, o heroico mensário da pioneira Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre. Na ditadura, Bones enfrentou o cerco implacável da censura e dos militares ao jornal alternativo que incomodava o regime. Na democracia, Bones não resistiu ao assédio sufocante das ações judiciais de Rigotto incomodado pelo bom jornalismo.


Generais e políticos, nos governos de exceção ou nos Estados de Direito, são exatamente iguais quando confrontados com as verdades incômodas que sustentam e justificam a boa imprensa. O JÁ ousou fazer isso, em plena democracia, contando a história da maior fraude com dinheiro público na história do Rio Grande do Sul, que carregava nos ombros o sobrenome ilustre de Germano Rigotto. O seu irmão mais esperto, Lindomar, é o principal implicado entre as 22 pessoas e as 11 empresas denunciadas pelo Ministério Público e arroladas em 1995 pela CPI da Assembleia Legislativa gaúcha que investigou uma falcatrua na construção de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).


O choque de Dilma


Na época, foi um rombo de US$ 65 milhões, que em valores corrigidos correspondem hoje a R$ 840 milhões – mais de 15 vezes o valor do mensalão do governo Lula, o triplo dos desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, 21 vezes maior do que o escândalo do Detran que triscou a governadora Yeda Crusius com uma ameaça de impeachment. Em março de 1987, Lindomar Rigotto ganhou na estatal o posto de “assistente da diretoria financeira”, um cargo especialmente criado para acomodar o irmão de Germano. “Era um pleito político da base do PMDB em Caxias do Sul”, confessou na CPI o secretário de Minas e Energia da época, Alcides Saldanha. O líder do governo de Pedro Simon na Assembleia e chefe da base serrana era o deputado caxiense Germano Rigotto.Mais explícito, um assessor de Saldanha reforçou a paternidade ao jornal de Bones: “Houve resistência ao seu nome [Lindomar], mas o irmão [Germano] exigiu”.


Treze pessoas ouvidas pela CPI apontaram Lindomar como “o verdadeiro gerente das negociações” com os dois consórcios, agilizando em apenas oito dias a burocracia que se arrastava havia meses. Uma investigação da área técnica da CEEE percebeu que havia problemas na papelada – documentos adulterados, folhas numeradas a lápis, licitação sem laudo técnico provando a necessidade da obra. Em fins de 1989, Lindomar decidiu sair para cuidar da “iniciativa privada”, comandando com o irmão Julius a trepidante Ibiza Club, uma rede de quatro casas noturnas no Rio Grande e Santa Catarina. A sindicância interna na CEEE recomendou a revisão dos contratos, mas nada foi feito.


A recomendação chegou ao governo seguinte, o de Alceu Collares, e à sucessora de Saldanha na secretaria de Minas e Energia, uma economista chamada Dilma Rousseff. “Eu nunca tinha visto nada igual”, diria Dilma, eletrificada com o que leu, pouco depois de botar o dedo na tomada e pedir uma nova investigação. Ela não falou mais no assunto porque, em nome da santa governabilidade, o PDT de Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto para aprovar seus pleitos na Assembleia. Mesmo assim, antes de deixar a secretaria, em dezembro de 1994, Dilma Rousseff teve o cuidado de encaminhar o resultado da sindicância para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE), que passou a rastrear as fagulhas da CEEE com auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público.


O primo sem perdão


O então deputado estadual Vieira da Cunha, do PDT do governador Collares e da secretária Dilma, hoje deputado federal e forte candidato a ministro do Trabalho da presidente Dilma, propôs em 1995 a CPI que jogaria mais luzes sobre a fraude na CEEE. Vinte e cinco auditores quebraram sigilos bancários, fiscais e patrimoniais dos envolvidos. Em 13 depoimentos, Lindomar Rigotto foi apontado como a figura central do esquema, acusação reforçada pelo chefe dele na CEEE, o diretor-financeiro Silvino Marcon. A CPI constatou que os vencedores, gerenciados por Rigotto, apresentaram propostas “em combinação e, talvez, até ao mesmo tempo e pelas mesmas pessoas”.


A quebra do sigilo bancário de Lindomar revelou um crédito em sua conta de R$ 1,17 milhão, de fonte não esclarecida. O relatório final da CPI caiu nas mãos de outro caxiense, que não poupou ninguém, apesar do parentesco. O petista Pepe Vargas, que foi prefeito de Caxias do Sul e hoje é deputado federal pelo PT, é primo de Lindomar e Germano Vargas Rigotto. “De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto”, escreveu o primo Pepe no relatório final sobre o mano de Germano.


Pela primeira vez, entre as 139 CPIs criadas no Rio Grande do Sul desde 1947, eram apontados os corruptos e os corruptores. Além de Lindomar Rigotto e outras 12 pessoas, a Assembleia gaúcha aprovou o indiciamento pela CPI de 11 empresas, sem poupar nomes poderosos como os da Alstom, Camargo Corrêa, Brown Boveri, Coemsa, Sultepa e Lorenzetti. As 260 caixas de papelão da CPI foram remetidas no final de 1996 ao Ministério Público, transformando-se no processo n° 011960058232 da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública em Porto Alegre. Os autos somam 100 volumes e 80 anexos e envolvem 41 réus – 12 empresas e 29 pessoas físicas. E tudo isso corre ainda hoje num inacreditável “segredo de Justiça”. Em fevereiro próximo, o Rio Grande do Sul poderá comemorar os 16 anos de completo sigilo sobre a maior fraude de sua história – até o dia em que um magistrado com a coragem da corregedora Eliana Calmon apareça para acabar com este desatino.


A queda e o tiro


Duas mortes tornaram ainda mais turbulenta a biografia de Lindomar. A primeira morta foi uma garota de programa, Andréa Viviane Catarina, 24 anos, que despencou nua em setembro de 1998 do 14º andar de um prédio no centro de Porto Alegre, a duas quadras do Palácio Piratini, sede do governo estadual, que Germano Rigotto ocuparia cinco anos mais tarde. O dono do apartamento era Lindomar, que ali estava na hora do incidente. Ele contou à polícia que a garota tinha bebido uísque e ingerido cocaína. Os exames de laboratório, porém, não encontraram vestígios de álcool ou droga no sangue da jovem. A autópsia indicou que a vítima apresentava três lesões – duas nas costas, uma no rosto – sem ligação com a queda, indicando que ela estava ferida antes de cair. Três meses depois, Rigotto foi denunciado à Justiça por homicídio culposo e omissão de socorro. No relatório, o delegado Cláudio Barbedo achou relevante citar o depoimento de uma testemunha descrevendo o réu Lindomar como “usuário e traficante de cocaína”.


A segunda morte é a do próprio Lindomar, aos 47 anos, baleado no olho em fevereiro de 1999, quando perseguia o carro dos assaltantes que levaram a renda do baile de carnaval de sua boate, na praia de Atlântida. A bala certeira arquivou o processo pela morte da garota de programa e engavetou para sempre o seu indiciamento na CPI da CEEE. Ficou no ar o mistério de duas mortes que levantaram mais perguntas do que respostas, terreno fértil para o bom jornalismo. O JÁ contou esta intrigante história, sem adjetivos, baseado apenas no inquérito da polícia e nas atas da CPI, compondo uma densa reportagem de quatro páginas retumbantes que ocupou a capa da edição de maio de 2001 sob um título envolvente: “O Caso Rigotto – Um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas”.


O resultado foi tão bom que ganhou os dois principais prêmios jornalísticos daquele ano no sul: o Esso Regional e o ARI, da Associação Riograndense de Imprensa. Todo mundo gostou, menos a família Rigotto. O político ilustre da família, Germano, preparava seu voo como candidato do PMDB ao Piratini e aquele tipo de reportagem, com certeza, não trazia bons ventos. Mas, quem entrou na Justiça contra Bones e o JÁ foi dona Julieta Rigotto, hoje com 90 anos, a mãe do futuro governador e do finado réu da CEEE. Uma ação de calúnia e difamação atribuía a Bones o que era uma conclusão do delegado Barbedo: o envolvimento de Lindomar com o tráfico de drogas. Outra ação, contra o jornal, pedia indenização por dano moral.


Coisa da mamãe


Bones ganhou todas as ações contra ele, em todas as instâncias. Até o promotor Ubaldo Alexandre Licks Flores rebateu o pedido de dona Julieta, em novembro de 2002: “[não houve] qualquer intenção de ofensa à honra do falecido Lindomar Rigotto. Por outro lado é indiscutível que os três temas [a CEEE e as duas mortes] estavam e ainda estão impregnados de interesse público”. Duas semanas depois, a juíza Isabel de Borba Luca, da 9ª Vara Criminal de Porto Alegre, deu a sentença que absolvia Bones: “(…) analisando os três tópicos da reportagem conclui-se pela inexistência de dolo (…) em nenhum momento tem por intenção ofender (…) não se afastou da linha narrativa (…) teve por finalidade o interesse público”. Em agosto de 2003, por unanimidade dos sete votos, os desembargadores do Tribunal de Justiça negaram o recurso da bravíssima dona Julieta. E o caso foi encerrado na área criminal.


Na área cível, contudo, dona Julieta nunca mais perdeu, a partir de 2003, quando Rigotto já era governador. Bones foi condenado em 2003 a indenizar a matriarca em R$ 17 mil. Ele reagiu e, em 2005, a Justiça ordenou a penhora dos bens da empresa. Em 2009, quando a pena já estava em R$ 55 mil, um perito foi nomeado para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo. Cinco meses depois o perito foi embora, sem um tostão, penalizado com a visível indigência financeira do jornal. Em 2010, os advogados de Rigotto conseguiram na justiça o bloqueio das contas pessoais de Bones e seu sócio, o jornalista Kenny Braga.


Antes disso, em novembro de 2009, a família Rigotto fizera uma proposta indecente a Bones. Um acordo para pagar os R$ 55 mil em módicas 100 (cem) prestações mensais, a retirada das bancas da edição do JÁ que contava a história de suas desventuras e a publicação de uma nota fundada em duas premissas: “Dona Julieta nunca teve intenção de fechar o jornal” e “a ação não é da família, mas apenas de dona Julieta”. Germano Rigotto, o filho inocente, não aceitava a paternidade do processo. “Isso é coisa da minha mãe”, repetia ele, indignado, replicando o mesmo que dizia José Sarney quando questionado sobre a ação de censura que impede o jornal O Estado de S.Paulo há dois anos e meio de noticiar supostas traficâncias de Fernando Sarney no submundo das verbas federais: “Isso é coisa do meu filho”, repetia Sarney, injuriado, replicando o mesmo que dizia Germano Rigotto…


A censura do bolso


Essa cansativa lenga-lenga jurídica esvaiu a energia que restava do jornal. “A condenação por dano moral é uma coisa completamente absurda”, lembrou Bones na entrevista ao Sul21. “A reportagem que gerou a condenação produziu uma outra sentença, na área criminal do mesmo tribunal, dizendo que a reportagem era correta, de interesse social e não ofendia ninguém. Mas, ao se arrastar, o processo foi gerando efeitos colaterais políticos. Quando começou, em 2002, o Rigotto era candidato ao governo do Estado. Quando houve a decisão, em 2003, ele já era governador. E aí as coisas mudam de figura, porque o jornal foi condenado em função de uma ação movida pela mãe do governador, uma senhora [então] octogenária”.


Bones conta: “Ninguém queria saber os detalhes. Pensavam: ‘o jornal foi condenado, gerou dano moral à mãe do governador, é um jornal desaforado’. Quando fui à audiência, a juíza me tratou como o editor de um pasquim qualquer. Ela nem tinha lido a matéria. Levei os papéis, expliquei, e ela então mudou de postura. Assim, esse efeito se propagou no meio jornalístico e publicitário. No governo, automaticamente, o jornal e a editora foram banidos. Como o governo é o principal anunciante do Estado, estar mal com ele é estar mal com todas as maiores agências de publicidade. Sentimos isso pesadamente. Isso foi somado a um conjunto de fatores conjunturais que nos levou a uma situação de insolvência”.


Bones pega no osso da questão quando lembra o efeito de intimidação generalizada que um processo cível provoca sobre a pauta das redações, um efeito perverso sentido cada vez mais na imprensa brasileira, sufocada pelo que ela chama de “censura pecuniária” de quem recorre cada vez mais aos tribunais para calar eventuais denúncias que contrariam interesses de agentes, políticos e governantes desonestos. “Inicialmente, o objetivo [de Rigotto] era ter uma sentença favorável para poder desqualificar o conteúdo da reportagem e tentar regular a produção de outras… Resolvi entrar com recursos e até hoje não paguei nada. E hoje o jornal não tem mais chão nenhum para negociar”, conta Bones, que tinha conseguido refinanciar suas dívidas pelo Refis da Receita Federal.


“Estava pagando normalmente. Mas aí, com os apertos financeiros em decorrência do processo da família Rigotto, houve atraso no pagamento de algumas parcelas e fomos excluídos do Refis. Entramos na Justiça, ganhamos em primeira e em segunda instância e voltamos para o Refis. Mas houve um recurso da União ao STJ, passados mais de dois anos, e uma outra sentença nos excluiu do Refis. Toda a dívida renegociada venceu e o que voltou para ser quitado, mesmo após cinco anos de pagamentos, com juros, correção monetária e multas, aumentou em dez vezes o valor”.


Uma pauta maldita


Somando e multiplicando tudo, o resultado final dessa conta é o fechamento do JÁ, vítima talvez da mais longa ação judicial contra a liberdade de expressão no Brasil da democracia. Todo esse drama do JÁ e de Elmar Bones, como a roubalheira da CEEE, ainda está envolto num espantoso “sigilo de imprensa”. Ninguém fala, ninguém comenta os detalhes e os antecedentes suspeitos e criminosos que levaram à maior fraude da história do Rio Grande do Sul e à incrível punição de quem a denunciou, não de quem a praticou.


O processo da CEEE se arrasta há 16 anos sob um manto de segredo incompatível com a transparência, a rapidez e a lisura que se exige da Justiça.


Estranhamente, esta é uma pauta que ninguém abraça na imprensa gaúcha e brasileira. Curiosamente, o desfecho final da saga de Elmar Bones e do JÁ não mereceram uma única nota de apoio, mero desconforto ou formal solidariedade de jornais, jornalistas, blogueiros ou entidades antes vigilantes na defesa da liberdade de expressão como ANJ, Abert, ABI, Fenaj, Abraji, ARI, sindicatos e assemelhados.


O que aconteceu com Bones e o JÁ, pelo jeito, não lhes diz respeito. Ou jamais acontecerá com eles.


O que aconteceu com Germano Rigotto, o filho inocente de dona Julieta, todos sabem. Sobreviveu a duas recentes, retumbantes derrotas na sua declinante carreira política.


Em 2006, quando tentava a reeleição como governador, ficou num surpreendente terceiro lugar, perdendo por míseros 16.342 votos a vaga no segundo turno para a noviça tucana Yeda Crusius, que acabaria vencendo o petista Olívio Dutra por 300 mil votos de vantagem.


Em 2010, Rigotto sofreu um baque ainda maior. Disputando uma das duas vagas ao Senado como favorito, acabou ultrapassado por outra novata em política, a jornalista Ana Amélia Lemos, do PP, eleita com 3,4 milhões de votos, um milhão a mais do que Rigotto. O senador mais votado, com quase 4 milhões, foi Paulo Paim, do PT.


Germano Rigotto ainda não informou se tentará algum cargo municipal nas eleições de 2012.


***


[Luiz Cláudio Cunha é jornalista]


O Já sufocado e Rigotto sufocado





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  • Cafe do Bode disse:

    Esse é o novo casal? O da foto?

  • Caju disse:

    É uma lástima em nosso país!

    A imprensa marrom, podre, inescrupulosa, corruptora e fofoqueira, não tem e não aceita regulamentação, usando um pseudo argumento de que seria “censura”. Porém, muitos deles ajudaram os militares no período ditatorial brasileiro.

    Cabe a Presidenta Dilma e mais ainda ao Bernardo, exercerem realmente seus papéis de Chefe do Executivo e Ministro das Comunicações. E não alisar a cabeça desses veículos traidores. Dá vergonha ligar a televisão no fim de semana, só tem Huck, Dança gatinho e outras futilidades. Não temos programas educativos, dá dó…

  • Sergio Santos disse:

    Essa história tem que ser reverberada na internet, pois é de arrepiar e decepcionar os mais otimistas brasileiros. E a associação de magistrados ainda quer lutar contra o CNJ. Apesar da lisura do processo na área criminal, a politicalha conseguiu prejudicar o brioso jornal na área cível… é revoltante… ainda somos um país onde o coronelismo persiste de forma inacreditável, cruel e cínica. E tudo aconteceu no Rio Grande do Sul, um estado com um dos maiores índices educacionais do Brasil. Triste.

  • Enéas disse:

    Fala para o Bones da Costa abrir um blog como o conversa afiada, tijolaço, viomundo, namarianews e muitos outros blogs que estão acabando com a “grande(mas pequena em fatos) mídia manipuladora”

  • Vivian Agnoletto disse:

    Alguém aqui duvida que é a justiça que garante a impunidade?Bravo Bones,pagou por dizer a verdade.Essa hipocrisia vigente já encheu e não pode mais ser tolerada.E A RBS nem uma palavra…enquanto isso,ouvem Yeda,fazem longas reportagens … Realmente,os iguais se acobertam.

  • PedroAurelioZabaleta disse:

    1) O “imbróglio Rigotto na CEEE”, ocorreu enquanto Pedro Simon era governador do RS.
    Alguém ouviu-o comentar o assunto, aqui no RS, ou em qualquer outro lugar?
    2) O senador Simon, juntamente com a então deputada federal Yeda Cruzius, também ainda deve explicações sobre sua atuação no episódio da “janela” criada para reabrir os projetos de instalação de montadoras de automóveis, que permitiu que ACM roubasse a Ford para a Bahia, enquanto a RBS (afiliada local da gLobo) contava a história culpando o recém empossado governador Olívio Dutra de ter impossibilitado a instalação da montadora no RS.
    3) Ainda tem o apoio incondicional de Simon à Privataria do governo Britto no RS, quando a RBS tentou abocanhar a CRT – Cia Riograndense de Telecomunicações (Alô, Amaury, aqui também tem).

    Não são histórias de pescador, mas são sobre traíras!

  • Yacov disse:

    GENTE!!! FORA DE PAUTA URGENTE!!!!

    Estou, agora, 26/01/12, às 01:01 em ponto, assistindo na famigerada gloeBBBels, am passant, imagens do nosso ataque ás torres gêmeas. O nosso WTS. O nosso 9/11. Parece que 2 prédios, 1 de 20 e outro de 10 andares, ruíram após explosão misteriosa. Muita gente pode ter perdido a vida… Meu Deus!! A bruxa á solta…

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – oque passa na glObo é um braZil para TOLOS”

  • Gilson disse:

    PHA,
    Nos dê uma sugestão para que possamos nos unir em solidariedade ao Bones gerando meios que ele possa continuar seu trabalho. Ajuda material, apoio, espaço na mídia autêntica, … sei lá alguma coisa.
    Isso foi golpe, e é preciso dar o contra golpe. A maior derrota do Resgoto, será o Bones continuar o seu bom trabalho.

  • Mauro Silva disse:

    Caros
    Por que o governo não usa esses mesmos recursos torpes contra o PIG?

  • Gilberto disse:

    E como de costume a imprensa gaúcha fica calada. Era de se esperar. A cada dia que passa aumenta minha ojeriza por essa canalha. Isso sim é censura.O Sr. Germano Rigotto afundou nosso estado na lama. Se Deus quiser este Sr. não ganhará nem eleição para síndico de prédio.

  • Cesar gaudério disse:

    Bones , vem pra internet!! nós te acolheremos!

  • Cesar gaudério disse:

    Me desculpem os erros de portugues , é pra vcs verem o quanto esse assunto me irrita.

  • Cesar gaudério disse:

    como gaucho me envergonho de que ver pessoas como o pedro simon , paulo brossaard e outros serem reverênciados , o velho mdb só existiu para carimbar uma falsa democracia , bando de atores , e trairas que um dia me enganaram e se locupletaram com as sobras da tremenda roubalheira em que esse pais se tornou com todas as instituições publicas podres , rigotto é filhote dessa gente .

  • Nádia disse:

    Jornal é ultrapassado, anti higiênico, agora é blog sujo, muuuiiittoooooo melhor que jornal, revista, tv, etc…

  • Tanya Brandão disse:

    O texto de Luiz carlos Cunha oferece aos historiadores, produtores de conhecimento sobre a sociedade brasileira, um registro rico em detlhes referentes a um fenômeno socio-político do Brasil contempôraneo. Embora diga respeito ao tempo presente, esse texto permite a hipótese de que a História do Brasil é marcada pelas permanências e não pelas rupturas. Trata-se de um registro que confirma a vigência do mandonismo nas relações sociis do Brasil desde o período colonial. A divulgação de fontes desta natureza é de fundamental importância para a investigação histórica, tendo em vista a carência de registro, principalmente quando no fato estão envolvidos vários atores sociais.

  • SOLANGE HERBER disse:

    Engraçado é que o povo gaúcho ainda não acordou para derrotar os SIMON`S e companhia e as grandes dizentes lideranças perdem tempo batendo no TARSO, LULA E DILMA , isso não leva à nada…….e a direita agradece.

  • Paulo Freitas disse:

    Parabéns ao Elmar Bonnes por ter resistido todos estes anos. Infelizmente agora a ditadura foi mais forte. Coisa feia pra um estado como o RS que se diz o mais politizado. Este rigotto não passa de um esgoto de Caxias do Sul, juntamente com a rbs. Vergonha para os gaúchos.

  • Roberto disse:

    Tem uma coisa erradíssima nessa reportagem. Não houve mensalão do governo Lula,muito menos com algum valor estipulado. Ficou mais do que provado e até confessado pelo acusador, que não passou de invenção da oposição desesperada e raivosa pela incrível popularidade do presidente.
    De resto nada anormal com essas picuinhas provincianas do Rigotto lá na sua pequena Caxias do Sul.

  • João-PR disse:

    O Instituto Millenium nada falará sobre este ataque à liberdade de imprensa??? Lógico que não, pois são um bando de hipócritas: só criticam aquilo que compensa.

  • Rubens disse:

    Nesse País, liberdade de imprensa só vale para quem está alinhado com o domínio dos poderosos, que publicam o que querem(vejam os ataques sistemáticos aos ministros do governo DILMA e naaadaaa sobre o livro de Amaury Junior) até quando?

  • Luiz disse:

    Rigotto (pmdb), pp, psdb e dem eram como irmãos, dividiam tudo aqui no RS.

  • Antonio soares disse:

    Esse episódio todo é uma enorme mancha escura, não só na biografia de Germano Rigotto, mas também na do Senador Pedro Simon. Por qué te callas, Simon ?

    • Michelle disse:

      O Simon é só fachada, posa de bom moço para proteger as falcatruas do partido… O PMDB pode ter a vice presidência do Brasil, mas no RS é sinônimo de oposição. O Simon, bem, deixa pra lá…

  • Almir Wagner disse:

    Guerra é assim. Heróis são criados dessa forma. A luta dos companheiros teve grande importância. Agora é com os blogueiros. E assim vamos avançando, derrubando Rigotos, Cerras, Sarneys e tantos outros que ainda não caíram. Viva o Já. Viva a internet. Viva o Brasil.

  • Mancini disse:

    PHA: É porque ele é Bones e não Bonner… Em Minas foi diferente, foram jornalistas demitidos, jornais cooptados e sabe-se lá o que mais! http://refazenda2010.blogspot.com/2012/01/estadao-tucanos-cogitam-lancar-irma-de.html

  • gilvan disse:

    Esse evento serve de bom presságio para a CPI da Privataria Tucana:
    1 – Não vai dar em nada;
    2- Todos os envolvidos serão considerados patriotas de boa índole e serão inocentados;
    3 – A “justiça” do país se voltará contra o Deputado Protógeno e os todos os autores da denúncia;
    4- O escritor Amauri meterá uma bala na cabeça e o Deputado Protógeno será encontrado morto nos arredores de Brasília.
    5 – José Serra será eleito presidente do Brasil em 2014.
    6 – VIVA O BRASIL!!!!

  • Urbano disse:

    Coisas de resgosto mesmo…

  • Maria disse:

    E aí vai ficar por isso mesmo. Considerando a leniencia da ABI e demais órgãos quando se trata da defesa de empresas jornalísticas que não integram o PIG, não seria o caso de fazer uma denúncia a organismos internacionais? E o MP do RS vai ficar de braços cruzados? Tarso vc não vai fazer nada? É de doer.

    • Michelle disse:

      Aí é o ponto. Cadê o Tarso???? O Governo da tucana Yeda foi de doer, nem quem tinha votado nela defendia, mas o de Tarso está anêmico, até agora nenhuma marca.

  • Andre beli disse:

    Se gritar pega ladrão, …………………..

  • HUMPA DUMPA disse:

    Tudo isso sempre com o apoio incondicional do eterno senador dos Gaúchos PEDRO SIMON.

  • Leandro disse:

    É, a ditadura ainda existe; infelizmente!

  • Leonardo disse:

    Lembrar que esse imbróglio ocorreu no governo do “ínclito” hoje Senador Pedro Simon, o filósofo Rebessiano da Ética do Mampituba (uma coisa vale no RS, outra vale na esfera federal)…

  • 'Lenir Vicente disse:

    A vingança foi às urnas.Quer castigo maior?Bones lutou bravamente. Parabéns por não ter fugido à luta.A Justiça?Tem aquele braço que o Lula costumava falar…

  • Ligeovanio-MA disse:

    Um viva ao Brasil!

  • Leno Lindo do Amor Divino disse:

    Absolvido e condenado?! Alguém pode explicar tal imbroglio? Como condenação por dano moral,se a própria justiça(numa outra vara…hum) n reconhece ofensa do jornal,senão,fatos de “interesse publico”?!Felinni ou literatura fantástica latino-americana?!

  • kalifa disse:

    Muda de rigoto para cerra, de cerra para alkimin de alkimin para fhc só o que não muda é a brutalidade a truculência a arrogância, a vaidade e o uso da força bruta da qual são mestres e dá-lhe bala de borracha e cassete não é alkimin!

  • Gilberto disse:

    E o interessante disso que acabei de ler é que esse moço de Caxias sempre foi uma espécie de “afilhado predileto” do Senador franciscano simon tb de Caxias(quem ve ele na tribuna até acredita), ele que defendeu o governador brito(das privitivizações gauchas, tipo fhc) o mesmo da rbs, (assim como ieda). brito(ético) que não ficou até o fim do mandato para não ter que passar o cargo para o grande Olivio.
    Barbaridade, bha !!!!!

  • Rubens Santana disse:

    Falando em JÁ, porque o PT nacional e seus aliados(eu disse aliados não traíras)não publicam já(Eu disse JÁ!!!)um jornal de grande circulação(Eu disse grande circulação!!!),denunciando o PIG e tudo aquilo que o PIG tenta esconder.Não adianta gritarmos,espernearmos,escrevermos mil comentários à respeito nos blogs progessistas, é preciso agirmos,principalmente os partidos que tem estrutura para isso, os movimentos sindicais e populares que apoiam o governo.

    • Yacov disse:

      EM TEMPO:

      Vai ficar ducacete: “ConversaafiadaJÁ!”, “Viomundo JÁ!”, “EscrivinhadorJÁ!”. O rigotto é que não vai gostar nada, nada, dessa idéia…

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – oque passa na glObo é um braZil para TOLOS”

  • Amaro Shakur disse:

    Incrível!!!!!…nunca falaram absolutamente nada disso no rio grande do sul, nunca,nunca, ninguem jamais comentou isso no estado, creio que quase ninguem sabe, ou sabia disso…viva a liberdade de imprensa no Brasil!!…que vergonha para um estado que se acha melhor que todos os outros…

    • Michelle disse:

      O pior é que eu já sabia, fui leitora do Já, li essa reportagem – irretocável – e sabia do processo dos filhos da mãe, ou vice versa, mas pensei que tendo passado tanto tempo, ela tinha perdido. Nessas horas que as redes sociais parecem inertes. Poderíamos ter mobilizado apoio mais cedo.

  • sergio disse:

    O beijoqueiro da foto afunda quem ele encosta.

  • Evaristo disse:

    Pelo visto a Globo, Folha, Estado e Veja não defendem a liberdade de expressão, senão fariam um manifesto condenando o fechamento do Já. Caiu a máscara dessas empresas midiáticas que só publicam o que dá na cabeça das famílias donas delas, desinformando o povo brasileiro e tentando dar um golpe contra o governo federal.

  • Pelo visto ai na foto o Sexta feira Treze Çerra é adepto da beijação.
    “Cês” não viramo Beijo no Aécio Baladeiro . Convém ele mudar de estratégia. Se ele beijasse criancinhas, ainda vá lá! mas, marmanjos!
    Pega muito mal para um cidadão que já é avô!
    Sai pra lá bicho!

  • Luis R disse:

    O negócio da gente é começar a publicar os jornais na Argentina.

  • Sandro Jornada Machado disse:

    Que foto, o coiso chupando o sangue do bom mocinho

  • Fred Azevedo disse:

    Se este país tivesse JUSTIÇA isso teria acabado de forma diferente, o Jornal JA não teria fechado e criminosos do colarinho branco não calariam jornais que mostram os fatos reais. Como deve ser o verdadeiro jornalismo, mas, infelizmente, a grande mídia não pratica.
    E a poderosa RBS não noticiou o que Rigotto andou fazendo? Não denunciou? Já sabemos os motivos…
    LEY DE MÉDIOS, JÁ!!!

  • LuizCarlosDias disse:

    Rigotto escroto ou esgoto até quiz
    ser presidente, que nojo, eco.
    Saúde ao LULA, viva Dilma.

  • Igor disse:

    PHA, ta todo mundo falando no twitter, Kassab saiu desmoralizado de protesto na Sé, em homenagem aos 458anos de Sao Paulo, foi parabenizado com gritos de “fascista” e sob chuva de ovos fugiu para dentro do carro e mandou a polícia descer o cassete no povo.

  • Igor disse:

    PHA, ta todo mundo falando no twitter, Kassab saiu desmoralizado de protesto, foi parabenizado em homenagem aos 458anos de Sao Paulo com gritos de “fascista” e sob chuva de ovos.

    • Marta disse:

      Excelente notícia. Adoro quando o povo se revolta contra os tiranos usando as armas que tem: OVOS.
      Tá de bom tamanho.
      Foi ótimo ouvir isso. Espero que o PT paulista não banque o besta se aliando ao sr. NunKassab nas próximas eleições. Ouo PT ganha as eleições com partidos progressitas ou é melhor que fique fora. Deixa os paulistanos se lambuzarem na m… que eles mesmos fazem.

  • Edson disse:

    Onde está a liberdade de imprensa?
    Só funciona para o PIG?

  • Eduardo Soares Guimaraens disse:

    É lastimável que a Justiça gaúcha silencie o Já, um jornal isento e que não omite a verdade. Conheço o Caso Rigotto é digo que não há nada de mentira. Téti (como era conhecido Lindomar) enriqueceu em questão de poucos meses após assumir a diretoria financeira da CEEE.

  • nadja rocha disse:

    Pior é que não sabemos quando haverá justiça ao menos mais ou menos boa

  • Jeferson Damascena disse:

    Sou gaúcho e me envergonho do cenário da imprensa no meu estado. É por políticos da laia de um Rigoto entre outros, que a organização máfio-midiática(segundo o Cloacanews) RBS elegeu a senadora Ana Amélia Lemos -PP( a Mirian Leitão do agronegócio), o deputado estadual Paulo Borges -DEM ( o homem do tempo), fora o ex-senador Zambiasi -PTB (radialista do grupo RBS).Enquanto o monopólio (na pratica) da RBS existir no RS, não haverá espaço para a vida inteligente na imprensa gaucha.

  • Rafael disse:

    E a zero hora(RBS) fazem uma campanha para essa gente. Domingo,2, fizeram uma reportagem para Yeda-PSDB no apartamento dela em Porto Alegre-RS aquele tipo de reportagem que é praticamente uma palanque para Yeda disputar algum cargo esse ano. Na reportagem a Yeda parece que foi uma governadora perfeita. Isso que querem com liberdade de expressão.

  • Pereira disse:

    A ditadura ainda não acabou… Sentimos seus efeitos por todos os cantos desse Brasil. É jornal fechado no Rio Grande, no Pará… É decisão judicial beneficiando bandidos do colarinho branco… É um judiciário com togado bandidos… É a polícia do GOVERNADOR e psdb de São Paulo usando a tortura contra miseráveis em uma região da capital paulista abandonada por esses governantes indolentes e insolentes OU a tortura em Pinheirinho na São José dos Campos. Precisamos por fim a DITADURA que ainda persiste!!!

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