
O Conversa Afiada, que morre de inveja da Argentina, reproduz artigo do professor Venício Lima, sempre agúdo:
Cristina Kirchner, a mídia e nós
Uma das mais importantes conquistas do primeiro governo de Cristina Kirchner na Argentina (2007-2011) foi a aprovação da Lei nº 26.522 – Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual –, em 10 de outubro de 2009. A Ley de Medios, como ficou conhecida, substitui o Decreto-Lei nº 22.285 promulgado pela ditadura militar, em 1981.
Antes de ser enviado ao Congresso Nacional o anteprojeto foi amplamente debatido em todo o país. Em 2008, Kirchner nomeou o presidente do Comitê Federal de Radiodifusão (Comfer) para coordenar sua elaboração. A base inicial do trabalho foram os 21 pontos defendidos pela Coalizão por uma Radiodifusão Democrática, criada pelo Fórum Argentino de Rádios Comunitárias, em 2004. Além de contar com o apoio de figuras como, por exemplo, Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, fazem parte do fórum sindicatos, associações profissionais, universidades, emissoras comunitárias e movimentos de direitos humanos.
A partir daí, foram programados quinze fóruns regionais para debater o anteprojeto e a própria presidenta presidiu encontros com empresários, líderes sindicais e estudantis, grupos de mídia, produtores independentes, reitores de universidades, diretores e professores de escolas de comunicação, líderes religiosos e associações de comunicação comunitária.
Quando o projeto de lei foi enfim remetido ao Poder Legislativo, o governo havia conseguido construir um consenso em torno dele, amparado em amplos setores da sociedade argentina. Mesmo assim, foi alterado duzentas vezes durante sua tramitação e, finalmente, aprovado na Câmara dos Deputados (146 votos a favor, 3 contra e 3 abstenções) e no Senado (44 a favor e 24 contra).
Resistência antecipada
Desde o anúncio da intenção de elaborar um projeto de lei para substituir a regulação do tempo da ditadura militar, em processo rigorosamente democrático, o governo de Cristina Kirchner sofreu – e continua sofrendo – intensa oposição dos grupos dominantes de mídia e de seus aliados internos e externos, inclusive no Brasil.
Por quê? Porque a lei argentina busca a regulação do, até então, oligopolizado mercado de mídia. Este, agora, divide-se em três partes iguais: para a iniciativa privada, o Estado e a sociedade civil. Impede-se, portanto, a continuidade da concentração da propriedade e da propriedade cruzada e, sobretudo, promovem-se a pluralidade e a diversidade através da garantia da liberdade de expressão de setores até aqui excluídos do “espaço público midiático” – povos originários, sindicatos, associações, fundações, universidades –, através de entidades sem fins comerciais.
São também garantidas cotas de exibição para o cinema argentino e a produção nacional, além do fomento à produção de conteúdos educativos e para a infância. As novas concessões e as renovações de concessões terão de passar por audiências públicas e, para cuidar do cumprimento da lei, incluindo os vários itens que estão sendo regulamentados pelo Congresso Nacional, foram criados a Autoridade Federal, com sete membros, e o Conselho Federal, com quinze.
Como era de esperar, desde que entrou em vigor a Ley de Medios tem sido objeto de inúmeras medidas cautelares no Poder Judiciário, impetradas pelos grupos de mídia dominantes e/ou por parlamentares de oposição ao governo Kirchner. O objetivo, por óbvio, é conseguir embargos provisórios e protelar indefinidamente a plena vigência do texto legal.
Para enfrentar as resistências e divulgar a nova legislação foi criado pelo governo argentino um portal com o sugestivo nome de “Hablemos Todos” (http://www.argentina.ar/hablemostodos/), que publica depoimentos de apoio feitos por personalidades públicas, nacionais e internacionais. Vale a pena visitá-lo.
Lições a tirar
A Ley de Medios argentina, como já se afirmou reiteradamente, precisa ser estudada e debatida entre nós. Certamente servirá como exemplo de uma regulação democrática que busca garantir aos cidadãos a liberdade de expressão, plural e diversa, e, ao mesmo tempo, a competição complementar e equilibrada no mercado de mídia.
Além disso, temos muito a aprender com o processo democrático liderado pelo governo de Cristina Kirchner. No Brasil, apesar da convocação e realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro de 2009, não se conseguiu ainda uma mobilização da sociedade civil capaz de convencer o governo federal a liderar o processo.
A decisão do PT de recomendar o debate sobre o marco regulatório nas campanhas municipais de 2012 e o compromisso da nova executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que tomou posse em dezembro de 2011, de ir às ruas para mostrar à população brasileira a necessidade de uma nova regulação do setor, renovam as esperanças de que enfim se criem as condições políticas que nos permitam avançar.
No campo das comunicações, não há dúvida, nossos vizinhos argentinos estão muito à frente de nós.
A ver até quando.
Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, entre outros livros, de Regulação das Comunicações – História, Poder e Direitos; Paulus, 2011

Por que o José Padilha não defende a Ley de Medios ?
Tem medo da Globo ?
Depois não sabem por que o cinema argentino dá de 10 a 0 no cinema brasileiro.
Paulo Henrique Amorim


Ô leizinha difícil sô!!!!!!!
Minha mãe assistindo novela do pig viu a chamada da minissérie brado retumbante,revoltou-se” MEU DEUS isso é propaganda pro aécio(minúsculo) ela ,professora mineira aposentada,indignou-se,”nãovou assisitir mais essa globo,portanto,tiro no pé do pig. A globo vai cair sozinha,o povo tá cansado de ter sua inteligencia subestimada quem viver verá!!!
Conversei com um editor que anda afastado da Wikipédia em português e ele me disse que, na segunda-feira (23/1), vai postar (finalmente) um artigo sobre a “Ley de Medios”. Por falta de tempo, disse que iria traduzir do francês (o artigo é mais curto do que em espanhol)…
Eu tenho lá minhas dúvidas se a Dilma quer mesmo uma Lei dos Meios.
Que inveja da Argentina! Será que o atual governo encaminhará um projeto aos 45 do segundo tempo, a exemplo do anterior?
Aqui na República Federativa das (ou dos) Bananas a lei de meios não vai colar, aqui ninguém tem peito para começar. Se o governo Dilma começar esta mudança ela não termina o mandato. A Globo é muito poderosa não tem como enfrentá-la numa batalha de campo aberto. A única saída é acabar com o PIG pelo bolso.
É a imundície cultural e subserviente fazendo a cabeça dos brasileiros.
E com a aquiescência dos governos brasileiros.
Até quando?????
Niveo Campos e Souza.
vada a bordo! Dilma!
Pessoal,façam uma pesquisa entre seus amigos íntimos e não tão íntimos e perguntem o que eles assistem na Tv e vcs vão descobrir que apesar de todos terem os canais por assinatura e pagarem um rio de dinheiro por este serviço, 95 % do horário que estão frente à TV ,assistem a Globo.Pergunto como se perguntou Lenin “Que Hacer ?”
“Por que o José Padilha não defende a Ley de Medios ?”
será que ele quer ser entrevistado pelo jô?
será que ele quer ser aprovado pela falha?
será que ele quer ser lembrado no editorial do estadinho?
ou,
será que ele quer sair nas páginas amarelas?
Dilma, pelo amor de Deus: Roberto Requião para ministro da Comunicação!
Só ele tem peito pra encarar o PIG, ele já tem conhecimento/experiência no enfrentamento do PIG.
Assisti à uma entrevista dele na TV Câmara, onde abordou o assunto – Ley de Médios – o qual ele apóia abertamente.
Roberto Requião Ja
Cinema braseiro é o k……, meu nome é Zé Pequeno
E depois, alguns ficam com invejinhas da Argentina, cuja população equivale a 20 por cento da nossa, já ganhou 5 Prêmios Nobel.
Os hermanos tem o hábito de ler…o brasileiro assiste bbb.
Fred Azevedo, infelizmente você tem razão, mas é só olhar o preço do livro no Brasil;;; Um abraço.
Que inveja da Argentina, que está passando a limpo a sua História e corrigindo erros que atrasavam toda a sociedade. Ontem assisti um filme argentino lindo: “Um Conto Chinês”, adorei. Viva a Argentina!
Dilma, quando é que a gente poderá passear de (ir) mãos dadas pela Calle Florida?
A Globo é um monstro que cumpre um propósito bem programado pela ditadura e seus apoiadores, a época, os americanos que moldaram suas existências.
Amarrar a alma brasileira aos preceitos de lá, e fazer dela uma segunda via de segunda categoria.
Clique agora para assinar esta petição de emergência para salvar a Internet e se você já tiver assinado, envie um e-mail, telefone, publique no Facebook, ou envie uma mensagem no Twitter ao Congresso e aos alvos corporativos. Em seguida, envie para todos:
http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_d/?vl
Estes projetos de lei fariam dos EUA um dos piores censuradores da Internet no mundo – juntando-se a países como China e Irã. A Lei de Combate à Pirataria Online (SOPA) e o Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (PIPA) permitiriam que o governo dos EUA impedisse qualquer um de nós a acessar sites como o YouTube, Google, ou Facebook.
Fausto, já assinei e passei para várias pessoas, isso é muito importante para nós guerrilheiros virtuais, EUA está tentando nos calar…
Fausto, isso é um ABSURDO!!! Tudo isso por causa da blogsfera…só porque Assange desnudou a hipocrisia norteamericana. Sou totalmente contra!!! Agora, será que tem gente que ainda não percebeu o que estão querendo fazer?! Querem nos calar… Não passarão!!!
A vida sempre encontra um jeito de fazer o ser humano evoluir.
li ontem no Blog da Dilma , que o Obama vetou esta lei.
eu amo o cinema Argentino um dos melhores do mundo e o melhor da América do Sul na minha opinião!!!!!
o Brasil nunca vai ganhar um oscar pq seus filmes são extensões da novela das 6,7,9…onde já se viu novela ser indicada para melhor filme estrangeiro!!!!
Eu já escrevi aqui que a Dilma deve ter algumas aulas com a Cristina Kirchner. Ou a Dilma quer que a rede esgoto a tire do poder?
Carl
É que a globo ainda conta com o branquinho OMO para lavar a lama que escorre geral….
Mas percebo que o IMPÉRIO DO MAL começa a ruir e assim finalmente teremos IMPRENSA LIVRE!
A diferença entre nós e os hermanos, PH, é que eles não tem Bernardo sentado em cima da Ley de Médios… Evoé!!!
paulo henrique porque não acontece o mesmo aqui no brasil, cade todas essas associações , sociedade organizada, enfim tudo que seja preciso para regulamentar essa, desgraça que assola nosso pais. tem que começar por alguém por não pode ser voseis jornalistas conscientes, não,pode?
Sobre acabar com IMPÉRIO DO MAL TIPO GLOBO temos tudo a copiar da Cristina para finalmente termos: IMPRENSA LIVRE!
Imprensa Livre? Inclui, aquela que critica o governo? Ou alá Hugo Chaves?