Saiu no Valor desta sexta-feira, na pág. A9 artigo que, sem dizer uma palavra sobre isso, equivale a uma ode ao Enem, a banda larga que leva o pobre à universidade – sem falar do ProUni).
Mas, como se sabe, o Enem precisa resistir ao PiG (*) e a seus heróis na Justiça do Ceará.
Trata-se de excelente artigo sobre o papel da Educação e do Bolsa Familia (que uma estadista chilena equiparou a um Bolsa Vagabundagem) na redução da desigualdade de renda no Brasil.
O autor é Naercio Menezes Filho e o título, “Educação, Bolsa Familia e desigualdade”.
Naercio é professor titular – Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, é professor associado da FEA-USP.
Leia alguns trechos:
Entre 1961 e 1970 a taxa de crescimento média do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (em termos reais) foi de 3,2%. Porém, o índice de Gini (indicador mais tradicional de desigualdade) aumentou de 0,49 para 0,57. Entre 2001 e 2010, o PIB per capita aumentou 2,4%, mas o Gini declinou de 0,58 para 0,53. Vale notar que o índice de 0,53 ainda nos deixa muito distante dos países civilizados. França, Holanda, Finlândia, Suécia e Dinamarca têm índices em torno de 0,32. Entre 1960 e 1970, a renda dos 10% mais ricos no Brasil cresceu 66% e a renda dos 10% mais pobres apenas 28%. Entre 2001 e 2009, o processo inverte-se. A renda dos mais pobres cresceu 100%, enquanto a dos mais ricos, apenas 18%.
Milagre?
Entre 2001 e 2009, renda dos mais pobres cresceu 100%, enquanto a dos mais ricos, apenas 18%
A primeira explicação é que nos anos 60 a demanda por educação crescia a um ritmo superior à oferta, pois o aprofundamento da industrialização requeria trabalhadores qualificados que não existiam na época. Em 1970, 84% da população tinha no máximo o nível primário. Apenas 50 mil pessoas concluíram o ensino superior naquele ano, num país com 92 milhões de habitantes. Isso fez com que os salários da pequena parcela da população que tinha ensino médio ou superior aumentassem muito, o que provocou o aumento da desigualdade. Com as décadas perdidas de 80 e 90 veio o desemprego e a informalidade, e a desigualdade de renda gerou criminalidade.
Durante os anos 70, o PIB per capita cresceu em média 6%, aumentando o pique da década anterior, mas a desigualdade não se alterou muito. A década de 80 foi perdida em termos de PIB (crescimento médio de 0,85%) e de educação, enquanto a escalada inflacionária aumentava a desigualdade. Em termos educacionais, o número de concluintes no ensino superior estacionou em 220 mil pessoas durante toda a década. As matrículas no ensino médio (antigo segundo grau) aumentaram somente 25% em uma década. Período de trevas.
Mas, a partir de meados da década de 90, as coisas começaram a melhorar. Entre 1995 (com a estabilidade econômica) e 2009 a escolaridade média dos 20% mais pobres dobrou, passando de dois para quatro anos de estudo. Interessante notar que entre os 20% mais ricos, a escolaridade também aumentou dois anos em média (de oito para dez). Mas, a razão entre a escolaridade média dos dois grupos caiu de 4 para 2,5. A situação dos pobres era tão ruim, que mesmo um aumento que os levou para ensino primário completo em pleno século XXI pode ser considerado um grande progresso.
Quanto essa evolução educacional explica da queda da desigualdade? Os dados mostram que a educação foi responsável por 38% do crescimento da renda do trabalho entre os 20% mais pobres. O restante decorreu de aumentos do salário mínimo e geração de empregos formais. Além disso, a educação explica 42% da queda da desigualdade em termos de renda do trabalho e 26% em termos de renda familiar (incluindo as rendas de outras fontes) entre 2001 e 2009.
Com relação ao programa Bolsa Família, a história é parecida. Como os mais pobres tinham uma renda familiar per capita muito reduzida no início da década de 90 e não recebiam nenhuma transferência do governo, qualquer valor recebido teria um impacto muito grande sobre sua renda. Assim, a renda familiar per capita média dos 20% mais pobres era de apenas R$ 35 em 1992, passou para R$ 50 em 2001 e R$ 85 em 2009. A renda per capita não oriunda do trabalho (transferências governamentais) passou de apenas R$ 4 em 1992 para R$ 10 em 2001 e R$ 24 em 2009, ou seja, aumentou 500%!
Em suma, o avanço social registrado nos últimos anos ocorreu basicamente porque as pessoas das classes mais baixas eram totalmente desassistidas pelo Estado, tanto em termos educacionais como em termos de transferências de renda até o início dos anos 90. Assim, os avanços mínimos ocorridos nessas áreas tiveram impacto substancial na desigualdade. Porém, ainda teremos que percorrer um longo caminho para atingirmos um padrão em que as oportunidades sejam iguais para todos e independentes do berço.

Quando esses tucanos de São Paulo descobrirem o que acontece fora de São Paulo …
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.



“…a luta em favor do respeito aos educadores e à educação inclui que a briga por salários menos imorais é um dever irrecusável e não só um direito deles. A luta dos professores em defesa dos seus direitos e de sua dgnidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática docente, enquanto prática ética. Não é algo que vem de fora da atividade docente, maszalgo que dela faz parte.”
PAULO FREIRE
O pesquisador Naércio Menezes Filho , fez um trabalho e publicou no Valor que, ao se ler se percebe a responsabilidade com que o fez e publicou. Estou gratificada em saber que ainda temos Homens de bem (refiro-me a pessoas) neste Brasil varonil. Tive o maior prazer de saber que PHA não está tão só, nem as pessoas que com ele fazem coro.
RESULTADO do prouni-2012.
Já esta no site da inscrição, acabo de verificar as classificações, minha Filha está quase lá falta pouco.
PARABÉNS AOS NOVOS CONVOCADOS.
PHA. Estes tucanos de São Paulo nunca descobrirão o que acontece fora de São Paulo! Sabe por que?
Ficam muito tempo em volta da privada, admirando suas obras….
O Brasil deve ser generoso…
Acolher os estrangeiros!
Acolher tanto os haitianos quanto os paulistas…
” estadista chilena “…KAKAKAKA
Essa foi ótima!
A estadista que de uma hora para outra teve que fazer as TROUXAS e sair do PAÍS pelas portas do FUNDO.. E agora quer ser ESTADISTA BRASILEIRA… KAKAKAKA
Deixa estar, quando os paulistas deixarem de votar no PSDB talvez seja muito tarde para SP…
Além de outras virtudes, o ENEM, ao fazer o que manda a constitução brasileira, igualdade de oportunidades, joga na universidade (e programa semelhante, no ensino técnico) milhões de brasileiros. Os EUA se tornaram o que são desta forma: formando massa crítica nas universidades e centros de pesquisa. Além de permitir, no geral, uma melhor formação e consequentemente melhores condições de vida, vai, no limite, criando condições para o surgimento de gente muito boa, que é o que o Brasil está precisando. Viva o ENEM! Finalmente se anuncia no Brasil uma verdadeira revolução na educação.
Por um acaso, a “estadista chilena” eh a mulher do Vampiro da Mooca?
só gostaria de saber o que a França tem de civilizada, só
PelamordeDeus! Milagre não! Até hoje ainda pagamos duras penitências pelo milagre trevoso. O grande milagre deles foi fazer desaparecer um mundo de gente.
Pois é. Sempre o judiciário do Ceará bombardeando o Enem. Não é lá no Ceará que tem gente que tem jatinho porque pode ?
A quem interessa desacreditar o ENEM? Podem observar que todas as vezes que o PIG entrevista um estudante pra falar (sempre mal) a respeito do Enem, a gente observa que pelos traços físicos e a maneira como abordam o tema, trata-se de jovens burgueses pertencente à elite branca reacionária brasileira. Para não levantar nenhuma suspeita sobre os ataques, o PSDB transferiu o comando do sudeste para o nordeste sob a batuta daquele que tem um jatinho porque pode.
A última do governo tukanalha de São Paulo em relação à educação foi um gesto digno do Mandrake. Explico: pressionados pela justiça para implantar em 72 horas a Lei do Piso Nacional que determina que 1/3 da carga horária do professor seja destinada à preparação de aula, avaliação e formação continuada,numa mágica absolutamente surrealista, a secretaria da educação, um dia antes das atribuições de aula para 2012, amplia a jornada de 40 para 48 horas semanais para com isso “aplicar a lei” penalizando ainda mais os professores e se livrando de aplicar na educação as verbas da própria educação. Afinal, é preciso manter o GAFE azeitado, não é?
QUE NOJO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acorda São Paulo
Já falei, enquanto não pegar esse Tasso Gereissati! O Ceará não vai dar sossego ao ENEM.
Investiguem que verão que estou certo.
Não entedi o fato da reportagem iniciar falando que “nos últimos 15 anos”. Está querendo dá méritos a FHC sem ele ter. E também não destacou a criação de novas escolas técnicas e universidades. Muito menos dos programas educacionais, tanto no Brasil como as bolsas internacionais.
Também, esse Nunca Dantes faz tanta coisa que os jornalistas esquecem.
PHA,
Saiu no portal UOL:
“A produção de petróleo da Petrobras no Brasil atingiu média em 2011 de 2,021 milhões de barris por dia, ficando 3,7% abaixo da meta anual de 2,1 milhões, conforme antecipado em dezembro pelo presidente da estatal.”
O Brasil que está em boas mãos.
Essa mudanças são notavéis, pois é um efeito cascata. 1 real que o mais pobre obtenha será gasto na classe posterior e isos segue uma cadeia produtiva. Assim o dono do mercadinho vende mais e amplia seu negocio, e reforma a casa que consequentemente compra no armazem de contrução que compra na distribuidora que compra na fábrica que aumenta os impostos do governo que deve reverter em programas como esses. Só a leite golpista desse pais, que deve ser substituida, pode boicotar e ser contra o desenvolvimento sustentavel que o Brasil vem tendo.
Olá, PHA! Com o seu nome bombando atualmente – não vou perder a sua entrevista de hoje, na TV Câmara – está se tornando um dos maiores cabos eleitorais de Fernando Haddad. Isso, devido aos consistentes elogios que vem fazendo ao Enem, ProUni, Sisu etc. Já pensou, Haddad, prefeito de São Paulo? Lá na frente ele será presidente da República, para continuar acelerando os programas de Lula e Dilma. Isso é bom demais!!
Nota-se com distinção as nacionalidades, são elas:
Europeus, Norte-Americanos, Brasileiros, PAULISTAS, Asiáticos…
paulistas quatrocentões são iguais aos portenhos,se julgam os ingleses latinos.
Vejam a fala que vai ser veiculada hoje durante toda a programação da emissora que está a exibir a tal mini-série “Brado Retumbante” ( parece tótulo de novela mexicana),dita por uma das personagens, sobre o Ministro da Educação do tal governo daquela “mini-série”: ……é um Ministro da Educação que deseduca. Dada a campanha que movem contra tudo que o Ministério da Educação tem feito, qualquer semelhança com o Haddad, acredito ser mera coincidência, ou não ? Como diz PHA : ” Pano rápido” !
Na onda ambiental, Çerra lança a candidatura Biodegradável, se desfaz antes da eleição.
Canto a ODE ao ciclo ENEM_SISU_PROUNI_FIES_PRONATEC_
BSM_PBF no aguardo do retorno da voz roufenha do seu revolucionário, democrático e pacífico implantador: o Metalúrgico da Esperança. Junto com o nosso LULA a ODE vai aos seus operadores Dilma e Haddad.
José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida
Esconomista da USP já é neo-liberal por natureza… como um economista em 2012 pode ainda tentar defender que o governo Lula, do ponto de vistas das políticas estruturantes, trata-se de uma continuacão do governo FHC… como? Não há como… O que existe é um movimento de alguns econe omistas dos centros de economia mercadológica (USP, FGV, PUC e deu…) vindo à público defender o modelo FHC depois das Privataria Tucana… Já contei uns três aqui… mas eles não defendem… apenas colocam os dois governo num mesmo balaio… essa é a tática… Conversem com os economistas das Universidades Federais ou de outros estados para ouvirem o que eles passaram mais de 10 anos debatendo.
Seguindo meu guru, aquele inteligente e vociferante (mais o segundo que o primeiro) apresentador de uma tv aberta, esses economistas estão no Canadá.
Nada sabem de Brasil.
Até os paulistas e paulistanos já descobriram os estragos causados pelos tucanos…