O Conversa Afiada reproduz discurso que o Desembargador Fausto Martion De Sanctis pronunciou na noite desta segunda feira, ao receber na Câmara dos vereadores a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, por iniciativa do vereador Paulo Frange.
DISCURSO
CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
MEDALHA ANCHIETA E DIPLOMA DE GRATIDÃO
São Paulo, 05.12.2011,
Fausto Martin De Sanctis
São Paulo,
Tuas portas que se abrem e fecham,
A diversidade vertiginosa,
A gente maravilhosamente plural,
O ímpeto dos teus e um enredo sensorial
Sempre me fizeram sonhar e me ensinaram uma certa poesia,
Que consegue protagonizar a harmonia do caos de teus números extremados, mas grandiosos,
Acolhestes filhos, biológicos ou adotivos.
Sou mais um no número absurdo dos que gerastes e agregastes com generosidade, desta que é uma verdadeira mãe. Reconheço-me bem.
Teus integrantes, com instinto de chegada e partida no sangue, teimam em romper os teus extraordinários obstáculos, concretizando uma rebeldia pacífica, mas guerreira.
Acredito carregar comigo o sacudir dos seres, os climas, os cheiros, os sons, as luzes, a escuridão, o abandono e a abundância, mas também a incrível capacidade de inovação e superação. A tua herança.
São Paulo, estás em mim, nas minhas atitudes, no desejo de transformar, de criar, de fazer acontecer, um olhar sob prisma próprio, que deseja se opor à mesmice, mas sem violar as regras do viver harmonicamente com o diferente.
Nasci e cresci inspirado nos teus instintos, na azáfama desordenada, mas ordeira de um povo que valoriza a vida, trabalhando e também aprimorando o seu intelecto.
Uma cidade que consegue preservar suas tribos. O encontro da índia Portira e de João Ramalho, de cujos nove filhos surgiram a matriz de nosso povo, não se deu em vão. O tupi-guarani foi a língua oficial de São Paulo até o século XIX, sendo esta a última grande cidade a deixar de adotá-la. Seus resquícios restam em nós. Identidade e diversidade culturais de uma cidade que, por vezes, aparta-se, mas não disfarça sua presença e história. Moema, Ibirapuera, Mooca, Itaquera, Morumbi, Mandaqui, Tatuapé…
Incorporamos seus hábitos e até comportamentos. Estamos presentes no Capão Redondo, no Jardim Elba, em Paraisópolis, no Grajaú, no Jardim das Palmas, na Sônia Maria, no Real Parque e no Jardim Irene (Pankararu). Também no Pico do Jaraguá (Jaraguá Ytu), em Parelheiros (Guaranis), em Guaianases e em Itaquera (Guaianás).
Sou apenas mais um. Este filho de tua terra podia ser um índio. Entretanto, podia ser um rurícola de um bairro distante. Podia ser da periferia. Um emo, um punk, um gótico, um executivo, um nobre, um humilde ou um pobre…
Integro a Justiça, porém ela é algo inerente a nós humanos. Implica um olhar sobre o próximo, uma necessária relação entre as pessoas, de alteridade, não importando o belo imóvel em que costumeiramente acaba se instalando e, por vezes, se notabilizando, bem ainda adornos, mármores, suas pompas e circunstâncias. Sua missão reparadora própria tem no outro, não um seu objeto, mas um sujeito, um irmão.
Nascemos, todos, juízes. Desejamos pontuar, simplificar, reparar, pacificar, conciliar. É certo que existe uma literalidade da lei a ser resignadamente cumprida. Mas, mesmo dentro dela, garante-se um espaço livre, de contestação, de crítica e de defesa da igualdade.
Atribuem-me reputação impecável, o que me faz tentar se guiar cada vez mais como sempre sonhamos agir desde crianças, mas com a consciência de que, tanto quanto elas, nós, adultos, necessitamos de limites, de padrões estabelecidos num universo de corresponsabilidade. Pelo menos, sempre assim procurei me conduzir.
Considero minha família os embates, as inquietudes, a busca por soluções, os dramas, as críticas e, especialmente, a equidade.
Sinto-me confortável nessa posição. Tentei seguir a cartilha, contudo, inegavelmente, persegui a diferença mesmo diante de procedimentos que, de tradicionais, passaram por uma imperiosa renovação.
Tentando romper com a postura congelada e estereotipada de magistrado, provi o serviço público com lágrimas e sorrisos, não propriamente visíveis, para que fosse possível usar os óculos devidos, corrigindo o foco para ir ao detalhe. Preservar a minoria. Fazer valer a humildade.
Como disse Thomas Jefferson “não sou um advogado frequente de mudanças em leis e Constituições, mas, leis e instituições devem estar lado a lado com o progresso da mentalidade humana”.
Vesti, é certo, a toga, psicologicamente também. Algo que sempre carreguei instintivamente.
O poder, uma vez incorporado, pode salvar ou destruir. A Justiça quando destrói, nos exatos termos que a morte, significa término. Mesmo para os espiritualistas que acreditam no alento da reencarnação, a morte está associada ao sofrimento, ao rompimento. Morre-se para sobreviver.
Quando a Justiça não salva, tal qual a morte, significa abandono e solidão, provocando nas pessoas rejeição, medo e reflexão. Descrédito na crença no direito e/ou na própria Justiça. Ao se afastar dela, o homem, como dizia Cícero, torna-se o pior de todos os animais. Somente pela verdade e pela Justiça, creia-se, chega-se a Deus.
Hoje, aqui, sou homenageado por um trabalho, uma postura, um jeito de ser e de se conduzir. Que a todos, ou melhor, acredito que a uma imensa maioria, é próprio. Por me pautar por escolhas, não escolhas fáceis, porém decisões e ações voltadas para não prejudicar e, sim, valorizar a vida e tudo o que ela produz. De minha parte, não houve silêncio, tampouco omissão. Não se deve fazer nada por si mesmo, mas para elevação Daquele que nunca nos deixa sozinho. Daquele que constitui o esplendor humanizado. Trata-se de uma opção que possui um peso: o ônus de substituir vontades próprias. Aquela relação que obriga a que o próximo seja considerado, sentido, ouvido, prestigiado.
Tal comprometimento, em prol da vida, da sobrevivência, não pode ser protocolar ou cosmético. Não se cuida de algo que possamos passar em nossos rostos como se fora uma mágica loção que nos torne éticos ou probos. Respeito requer ações de respeito.
Um caminhar com a envergadura necessária, de forma que, parafraseando Aristóteles em Ética à Nicômaco, os seres humanos devem nortear suas vidas, como também suas cidades. É o grande e árduo exercício para o encontro da felicidade, ou seja, estar em sintonia com os preceitos permanentes da vida. Uma excelência moral, da alma (irracional), mas também intelectual (do racional), para se chegar ao mais elevado e perfeito equilíbrio.
Viver exige reflexões e atitudes que criam hábitos, formam o caráter e determinam o destino. Não se pode encarar os fatos da vida com leviandade, sem crítica e autocrítica, sem o cotejo de opiniões, apenas pelo rompante de posicionar-se ou por uma vaidade de falar, decidindo-se ironicamente para expressar uma originalidade que nada tem de espontânea.
É necessário, internamente, dar o tal “murro na mesa”. Um basta naquela tolerância em sentido negativo, que não reage à opressão, ao escárnio e ao descaso pela vida alheia. Contudo, não podemos, pela força, concretizar nossa indignação porquanto, possivelmente, não emergiriam, de fato, grandes valores ou um mundo construtivo.
Chega de palpites, alfinetadas, leviandades e preconceitos. Mentiras que, com sabedoria, lamentavelmente têm sido dissimuladas, enquanto a verdade não está merecendo o seu lugar de destaque. Ele está vago!
Edificar esta obra não exige, no entanto, modificar obra alheia virtuosa, lesando-a. Essa obra de arte, que constitui nossas vidas, converge da ou para a criação e transposição, com respeito absoluto pelos seres vivos, humanos ou não, com suas limitações e potencialidades, permitindo, sim, uma sociedade plural, mas harmônica, sempre.
Fácil bradar que aspiramos a bons conceitos e boas atitudes. Entretanto, quando nos restringimos a isso, tornamo-nos uma utilidade doméstica, um aspirador, algo imaterial e inumano, que nada retribui.
Devemos atingir a tal reparação para que o fenômeno da imitação, que é inerente à vida social, tenha algum sentido positivo. O presente é obra iniciada no passado e configura precisamente o passado do que se realizará. Os seres humanos copiam, é certo, uns aos outros, mesmo quando não pretendem fazê-lo. Imitamos os mais próximos ou então nossos pais, nossos professores, nossos vizinhos, nossos amigos, nossos políticos, nossas autoridades, nossos juízes. Nossos juízos. Trazemos traços comuns de nossos ancestrais. Somos modelos novos de uma mesma raiz. Talvez até cópias fiéis antigas e isso faz com que influenciemos as pessoas na proporção direta ao grau de intimidade que com elas mantemos. Isto independe de classe social, mas sabemos e devemos estar cientes de que somos reproduzidos principalmente pelas camadas sociais menos favorecidas que tentam imitar comportamentos típicos de estratos que consideram “mais elevados”.
Multiplicação de condutas e valores numa civilização, ao contrário da antiga, muito rica e pouco coerente. De nada adianta darmos educação refinada às crianças se elas continuam a viver em ambiente corrompido. Não é tarefa simples o exercício da cultura da licitude, mas é algo que nos compele, nos obriga, nos transforma. É exercício permanente se considerarmos que nascemos avessos a estrita obediência às regras sociais.
Esse exercício serve para catalisar e nuclear demandas que se encontram dispersas, mediante progressivo entendimento do que é senso comum. Os seres egocêntricos à demasia sofrem, em verdade, de solidão e compensam suas terríveis ações com prodigalidade e, às vezes, até, com “generosidade”.
Peço permissão para neste momento enaltecer o vereador Paulo Frange que, com projetos importantes, tem norteado sua vereança, fazendo verdadeira medicina jurídica ao cuidar da população paulistana.
Sinto-me lisonjeado de receber tamanha premiação da Câmara Municipal desta cidade por iniciativa do vereador. Pelas suas mãos surgiram ideias com elevada preocupação social. É evidente o seu trânsito entre diversos e variados seguimentos e a preocupação com o bem-estar coletivo. Saúde, segurança, meio ambiente, cultura, lazer, trânsito, educação, administração pública, assistência social, idosos, foram objetos de muitos desses projetos, conferindo verdadeiro e importante pragmatismo legislativo.
Cito, a título exemplificativo, os projetos de lei que prevêem isenção do pagamento de IPTU às pessoas portadoras de deficiência que possuem um único imóvel; que dispõem sobre o uso de capacete, touca, capuz, gorro, máscara ou qualquer outro tipo de equipamento ou artifício que impossibilite ou dificulte a identificação e o reconhecimento do usuário quando do ingresso ou permanência no interior dos estabelecimentos públicos; que instituem o Programa de Atendimento e Internação Domiciliar no Município de São Paulo – PROHDOM; de “obesidade zero”, bem ainda que versam sobre a concessão de incentivos à implantação de hotéis, hospitais, escolas, cinemas e teatros nas periferias.
Como São Paulo, desejo romper a monotonia e o comodismo. Cobro e também celebro a vida. Em mim necessariamente estão as marcas desta grande tribo urbana.
Agradeço a Deus e a São Paulo por tudo. Meus ancestrais acolhidos neste berço, meu pai Fausto, sempre presente em mim, minha mãe Victória, minhas irmãs Victória, Valéria e Vivian, meus filhos Thomaz e Theodoro, também presentes em mim. Meus parentes e amigos. Os funcionários da Justiça. As Vivianes, os Hélios, os Torus, os Andréas, as Noêmias, os Josés, as Marias, os Ricardos, os Norbertos, Robertos, os Antônios, os Márcios, os Santos, os Silvas.
Gostaria de homenagear pessoa por pessoa, mas não poderia deixar de agradecer aos condutores e voluntários de entidades beneficentes que exercitam, com alegria, a solidariedade. Saibam: tudo o que eu realizei também o está sendo efetivado por muitos e desconhecidos juízes, com certeza, com melhor sapiência. Acreditamos e, por isso, continuamos sendo. E fazemos com paixão e idealismo. Quero agradecer publicamente a todos pelo que fazem e fizeram por mim e me penitenciar por eventuais lapsos cometidos. Por fim, não poderia deixar de render homenagens às vítimas, às testemunhas, aos investigados e aos réus que certamente tiveram seus dramas expostos e suas inquietudes também. Jamais os tratei com desdém, deslealdade ou indignidade. Foram e são fontes de aprendizado e motivação para respostas que contribuam para a construção de um futuro promissor, não apenas para si próprios, mas, inclusive, para nós mesmos. O conhecimento adquirido, quando assimilado pelo espírito, é transformador.
Não sei, parafraseando o Ministro Ayres Britto, para aonde seguirei, que metas exatamente cumprir, pouco importa. Só sei que o que me sustenta é uma teimosia em perseguir e pautar-me por princípios, dentre eles um maior e, escorado nele, desejo sempre estar sereno, seguro e fiel.
É isto que poderia dizer a meu respeito, juiz e ser humano. Meus propósitos. Estar em sujeição ao juramento que fiz de vida. Ao compromisso. Com doses excessivas de paciência, nunca nada conseguiu fazer-me desistir já que servi com amor. E isto é um caminho de dupla via. Ou melhor, é via única. Servir é amar. Só isto.
Muito obrigado Senhor. Muito obrigado São Paulo. Muito obrigado autoridades presentes, advogados, promotores, procuradores, juízes, jornalistas, políticos, professores, médicos etc. Obrigado a este povo intuitivo e positivamente rebelde, que tem a ousadia e a coragem como seus valores mais evidentes porque traduzem inquietude latente e irremediavelmente não resignada.
Recebo o Diploma de Gratidão desta minha querida cidade de São Paulo e a Medalha Anchieta, com especial orgulho porque emana de uma terra, a de Piratininga, nossa cidade em tupi-guarani, que, com luta, conseguiu protagonizar feitos únicos que somente aqui poderiam ter o seu lugar.
Em tempo: antes do discurso de De Sanctis, foi exibido um vídeo em que o ministro Gilson Dipp elogia a competência e a dedicação do juiz De Sanctis. Como se sabe, o ministro Dipp tentou evitar o sepultamento da Operação Satiagraha no STJ. Prevaleceu a decisão do relator, Dr. Macabu, cujo filho é empregado de Sérgio Bermudes, um dos notáveis e poderosos advogados do banqueiro condenado Daniel Dantas. A relação íntima e pública de Bermudes com Gilmar Dantas (*) é a origem da tentativa do Dr. Alberto Piovesan de destituir Gilmar Dantas. Clique aqui para ver que a iniciativa de Piovesan, na verdade, equivale a um B.O - PHA
(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.



CORRIGINDO AINDA -A EMENDA FICOU PIOR QUE O SONETO
Erasmo
disse:
O seu comentário está aguardando moderação.
6 de dezembro de 2011 às 20:55Onde não prevalece a Justiça, a Democracia perece.
È o que está acontecendo no nosso País.
Infelizmente o Dr. De Sanctis, com a sabedoria que Deus lhe deu, FAZ PARTE de uma minoria honesta que é mantida propositalmente à margem do poder.
Erasmo.
CORRIGINDO
Erasmo
disse:
O seu comentário está aguardando moderação.
6 de dezembro de 2011 às 20:55Onde não prevalece a Justiça, a Democracia perece.
È o que está acontecendo no nosso País.
Infelizmente o Dr. De Sanctis, com a sabedoria que Deus lhe deu, faz de PARTE uma minoria honesta que é mantida propositalmente à margem do poder.
Erasmo.
Dizer mais o que, está tudo lá… simplesmente maravilhoso!! Ainda bem que temos alguém como ele trabalhando por nós! Obrigado De Sanctis e força para seguir em frente, torço fortemente pela Satiagraha!
Só de saber , já que acompanho sua trajetoria, fortalece nossa crença em um Brasil melho , mais justo, e brevemente , tenho certza, sem esses crápulas que infestam nossa politica, magistério, etc. Bravo dr Santis, Lima Piracicaba
Lindo… Maravilhoso… o Magistrado de Sanctis no seu discurso. O Brasil tem sede de pessoas assim para dignificarem o nosso País. Parabéns.
No meu parco conhecimento, nunca dantes tive conhecimento de tão significante honraria, donde ao meu ver a criatura superou o criador Dr. Fausto De Sanctis é o cidadão BRASILEIRAÇO, que eleva a partir de agora tão alta comenda, pois sua vida vem por testemunho de como podermos ser grandes, com seu exemplo de retidão e batalha diuturnamente, nos remete a filosofia do bom viver e conviver, com exemplo singular de que estamos indo rumo a elevação humana, em seu discurso, confesso, a muito nada me emociona mais, pois São Paulo, a terra da garôa, passou por uma longa vacância de homens de Bem, e que nós Paulistas, que ontem envergonhados, hoje temos como este luminar da humanidade, um de nossos mais Preciosos Filho, uma alegria exponencial do caminho a seguir, e junto a De Sanctis, parabenizo ao Edil Sr.Paulo Frange, PTB, Médico Cardiologista, nascido em Uberaba, cidade Iluminada, e Paulistano de Coração, onde constatamos que a Luz depende do Caminho, e quando se encontram, temos o Caminho da Luz…maumau
Belíssimo PHA. Isso é discurso de se mostrar aos jovens como a Carta aos Moços de Rui Barbosa.
É uma pena que homens com a brasilidade e a cidadania latentes, como este, não cheguem a lugares onde poderiam fazer diferença para o país, mais que ocasionais discursos exemplares e verdadeiros.
Infelizmente a mediocridade e o mal caratismo tramam para alijar personalidades como esta do papel decisório, por que estes poderiam oferecer riscos a manutenção do status quo de hipocrisia e quase sempre de soberba pusilanimidade.
“A mediocridade ignora ou execra aquilo que lhe é superior”, registrou Flavio R. Kothe em “Cânone Imperial” o livro que desmonta a falácia literária tupiniquim.
Texto muito bom. Emocionante esse magistrado!
Parabéns juiz Fausto de Sanctis! Com sua honradez e coerência veio se somar às personalidades que ficam no registro histórico desta Nação.
CNJ faz devassa na folha de pagamento de juízes em SP
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5505441-EI306,00-CNJ+faz+devassa+na+folha+de+pagamento+de+juizes+em+SP.html
Falta apenas,assim como se divulgou na midia o nome de ministros envolvidos em irreguralidades, igualmente divulgar-se o nome de tais magistrados, visto que a lei, para ser lei, há de ser universal.
Presidenta
O Juiz Fausto de Sanctis precisa assumir alguma posição de maior influência jurídica, para ir higienizando o ambiente jurídico nacional.
A verdade achou seu lugar no discurso de De Sanctis. Parabens!
Parabéns ao Magistrado, esse sim respeita a toga, continue firme na luta do bom combate e nós povo brasileiro lhe agradecemos.
O lugar da VERDADE está vago.Esta é a verdade crua e nua e é um JUIZ quem acusa.Esse discurso do Magistrado De Sanctis deveria servir de pauta de discussão e reflexão em todas as altas Cortes do País e em todas as escolas de direito, assim como em todas as redações de jornais, revistas, meios de comunicação afins.Esse memorável discurso é uma luz no fundo do poço onde se encontra a nossa Justiça.O caminho para resgatá-la foi apontado pelas palavras do valoroso De Sanctis.Chega de mentiras, à verdade o que lhe é de JUSTIÇA!Paulinho, mais uma vez os agradecimentos por nos dar esse presente.Abração.
Emocionante ! Parabéns magistrado !
Em tempos normais de mídia democrática, este discurso seria manchete obrigatória. A sensibilidade desse homem tem de ser repassada aos jovens. Se eu fosse professor, levaria esse discurso para ser discutido, polemizado em sala de aula. Parabéns, juiz. Que o nosso Amigo lá do alto continue te protegendo. Obrigado.
De sanctis Para o SUPREMO SÓ ELE SALVA NOSSO JUDICÍARIO.
Caro PHA;
Esse é o cara, infelizmente para o STF a curto prazo não existe perspectiva. Mas para o Ministério da Justiça não tenho a menor dúvida.
Grande Fausto de Sanctis coragem e persevarança!! O Brasil precisa de você.
José Tadeu
Magistrado de Santis, parabéns pela justa homenagem, mais mu8to maior foi esta aula de todos os principios humanos e cristaos , que Deus o abencõe com muita saude paz alegria e ainda mais sabedoria para as horas dificeis.Feliz Natal. Maria
Que inveja eu tenho desse homem honrado, probo e justo. Ah se tivéssemos mais alguns DE SANCTIS no nosso judiciário. “país rico é país sem miséria”, no entanto, um país sem justiça é um país miserável.
mas, e essa: “O tupi-guarani foi a língua oficial de São Paulo até o século XIX, sendo esta a última grande cidade a deixar de adotá-la.”
Como é que as novelas de época da globo nunca reproduziu isso? Eu, que também fui obrigado a estudar história no primeiro grau e no segundo, nunca tinha ouvido ou lido sobre o assunto.
Parabéns Fausto Brasileiro Martin De Sanctis!
Um grande brasileiro, assim como Sócrates, Lula, PHA e todos que lutam por um Brasil melhor. Sucesso, Dr. de Sanctis.
De Sanctis, um grande homem! Corajoso por enfrentar os poderosos que se acham acima das leis. Precisamos de mais pessoas assim no judiciário brasileiro e , principalmente, no TJSP.
e saber que, o brasil peca na sua justica suprema, tendo,gilmares e cia de pelusos e mellos, que incapazes, deixam-na no esgoto. isso de alguma forma terá que mudar.
reinaldo carletti
E, não há candidatos fiáveis, para ocupa-lo. Não nesse BRASIL,
que precisa de uma revolução popular democrática, que mude
as leis com o aval direto do povo(plebiscito).
Os corruptos estão nos altos “escalões” e, também no rodapé
da sociedade. Daí as várias comissões da verdade etc, não
prosperarem. Tem jeito? Jẽnios? ARGH!!!!
DILMA/LULA ilhas cercadas de lesa pátrias!!
O PTB de Vargas agora é o PTB de Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão na Câmara e depois o negou no STF. Que o Paulo Frange tenha força para mudar o PTB. Essa homenagem ao herói nacional, magistrado Fausto Luis de Sanctis, é uma das mais justas da história brasileira. Parabéns Fausto Luis de Sanctis, orgulho de São Paulo, orgulho do Brasil, orgulho da magistratura brasileira. Vamos pressionar para ele ser indicado para o STF.
Fausto Martins de Sanctis para ministro do Supremo, ley de medios, Haddad 2012, Dilma 2014, não reeleger demotucanos, é…. temos muito trabalho pela frente. Mas os resultados irão compensar o esforço. Vamos trabalhar.
Que saudade do Min. Dipp na Corregedoria Nacional de Justiça!
Belíssimo discurso. Parabéns por darem espaço a esse cara. Tomara que faça escola. Já pensou se os grandes concessionários da comunicação quisessem propagar isso ao invés de encaminhar o senso comum para níveis cada vez mais acríticos.
Pelo menos pra quem quer beber das fontes mais puras, a web se mostra cada vez mais eficiente.
A premiação é merecida, e dá orgulho, mas tenho certeza q este admirável juiz teria se sentido muito mais honrado se a justiça houvesse prevalecido. Neste país, há um grito abafado e revoltado, pois as homenagens parecem soar como prêmios de consolação por todas as injustiças não resolvidas e q envergonham os homens de bem de nossa pátria!!! Deixo aqui não as honrarias institucionais, mas outra maior: a honraria da gratidão dos homens de bem de nosso país!!! Ainda q a justiça não tenha sido feita, mas sabemos q a honra e a dignidade não estão mortas!!!
Isto é uma obra de arte que deveria estar na parede de cada cabine dos Magistrados deste imenso Brasil.
Caro PH,
O Desembargador De Sanctis não é apenas Juiz, mostrou que também é filósofo e humanista. De Sanctis deu uma aula de Moral e Cívicismo e delineou um código de conduta para os presentes e os membros do STF e STJ.
Esplêndido ! De Santics para o STF já ! Acorda Dilma !!!
Bem-aventurados os que guardam o juízo, o que pratica justiça em todos os tempos – Salmos 106 vers. 3
Dr. Fausto Deus estará sempre contigo
Sejais bem aventurado sempre
Foi uma sentença exemplar o discurso dele.
Nossos parabéns ao excelso magistrado. Qualquer homenagem é insuficiente frente aos valorosos serviços prestados à nação brasileira. Seu exemplo nos faz sobretudo acreditar em uma Justiça alinhada com o espírito republicano, que não seja um mero instrumento da plutocracia desavergonhada que se jacta em usurpar o poder.
Ao ler esse discurso percebe-se dois valores humanos muito importantes e presentes nesse homem público;a humildade e a generosidade.Sem esses valores os homens em geral e os homens públicos em particular se apequenam e sobretudo se desumanizam,perdendo o que nos dá significado,a humanidade.
Ao Poeta D’Sanctis nosso reconhecimento, pois o Juiz já conhecemos sua envergadura Moral, desejamos a você e sua família muita Paz e Saúde. Em SP as coisas boas também acontecem, ao vereador Paulo Frange, este Uberabense, parabenizo pela iniciativa de homenagear alguém que dignifica a cidade de São Paulo.
Enquanto isso, no feudo do Agripino (que a Globo não noticia):
http://congressoemfoco.uol.com.br/suplente-de-agripino-e-denunciado-a-justica2.html
João Faustino diz em carta ser vítima e o pig se “CALA”.
http://www.omossoroense.com.br/politica/11499-joao-faustino-diz-em-carta-ser-vitima-de-perseguicao-para-manchar-a-honra-dele
Parafraseando Winston Churchill: nunca tantos brasileiros deveram tanto a tão pouco, leia: se Juiz Fausto de Sanctis!
O probo Juiz De Sanctis é a verdadeira Justiça brasileira…não a minoria bandida que se esconde atrás da toga.
Dilma ficaria muito melhor no poder se indicasse esse homem tão integro, tão sério, tão limpo até no olhar e na pele, e tão elegante, além de absolutamente inteligente, estudioso, sensível e o tipo que parece ter nascido com o dom de ser advogado, juíz, e tudo, enfim, que encerra uma carreira de magistrado do mais alto nível.
Como dizem os nordestinos: SOU DOIDJA POR ELE”.
Fora do assunto, mas pertinente:
http://www.consciencia.net/corrupcao/fhc.html
Se nossa justiça fosse composta de 30% de De Sanctis, estariamos bem avançados à democracia
Fausto Martin De Sanctis, GRANDE Brasileiro.
Parabéns e Continue a lutar.
Deus te e nos abençoe !
Parabéns inclito deputado Protogenes.
Sentença Proferida !
Uau… O que dizer depois de um texto desses??? Talvez: DESPERTA TERRA DE PIRATININGA!!!
EM TEMPO:
O texto do apaixonado Juíz me lembrou em algum momento, DESCARTES: “Penso, logo, existo”. Mas também que há outras possibilidades: “Acredito, Imagino, Sofro, Amo, logo, existo…” DE SANCTIS PARA O STF!! VIVA O BRASIL!!
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo éum braZil para TOLOS”
de sanctis., sabe muito bem que no disco rigido há nomes da elite, da politica , da policia, da area empresarial todaprotidão de gente fetidas deste pais. é por isso que eu queria que ele fosse minsitro do stf,para tentar abrir esse disco imundo do daniel mendes.
O Mundo necessita de mais seres humanos dessa estirpe.
Quem me dera possuir 1% dessa capacidade.
Que a vida lhe retribua, em saúde, paz e alegria a sua disposição e dedicação as causas justas.
Vida longa e felicidade.
Será q (eu) estaria sendo cri-crí preconceituoso por intuir q o Magistrado De Sanctis,deveria declinar da homenagem?.