O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail do professor Fábio Comparato:
Caro amigo:
Remeto-lhe anexo o excelente voto do Deputado Ivan Valente, apresentado hoje em reunião da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, a respeito do projeto de lei da Deputada Luiza Erundina, que dá interpretação autêntica à lei de anistia de 1979.
Abraço,
Fábio Konder Comparato
Leia o voto do deputado Ivan Valente:
COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL
PROJETO DE LEI N. 573, DE 2011
Dá interpretação autêntica ao disposto no art. 1º, § 1º, da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979.
Autora: Deputada LUIZA ERUNDINA
Relator: Deputado HUGO NAPOLEÃO
VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO IVAN VALENTE
I – RELATÓRIO
Versa o PL 573/2011 sobre interpretação da Lei n. 6.683/1979, que concedeu anistia criminal e disciplinar para atos cometidos durante o regime militar. Pretende o projeto interpretar autenticamente, por meio de lei, a abrangência da expressão “crimes conexos” contida no art. 1º, § 1º da referida lei de anistia, excluindo dessa interpretação “os crimes cometidos por agentes públicos, militares ou civis, contra pessoas que, de modo efetivo ou suposto, praticaram crimes políticos”. O projeto retroage os efeitos da lei à data de publicação da Lei n. 6.683/1979, estipulando que “a prescrição, ou qualquer outra disposição análoga de exclusão da punibilidade, não se aplica aos crimes não incluídos na anistia concedida pela Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979”.
Na Justificativa, a ilustre autora, Deputada Luíza Erundina (PSB/SP), argumenta que a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, ao julgar a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) n. 153, de 29 de abril de 2010, não encerrou o debate levantado em torno do âmbito da anistia declarada pela Lei n. 6.683, de 28 de agosto de 1979. Nesse acórdão, o tribunal teria dado à expressão “crimes conexos”, empregada no caput e no § 1º do art. 1º daquele diploma legal, “um sentido claramente oposto ao entendimento técnico tradicional da doutrina e da jurisprudência, tanto no Brasil quanto no estrangeiro”. Esse entendimento violaria o preceito constitucional fundamental do art. 5º, XLIII, assim como o sistema internacional de direitos humanos. Lembra, ainda, que “nenhuma lei anterior à promulgação de uma nova Constituição permanece em vigor quando infrinja algum de seus dispositivos fundamentais”. Em seguida cita trechos de sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, prolatada em 24 de novembro de 2010, cujos “Pontos Resolutivos” e “Reparações” estariam fundamentando a proposição.
Apresentada em 23/2/2011, por despacho de 14/4/2011 foi distribuída à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), sujeita a apreciação do Plenário, em regime de tramitação ordinária. Em 5/5/2011 foi-lhe apensado o PL 1124/2011.
O PL 1124/2011, de autoria do nobre Deputado Chico Alencar (PSOL/RJ), reproduz a mesma ementa e os arts. 1º, com redação semelhante e 2º, com redação idêntica (este, sem o parágrafo único, que na proposição principal, extingue a prescrição). O art. 1º difere no trecho final, uma vez que o projeto principal refere-se a “crimes políticos”, enquanto o apensado utiliza a expressão “atos contra a segurança nacional e a ordem política e social”.
Na Justificativa, o nobre autor utiliza a mesma argumentação vazada na proposição principal, colhendo fundamentação proposta pelo jurista Fábio Konder Comparato, acerca do desrespeito aos direitos humanos, com fulcro no julgamento em andamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos, que veio a se confirmar com a sentença de 24/11/2010. O ilustre autor atribui ao mencionado jurista a autoria do projeto, reapresentado em razão do arquivamento do PL 7430/2010, da Deputada Luciana Genro (PSOL/RS), arquivado por término de legislatura, o qual fora, ainda, inspirado em projeto similar de 1999, do ex-Deputado Marcos Rolim.
Em 2/5/2011 a proposição foi redistribuída, com inclusão da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN). Nessa Comissão, obteve parecer pela rejeição.
É o relatório.
II – VOTO
Com a devida vênia do digno relator da matéria nesta Comissão, ousamos discordar do seu parecer.
Ora, todos sabem que a tortura, esse expediente medieval para arrancar a verdade a qualquer custo, continua existindo. Nada adiantou a modernização das leis penais, conforme propugnado desde o Marquês de Beccaria, em sua magistral obra “Dos delitos e das penas”, há mais de três séculos.
Na Idade Média, a tortura fazia parte do rito processual, ainda que todas as provas estivessem contra o acusado ou mesmo a seu favor. Era preciso torturá-lo, para que por esse meio houvesse a certeza plena da autoria do delito e, em consequência, o culpado iniciasse a expiação de suas faltas. A supremacia da vontade do poder soberano iria culminar com o espetáculo dantesco de sua morte na fogueira, na roda e em outros artefatos diabólicos a fazê-lo sentir o inferno em vida.
Importada do colonizador, a tortura sempre existiu no Brasil e continua existindo em pleno século XXI. Durante a ditadura militar ela foi simplesmente institucionalizada e praticada generalizadamente pelos órgãos repressores. Assim, os agentes do Estado, militares e policiais, sob a conivência omissa dos seus comandantes, ou cumprindo suas ordens, torturaram milhares de opositores do regime, na tentativa de arrancar-lhes os nomes dos camaradas de ideal. Muitos foram mortos ou estão “desaparecidos”, sem que lhes fosse dada a dignidade de um funeral e a certeza de uma sepultura onde seus familiares pudessem chorar-lhes a ausência.
Muitos eram meramente suspeitos e nem por isso deixaram de ser seviciados, julgados e condenados, às vezes à morte, sem qualquer processo.
Ainda hoje, como relata a revista Caros Amigos, deste mês de agosto, a tortura é uma triste realidade, especialmente nas polícias e presídios do país. Relata a revista, coerentemente, que essa prática é uma herança do regime militar. Maldita herança!
Então de nada adiantou nossa Constituição prescrever, dentre as garantias fundamentais que a tortura é equiparada aos crimes hediondos? Trata-se de um crime imprescritível, embora tal figura não conste de nossa Carta Magna, mas em respeito ao conteúdo humanitário das Convenções Internacionais que assim dispõem.
A Corte Interamericana de Direitos Humanos entende que os crimes ditatoriais são imprescritíveis. O Chile foi punido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) em virtude de sua opção pela não responsabilização penal dos agentes da ditadura de Augusto Pinochet. Desta forma, o Brasil pode sofrer retaliações se não começar as investigações e punições aos agentes da ditadura brasileira.1
O Direito Internacional Público recomenda que haja, em casos como o ocorrido em nosso país, uma Justiça Transicional. Nesses moldes, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou ao Brasil, em 2005, a adoção desse mecanismo de resgate histórico das lutas pela liberdade e pela democracia, preconizando:
- a revelação da verdade, mediante a abertura de arquivos do período e a criação de comissões da verdade imparciais;
- a responsabilização pessoal dos perpetradores de graves violações de direitos humanos, entendendo que a situação de impunidade é fator de inspiração e dá confiança a quem adota práticas violadoras de direitos;
- a reparação patrimonial dos danos às vítimas, através de indenizações financeiras;
- a reforma institucional dos serviços de segurança, expurgando de seus quadros quem propagava a teoria do período;
- a instituição de espaços de memória, para que as gerações futuras saibam que, no país, se praticou o terror em nome do Estado.2
Estar-se-ia atendendo o que dispõe a Convenção sobre a Imprescritibilidade dos Crimes de Guerra e dos Crimes Contra a Humanidade, de 26 se novembro de 1968, para a qual, mesmo que o direito interno do país não os tipifique como crime, os atos de tortura são imprescritíveis. É o contrário do que propõem os opositores da alteração da Lei de Anistia, para quem o princípio da anterioridade da lei penal não permite que os torturadores de outrora sejam alcançados. Esse é um dos fundamentos esgrimidos pelo nobre relator, com o qual não podemos concordar.
O próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu pela imprescritibilidade dos danos morais advindos de tortura no regime militar (REsp 1.000.009/PE, Rel. Min. Humberto Martins, DJU 21.2.2008). Por que não a responsabilização pelos crimes então cometidos, a título de proteger o Estado, mas em afronta total ao Direito e à Justiça?
Conforme relato contido no documento “Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964”, elaborado sob os auspícios do saudoso ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, quatro centenas de brasileiros desapareceram nos porões da ditadura e suas famílias aguardam até hoje que seja feita justiça.
É preciso, pois, resgatar a memória dos brasileiros assassinados ou desaparecidos durante a ditadura militar, dentre os quais, os mais conhecidos, Carlos Marighella, Carlos Lamarca, Wladimir Herzog, Manoel Fiel Filho, Zuleika Angel Jones (Zuzu Angel), Honestino Monteiro Guimarães, Joaquinzão e outros tantos quase anônimos, incluindo os tombados na Guerrilha do Araguaia.
Em face do exposto exorto meus ilustres Pares pela APROVAÇÃO do Projeto de Lei n. 573/2011, nos termos deste VOTO EM SEPARADO e, portanto, contrário ao Parecer do ilustre Relator.
Sala da Comissão,
Deputado IVAN VALENTE
Em tempo:
Por falar nisso, amigo navegante, onde estão os petistas que combateram o regime militar, foram torturados e defenderam torturados nos tribunais militares ? Onde estão que não respondem ? Clique aqui para ler a palestra de Luiz Claudio Cunha ao receber o título de “notório saber” da Universidade de Brasília: “Não à Anistia !” – PHA.



Ivan e Erondina formam uma bela dobradinha paulista, pena que eu voto em Niterói.
Muito correta a abordagem, especialmente quanto a punição dos mandantes e executores de tantas barbaridades.
As interpretações das leis são essencialmente políticas refletindo à correlação de forças, na sociedade, do momento em que são julgadas e infelizmente posições corretas se quer encontram eco na chamada sociedade civil organizada.
Há que se pensar em um meio de quebrar esse muro que impede as justas demandas chegarem até a população como um todo.
Se liga BRASIL…Ele é BRASILEIRO!!!!!
Nao precisam da ordem da Presidenta pra punir os torturadores, a história da vida dela exige isso.
Sigam o exemplo da Argentina..cadeia para os assassinos!!!!!
Boa pergunta PH! Cadê os Petistas ???
Bravo, Ivan Valente!
A Lei da Anistia não pode proteger criminosos.
Esse relatório do ‘ilustre’ relator, Hugo Napoleão, não serve de nada para a busca da verdade real, por Justiça.
Esse famigerado relatório só serve para ser publicado em revistas do pig, detritos de maré baixa!
Parabens a esses dois grandes brasileiros : fim da impunidade JÁ!
Grande PHA,
Acho que você deveria dar mais destaque aos deputados do PSOL, pois sou leitor assíduo deste blog e posso dizer que os parlamentares do PSOL são os únicos que convergem com sua opinião. Sei que eles fazem oposição ao governo da presidente Dilma, mas melhor ter uma oposição construtiva como a do PSOL a ter aliados do nível de Temer, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Sarney, Collor, Romero Jucá e Renan Calheiros. Não é à toa que os parlamentares do PSOL sempre se destacam no prêmio Congresso em Foco.
Ivan Valente, Chico Alencar, Jean Wyllys e Randolfe Rodrigues são do PSOL, um #partidonecessário
Pedro, você não se envergonha de falar tanta bobagem?
Então, pelo seu raciocínio, não se deve julgar e punir um homicida, ou um estrupador porque isso seria vingança da vítima ou da sua famíla (na verdade, do Estado)? Da mesma forma não se deve prender um ladrão de banco porque isso seria vingança do banqueiro?
Caro Pedro; o Brasil é o único país na História que inocenta os torturadores e condena os torturados. Vide mais recentemente tudo o que foi dito e escrito sobre o passado da nossa Presidenta pela imprensa, TV e rádios.
Talvez você não tenha tido em sua família ou entre seus amigos alguém que tenha sido barbaramente, torturado, estuprado ou morto; durante o regime militar. Talvez por isso você seja tão insensível com a situação. não se trata de vingança; e sim de justiça. Justiça essa não não só para os familiares das vítimas; mas para toda uma sociedade que não admite o uso da violência para impor seu poder. Ok
Pedro tu és pedra, não tem sentimentos.Olhe-se no espelho e observe o que reflete lá.
Grande Ivan VAlente!!
- a revelação da verdade, mediante a abertura de arquivos do período e a criação de comissões da verdade imparciais;
- a responsabilização pessoal dos perpetradores de graves violações de direitos humanos, entendendo que a situação de impunidade é fator de inspiração e dá confiança a quem adota práticas violadoras de direitos;
- a reparação patrimonial dos danos às vítimas, através de indenizações financeiras;
- a reforma institucional dos serviços de segurança, expurgando de seus quadros quem propagava a teoria do período;
- a instituição de espaços de memória, para que as gerações futuras saibam que, no país, se praticou o terror em nome do Estado.2
È disso que o Brasil precisa, agora, com a máxima urgência!!! Para começar a acabar com a cultura da impunidade, que é como um câncer corroendo o tecido social do país.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Yacov,
Q nós temos a oferecer aos nossos netos, bisnetos; o q legaremos aos q nos sucederem? A vergonha de ter concordado com uma anistia à barbaridade do terrorismo do Estado? Está nas mãos de nossos Legisladores, a oportunidade de passarem à História, enxugando nossas lágrimas de dor e da vergonha.
A tortura não prescreve e é crime contra a humanidade!Lugar de torturador é na cadeia!
Dila 3a mulher mais poderosa do mundo, segundo a Forbes:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/08/dilma-e-3a-em-ranking-das-mulheres-mais-poderosas-do-mundo-1.html
Chora, PiG.
Meu caro PHA, você pergunta: onde estão petistas que combateram o regime militar, foram torturados e defenderam torturados nos tribunais militares ? Onde estão que não respondem?
Eu te respondo! estão hoje dando entrevista ao PIG (com verdadeiro orgasmomental, se locupletando nos aviões de empreiteiros para baixo e para cima deste Brasilzão, promovendo escândalo em cima de escandolo). Agora os Petistas mesmo, com “P” maiúsculo foram alijados do processo, pois no PT tem os os militantes, os militantos e os militontos, os militantes sempre foram engolidos pelos militantos com voto dos militontos nos encontros e Congressos, infelizmente é assim (o espaço aqui é pequeno para explicar). Futuramente um escritor contarátalvez numa fábula a passagem do pt pelo poder… infelizmente acho que esse Militante que vós escreve não mais estará aqui para criticar o enredo o até mesmo elogiá-lo.
Luiz Antônio Barbosa:
Eu já acho q vc está sendo injusto… pra não dizer desrespeitoso. Pq o Partido dos Trabalhadores é vitorioso; não o fora, não seria o segundo partido, em número, dentro da Câmara de Deputados. Nós bem sabemos das dificuldades pra eleger um nome, nas eleições, em geral. E vc bem o sabe, q se tem de concorrer ao som, estridente, da mídia (maldita), sempre defendendo os seus favoritos… em nome de uma classe dominante, q nos apequena, desde sempre. Vc poderia avaliar, igualmente, os oito anos, passados… E nesses oito anos, o PT demonstrou q, com novas Políticas de Estado, foi possível derrubar aquela afirmação despudorada da impossibilidade de nos desenvolvermos, economicamente, sem inflação… O PT é, sim, um grde vitorioso; pq nos ofereceu, ao sabor do controle da inflação, desenvolvimento, com distribuição de renda, combate às desigualdades regionais e sociais. Coisas q os partidos de ontem, sempre nos negaram e suprimiram. Aquele abraço, frouxo
Injusto? Desrespeitoso?
Sugiro que o Senhor tente (vai ser difícil, pois há um empenho muito grande em acobertar, esconder, abafar) conhecer o Partido por dentro.
Fazem em escala muito maior o que criticavam nos outros partidos.
Sei do que estou falando.
Abraços.
Parabéns pelo excelente texto.
Abraços.
Nossa gratidão ao combatente deputado Federal Ivan Valente e ao incansável e brilhante brasileiro Fábio Konder Comparato!!!
Tortura deveria ser o mais hediondo de todos os crimes hediondos. Não dá pra contemporizar em se tratando desta monstruosidade. Sob nenhum aspecto.
PHA, desculpe pelo fora do poste, mas não pederia deixar de anunciar. É que a Forbes elegeu as 100 mais poderosas mulheres do mundo e a nossa presidenta está em 3º lugar! Vou beber uma por conta!
Essa mancha que denigre nossa história deve sim vir à tona, e os torturadores tem que pagar pelo crime gravíssimo cometido, senão, que moral teremos perante à nova geração e aos outros países. Erundina como sempre lutando pelo nosso país. Parabéns Erundina! Adoraria te ver na prefeitura de São Paulo novamente.
Pedro, sei que foi contra a ditadura e as atrocidades cometidas nela, acredito. Mas pense comigo: você não acha que o que os militares fizeram em seu regime contra aqueles que o opuseram (entre eles os comunistas) foi vingança ou retaliação?
Engraçado isso. Não que eu seja a favor de vingança, mas a “justiça” só serve para a direita, não serve para a esquerda.
Justificam o Golpe (sim, o Golpe) com a conversa de que foi a vontade da elite, quer dizer, do povo, a favor da democracia (que democracia?!) e a fim de evitar um regime comunista (tsc). Quando é a esquerda que está no poder e quer fazer a justiça, dizem que é vingança. Hipocrisia pura.
Caro Pedro, quando os códigos de processo prevêem penas determinadas para crimes específicos não é por vingança, mas é que a humanidade chegou a um determinado grau de civilização que entende que criminosos devem pagar pelos crimes praticados e enquanto eles não forem penalizados, através de um devido processo legal(que não existia durante a ditadura), a questão não “está resolvida”. Enquanto não tivermos a compreensão de que devemos tocar nas feridas deste país, estaremos condenados a viver eternamente sofrendo com essas feridas expostas. Portanto: Justiça e Saúde ao povo brasileiro.
SE EU FOSSE PAULISTANO VOTARIA NESSE IVAN VALENTE
eu só não voto nele, pq voto na Erundina…..
Caro PHA, vc pergunta onde estão os petistas que combateram o regime militar. Muitos deles estão aí espalhados pelo país, com a mesma disposição de luta de outrora, combatendo a corrupção, a política nefasta praticada neste país, lutando para que seja instalada a Comissão da Verdade. Mas infelizmente, num país dominado pelo PIG, poucos são os canais, como o seu, para dar eco às vozes desses eternos combatentes. Cito o exemplo do ex-preso político, jornalista Antonio Pinheiro Sales, que vive em Goiânia, e amargurou uma década nos porões da ditadura e ainda hoje sofre com sequelas das torturas sofridas, mas que nunca abandonou a luta por um país mais justo.
Sei que vai gostar dessa notícia:
TAM instala pontos de venda no Metrô de São Paulo
-no Metrô??? Diria PHA. –
e terminaria: – Que horror!
http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/tam-instala-pontos-de-venda-no-metro-de-sao-paulo
Eis um Brasileiro.
N’ao da para discordar de nem sequer uma virgula dos argumentos apresentados pela Dep.Erundina no seu projeto de lei sobre a anistia.Ela merece o apoio de todo brasileiro que ver o Brasil livre dessavergonha em nossa historia.Todas aquelas familias que sofreram a perda de seus entes queridos merecem uma resposta decente.Que nao tripudie sobre a intelig”encia deles.A tortura eh crime e devem ser punidos quem dela fez uso ou ainda faz.
é por isso que tenho feito campanha desde o ano passado por uma chapa valente e erundina pra prefeitura de sp. eu sempre tuito pra eles:
” @Dep_IvanValente e @erundinapsb , quero vocês juntos na prefeitura de SP em 2012! ”
vamos twittar!!!