Redação Conversa Afiada

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Mais de 40% dos alunos das universidades federais são das classes C, D e E

    Publicado em 03/08/2011
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Que horror !

Saiu na Agência Brasil:

Mais de 40% dos alunos das universidades federais são das classes C, D e E


Amanda Cieglinski

Brasília – Cerca de 43% dos estudantes das universidades federais são das classes C, D e E. O percentual de alunos de baixa renda é maior nas instituições de ensino das regiões Norte (69%) e Nordeste (52%) e menor no Sul (33%). É o que mostra pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que será lançada hoje (3), sobre o perfil dos estudantes das universidades federais.


Para a Andifes, o resultado do estudo, que teve como base 22 mil alunos de cursos presenciais, desmistifica a ideia de que a maioria dos estudantes das federais é de famílias ricas. Os dados mostram, entretanto, que o percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003.


Segundo o presidente da Andifes, João Luiz Martins, as políticas afirmativas e a expansão das vagas nas federais mudaram consideravelmente o perfil do estudante. A associação avalia que se não houvesse as políticas afirmativas, o atendimento aos alunos de baixa renda nessas instituições teria diminuído no período.


Martins destaca que se forem considerados os estudantes com renda familiar até cinco salários mínimos (R$ 2.550), o percentual nesse grupo chega a 67%. Esse é o público que deveria ser atendido – em menor ou maior grau – por políticas de assistência estudantil. A entidade defende um aumento dos recursos para garantir a permanência do aluno de baixa renda na universidade. “Em uma família com renda até cinco salários mínimos, com três ou quatro dependentes, a fixação do estudante  na universidade é um problema sério”, diz Martins, que é reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).


O estudo identifica que 2,5% dos alunos moram em residência estudantil. Cerca de 15% são beneficiários de programas que custeiam total ou parcialmente a alimentação e um em cada dez recebe bolsa de permanência.


Vânia Silva, 26 anos, ex-aluna do curso de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB), contou, ao longo de toda a graduação, com bolsas e outros tipos de auxílio. No primeiro semestre, a ajuda era de R$ 130, insuficiente para os gastos com alimentação, transporte e materiais. Ela participou de projetos de pesquisa e extensão na universidade para aumentar o benefício e conseguiu moradia na Casa do Estudante. Mas  viu colegas desistirem do curso porque não tinham condições de se manter.


“Para quem quer ter um bom desempenho acadêmico, o auxílio é muito pequeno. Esse dinheiro eu deveria gastar em livros ou em viagens para participar de encontros de pesquisadores, mas usava para custear minhas necessidades básicas”, conta. Hoje, ela é aluna de pós-graduação e a bolsa que recebe continua sendo insuficiente para os objetivos que pretende alcançar. “Já tive trabalhos inscritos até em congressos internacionais, mas com essa verba não dá para bancar uma viagem”, diz.


Os reitores destacam que a inclusão dos estudantes das famílias mais pobres não é a mesma em todos os cursos. Áreas mais concorridas como medicina, direito e as engenharias ainda recebem poucos alunos com esse perfil. Cerca de 12% das matrículas nas federais são trancadas pelos alunos e, para a associação, a evasão está relacionada em grande parte à questão financeira.


“Em outras parte do mundo, a preocupação do reitor é com a qualidade do ensino e com a pesquisa. Mas aqui, além de se preocupar com um bom ensino, ele também tem que se preocupar com a questão social”, compara Álvaro Prata, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).


Para 2012, a Andifes reivindicou ao Ministério da Educação (MEC) que dobre os recursos destinados à assistência estudantil. A previsão é que a verba seja ampliada dos atuais R$ 413 milhões para R$ 520 milhões, segundo a entidade. “Com a política de cotas e a expansão da UnB para as cidades satélites, houve um aumento muito grande da necessidade de políticas de assistência estudantil. Mas isso é secundário para o governo e a própria administração da universidade. Muitas vezes, eles acham que têm que trabalhar para ter mais sala de aula e laboratório, mas não há o restaurante universitário”, observa a representante do Diretório Central dos Estudantes da UnB, Mel Gallo.

 

 

 

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  • [...] Clique aqui para ler “Mais de 40% dos estudantes das universidades federais são das classes C, D e E”. [...]

  • ozeias laurentino Apgo disse:

    Porque os riquinhos não estudam em universidades particulares, deviam ter vergonha das federais é de graça, e os miseráveis vão de mercedes benz, audi etc. Ainda tem o DEM E PSDB para defende-los, é demais esses capitalistas Brasileiros. cade o orgulho dessa turma, e ainda são contra a balsa familia, são ridiculos. Parabéns LULA,DILMA.

  • Bianca disse:

    Após a abertura da primeira universidade brasileira até o ano 2002, praticamente só se viam ricos estudando nas universidades federais. Foram as famosas universidades das elites. Em menos de dez anos já se chegaram aos quase 50% de pobres cursando o ensino superior. Um avanço fenomenal. Parabéns ao sr. Ministro da Educação.

    • Nandara Lima disse:

      Você se esqueceu que a notícia também diz: “Os dados mostram, entretanto, que o percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003″. Hoje os pobres estudam em faculdade particular, ironicamente. O Prouni está permitindo isso.
      Acho que o governo Dilma tem que priorizar a qualidade da educação básica no Brasil, já que há, sim, muitas vagas no ensino superior, mas os jovens das classes baixas não estão preparados para preenchê-las.

  • Flavio Azevedo disse:

    Manchete totalmente destorcida.
    Por que a manchete não é: 60% dos alunos das faculdades públicas são das classes A e B.

    • Pedro1 disse:

      Por que percentuais altos das classes A e B na universade não são raridades. Raríssimo é o que ocorre agora, um percentual já próximo da metade para as classes pobres

  • Nandara Lima disse:

    Não achei nada animadora essa pesquisa. Aliás, é FATO que a maioria dos alunos das Universidades Federais são ricos, porque estudaram a vida toda em escola particular e podem pagar excelentes cursinhos. Na hora do vestibular, isso faz, sim, muita diferença. Além disso, como já foi dito, famílias pobres não têm condição de manter seus estudantes em outras cidades (no caso, capitais).

  • Evandro disse:

    Eu concordo que muitas pessoas das classes C,D e E entraram na Universidade, mas temos que olhar isso mais a fundo. Em quais cursos? já são 43% em medicina por ex.? e outra coisa eu moro em Floripa estudo na UFSC e sei o qto é difícil a vida aki. Quem tem fragilidade sócio econômica que é como eles chamam aki, recebe uma bolsa de R$364,00 do gov. para trabalhar 20h semanais na universidade(concordo que tenha que se trabalhar para receber), como no RU de graça, quem tem mais fragilidade ainda e não conseguiu vaga na moradia estudantil recebe R$200,00 se ajuda moradia. Só que num raio de 6Km vc não acha nada nem um kitnet((quartocozinha e banheiro) por menos de R$350,00, se vc mora mto longe tem pegar ônibus a pagar por viagem R$1,30 pq é meia passagem

    E saber que um estrangeiro ganha 1 salário mínimo pago pelo governo apenas para ficar estudando sem ter que trabalhar, isso é injusto.
    Uma coisa é dar acesso para os mais pobres e sair falando que o Brasil está mudando, outra coisa totalmente diferente é dar acesso aos mais pobres e condições que eles terminem a faculdade, isso são outros 500.
    Sem falar que será que é homogenizado essa distribuição dos alunos, pq ah cursos onde ainda a maioria esmagadora são classes A e B, como medicina e algumas engenharias.

  • Nando disse:

    Essa notícia é pra lavar a alma daqueles que um dia sonharam em ter mais oportunidades para fazerem um curso superior e não podiam, pois não era permitido ao pobre o acesso às universidades e centros superiores. DÁ-LHE PRESIDENTE LULA, DÁ-LHE, PRESIDENTE DILMA, CONTINUE A FAXINA, QUEREMOS UM BRASIL LIMPO E BONITO DE SE VER. QUE DEUS OS ABENÇOE E DÊ-LHES FORÇAS.

  • Ivety disse:

    Hoje fui na escola de cabeleireiro em BH para fazer uma hidratação (lá é bemmmmmm mais barato). São os alunos que fazem o serviço. A aluna que me atendeu é uma brasileira que mora há anos nos Steites.

    Ela começou tirando onda comigo, dizendo que morava em Boston e que só estava aqui para fazer o curso. Meteu o pau no Brasil, disse aqui tem corrupção, que a gente não sabe quanto paga de imposto sobre as coisas que compramos e um lero-lero dos diabos.

    Então perguntei:
    _ Porque você veio pra cá fazer curso de cabeleireiro se os Steistes são o paraíso?
    Então ela disse que o curso lá é 14 mil dólares e aqui era 2.500 reais.

    Dá pra entender a mente dessas pessoas idiotas?

  • eder disse:

    concordo com o mauricio augusto martins!!!. a divida que o pais têm com o seu povo em relação a educaçao é muito grande para se pagar da noite para o dia.Em meados dos anos 90,só entrava para a universidade quem podia pagar bons cursinhos, e mesmo assin a media de alunos do ensino medio que chegavan a universidade era de 1 para cada 100 formandos.mesmo que o governo invista 7% do PIB ate o final da decada conforme o novo plano nacional de educaçao, ou 10%,incluindo ai os 50% do fundo social do pre-sal,o maximo que iremos conseguir é aproximar do nivel educacional de alguns paises europeus.mas estamos no caminho certo e temos que cobrar mais dos nossos governantes,o compromisso com a educação,principalmente valorizando o maior responsavel por ela: O PROFESSOR!!!!!!!

  • Toni disse:

    Há que lembrar-se que muito ranço elitista ainda permeia nossas universidades, herança maldita de tempos obscuros que ainda não foi espurgada. Além disso, há um pré-conceito pseudo-científico, onde uma orientação epistemológica dada por uma visão de mundo perceptiva e ideologicamente condicionadora induz a uma “natural” submissão e aceitação de “verdades” prontas e inquestionáveis estabelecidadas pelos “centros” do saber “correto”. É absurdo q ainda exista uma mitologia fundada no mistério!!! Onde está a criatividade humana e sua capacidade investigativa e questionadora da realidade? Se a revelação da verdade pressupõem o questionamento de “certas verdades”, então o “enigma” em questão deve permanecer como tal: um mero enigma!!! É revoltante!!!

  • Amaro Shakur disse:

    Não bastava pobre nos aeroportos, agora essa gente está na universidade, que horror!!……….dálhe Dilma!!

  • marcelo disse:

    A reportagem na verdade diz que 60% dos alunos sao daas classe A e B, e que esse percentual nao muda desde 1997.

    Nao vejo porque comemorar. O artigo diz a maioria dos alunos é sim de familia rica, e que nos ultimos 15 anos nao houve qualquer mudanca nesse quadro.

  • joaquim disse:

    Assim não pode. Assim não dá!!!!

  • Fabricio disse:

    Chupa Serra! Chupa FHC!

  • Franklin disse:

    Embora o ensino superior seja gratuíto ou financiado pelos bancos, os alunos pobres ainda encontram muitas dificuldades na sua manutenção, como transporte, alimentação, vestimenta, o que de certa forma acabam por ocasionar o fechamento de matrículas, e até evasões. Estes brasileiros são persistentes e lutadores, mamma mia.

  • André disse:

    Obrigado Lula por tentar dar igualdade de condições para todos.

    Esse foi o verdadeiro estadista brasileiro,não o FAROL.

  • Francelino disse:

    Classe C, D e E cursando faculdade? Que horror!

  • Fred Azevedo disse:

    Que jamais esqueçamos, que os corações são livres e os sonhos…infinitos!

  • diva disse:

    Que horror PHA!! Agora pobre vai estudar, ser bem informado…que horror!!

  • João disse:

    Que horror!!!! (kkkkkk)

    Será que a Miriam Leitão comentará sobre este fato no Bom Dia Brasil????

    Em tempo: com este frio danado que está aqui no sul/sudeste, quem é que vê o Bom dia Brasil??????

  • mauricio augusto martins disse:

    Tá faltando o Calabouço?(restaurante estudantil da UNB), percebemos que é um cobertor pequeno, porém com as enormes dívidas sociais e públicas, deixadas por desgovernos passados, seria muito exigir, que tudo seja feito de uma vez, porém estamos em bom caminho, o que preocupa é que nas matérias, exatas e humanas que o Brasil mais precisa da voz que vem das classes sobreviventes, não estamos por enquanto, a contento suprir tais necessidades, aos poucos os nossos sonhos, aliados aos sonhos de Honestino Monteiro Guimarães, estão tornando-se realidade, Bença Sr. Benedito e Dona Maria Rosa…Mauricio Augusto Martins

  • RICARDO disse:

    PHA,
    Duas passagens dessa reportagem merecem registro:
    1 – É falsa a idéia de que a maioria dos estudantes das federais é de famílias ricas.
    2 – O percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003.
    Que outro dado, entretanto, a Andifes possui para concluir que se não houvesse as políticas afirmativas, o atendimento aos alunos de baixa renda nessas instituições teria diminuído no período?

  • Carlos EBF disse:

    Que horror! Pobre com instrução, assim não pode, assim não dá.

  • Douglas disse:

    Que horror!! O que será da urubologia agora?

  • Nana disse:

    O governo precisa ver também a dedução de imposto de renda para alunos dessas universidades, pois gasta-se muito para manter um filho morando em outro estado, enquanto outros que tem filhos em escolas privadas podem deduzir pelo menos uma parte do Imposto de renda. Pelo menos para aqueles cuja renda familiar seja inferior a cinco mil/mês. Ajuda e muito.

  • amores disse:

    A classe D vai competir com a classe B, vai competir com os leitores da Veja. que dó …kkkk

  • antonio carlos coelho disse:

    Este é um BRASIL q vai pra frente q horror…

  • Weyll disse:

    No meu tempo só entrava na Federal quem podia pagar um bom cursinho. Hoje o acesso é mais democrático.

  • Raphael disse:

    PHA, sou aluno de uma universidade estadual paulista e infeliz não é essa a realidade que encontro.
    Cerca de 80% dos alunos são pertencentes a classes A e B. Há cursos que esse patamares chegam a 95%.
    E no contexto acadêmico, o menos abastados tambem sofrem com condições de estudo desiguais. Os programa de bolsas e auxílio é muito deficiente, sendo que esse alunos de condições sociais modestas precisam trabalhar em tempo integral para a garantia do seu sustento.

    Abraços,

  • Heldo Siqueira disse:

    “Cerca de 43% dos estudantes das universidades federais são das classes C, D e E.
    [...]Para a Andifes, o resultado do estudo, que teve como base 22 mil alunos de cursos presenciais, desmistifica a ideia de que a maioria dos estudantes das federais é de famílias ricas. Os dados mostram, entretanto, que o percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003.”

    Como assim?! Pela reportagem o estudo mostra que a maior parte (57%) dos estudantes das universidades públicas são das classes A e B… Essas são ou não são as classes mais ricas?! O estudo confirma que são as classes mais ricas que frequentam as universidades e não o contrário!

    Abs

  • A Aquino disse:

    Que horror!

  • Lucas disse:

    alguns questionamentos:
    Que cursos?
    Classe D e E? só na EAD…
    Está resolvido o problema da educação superior para os mais pobres?
    Veja o perfil étnico-racial desses pessoal?

  • Paulo José De Fazzio Junior disse:

    60% dos alunos das universidades federais são das classes A (e) B.

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