O Conversa Afiada publica artigo de Luiz Claudio Cunha, que, recentemente, defendeu a extinção da Lei da Anistia:
Sarney e o torturador, Ustra e o presidente
Luiz Cláudio Cunha*
O próximo desatino de José Sarney já tem hora, dia e local definidos: às 14h30 desta quarta-feira, dia 27, no Fórum João Mendes do Tribunal de Justiça de São Paulo, no centro da capital paulista.
Ali, na inesperada condição de testemunha de defesa, o senador Sarney, presidente do Congresso Nacional, vai louvar e enaltecer o maior ícone vivo da repressão mais feroz da mais longa (1964-1985) ditadura da história brasileira — o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra.
É o homem que montou e comandou, na fase mais sangrenta do Governo Médici (1970-1974), o centro de tortura mais notório do regime, o DOI-CODI do II Exército, na rua Tutóia, a cinco quadras do ginásio do Ibirapuera, no coração de São Paulo. Sarney vai tentar livrar Ustra de uma nova condenação como torturador (a primeira foi em 2008), agora acusado pelo assassinato em 1971 do jornalista Luiz Eduardo Merlino, que sucumbiu após quatro dias de tortura brutal no DOI-CODI paulista.
As unidades de Destacamento de Operações de Informações (DOI) do Centro de Operações de Defesa Interna (CODI) instaladas nos principais comandos da força terrestre no país se converteram em sinônimo de morte e terror. Poucos saíam vivos dali. Quem sobrevivia carregava na carne e na memória as marcas do suplicio. José Sarney sempre soube disso, na comprometedora condição de um dos caciques nacionais da ARENA, o partido inventado pelos militares para apoiar politicamente a ditadura sustentada pelo terror metódico das masmorras de Ustra e seus comparsas.
Sarney será o único civil no banco de defesa, que ele vai dividir com um coronel e três generais da reserva. Serão confrontados, pelo lado da acusação, com o testemunho de cinco ex-presos políticos e ex-militantes — como Merlino — do Partido Operário Comunista (POC), e de dois ex-torturados do DOI-CODI: o ex-ministro de Direitos Humanos do Governo Lula, Paulo Vanucchi, e o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos.
É sempre saudável reavivar a mambembe memória de Sarney para a sórdida natureza do ofício de Ustra e para a macabra sina de seu local de trabalho. No Rio de Janeiro, o DOI-CODI do I Exército operava no sinistro endereço da rua Barão de Mesquita, sob a direção do major Adyr Fiúza de Castro, versão carioca de Ustra. O comandante do I Exército era o general Sylvio Frota, que dizia não tolerar a tortura. Mas, nos 21 meses em que exerceu seu comando, entre julho de 1972 e março de 1974, Frota teve o dissabor de lamentar a morte de 29 presos no seu DOI.
No DOI-CODI paulista — o maior do país, que chegou a ter 400 beleguins selecionados por Ustra na barra mais pesada da PM paulista, da polícia e do Exército —, o ar também era insalubre. Nos 40 meses em que ali reinou sob o codinome de ‘Major Tibiriçá’, Ustra amargou 40 mortes e uma denúncia de tortura a cada 60 horas, segundo a Comissão de Justiça e Paz do cardeal Paulo Evaristo Arns. Em depoimento oficial ao Exército, o major camarada de Sarney contabiliza em São Paulo, no período de 100 meses entre janeiro de 1969 e maio de 1977, a prisão de 2.541 “subversivos” e o fim violento de 51 “terroristas” — como sempre, “mortos em combate” contra as equipes carcará de Ustra.
Luiz Eduardo Merlino, repórter do Jornal da Tarde, entrou como preso no DOI-CODI e, quatro dias depois, estava irremediavelmente morto, antes de completar 23 anos. Na noite de 15 de julho de 1971, ele dormia na casa da mãe, em Santos, quando foi despertado por três homens em trajes civis, armados com metralhadoras. “Logo estarei de volta”, disse Merlino, tentando tranqüilizar a mãe e a irmã. Nunca mais voltou.
Merlino passou a madrugada e o dia seguinte na sala de tortura. Ao lado ficava a solitária, conhecida como “X-Zero”, uma cela quase totalmente escura, com chão de cimento, um colchão manchado de sangue e uma privada turca. O único preso do lugar, Guido Rocha, ouvia os gritos e gemidos de Merlino, submetido a sessões continuadas de tortura pelas três turmas de agentes que se revezavam em turnos de oito horas no DOI-CODI para preservar o ritmo da pancadaria ao longo do dia. Horas depois, arrastado pelos torturadores, ele foi jogado na “X-Zero”. Estava muito machucado, as duas pernas dormentes pelas horas pendurado no pau-de-arara. Para ir à privada, Merlino precisava ser carregado por Guido. Estava tão debilitado que, no lugar da usual acareação com outro preso na sala de tortura ao lado, Merlino teve o ‘privilégio’ de ser acareado na própria “X-Zero”.
Na manhã do dia 17, o enfermeiro da Equipe A de Ustra arrastou uma mesa até o pátio para onde se abriam sete celas. O carcereiro carregou Merlino até a mesa improvisada, onde o enfermeiro, com bata branca, calças e botas militares, colocou-o de bruços para massagear as pernas. Quando lhe tiraram o calção, os presos viram que as nádegas de Merlino estavam esfoladas. Os presos das celas 2 e 3 o ouviram dizer que fora torturado toda a noite e que suas pernas não o obedeciam mais. Um dos detidos, Rui Coelho, seria anos depois vice-diretor da Faculdade de Filosofia da USP. De volta ao “X-Zero”, Merlino foi submetido pelo enfermeiro ao teste de reflexo no joelho e na planta do pé. Nenhum respondeu.
Tudo o que ele comia, vomitava. Havia sangue no vômito. Guido deu uma pêra a Merlino, que lhe fez um apelo: “Chame o enfermeiro, rápido! Eu estou muito mal”, disse Merlino, agora com os braços também dormentes. O companheiro bateu na porta, gritou por socorro. O enfermeiro voltou, com outras pessoas, identificadas por Guido como torturadores. Merlino foi transferido para o Hospital Geral do Exército. No dia 20, pela manhã, o PM Gabriel contou aos presos do DOI-CODI de Ustra que Merlino morrera na véspera. “Problemas de coração”, disse. Às 20h daquele mesmo dia, dona Iracema Merlino recebeu um telefonema de um delegado do DOPS com uma versão menos caridosa: seu filho, contou o policial, matou-se ao se jogar embaixo de um carro na BR-116, ao escapar da escolta que o levava a Porto Alegre. O corpo do jornalista foi entregue à família num caixão fechado.
Dois anos depois, ainda preso no DOI-CODI, o historiador Joel Rufino dos Santos ouviu de um de seus torturadores, o agente Oberdan, esta versão: “O Merlino não morreu como vocês pensam. Ele foi para o hospital passando mal. Telefonaram de lá para dizer: ‘Ou cortamos suas pernas ou ele morre’. Fizemos uma votação. Ganhou ‘deixar morrer’. Eu era contra. Estou contando porque sei que vocês eram amigos”.
O laudo do IML, assinado por dois médicos legistas, apontava como causa da morte “anemia aguda traumática por ruptura da artéria ilíaca direita”, e finalizava com uma suposição nada científica: “Segundo consta, foi vítima de atropelamento”. Amigos de Merlino acorreram ao local do suposto atropelamento, e não encontraram nenhum vestígio do acidente. Não houve registro policial, o atropelador não deixou pistas. A censura impediu a notícia da morte de Merlino. Só no dia 26 de agosto de 1971 é que O Estado de S.Paulo conseguiu vencer a barreira, publicando o anúncio fúnebre para a missa de 30⁰ dia na Catedral da Sé. Quase 800 jornalistas compareceram ao culto na Sé, cercada por forte aparato policial, que incluía agentes com metralhadoras infiltrados até no coro da igreja.
Esta é a história que José Sarney vai ouvir no tribunal. A estória que o coronel Ustra contará é a mesma de sempre e foi antecipada por ele, no início do mês, num site de ex-agentes da repressão e nostálgicos da treva, o Ternuma, abreviatura de ‘Terrorismo Nunca Mais’.
Esta é a delirante, cândida versão de Ustra: “Ao voltar [da França, Merlino] foi preso e, depois de interrogatórios, foi transportado em um automóvel para o Rio Grande do Sul, a fim de ali proceder ao reconhecimento de alguns contatos que mantinha com militantes. Na rodovia BR-116, na altura da cidade de Jacupiranga, a equipe de agentes que o transportou parou para um lanche ou um café. Aproveitando uma distração da equipe, Merlino, na tentativa de fuga, lançou-se na frente de um veículo que trafegava pela rodovia. Se bem me lembro, não foi possível a identificação que o atropelou. Faleceu no dia 19/7/1971, às 19h30, na rodovia BR-116, vítima de atropelamento”. Um parágrafo adiante, Ustra concede: “Hoje, quarenta anos depois, se houve ou não tortura, é impossível comprovar”.
Assim, só cuspindo marimbondos de fogo para confiar na versão de uma equipe tão distraída do mais temido DOI-CODI do país e para acreditar na repentina agilidade física de um preso capaz de correr para uma rodovia federal e incapaz de alcançar a privada da masmorra pela paralisia das pernas destroçadas no pau-de-arara. Nem o imortal José Sarney, autor de 22 livros, três deles romances, conseguiria produzir ficção tão ordinária, tão sórdida, tão indecente.
No Tribunal de Justiça de São Paulo, a partir desta semana, um ex-presidente da República poderá apressar (ou não) o seu melancólico final de carreira. Acreditando no inacreditável e defendendo o indefensável, José Sarney encontrou, enfim, o roteiro e o personagem que podem levá-lo definitivamente ao brejal da desmemória, da inverdade e da injustiça.
Pensando bem — pensando no presidente e no torturador, no ‘coronel’ e no coronel —, Sarney e Ustra bem que se merecem!
O Brasil e os brasileiros é que não mereciam isso.
*Luiz Cláudio Cunha é jornalista.
cunha.luizclaudio@gmail.com




Meu caro Bressinha, você faz a propaganda da grande armação do circo e já fica alardeando a marmelada inclusive numa propaganda chamativa “hoje tem marmelada, tem sim senhor”. Por acaso você é Profeta ou já , conhecedor dos meandros dos politiqueiros, antecipa o resultado das falcatruas dos mesmos? mas estou com tudo que você diz efaz. Avante amigo!
Sinceramente? Fiquei arrepiada depois da leitura do artigo do jornalista. Não vou comentar simplesmente dizer que abomino todos os envolvidos no sinistro e lamento tristemente pelo que passou a vítima antes de morrer e pelo sofrimento de sua família.É imoerdoável!
Quem foi que disse, que devemos respeitar o Ex-Presidente da República José Ribamar “Brasileiras e Brasileiros ” Da Silva Sarney, por que ele tem história?
Ah. lembrei. O Então Presidente da República Luiz Inácio “Lula Nunca Dantes” da Silva. ^^
E segue a história……
Não poderia ser diferente. À ele os milicos confiaram a transição para um governo civil, que encobrisse todas as barbáries cometidas durante os anos do regime com a certeza de que ele nunca lhes trairia.
Não sei porque o assombro. É natural que uma notória vivandeira de quartel vá defender um torturador. Resta saber como se posicionarão os desembargadores. Aí saberemos quem são os membros do clube Gilmar Dantas (conforme Noblat).
Acho que é um momento de profunda reflexão: os Comitês da Verdade e da Justiça estão se reunindo.Espero que não permitamos que a Comissão da Verdade seja um arremedo. Devemos propor emendas que permitam à Comissão garantias para sua efetivação. Assim, votar no Congresso em regime de urgência urgentíssima,conforme o governo está propondo, não nos permitirá cumprirmos com a necessidade de termos uma Comissão que prime pela Justiça e que dela não abra mão.
E pensar que o Lula ainda deve favor ao coronel – do Maranhão.
Não passa nem um dia na cadeia.
O sarna não perde uma oportunidade para abastecer-se de carniça. É uma hiena pra toda hora; e normalmente contra o Brasil, claro.
Caro colega e amigo Luis Cláudio Cunha
Mais uma vez li, com satisfação, artigo seu.
Agradeço seu apoio para continuar fazendo no meu Blog um jornalismo independente e sério, compromissado com a verdade.
Abração.
GERSON SIQUEIRA
Jornalista-SP
Ansioso, esperar de José Sarney, algum ato de grandeza,
alguma reviravolta histórica, para salvar a biografia dele,
é sonhar alto demais; ser que sempre rastejou, continuará a rastejar como no passado; não espero nada!
Vem cá! Afinal qual será o depoimento do Sarney? Será que ele vai dizer que não se lembra de mais nada e que faz muitos anos etc etc. Ou será que ele vai dizer: Não! O Coronel Ulstra ai,é um cidadão impoluto tem um coração bondoso e não é capaz de matar uma mosca. Francamente, estou por entender o Sarney. Será que ele está indo por livre e expontânea vontade ou está sendo chantageado? De qualquer modo vaificar muito ruim pra ele!
Brilhante sarney a história não pode esquecer dele!Dá-lhe sarney!
“…Então vem o golpe militar. Mas eu tinha amigos comunistas, um até bom ator, trabalhou numa peça minha, eu tinha a maior afeição. Então a minha casa virou abrigo para alguns desses amigos. A polícia não iria nunca procurar esses perigosos vermelhos em minha casa, não é?
…ele nem com essa resposta se abalou. Virou-se pra mim e disse: “Pois para mim, a morte é apenas um pequeníssimo incidente na roda da história”.”
(Por Urariano Mota: Conversando com Ariano Suassuna)
A luta continua!! A morte, para nós, legítimos e bravos braSileiros é só um pequeno detalhe. “Verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora à própria morte, terra adorada, entre outras mil és tu BraSil, o Pátria amada do filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada BraSil”.
É vergonhoso.
Opa correção!!!
Esse senhor não entregou as antigas Páginas Amarelas mas, a lista telefônica da TELESP para os mesquitas!!!
É hilário a briga entre esses dois capacho entreguista, atualmente!!!
Ele é cúmplice da ditadura. Entregou a NEC do Brsil para os marinhos e a antiga Páginas Amarelas para os mesquistas!!!
Portanto, um sabujo entreguista travestido de democrata!
PHA,
É bom que caia a máscara definitiva do Sarney. Ele está mesmo em fim de carreira. Fim glorioso de um sujeito medroso, ávido pelo poder, velhaco. Amigo de vários vira-casacas que o prestigiam. Bom escritor, bom orador, péssimo político.
É aí que eu fico decepcionado com o atual governo, quer de Lula como de Dilma, pois ambos sempre apoiaram a presença do Sarney na presidência do Senado. Há explicação ?
O Sarney vai testemunhar o quê? Que ele frequentava o DOI CODI de Ustra na época das torturas? Vai testemunhar que viu a “não-tortura”? Ou vai falar que o Ustra tem um ótimo caráter e uma imensa bondade? Que tipo de relação Sarney mantém com o Ustra?
Sarney não sabe que este humilde gesto torrou completamente sua já meio incendiada biografia… Agora ninguém mais salva sua memória.
PHA,
Sugestão de pauta sobre o Çerra:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110726/not_imp749794,0.php
O Brasil precisa curar essa ferida, mas não com o perdão dos responsáveis pelas barbaridades que se cometeu e muito menos pelo esquecimento. Esses monstros são criminosos e têm que pagar pelo que fizeram e isso não tem nada a ver com vingança, mas com justiça. Um país não pode viver como covarde eternamente.
Que tal pedirmos a retirada definitiva do SARNEY da vida pública…?
Dilma quer acabar com o sigilo eterno. Estou sabendo que já pediu a “base” de sustentação para votar pelo fim do sigilo que cerca nossa História. Se abrirem tais documentos para a população, possivelmente, Sarney não vai durar muito tempo! É vergonhoso, ver um civil – eleito pelo povo – defender o indefensável…Defender criminosos.
Não entendo a indignação dos leitores, escritor do artigo e do PHA, este senhor é um filhote da ditadura em seus tempos de ARENA, antes disso era da UDN, o que vocês esperam dele? Imaginem o rabo que ele tem preso com este “coronel”.
Vejam o curriculum deste senhor (segue link), o que esperar dele.
http://acessa.me/gjhx
Sarney o GilmarDantas do Maranhão. O amigo soslaio de Marronzinho. A testemunha de defesa do coronel Ustra. A = B = C, pela propriedade transitiva da operação Abafa, logo, A = C, toute buona gente, acreditem…
Sarney,um fantasma que ainda assombra a politica brasileira,uma figura patetica de triste memoria.Já está com o seu lugar garantido na lata de lixo da historia.
Uma resposta, se alguem souber, se esta prevista a presença da imprensa internacional ?
Sarney defender Ustra? Grande novidade.
Nãó é a toa que é o PINOCHET do Maranhão!
Ditador defende ditador! Seja onde for!
E ele era da UDN, Bossa Nova, mas UDN anti-Vargas!
Sarney manda tanto no MA que a Rede Manchete só passou a ser sintonizada por lá no Natal de 1989, no apagar das luzes do Governo Sarney. A Manchete surgiu em 1983. Sarney impediu que a Manchete fosse sintonizada, pois ele tem, desde 1987, a TV Mirante (Globo). Seu aliado Edison Lobão, a Difusora, (sbt). E Manoel Ribeiro, outro aliado, a TV Maranhense (Band). Roberto Rocha, desafeto de Sarney, tem a TV Cidade (Record). Quase tudo nas nãos do Sarney, VIVA O BRASIL!
Sarney é Sarney, e sempre foi, hoje em dia vemos os podres dele pipocarem na mídia, por que ele hoje apoia o PT de Lula e Dilma. A gLobo adora explorar os mau feitos de Sarney, mas não explora as imagens em que ele aparecia de mãos dadas com o Diabo, o falecido dono da gLobo.
Sei, sei, sei, ninguém quer mais Sarney!
Prezados amigos internautas;
Ser testemunha não é crime, mesmo que seja testemunha de “defesa” de Ustra. Vamos fazer um juízo de valor após o depoimento do nosso Ilustre Senador (que por certo já é conhecido e esperado). Não que com isso queira inocentar o acusado (notório personagem de nossa mais triste história nacional) mas a justiça virá, certamente.
O importante para as Forças Armadas, e digo isso em relação às novas gerações que nelas ingressam, seria reconhecer esse passado, aceitar o erro na biografia desta corporação e reformular-se ao serviço do Brasil.
Alguém aí me convence de que o Braço Armado hoje não serviria aos interesses do norte caso fosse preciso????? Em minha concepção só não por conta da crise que o capitalismo vive atualmente e da nova geoplítica que se desenha no planeta.
Fora isso sempre estiveram mais à serviço do povo do norte do que as multinacionais.
Evaristo
pha,
será que ustra consultou sir ney se ele aceitava ser testemunha?
para a tentativa de livra lo de pena por crime hediondo?
se consultou, assombra a facilidade que tem um torturador condenado em falar com o presidente do senado e ex presidente da república.
que promiscuidade é essa?
PHA
Tudo isso faz parte da historia de uma ditadura,que ha pouco foi classificada como ditabranda pela Folha de SP.
Mas, o que me deixa mais indignado é que haviam elementos, que trabalhavam noturnamente auxiliando esses seres abjectos.
Hoje podem até ser candidatos a presidencia com o apoio das mesmas forças que outrora auxiliaram, e comungaram das praticas que aprenderam nos cursos da CIA.
Que inveja da Argentina, Chile e Uruguay. Façamos justiça, além do Sarney, Ustra pôde contar com o STF.
Neste ponto devemos reconhecer, somos a vanguarda do atraso na América Latina.
Estes seres, se dizem humanos. Mas, nem animais deveriam ser considerados, pois nem estes agem desta forma, com esta tara. Estes são a verdadeira escória humana.
Sarney, simplesmente inacreditável!!!
As armas ainda estão nas mãos dos militares. Não sei se nossa jovem democracia sobrevive a uma caça às bruxas, mas que elas existem, todos sabemos…
Lamentável o Presidente do Congresso do Brasil compactuar com a sordidez da tortura e tudo de ruim que aconteceu ao Brasil nos anos de chumbo. Aposente-se Sarney!
Texto magnífico!
Que coisa horrorosa!
Que coisa horrorosa!
Que seja feita justiça!
E que Sarney vá para a vala que merece!
Luiz Claudio Cunha, você se lembra de quando o Sarney assumiu, em 1985? Bete Mendes era deputada federal por São Paulo e foi convidada para fazer parte da comitiva de Sarney numa viagem ao Uruguai. Lá, ela se defrontou com Brilhante Ustra, adido militar naquele país à época e entrou em prantos quando reconheceu seu torturador.
pha,
gente desse tipo é que se chama elite brasileira, mentem, …, inventam, torturam e estão acima do bem e do mal; pior é que esses covardes nunca são sequestrados e torturados por bandidos para sentir na pele tudo que eles fizeram; quem protege esse tipo de gente, Deus ou o Diabo? Nada acontece a eles, vivem 100 anos numa boa, enquanto o cidadão comum vive perseguido pela receita, pelos bandidos, etc
A ditadura acabou? Não sabia! Moro no Maranhão!
Maranhão não faz parte do Brasil. Infelizmente a constituição não passa de suas fronteiras. É uma fazenda de propriedade do “excelentíssimo” Senhor José Sarney.
Sarney é o proprietário da Fazenda Maranhão, mas com olho gordo na Fazendinha do Amapá.
Bom dia.
Boa, Francisco. Lembra aquele japonês que não sabia que a guerra tinha acabado.
Morvan, Usuário Linux #433640
Cadê O ONU que não manda investigar este tipo de coisa?
Será que vão esperar este Coronel Ulstra morrer pra depois fazer alguma coisa. É um horror tudo isto!
Quem apoia a permanência de Batisti, aqui no Brasil, não tem respaldo para escrever uma linha que seja do que está aí escrito!
HIPOCRISIA, FALTA DE SENSO DE JUSTIÇA e, a máxima: OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS, levada a termo!!
É a pura verdade!Agora vão aparecer um bando de falsos moralistas e defensores dos “direitos humanos” para falar o mesmo blá-blá-blá de sempre!Mas falta RESPALDO!Justiça não pode ter DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS!-Ah, Claro!Quando tem-se ideologia no meio tudo é relativizado,até a dor!A dor do cumpanheiro dói mais, SANGRA MAIS!
PHA, até a liberdade de expressão tem que ter limite. Comentários tipo o desse lixo humano, defensor de torturadores, que se denomina aqui como Celso Dias deveriam ser censurados.
búuuuuuuuuuuuuu
Se eu já tinha nojo desse sarnento,quer dizer sarney,agora é que o caldo entornou de vez.É incrível a capacidade de sobrevivência desses camaleões.Servem a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo no intuito não de trazer benefícios e trabalhar a favor da população,mas única e exclusivamente de se locupletarem e abusar das benesses do ” pudê.” Quanto a esses fantoches da CIA(esses patéticos até hoje se acham “patriotas”)que torturou,mutilou e matou muitos brasileiros para atender os interesses dos Estados Unidos,com certeza de uma forma ou de outra irão pagar pelo seus crimes.
Os nazistas saudosistas tem vergonha de serem ou terem como passaporte ,o do Brazil,quando discursam sobre o mensalão e políticos.Eu tenho vergonha é de que seres abjetos como esses respirem o mesmo ar que gente decente no meu país.
está demonstrado o cancer do Brasil!
reinaldo carletti
No JN de hoje o casal 45 dirá: “Sarney defenderá coronel acusado de ter assassinado preso político”. Logo depois aparecerá o Sarney dizendo “eu defendo em quem confio. O Ustra é incapaz de matar uma mosca”.
E parodiando uma música de Belchior, “nossos homens ainda são os mesmos”.
E pensar que o atual governo faz aliança com um Sr. desses…
Brasileiro, só se for pra ingles ver…
Sou filha de militar que foi para a reserva como comunista, logo após o golpe militar. Mas até hoje, esse episódio me dá ansia de vomito. Quanto a Sarney, para mim não vejo surpresa, ele sempre fez parte da ditadura.
Que site horrível esse dos golpistas.
Da até arrepio em pensar que ainda tem gente que defende a volta desses tempos.
Parabéns pelo texto pela coragem e ousadia em bater de frente com os coronéis. Graças a Deus temos a democracia de volta e o povo brasileiro jamais permitirá que a sombra da ditadura volte a nos cobrir.
E meus parabéns PHA ínclito defensor da democracia brasileira que deve chegar a cada vez mais frentes, principalmente à grande mídia.
Eu era uma pré adolescente quando conheci o DOI-CODI indo visitar um parente.Nunca esqueço da expressão daqueles que foram torturados.Eu me tornei adulta aos 12 anos.
Foram anos terríveis… E aquela frase nos carros ” Brasil ame-o ou deixe-o”.Será que os netos do Ustra se sentem orgulhosos de ter um avô que torturou um jovem de 23 anos até a morte?Só porque ele tinha uma idéia de termos um BRasil como agora temos?
depende da herança.
muitos desses degenerados ficaram ricos com o ofício de torturar covardemente os irmãos brasileiros.
Diante disso, PHA, responda-nos: qual é o Sarney que para o Nunca Dantes merece respeito da nação pois “não é um homem comum”?
O Sarney que não saiu da Presidência do Senado, deixando caminho aberto para o Marconi Pirillo(PSDB) assumir, aplicar o GOLPE e derrubar o Nunca Dantes e por tabela, todos nós. Somente este e quem não sabe disto ou é BURRO ou é MAL-INTENCIONADO.
Falou tudo companheiro, corretissimo.
O negócio do Sarney foi preservar a cadeira do senado ao compatrício do PSDB, e em seguida aposentar na vanguarda da cadeira no.1 da ABL. Contudo, antes salvando o coirmão coronel Ustra.
Fiquei tão indignada, que até votei errado. A mente dos torturadores não é diferente do atirador da Noruega. Usam métodos diferentes, mas a loucura e frieza é semelhante.
Lido.
Infelizmente temos que viver ainda aturando as assombrações da ditadura, essa é uma sarna que não tem cura tão cedo, enquanto o espírito de justiça com reparação não seja feito. O que podemos ou vamos esperar que aconteça na quarta feira mais mentiras mentiras e mentiras, tudo combinado e esquematizado. Este senador nunca foi e já mais será homem de consciência livre vai morrer com a mão em cima da bíblia negando tudo. Bom tanto um como o outro vão sair numa boa, um dizendo que nunca houve tais e quais barbaridades e o outro relíquia de pelego contradizendo fatos e acontecimentos. Como diz minha mãe se dessa justiça de homens escapa de Deus não! É minha mãe sabias palavras, porém tem um problema os dois como os demais que já foram vão pedir ao diabo asilo no inferno!
Olá PHA, tudo bem?
Está criada a grande oportunidade para a realização de manifestação popular na porta destes tribunal.
Partidos, entidades de classe, ong´s, vamos à praça pública apresentar nosso repúdio a este escárnio.
Sarney? É testemunha ocular da invenção da roda.
Sarney não foi eleito presidente ele pegou uma carona.
Sou da geração de 68, passei então, a ver, ouvir e sentir uma realidade de persiguição e truculência tão grande contra muitas pessoas boas bem intencionados que de fato, naquele periodo assombroso. Mas, heróicamente deram suas
vidas e hoje estamos assistindo florecer esperança de um novo Brasil solidário reverenciando os Merlinos e jogando no lixo, figuras imundas como os sarnys, que logo mais, de fato
cairá para sempre a sua máscara.
Macedo
sem comentários dá nojo e embrulha meu estômago só de ouvir falar em homens como sarney e coronel ustra.
Isto é inacreditável, é um pesadelo! Como um político como o José Sarney, mesmo que tenha apoiado os militares, hoje ele é o atual presidente do Senado e foi o primeiro presidente depois do regime militar, se dispor a ser testemunhar a favor de um torturador, cujas provas contra ele são cabais e só não será preso mesmo porque a Justiça deste país é outro pesadelo.
É a podridão humana com caras e nomes….esse é o Brasil, que pena.