
Deputada Jandira Feghali, Osmar Júnior (Líder da Bancada), Alice Portugal, Daniel Almeida, Chico Lopes e senadora Vanessa Grazziotin no MPF
A bancada do PC do B na Câmara protocolou às nove horas da manhã desta quinta feira no Ministério Público Federal, em Brasília, um pedido para que os crimes no campo – como os recentes no Pará e em Rondônia – sejam federalizados.
Num discurso na Câmara, Jandira defende federalização de crimes contra trabalhadores do campo.
Clique aqui para ver o vídeo – Feghali descreveu as ameaças que sofreu num hotel, em viagem de inspeção a áreas violentas
Leia o texto comunicado do PC do B:
PCdoB pede federalização de crimes contra trabalhadores do campo
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ocupou a tribuna da Câmara, na tarde desta terça-feira, para defender a federalização dos delitos que envolvem trabalhadores do campo nos estados que não têm capacidade de punição. Segundo ela, não é preciso federalizar a apuração e o julgamento de todos os casos, mas apenas naquelas regiões em que se observem casos de impunidade.
A declaração foi feita durante a Comissão Geral sobre violência no campo, realizada nesta terça (07/06) no Plenário da Câmara. Ao iniciar sua intervenção, Jandira reverenciou os líderes camponeses, trabalhadores e pequenos produtores rurais que lutam para defender a terra e o desenvolvimento sustentável no país. A parlamentar afirmou que o problema agrário só será solucionado após intenso debate entre governo e sociedade. “A questão da propriedade da terra continua ocupar espaço central no debate e a reforma agrária ainda precisa ser efetivada no Brasil. Essa é uma expressão aguda da luta de classe que começou há muitos anos”, disse.
A deputada lembrou as dificuldades enfrentadas pelos parlamentares que pretenderam realizar alguma reforma, em especial a agrária. “Já fomos interrompidos até militarmente ao defendermos as reformas de base no passado. Essa não é uma discussão simples e superficial. Por isso, não sejamos ingênuos aqui”, ponderou.
Jandira homenageou os líderes que morreram e os que continuam resistindo na luta pela terra. “O meu partido, o PCdoB foi quem mais perdeu militantes em defesa da reforma agrária. Sem contabilizar os 70 companheiros assassinados pela ditadura no campo durante a simbólica luta do Araguaia”, lembrou.
A Parlamentar citou os nomes do ex-deputado comunista Paulo Fonteles, assassinado em Ananindeua na década 80, do sindicalista João Canuto, morto há 25 anos no Pará, e do líder camponês João Bosco, que chegou a levar a parlamentar até Tarauacá, Acre, para conhecer a realidade da região. “Em nome da direção nacional do PCdoB, pude ali presenciar a conivência do poder judiciário com os crimes que até hoje não foram punidos”, criticou.
Nos crimes ocorridos recentemente nos campos brasileiros, Jandira também lembrou que o partido perdeu mais um militante. Ela referia-se à Adelino Ramos, conhecido como Dinho, que teria denunciado madeireiros em Rondônia pouco antes de morrer. “E importante lembrar que o PCdoB não mantém conivência com qualquer legislação que proteja criminoso ambiental ou de latifúndio. Nosso partido defende a cadeia para esses criminosos e continuará a defender a reforma agrária no Brasil”, disse a deputada ao pedir que o governo para não contingenciar os recursos do setor na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em tramitação no Congresso.
“É fundamental que a União possa assumir a criminalização desses assassinatos para não continuarmos a conviver com tamanha a impunidade cometida contras dirigentes sindicais rurais, religiosos, advogados e militantes de partidos de esquerda”, concluiu.
Ao deixar a tribuna, Jandira informou que pretende entrar com uma representação junto à Procuradoria Geral da República, solicitando uma providência junto ao Superior Tribunal de Justiça, para que os crimes sejam federalizados e investigados nas instâncias competentes.


Concordo com a proposta. Se na esfera federal vemos banqueiros, medicos e juizes frequentando o mesmo clube de golfe (e isso interferindo no julgamento), imagina no interiorzão!
Às vezes o juiz é até aparentado do fazendeiro! Se o trabalhador de arma e reaje, é FARC e terrorismo é bolivarismo e o escambau a quatro!
Consciência pesada do PCdoB, primeiro deixa matar, aprova um código florestal capitalista , agora vem com proselitismo barato sobre crimes anunciados. Os assassinados lutavam pela preservaçãoda floresta.amesma que o o sr aldo rebelo conseguiu passar a motoserra do codigo florestal aprovado, Pcb saiu-se aos seus: viva stalin.
Quando é que irão defender a biodiversidade?os povos da floresta, e não os especuladores, ou a lei que regula venda de terra a estrangeiros?quando?
É um código Florestal que permite a produção de alimentos, e barata. Povos indíginas são massa de manobra , ora de ambientalistas de ONGs internacionais, ora do IBAMA, ora de políticos que nunca pisaram numa floresta. A outra opção é parar de procriar, mas aí, como povo muito religioso, não podemos nem sequer controlar a natalidade, então…..
A Deputada Jandira Feghali tem o meu respeito.
Lembro quando se discutia a reforma da previdência no governo do farol. A Deputada é tão competente que convenceu os deputados tucanos e demos a votarem o seu substitutivo. Daí o PSDB/DEM correram, e trocaram os deputados da comissão.
PHA, fica a sugestão: por que não entrevista a Jandira??
Já vem tarde. Justiça no campo. Terra para os que nela trabalham e cadeia para os exploradores e assassinos de camponeses.
Defendo a Deputada Jandira Feghali para o Ministério da Defesa. Quanto à posição do PC do B na votação do código florestal foi correta e da emenda 164 foi um erro de 8 x 2. Para tristeza do Povo da Floresta.
José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida
Os trabalhadores em geral deveriam mostrar-se indignados com as barbaridades que estão ocorrendo no campo e muito menos nos calar diante com a morte desses companheiros assassinados por acreditarem que podemos construir um mundo melhor. É inadmissível o que está acontecendo no Brasil. Os trabalhadores mortos tiveram suas orelhas decepadas, como assinatura de um crime sob encomenda. Lá a vida não é presevada, mas sim o modo de vida de pessoas tradicionalmente atrasados e conservadores. No Brasil, como um todo, quem manda são os ruralistas latifundiários, travestidos de empreendedores do setor agrário, e a pistolagem é só mais um setor deste empreendimento, ou seja, um estratégia empresarial nos remetendo ao período colonial em que eram usados os métodos mais primitivos dos senhores de engenho e coronéis.
Tá, e quem assume as polícias regionais cúmplices?
Concordo, plenamente- crimes desse tipo não podem ficar a mercê dos manda chuva do pedaço
Pena, que voto em Sampa, pois Depta. Jandira, a muito tem o meu respeito e admiração, porém também ajudei a mandar um Brasileiraço para o congresso, pois o crime contra as Ligas Campesinas sempre será hediondo, pois trata-se de interesses aos quais, não interessam ao País, e estes tipos de crimes deveriam ser enquadrados na LSN, Lei de Segurança Nacional, pois foi aplicada para expropriação de bancos, em plena ditadura, e agora em Estado de Direito Democrático, nada mais do que extirpar este cancro que a muito assola o Brasil, e com isto, contribuir para distribuição de renda e trabalho, portanto -Progresso e Paz no Campo…maumau
Está na cara porque Aldo Rebelo não figura neste grupo. Parece que ainda há esperança para o PC do B.
Concordo.
As autoridades do Pará há anos se demonstram ineficientes para resolver isso.
PHA. Realmente isso caso para PF e se possível a ABIN também devido a ONGs picaretas financiada por estrangeiros que pode ate criar algum tipo de situação ou instabilidade politica no Brasil em que o verdadeiro culpado seja um outro alem de nossa compreensão.
Esse é o nosso agronegócio: Assassina quem planta, assassina quem come. Mais um câncer que em seus subterrâneos concentra os jagunços e matadores do povo e das florestas.
Nada disso sai no PIG. Ley de medios já, presidenta!