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Battisti fica, Gilmar perde e julga o Nunca Dantes

Gilmar não se corrige: para ele, Lula não foi Presidente do Brasil !
publicado 08/06/2011
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No julgamento de Cesare Battisti, o relator Gilmar Dantas (*) perdeu e tentou ganhar no tapetão.

Por maioria, o Supremo decidiu, antes de tudo, que a Itália não tinha o direito de questionar se o Presidente Nunca Dantes tinha o direito de mandar soltar Battisti.

Mas, o relator Gilmar Mendes não se conformou.

E decidiu rever o que a maioria do Supremo tinha acabado de decidir.

Levou um pito do Ministro Joaquim Barbosa, que lembrou:

1)    A ação da Itália foi rejeitada; agora, se julga se Battisti vai ser solto ou não;

2)    Segundo, Battisti está preso no Brasil há quatro anos. É sobre isso o que se decide, e mais nada.

Mas, Gilmar não se curvou.

Abriu o tapetão.

E leu o voto até o fim, muitas vezes aos berros.

Ele tinha preparado um voto na suposição de que a pretensão da Itália seria aceita.

Não foi.

Mas, o voto precisava ser lido – para que ficasse claro o que pensava (sobre Lula).

Já que, visivelmente, a exaltação derivava do fato de que se julgava ali uma pendência entre ele, que se julgou Supremo Presidente Supremo com o Nunca Dantes.

Battisti entrou de Pilatos no credo.

Gilmar queria desautorizar Lula.

Mostrava que a decisão de Lula estava errada, porque ele, Gilmar, não erra.

É Supremo.

Gilmar sempre vota politicamente.

Às vezes também partidariamente.

Mas, sempre, politicamente – com as causas da conservação e do atraso.

Ele chamou ministros de “pouco inteligentes”.

Disse que, se não se cumprisse o que ele queria, o Supremo se transformava num grêmio lítero-musical.

E berrava !

E insistia em ganhar no tapetão.

Argumentava que Lula não podia soltar Battisti.

Questão que já tinha sido votada.

Mas, ele não se conformava.

O problema dele é o Lula.

O problema dele é haver a hipótese de uma autoridade que se sobreponha à dele.

Este ansioso blogueiro acha que Battisti deveria estar encarcerado na Itália.

Mas, acha também que o Supremo perdeu muito tempo, a escutar a catilinária gilmariana.

A Itália perdeu a ação.

O voto do Gilmar era impertinente.

Gilmar não se corrige: para ele, Lula não foi Presidente do Brasil !

Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.