Como se sabe, a revista Época e o “notável” repórter Diego Escosteguy fizeram uma leitura caolha do relatório da Polícia Federal e decidiram derrubar o presidente Lula no momento em que ele é “inderrubável”, já que se tornou Doutor Honoris Causa.
Este ansioso e atento blogueiro percebeu, porém, que apesar do esforço sobre-humano da Época e do dito “repórter”, a própria Época incrimou Dantas – clique aqui para ler.
Agora, a infatigável equipe da Carta Capítal teve acesso à íntegra do relatório do delegado Zamprogna, onde se conclui o seguinte:
1. Não há ali nada que demonstre que houve um mensalão e portanto não há como derrubar o “inderrubável”, aqui conhecido como o Nunca Dantes.
2. O delegado Zamprogna, na verdade, pegou Dantas com a mão na botija da BrOi.
Acompanhe o trabalho profissional e irretocável da equipe de Mino Carta, Sérgio Lirio e do repórter Leandro Fortes:
A verdade sobre o relatório da PF
Editorial: Um desafio aos “imparciais”
Desde a renúncia de Fernando Collor para escapar do impeachment em 1992, quase todo repórter brasileiro se apresenta como um Bob Woodward ou um Carl Bernstein, a célebre dupla de jornalistas do Washington Post que desvendou o escândalo da invasão do comitê nacional do Partido Democrata no prédio Watergate. Em geral falta cultura, talento e coragem aos pares nacionais para tanto, assim como escasseiam inúmeros dos princípios basilares da atividade aos empreendimentos jornalísticos que os empregam. Apego à verdade factual, por exemplo. Neste momento, destacaríamos dois: a completa ausência de honestidade intelectual e de rigor na apuração.
Há quem entenda a emblemática apuração do caso Watergate como um conto de fadas. Num belo dia de verão, Woodward e Bernstein encontraram em um estacionamento uma fada madrinha chamada Garganta Profunda, ganharam um presente mágico, publicaram um texto e derrubaram o presidente republicano Richard Nixon. A vida real foi bem diferente. A dupla de repórteres publicou centenas de reportagens, checadas exaustivamente a partir de indicações nem sempre claras da fonte. Seu grande mérito foi seguir à risca uma recomendação: sigam o dinheiro.
Evocamos o caso Watergate por conta do reaparecimento na mídia do chamado mensalão. No sábado 2, a revista Época publicou o que dizia ser o relatório final da PF sobre o escândalo que abalou o governo Lula. A reportagem da semanal da Editora Globo estimulou uma série de editoriais e inspirou colunistas a afirmarem que o relatório seria a prova da existência do mensalão, o pagamento mensal a parlamentares em troca de apoio ao governo.
Na quarta 6, CartaCapital teve acesso ao trabalho do delegado Luís Flávio Zampronha, base da “denúncia” de Época. Nas próximas páginas, Leandro Fortes conta o que realmente escreveu o delegado. A começar pelo simples de fato de que não se trata de um relatório final, como afirma a semanal da Globo, mas de uma investigação complementar feita a pedido do Ministério Público cujo objetivo era mapear as fontes de financiamento do valerioduto. Nas mais de 300 páginas, não há nenhuma linha que permita à Época ou a qualquer outro meio de comunicação afirmar que o mensalão tenha sido provado. Ao contrário. À página 5, e em diversos outros trechos, Zampronha foi categórico: “Esta sobreposição diz respeito apenas a questões pontuais sobre a metodologia de captação e distribuição dos valores manipulados por Marcos Valério e seus sócios, não podendo a presente investigação, de forma alguma, apresentar inferências quanto ao esquema de compra de apoio político de parlamentares da base de sustentação do governo federal”.
Não se trata de uma mera questão semântica nem, da nossa parte, um esforço para minimizar qualquer crime cometido pelo PT e por integrantes do governo Lula. CartaCapital, aliás, nunca defendeu a tese de que o caixa 2, associado a um intenso lobby e também alimentado com dinheiro público, seja menos grave que a compra de apoio parlamentar. A história do mensalão serve, na verdade, ao outro lado, àquele que nos acusa de parcialidade. Primeiro, por ter o condão de circunscrever o escândalo apenas ao PT e, desta forma, usá-lo como instrumento da disputa de poder. Depois, por esconder a participação do banqueiro Daniel Dantas, cujos tentáculos na mídia CartaCapital denuncia há anos, e a do PSDB, legenda preferida dos patrões e seus prepostos nas redações. Em nome desta aliança, distorce-se e mente-se quando necessário. E às favas o jornalismo.
Em 2005, quando a mídia desviou-se do núcleo do escândalo, desprezando a lição de Watergate, em busca de denúncias capazes de levar ao impeachment de Lula (quem não se lembra da lendária “reportagem” sobre os dólares de Cuba?), CartaCapital manteve-se firme no propósito de seguir o dinheiro. Temos orgulho de nosso trabalho. Fomos os primeiros a esmiuçar a participação de Dantas no financiamento do valerioduto. Demonstramos com detalhes incontestáveis a origem e as ramificações das falcatruas de Marcos Valério, sem poupar ninguém.
Em agosto daquele ano, quando veio à tona a viagem de Marcos Valério a Portugal, a mídia em coro afirmou que o publicitário viajara a Lisboa com o objetivo de vender o estatal Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) ao banco Espírito Santo. Nossa reportagem do mesmo período comprovava outro enredo: Valério tinha a missão de negociar a Telemig Celular, controlada pelo Opportunity e os fundos de pensão, à Portugal Telecom. E explicava como o então ministro José Dirceu. Associado a outros petistas, participara da tramóia a favor do banqueiro orelhudo. A venda da Telemig, da forma imaginada, levaria os fundos a perdas irreversíveis, renderia bilhões a Dantas e alguns milhões aos cofres petistas. Bastaria ao governo retirar Sergio Rosa do comando da Previ, a fundação dos funcionários do Banco do Brasil que resistiam bravamente às manobras dantescas. Em depoimentos que constam do inquérito do mensalão no Supremo Tribunal Federal, as fontes portuguesas que se encontraram com Valério em Lisboa confirmaram a história contada por CartaCapital.
Sempre enxergamos no lamentável escândalo do valerioduto uma oportunidade de o Brasil compreender a fundo o esquema de captura de partidos e governos por meio do financiamento ilegal de campanhas. O mensalão, em grande medida, se conecta a outros tantos casos recentes da história nada republicana do poder. O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, tem a oportunidade de pôr a limpo estes esquemas e de revelar por completo a influência de Dantas nos governos FHC e Lula, na mídia e no Judiciário. Acima dos interesses partidários, a bem do País.
O relatório de Zampronha é mais uma prova de que estávamos certos. Por isso, decidimos lançar um desafio. A partir da noite da quinta-feira 7 publicaremos em nosso site a íntegra do relatório da PF. Os interessados poderão assim conferir, livres de qualquer mediação, quem é fiel à verdade factual e quem não é. Quem pratica jornalismo e quem defende interesses inconfessáveis. Quem é independente.
Leia a íntegra do relatório: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7 e Parte 8
A verdade sobre o relatório da PF
Por Leandro Fortes
O escândalo do mensalão voltou à cena. Em páginas recheadas de gráficos, infográficos, tabelas e quadros de todos os tipos e tamanhos, a revista Época anunciou, na edição que chegou às bancas no sábado 2, ter encontrado a pedra fundamental da mais grave crise política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2005 e 2006. Com base em um relatório sigiloso da Polícia Federal, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a semanal da Editora Globo concluiu sem mais delongas: a PF havia provado a existência do mensalão e o uso de dinheiro público no esquema administrado pelo publicitário Marcos Valério de Souza. Outro aspecto da reportagem chamada atenção: o esforço comovente em esconder o papel do banqueiro Daniel Dantas no financiamento do valerioduto. Alguns trechos pareciam escritos para beatificar o dono do Opportunity, apresentado como um empresário achacado pela sanha petista por dinheiro.
As provas do descalabro estariam nas 332 páginas do inquérito 2.474, tocado pelo delegado Luiz Flávio Zampronha, da Divisão de Combate a Crimes Financeiros da PF e encaminhado ao ministro Joaquim Barbosa, relator no STF do processo do “mensalão”. Inspirados no relato de Época, editorialistas, colunistas e demais istas não tiveram dúvidas: o mensalão estava provado. Estranhamente, a mesma turma praticamente silenciou a respeito dos trechos que tratavam de Dantas.
Infelizmente, os leitores de Época não foram informados corretamente a respeito do conteúdo do relatório escrito, com bastante rigor e minúcias, pelo delegado Zampronha. Em certa medida, sobretudo na informação básica mais propalada, a de que o “mensalão” havia sido confirmado, esses mesmos leitores foram enganados. Não há uma única linha no texto que confirme a existência do tal esquema de pagamentos mensais a parlamentares da base governista em troca de apoio a projetos do governo no Congresso Nacional.
Ao contrário. Em mais de uma passagem, o policial faz questão de frisar que o inquérito, longe de ser o “relatório final do mensalão”, é uma investigação suplementar do chamado “valerioduto”, solicitada pela Procuradoria Geral da República, para dar suporte à denúncia inicial, esta sim baseada na tese dos pagamentos mensais. Trata, portanto, da complexa rede de arrecadação, distribuição e lavagem de dinheiro sujo montada por Marcos Valério. Zampronha teve, inclusive, o trabalho de relatar como esse esquema a envolver financiamento ilegal de campanha e lobbies privados começou em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, e terminou em 2005, na administração Lula, após ser denunciado pelo deputado Roberto Jefferson, do PTB. Ao longo do texto, fica clara a percepção do delegado de que nunca houve “mensalão” (o pagamento mensal a parlamentares), mas uma estratégia mafiosa de formação de caixa 2 e que avançaria sobre o dinheiro público de forma voraz caso não tivesse sido interrompida pela eclosão do escândalo.
Na quarta-feira 6, CartaCapital teve acesso ao relatório. Para não tornar seus leitores escravos da interpretação exclusiva da reportagem que se segue, decidiu publicar na internet (www.cartacapital.com.br) a íntegra do documento. Assim, os interessados poderão tirar suas próprias conclusões. Poderão verificar, por exemplo, que o delegado ateve-se a identificar as fontes de financiamento do valerioduto. E mais: notar que Dantas é o principal alvo do inquérito.
Ao contrário do que deu a entender a revista Época, não se trata do “relatório final” sobre o mensalão. Muito menos foi encomendado pelo ministro Barbosa para esclarecer “o maior escândalo de corrupção da República”, como adjetiva a semanal. Logo na abertura do relatório, Zampronha faz questão de explicar – e o fará em diversos trechos: a investigação serviu para consolidar as informações relativas às operações financeiras e de empréstimos fajutos do “núcleo Marcos Valério”. Em seguida, trata, em 36 páginas (mais de 10% de todo o texto), das relações de Marcos Valério com Dantas e com os petistas. À página 222, anota, por exemplo: “Pelos elementos de prova reunidos no presente inquérito, contata-se que Marcos Valério atuava como interlocutor do Grupo Opportunity junto a representantes do Partido dos Trabalhadores, sendo possível concluir que os contratos (de publicidade) realmente foram firmados a título de remuneração pela intermediação de interesse junto a instâncias governamentais”.
O foco sobre Dantas não fez parte de uma estratégia pessoal do delegado. No fim do ano passado, a Procuradoria Geral da República determinou à PF a realização de diligências focadas no relacionamento do valerioduto com as empresas Brasil Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular. As três operadoras de telefonia, controladas à época pelo Opportunity, mantinham vultosos contratos com as agências DNA e SMP&B de Marcos Valério. Zampronha solicitou todos os documentos referentes a esses pagamentos, tais como contratos, recibos, notas fiscais e comprovantes de serviços prestados. A conclusão foi de que a dupla Dantas-Valério foi incapaz de comprovar os serviços contratados.
As análises financeiras dos laudos periciais encomendados ao Instituto Nacional de Criminalística da PF revelaram que, entre 1999 e 2002, no segundo governo FHC, apenas a Telemig Celular e a Amazônia Celular pagaram às empresas de Marcos Valério, via 1.169 depósitos em dinheiro, um total de 77,3 milhões de reais. Entre 2003 e 2005, no governo Lula, esses créditos, consumados por 585 depósitos das empresas de Dantas, chegaram a 87,4 milhões de reais. Ou seja, entre 1999 e 2005, o banqueiro irrigou o esquema de corrupção montado por Marcos Valério com nada menos que 164 milhões de reais. O cálculo pode estar muito abaixo do que realmente pode ter sido transferido, pois se baseia no que os federais conseguiram rastrear.
Segundo o relatório, existem triangulações financeiras típicas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro. Em uma delas, realizada em 30 de julho de 2004, a Telemig Celular pagou 870 mil reais à SMP&B, depósito que se somou a outro, de 2,5 milhões de reais, feito pela Brasil Telecom. O total de 3,4 milhões de reais serviu de suporte para transferências feitas em favor da empresa Athenas Trading, no valor de 1,9 milhão de reais, e para a By Brasil Trading, de 976,8 mil reais, ambas utilizadas pelo esquema de Marcos Valério para mandar dinheiro ao exterior por meio de operações de câmbio irregulares, de modo a inviabilizar a identificação dos verdadeiros beneficiários dos recursos. Em consequência, Zampronha repassou ao Ministério Público Federal a função de investigar se houve efetiva prestação de serviços por parte das agências de Marcos Valério às empresas controladas pelo Opportunity.
A principal pista da participação de Dantas na irrigação do valerioduto surgiu, porém, a partir de uma auditoria interna da Brasil Telecom, realizada em 2006. Ali demonstrou-se que, às vésperas da instalação da CPMI dos Correios, em 2005, na esteira do escândalo do “mensalão” e no momento em que a permanência do Opportunity no comando da telefônica estava sob ameaça, a DNA e a SMP&B celebraram com a BrT contratos de 50 milhões de reais. Dessa forma, as duas empresas de Marcos Valério puderam, sozinhas, abocanhar 40% da verba publicitária da Brasil Telecom. Isso sem que a área de marketing da operadora tivesse sido consultada.
Ao delegado, Dantas afirmou que, a partir de 2000, ainda no governo FHC, passou a “sofrer pressões” da italiana Telecom Italia, sócia da BrT. Em 2003, já no governo Lula, o banqueiro afirma ter sido procurado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, o ex-deputado José Dirceu, com quem teria se reunido em Brasília.
Na conversa com Dirceu, afirma Dantas, o ministro teria se mostrado interessado em resolver os problemas societários da BrT e encerrar o litígio do Opportunity com os fundos de pensão de empresas estatais. O Palácio do Planalto teria escalado o então presidente do Banco do Brasil, Cassio Casseb, para cuidar do assunto. Casseb viria a ser um dos alvos da arapongagem da Kroll a pedido do Opportunity. O caso, que envolveu a espionagem de integrantes do governo FHC e da administração Lula, baseou a Operação Chacal da PF em 2004.
Dantas afirmou ter se recusado a “negociar” com o PT. Após a recusam acrescenta, as pressões aumentaram e ele teria começado a ser perseguido pelo governo. Mas o banqueiro não foi capaz de provar nenhuma das acusações, embora seja claro que petistas se aproveitaram da guerra comercial na telefonia para extrair dinheiro do orelhudo. Só não sabiam com quem se metiam. Ou sabiam?
O fundador do Opportunity também repetiu a versão de que um de seus sócios, Carlos Rodemburg, havia sido procurado pelo então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, acompanhado de Marcos Valério, para ser informado de um déficit de 50 milhões de reais nas contas do partido. Teria sido uma forma velada de pedido de propina, segundo Dantas, nunca consolidado. O próprio banqueiro, contudo, admitiu que Delúbio não insinuou dar nada em troca da eventual contribuição solicitada. Negou, também, que tenha mantido qualquer relação pessoal ou comercial com Marcos Valério, o que, à luz das provas recolhidas por Zampronha, soam como deboche. “O depoimento de Daniel Dantas está repleto de respostas evasivas e esquecimentos de datas e detalhes dos fatos”, informou no despacho ao ministro Barbosa.
Chamou a atenção do delegado o fato de os contratos da BrT com as agências de Marcos Valério terem somado os exatos 50 milhões de reais que teriam sido citados por Delúbio no encontro com Rodemburg. Para Zampronha, a soma dos contratos, assim como outras diligências realizadas pelo novo inquérito, “indicam claramente” que, por algum motivo, o Grupo Opportunity decidiu efetuar os repasses supostamente solicitados por Delúbio, com a intermediação das agências de Marcos Valério, como forma de dissimular os pagamentos.
Os contratos da DNA e da SMP&B com a Brasil Telecom, segundo Zampronha, obedecem a uma sofisticada técnica de lavagem de dinheiro, usada em todo o esquema de Marcos Valério, conhecida como commingling (mescla, em inglês). Consiste em misturar operações ilícitas com atividades comerciais legais, de modo a permitir que outras empresas privadas possam se valer dos mesmos mecanismos de simulação e superfaturamento de contratos de publicidade para encobrir dinheiro sujo. No caso da BrT, cada um dos contratos, no valor de 25 milhões de reais, exigia contratação de terceiros para serem executados. Além disso, havia a previsão de pagamento fixo de 187,5 mil reais mensais às duas agências do Valerioduto, referente à prestação de serviços de “mídia e produção”.
Surpreendentemente, e contra todas as evidências, Dantas disse nunca ter participado da administração da BrT. Por essa razão, não teria condições de prestar qualquer informação sobre os contratos firmados pela então presidente da empresa, Carla Cicco, indicada por ele, com as agências de Marcos Valério. De volta a Itália desde 2005, Carla Cicco informou à PF não ter tido qualquer participação ou influência na contratação das agências, apesar de admitir ter assinado os contratos. Disse ter se encontrado com Marcos Valério uma única vez, numa reunião de trabalho com representantes da DNA.
O protagonismo de Dantas no valerioduto e o desmembramento da rede de negócios montada por Marcos Valério, desde 1999, nos governos do PSDB e do PT são elementos que, no relatório da PF, desmontam, por si só, a tese do pagamento de propinas mensais a parlamentares. Ou seja, a tese do “mensalão”, na qual se baseou a denúncia da PGR encaminhada ao Supremo, não encontra respaldo na investigação de Zampronha, a ponto de sequer ser considerada como ponto de análise.
O foco do delegado é outro crime, gravíssimo e comum ao sistema político brasileiro, de financiamento partidário baseado em arrecadação ilícita, montagem de caixa 2 e, passadas as eleições, divisão ilegal de restos de campanha a aliados e correligionários. Por essa razão, ele encomendou os novos laudos detalhados ao INC.
Uma das primeiras conclusões dos laudos de exame contábil foi que Marcos Valério usava a DNA Propaganda para desviar recursos do Fundo de Incentivo Visanet, empresa com participação acionária do Banco do Brasil, e distribui-los aos participantes do esquema do PT e de partidos aliados. O fundo foi criado em 2001 com o objetivo de financiar ações de marketing para incentivar o uso de cartões da bandeira Visa. O Visanet foi, inicialmente, constituído com recursos da Companhia Brasileira de Meios e Pagamentos (CBMP), nome oficial da empresa privada Visanet, e distribuído em cotas proporcionais de um total de 492 milhões de reais a 26 acionistas. Além do BB participam o Bradesco, Itaú, HSBC, Santander, Rural, e até mesmo o Panamericano, vendido recentemente por Silvio Santos ao banqueiro André Esteves. “Para operar tais desvios, Marcos Valério aproveita-se da confusão existente entre a verba oriunda do Fundo de Incentivo Visanet e aquela relacionada ao orçamento de publicidade próprio do Banco do Brasil”, anotou o policial.
O BB repassava mais de 30% do volume distribuído pelo fundo, cerca de 147,6 milhões de reais, valor correspondente à participação da instituição no capital da Visanet. Desse total, apenas a DNA Propaganda recebeu 60,5% do dinheiro, cerca de 90 milhões de reais, entre 2001 e 2005, divididos por dois anos no governo FHC, e por dois anos e meio, no governo Lula. Daí a constatação de que, de fato, por meio da Visanet, o valerioduto foi irrigado com dinheiro público. O que nunca se falou, contudo, é que essa sangria não se deu somente durante o governo petista, embora tenha sido nele o período de maior fartura da atividade criminosa. Quando eram os tucanos a coordenar o fundo, Marcos Valério meteu a mão em ao menos 17,2 milhões de reais.
De acordo com o relatório da PF, Marcos Valério tinha consciência de que agências de publicidade e propaganda representavam um mecanismo eficaz para desviar dinheiro público, por conta do caráter subjetivo dos serviços demandados. Mas havia um detalhe mais importante, como percebeu Zampronha. Com as agências, Valério passou a lidar com a compra de espaços publicitários em diversos veículos de comunicação. “Esta relação econômica estreitava o vínculo do empresário com tais veículos e poderia facilitar o direcionamento de coberturas jornalísticas”.
As Organizações Globo, proprietária da revista Época, sonegou a seus leitores, por exemplo, ter sido a maior beneficiária de uma das principais empresas do valerioduto. À página 68 do relatório, e em outras tantas, a TV Globo é citada explicitamente. Escreve o delegado: “A nota emitida pela empresa de comunicação destaca-se por sua natureza fiscal de adiantamento, “publicidade futura”, isto é, a nota por si só não traz qualquer prestação de serviço, como também não há elementos que vincule os valores adiantados ao fundo de incentivo Visanet”. Zampronha se referia a contratos firmados em 2003 no valor de 720 mil reais e 2,88 milhões de reais. Entre 2004 e 2005, a TV Globo receberia outros pagamentos da DNA, no valor total de 1,2 milhão de reais, lançados na planilha de controle do Fundo Visanet.
Mesmo tratado com simpatia na reportagem da Época, o Opportunity não perdoou. No item 17 de uma longa nota oficial em resposta, o banco atira: “Na Telemig, segundo informações prestadas à CPI do Mensalão, a maioria dos recursos eram repassados às Organizações Globo. Por isso, a apuração desses fatos fica fácil de ser feita pela Época.”
Segundo Zampronha, o objetivo do valerioduto era criar empresas de fachada para auxiliar na movimentação de dinheiro sujo e manter os interessados longe dos órgãos oficiais de fiscalização e controle. O leque de agremiações políticas para as quais Marcos Valério “prestava serviços” era tão grande que não restou dúvida ao delegado: “Estamos diante de um profissional sem qualquer viés partidário”. Isso não minimiza o fato de o PT, além de qualquer outra legenda, ter se lambuzado no esquema. Não fosse a denúncia de Jefferson, o valerioduto teria se inscrutado de forma absoluta no Estado brasileiro e se transformado em uma torneira permanemente aberta por onde jorraria dinheiro público para os cofres petistas.
CartaCapital não espera, como de costume, que esta reportagem tenha repercussões na mídia nativa. À exceção da desbotada tese do mensalão, que serve à disputa político-partidária na qual os meios de comunicação atuam como protagonistas, não há nenhum interesse em elucidar os fatos. O que, se assim for, provará que a sociedade afluente navega tranquilamente sobre o velho mar de lama.



O PIG é a própria UDN em ação. A Dra. Cureal (não sei como escreve) já deve ter se curado.
K,K,K….
E outra coisa. A Epoca publicou o textos na integra.Nao resumos.
Para vai! Se o Lula nao tivesse nenhum problema daria ordem pra Dantas na cadeia.FATO PSDB E PT se amedrontam-se todos.
Carta Capital desmente revista Época e PF revela Anualzão da Rede Globo
http://shitao.com.br/noticias/politica/109-carta-capital-desmente-revista-epoca-e-pf-revela-anualzao-da-rede-globo.html
Toda esta pesquisa dos bravos Jornalistas de Carta Capital merece crédito; sob a batuta de Mino Carta PHA, não tem o que se questionar. È bom que apareça o nome do naépoca Dep. Federal do PTpor MG muito amigo do menino prodígio ecinho e do Zeredinho –Virgilio Guimarães— que apresentou o Dantas e seu representante as ostes do PTHaja fôlego pra tanta confusão, roubalheira, fingimento e outros adj. impublicávei
É por esta e por outras razões que sou assinante da Carta. Me orgulho de tê-la nas mãos toda semana.
http://easonfn.wordpress.com
As revistas Época e Veja formam uma duplinha terrível, em matéria de desinformar seus “coitados” leitores. Chega a dá pena dos bichinhos…
Escreví à revista Época solicitando que apresente um única prova do “mensalão” do PT. Foram gastas muitas páginas e muita tinta em reportagem sobre o assunto, mas a revista simplesmente esqueceu de apresentar pelo menos uma única provita sequer do chamdo “mensalão”. Senão vou cancelar minha assinatura por provar que a revista MENTE.
Acho q o certo é inundar twitter, redes sociais em geral e e-mails, divulgando a fraude da Época, podemos usar algo como #Epocadomensalão.
Ta ai a sugestão.
e agora PIG??????
não esquenta a cabeça pessoal matéria da época só pra vender umas revistinhas a mais só isso!!!!!
Chega a ser engraçado ver a ginástica que a imprensa chapa-branca tem que fazer pra tentar explicar o inexplicável. Se contorcem, retorcem, explicam, reexplicam, dizem que não era bem assim, mas era um pouco…. é um show pra se ver sentado no camarote!
O que a imprensa direitista não faz para passar a mão na cabeça de um corruptor rico, hem? É muita falsidade jornalística para um único cidadão.
Ginástica, manobras, distorções é que o pig vêm fazendo há décadas e o pior é que ainda existem pessoas como você que não se tocou. Acorda!
Que imprensa chapa branca, ô neobabaca manipulado pela redebobo de enganação? Cadê as provas do tal “mensalão do PT”? Cite umazinha, vá!
Que confusão os detentores do poder criam. Assim, ninguem entende e não se pode fazer nada Os poeocos que entedem tiram proveitos – o que é melhor do que ficar como o PHA, Mino Carta chovendo no molhado. Por favor, não desanimem continuem que ainda existem muitas pessoas sérias que falam pela voz ou escrita de vocês. Porque o PIG e outros não estão querendo ver o povo melhorar. Avante!
O presidente Lula deveria processar a Epoca e todo o Pig por calunia e difamação, é o que é quanto se faz insinuações e acusações com o fim de desmoralizar uma pessoa sem provas.
Muita gente se acha no direito de insultar o Lula em comentarios a favor do Psdb no Jornal O Pig nos comentarios a respeito da charge feita em BH. Já o LUla nunca precisou usar de intrigas e insultos para se defender da sordidez do PSDb e dos comentarios insultuosos e preconceituosos dos ajudantes do mal do jornal O Pig do Rio de janeiro. A proposito: O que foi feito com o dinheiro das privatizações do governo FHC?
Por que será que ele não processa, né Julio? Cinco anos e nada… será que é porque prefere deixar quieta essa história?
Jornalismo do nível deste da Época ou da Veja, para ficar apenas nas revistas, quando comparado com o trabalho sério da Carta Capital dá nisso. Fica desmoralizado.
http://easonfn.wordpress.com
É o fim da hegemonia do PIG!!!!
Salve PHA!
Salve a Carta Capital!
Salve a verdade dos fatos!!!
Grande abraço,
Carla M.
O Dieguito é uma PHd (assim phd) em baixarias e mentiras, e está sempre pronto a transcrever e pôr em letras os interesses dos seus “capos”. É uma “época” canalha e de mentiras e seus agentes se perfumam no esgoto fétido das redações e estúdios. Como podemos por fim a estes bandidos e canalhas travestidos de jornalistas e de revistas de informações? Basta!!!!
Caro PHA, você não vai abrir espaço para comentar as cartilhas istalinistas produzidas pelo Baladeiro do Baixo Leblon, para difundir a doutrina demofrênico-tucanopata não?
Lembro da Heloísa Helena e os ataques que ela sempre sofreu da imprensa qundo deixou o PT e seguiu para o PSOL.
A ex-senadora sempre disse (PSDB, PFL, PMDB e PT) tratam-se da mesma corja.
Eis a comprovação.
O UOL foi forçado a dar destaque a falta de prestação de serviço por parte da Globo (o que ficou evidenciado nas notas de SERVIÇOS FUTUROS). Bela artimanha contábil…SERVIÇOS FUTUROS..
Belo texto, confirma o que todos os brasileiros inteligentes sabem: tentativa de golpe no governo LULa, aliás, a rede bobo tem essa prática como objetivo corporativo.
Vai ter a repercussão que teve a ÉPOCA???? ÓBEVEO QUE NAUMMMMM!
nós OTÁRIOS, Sempre!
Sobre PIG, há hoje uma matéria hilária da Folha Online, ao dar a notícia de que uma prova aplicada pela secretaria de educação de MG utilizava uma charge que relacionava Lula com o mensalão. Diz a manchete: “Prova em Minas liga Lula a corrupção e oposição reage”
Aqui o link para a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/899851-prova-em-minas-liga-lula-a-corrupcao-e-oposicao-reage.shtml
Esta manchete deve ter sido feita pelo próprio “tavinho” frias…..
É fundamental para o jornalismo que existam publicações sérias neste país, pois o PIG só contribui para a veiculação de interesses excusos de oligarquias midiáticas brasileiras. O trabalho de profissionais como Paulo Henrique e Mino Carta, assim como de outras pessoas com os mesmos ideais, ainda me faz acreditar no jornalismo e atuar na área.
Ufa, não gostaria de ter que explicar isto a minha neta, pelo que entendo, ainda funciona o santinho do pau-ôco, um esquema que parecia perfeito dos tucanalhas, vender o Brasil em fatias, receber as propinas, já lavadas por valores abstratos(arte, propaganda e etc), e fica tudo bem na terra de ninguém, por isto o medo e abominação de Karl Marx, onde só existe o valor concreto (ouro por ex.), e os aloprados, continuaram a fazer o estrume, levando em conta que existiria honra entre ladrões, deu água, pois esqueceram o terceiro, o bob jef(O barítono), que vendo secar vossas gordas tetas, jogou no ventilador, em fórma de pecha(apelido), o mensalão no cólo do PT, e fica neste embrólio, o culpado disto tudo, o eleitor, não voce, mas aquele que aceita uma cesta básica, meio metro de areia e assim por diante, telespectador remido da grobo(pêga no melaço), tentando ler os jornalões, pois são na verdade, analfabetos funcionais, e não tem a mínima noção de que o voto é caríssimo, e não tem preço, tem consequências, hoje parabenizo ao eleitor consciente, e o quociente eleitorado do ínclito deputado Tiririca, se ontem seria premente a Ley de Médios, hoje se torna, urgência, urgentíssima… maumau
Seu comentário fica parecendo que a culpa são dos pobres coitados que vendem seu voto mas as vezes nem votam no candidato a que venderam. Acho que a culpa é nossa, dos “letrados”, que também vendemos os votos (só que a um preço mais alto). É muito fácil culpar a quem não pode se defender, mas o problema do Brasil sempre esteve em suas elites (econômicas e intelectuais) que sempre colocaram os problemas da miséria e da falta de educação para debaixo do tapete.
Eduardo,
Maceió, AL
Gostei, Eduardo. E continuam colocando. Os movimentos para levantar o tapete e varrer o que está debaixo dele ainda são frágeis…
PHA,
CQD no Teorema do Esgoto que flui pelos canais de irradiação do escroque aos dutos da imprensa golpista e políticos corruptos.
Espero que o MM Joaquim Barbosa profira o voto justo e os(as) outros(as) pares no STF a sentença merecida: cadeia para Daniel Dantas e ressarcimento aos cofres públicos dos desvios do erário.
José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida
Essa obrigação à “revista època” deveria ser quase automática se nosso BRASIL tivesse a já bastante propalada LEI DE MÉDIOS. Até lá…???!!!
A revista Carta Capital publicou o relatório da PF na íntegra, e emitiu sua opinião. A revista Época publicou trechos do relatório da PF com sua opinião. Não é preciso dizer mais nada.
Quando o corruptor Daniel Dantas irá para a cadeia????
Essa tática do PIG já está manjada.
Documentário – A História das Coisas – Dublado
Doc. de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
http://migreme.net/16wv
Isto é Brasil. Diante disto, temo que a dupla Collor/Farias foram, na verdade, aprendizes e primários de batedores de carteiras, aos quais caberia, no máximo, diante da magnitute do que veio depois, uma internação na antiga Febem.
É por causa desse tipo de profissional que se faz necessária a criação de um Conselho Federal de Comunicação. Um jornalistazinho como esse tem de ser denunciado em algum lugar; que falta faz um fórum competente para apreciar essas denúncias!
Excelente matéria de Carta Capital! Ela prova que a absurda tese do “mensalão” é uma criação midiática, tanto destinada a derrubar o Governo Lula, como a esconder o verdadeiro câncer do problema : o financiamento de campanhas(que tem que tornar-se público), como também as privatizações de FHC, ambos anacronismo neo-liberais que prejudicaram o país, ambos origens do pilantra Daniel Dantas e ambos provas dos desmandos, truculências e corrupção de nossa classe dominante que sonha, como dizia Raymundo Faoro com uma “democracia sem povo”, a serviço dos EUA.
Época (PiG) vai ficar por isso mesmo??
quem informa mentira tem que ir para a cadeia!!!!
O pior cego é aquele que não quer ver.
nós aqui simples mortais temos o direito de fazer nossas analises,pois se até a urubulina da miriam leitoa faz,essa nossa democracia é maravilhosa,nossa terra é de migé cada um faz o que quer,quem tem o poder e a grana manda e desmanda,imagine só se essa galera de banqueiros,EMPREITEIROS,só ctei esses 2 segmentos que faturam alto e fazem o caixa dois ,a alegria dos nossos politicos vão deixar de cobrar de volta o que investem neles,vou citar o pior deles a grande midia(PIG)de preferência,não sei quem se escandaliza com isso se até o judiciário entra no jogo,vamos nos indignar sempre,nós cidadãos de bem,os bem intencionados emfim,farinha pouca………….já dizia a madre superiora.
Interessante o fato do PIG não ter utilizado a (não) veja desta vez. Mudaram o foco para a (fora de) época (que o fhc deve chamar de belle époque) numa tentativa clara de mudar o paradigma do escândalo e conferir um caráter de independência (sic) jornalística (sic de novo). O motivo é simples, a (não) veja já teve o seu mistério desnudado: o da mudança de prefixos! Abriu mão de sua REputação (construída por Mino Carta), para tornar-se veículo de IMputação. Assim como o partido de Kassab e seus afiliados NÃO representa o fim do DEM, mas simplesmente mais uma troca no nome da legenda, sem que para isso trouxesse a dinastia MAIA junto. Tudo continua como antes no reino do pig. Só estão girando o tambor do revólver que ratificaram como mercadoria na ocasião do referendo do desarmamento (pig foi contra o desarmamento), passando pela campanha que trouxe o ódio, o conservadorismo extremo e o preconceito de volta à tona com muito mais força através de cerra e suas alianças com a extrema direita, o que diga-se de passagem, é um casamento perfeito, culminando com o fatídico acontecimento de ontem no Rio. A mão cega que segura a arma tem uma mente por trás, que por sua vez tem o mentor. De quem é a culpa?
Para serem repórteres investigativos, como se autointitulam, teriam que ter um mínimo de imparcialidade. Na verdade, são torcedores da sua turma, ou corja, pessoas que defendem com todo afinco. São omissos, cúmplices e coniventes com as falcatruas de seus afetos e, ao mesmo tempo, perseguem seus adversários, manipulando fatos e informações. Não passam de um bando de pau mandado radicais dos grupos de comunicação e das pessoas que têm simpatia e os sustentam.
marmitex no microondas recheado de frango com quiabo….
Quero saber onde entram as privatarias, a compra de votos para a reeleição, Sérgio Motta, Jeressati, as grandes fortunas demotucanas, Oportunitti, contas demotucanas nesse banco, empresas em paraiso fiscal da filha do Cerra, e outros mal feitores. Como já disse, assim nunca iremos passar a limpo a política no país.
O relatório do delegado de polícia, em qualquer investigação criminal, pode servir de subsídios ao oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público. Mas, pode também ser totalmente desprezado. Ou seja, o relatório policial tem o seu valor se estiver em sintonia com as provas colhidas no bojo do inquérito ou de qualquer procedimento investigatório. Lendo-se as notício a respeito do novo relatório sobre o “mensalão”, contudo, tem-se a impressão de que se trata de uma sentença condenatória. O cunho político da notícia a respeito do tal relatório é simplesmente estarrecedor, o que acaba por desmoralizá-la (a notícia), beirando ao ridículo.
Trocando em miúdos voltamos na estaca Zero. Os mafiosos nesta história são os mesmos. Oportunitt, Globo e Marco Valerio.
Como eles são muito fortes, os veículos peiféricos de comunicação não tem nenhum interesse de desnudar tudo isto.
É como dizia Castelo Branco: Vamos deixar tudo isto como está e começar tudo de novo.
EM TEMPO: Se alguém fizer analogia entre o delator do mensalão do DEM do DF – Durval Barbosa e Thomas Jefferson, afirmando que ambos não tem credibilidade, a diferença do Barbosa é que o mesmo tem, segundo a PF, mais de duzentos vídeos em seu poder que comprova de maneira irrefutável a corrupção que corria solta no governo do vice do Cerra. Já o Thomas Jefferson tem apenas a sua palavra, que como disse não vale um centavo.
PHA,
Só porque o PIG transformou Thomas Jefferson no arauto dos bons costumes e da ética, é motivo para dizer que os serviçais do PIG são megalomaníacos? Sim é, pois do político Thomas Jefferson não se deve comprar nem sonriral vencido, quanto mais aceitá-lo como a única testemunha de um esquema para derrubar o doutor Lula.
O Diego Escosteguy deveria ler esta matéria, e aprender a fazer jornalismo.
Parabéns Mino Carta e Leandro Fortes. Vocês não imaginam o bem que fazem ao Brasil.
Certo, e quanto ao roberto jefferson, que sabia do esquema, só denunciou qdo rodou e… ainda assim falou uma mentirada danada sobre o mensalão?
E até qual ponto josé dirceu e delúbio soares sabiam e o partido sabia?
Diego, o filho não herdou as características do pai, passou pela Veja e já mostrou para o que veio. Mino Carta e equipe nós conhecemos e sabemos que podemos dar crédito a interpretação de Carta Capital. Acessem: http://bernardoalerta.blogspot.com/2010/08/imprensa-volte-informara-verdade.html
Cacild´s.
PHA, sugiro, humildemente, referir-se ao Nunca Dantes como “(o agora Doutor) Nunca Dantes”, apesar de não acreditar que o mesmo faria questão de tanta perfumaria.
Eu havia adiantado aqui mesmo em um comentário que o CAf estava sendo imprudente (usei outras palavras) ao simplesmente reproduzir a matéria da Época.
Comentei sobre a capacidade de certo cidadão e de sua equipe em criar histórias tipicamente de ficção.
Teremos obrigação de entender a preocupação das Organizações Globo! Entendam caros navegantes! A “Epoca” dá um show de jornalismo autêntico, eficaz, necessário, esclarecedor, etc… Deixemos de ser maliciosos! Ou é porque GATO DO QUE USA CUIDA, como dizia a vovó.
É fácil entender o rancor que o pig tem de lula, isso porque suas contas bancárias deixou de ser recheadas com dinheiro do governo federal. só isso.
Uma coisa também fica evidente, José Dirceu deveria há muito tempo, ser expulso do PT. As digitais deles estão por todos os lados.
kkkkkkk
Esta história é velha, também são os ditos populares e, entre estes últimos, um que muito apropriadamente diz que “quanto mais se mexe na m…., mais ela fede”.
Ainda bem que nao leio Epoca,e nem a maioria das pessoas de meu circulo, inclui-se ai a vejacega,so leio carta capital, isto é, e converesa afiada. O resto é restp e mimca deoxara de ser resto.
Excelente matéria. Dá-nos uma noção da complexidade e megalomania do esquema. Não foi bem um mensalão; foi algo até pior. Mas felizmente, foi descoberto antes que o estrago fosse maior.
“Open up your eyes…”
A equipe de CartaCapital é incansável. Parabéns a esse jornalismo, além, de devermos agradecer o acesso as informações verdadeiras. Quanto à época ter de responder sua reporcagem, podemos esquecer, pelo menos enquanto esse país não tiver uma ley de medios decente.
O sistema judiciário está à disposição de quem se sentir ofendido para processar a Época. Mas reflete comigo, Adriana: por que será que ninguém dessa rapaziada do mensalão processou nem a Veja nem a Época todos estes anos? Por que será, hein?
É como se o voto de cabresto ainda funcionasse como o PIG imagina. Eles conduzem as informações até a sua poltrona, em troca voce vota no PSDB/DEM/PPS. Depois do Collor não dá, lembram, ele era o super herói do PIG, e sem cerimônia nenhuma, nem vazamentos para Imprensa, surrupiou um País inteiro.
Sabia que o PIG tava forçando a barra.
Mensalão, pagamento mensal de deputados, muitos do PT, para votar a favor do governo é teoria de lunático.
´e pha, fico muito preocupado como um deputado vai a PUBLICO , diz que recebeu 4.000.000,00 de reais, e distribuiu entre seus correligionarios, e a policia federal, o ministério publico, justiça os politicos e o sr. gilmar dantas nunca chamaram esse tal de roberto jeferson para depor ou prestar exclarecimentos. é de ficar de boca aberta esperando a mosca entrar de vergonha de nossas instituições.
PH,
Fica uma pergunta: se sabem que repórter não é advogado e, sobretudo vindo do PIG, qual a razão de a PF liberar o relatório para eles?
Ingênuas essas pessoas não são, sabem muito bem com quem estão lidando, está clara a intenção de deturpar os fatos. Então, qual a razão de a PF vazar algo antes de chegar a quem de fato e de direito e ainda para o PIG?
Aliás, quem passou a informação: PF advogados que têm acesso ao relatório? O fato foi que chegou em Época primeiro do que ao PGR e do Ministro Joaquim e o que é pior: com as distorções de sempre, de maneira mais antiétca possível.
Se a Época não for obrigada judicialmente a desmentir sua reporcagem, terá atingido seu objetivo de transformar uma mentira em verdade.
Falou tudo.
E pelo andar da carruagem, creio q vai ficar por isso mesmo.
Parece q todos têm medo dos marinhos/pig.
Medo deles não, mas dos laranjas que estão por trás deles, que comem mais de 10% do faturamento globo.
É verdade, Duda. mas quem vai iniciar o processo? Parece que nenhum envolvido está querendo mexer nessa casa de maribondos. Me faz lembrar a frase do Maluf: mata mas não estupra. E por falar em coisas ruins, cadê a dra, Curô?
Não vai ter que desmentir pelo simples fato de que ninguém vai entrar na justiça. E sabe por que ninguém vai entrar na justiça? Porque a reportagem está correta e a rapaziada do valerioduto sabe muito bem.
é pha, o mino carta denuncia essa quadrilha e os nossos grandes defensores da ordem , da justiça e dos poderes não dão uma linha e nem o processam . o nome disso é sacanagem pura dos nosso poiliticos.