Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Publicado em 07/03/2011

Racismo no Brasil. A história de uma foto

No post “Em três assassinados 2 são negros. Não, não somos racistas”, o Claudio fez um importante comentário.

Racistas ? Quem ? Nós ? Não !

 


No post “Em três assassinados 2 são negros. Não, não somos  racistas”, o Claudio fez o seguinte comentário:

4 de março de 2011

Caro PHA, você não deu o devido crédito à fotografia que usa para ilustrar o seu comentário. Não por questão de direitos autorais, mas pela história dessa foto.

A foto “Todos Negros” foi tirada pelo fotógrafo Luiz Mourier em 1982, no Rio de Janeiro. http://ahistoriabemnafoto05.blogspot.com/2007/09/depoimento-5.html


Aqui está a história da foto do Mourier:

TERÇA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2007


Luiz Morier > Todos Negros


Trechos do depoimento de Luiz Morier, gravado em 11/05/2007, a respeito de sua foto intitulada por ele “Todos Negros”.


Quando eu fiz esta foto, eu estava passando pela Grajaú-Jacarepaguá, e, passando pela estrada, percebi que havia uma blitz. Parei e fotografei a blitz. E me deparei com esta cena, os negros todos amarrados pelo pescoço. E até dei o título da foto de “Todos Negros”. E logo em seguida eu fui embora, e mais abaixo tinha uma manifestação dos moradores, eu continuei fazendo a seqüência e tal, e fui embora.


E essa me trouxe meu primeiro prêmio Esso na minha carreira. A sensação que eu tive foi de humilhação. Senti uma cena humilhante. As pessoas humilhadas, pessoas com carteira de trabalho na mão, dava para perceber que não eram bandidos, porque bandidos não usam um tipo de veste assim. É claro que eles se vestem bem melhor que isso. Eram pessoas simples, humildes, todos negros. Senti que era um ato de humilhação. Estavam sendo humilhados ali, carregados pelo pescoço como escravos.


- Do material que você fez nesse dia, você tinha certeza de que esta foto tinha destaque em relação às outras?


Não, não tinha certeza, não. Porque a gente… Eu, pelo menos, sempre… Você faz uma foto na hora, aí você só vai ter uma idéia depois que ela foi revelada. Quando eu estava revelando, sim. Aí, que eu vi a foto revelada, eu falei: “pô, essa vai dar o que falar!…” Que isso não é coisa que possa acontecer com o ser humano nos dias de hoje. Ou na época, na década de 80. Mas, até hoje a gente vê humilhação por aí…


Percebi que houve uma reação grande de todos que viram a foto. Até hoje, até hoje…


Quem ainda não viu e vê a foto… Já foi usada por várias faculdades, já foi tema… Inclusive foi, até, em 1988, quando a escravidão… Fez cem anos da Lei Áurea, ela foi bem revista e colocada para todos verem que cem anos depois ainda havia esse tipo de cena. (…)


Eu percebi que tinha uma blitz, mas eu parei porque tinha um camburão parado na pista. Eu fui lá dentro do mato fazer esta foto aqui. Então, eles estavam praticamente escondidos. Quer dizer, eu cacei!… Não estavam expostos assim, na rua. Você pode ver que tem mato lá no fundo, estavam lá no meio do mato, um caminhozinho no meio do mato. Então, quer dizer, era mais escondido, de uma forma… Eles faziam as mutretas, faziam tudo que tinham que fazer, mas, mais escondidos, para que a imprensa não visse mesmo. Agora, eles não estão nem aí… Agora, é tiro pra cá, é tiro pra lá, caiu ali, se tiver fotografa, se não tiver…


- Nessa foto aí, os PMs tiveram alguma reação de não deixarem você fotografar?


Ah, a reação foi imediata!… O tenente falou: “recolhe, recolhe, recolhe!”. Quando ele percebeu que eu estava fotografando, ele mandou recolher. Só que quando ele mandou recolher, ele não percebeu que eu… O guarda não percebeu que eu estava fazendo uma foto dele. Eu estava com um grande angular, ele achou que eu estivesse fazendo só os presos. E, no entanto, ele estava enquadrado na foto. (…)


Tem a importância que tem hoje porque mostra uma autoridade, ali, que devia usar algemas, no mínimo, e usou uma corda, e amarrada no pescoço. Não foi nem nas mãos, foi no pescoço. Quer dizer, um ato escravo mesmo! (…)


Sim, agora é. Para mim, ela é uma foto histórica. E vai estar sempre no primeiro lugar, pra mim, porque é uma foto que marcou muito esse meu tempo de trabalho.


Luiz Morier > Diz que foi no Jornal Tribuna da Imprensa que tudo começou. Aos seis anos, acompanhava o pai, Max Morier, repórter esportivo já falecido, e meio que um fundador da Tribuna. Morier começou a carreira de repórter-fotográfico no extinto jornal Última Hora, em 1977. Também teve passagens pelo Globo e trabalhou como freelancer no Estadão. No Jornal do Brasil trabalhou mais de 25 anos. Nos últimos anos tem frilado para várias empresas.



Em tempo: este ansioso blogueiro teve a honra de dar a foto do Mourier na primeira página do Jornal do Brasil, quando era seu editor.

Este post é uma singela homenagem a Ali Kamel, autor do livro “Nós não somos racistas”.

Clique aqui para ler “Secretário de Justiça da Bahia associa livro de Ali Kamel a racismo”.


Paulo Henrique Amorim



 

Comentários

  • thais

    historiascontadas pelo meus avos sairam dessa foto

  • pietra wonter

    gostei muinto desse texto e é muinto legal

  • Renato Nordeste

    E por falar em preconceito, nao posso me calar: será que a “nobre” estudante porém preconceitusa que queria matar os nordestinos foi convidada para o casamento real???

  • Elias lamin

    Bom dia a todos, sobre a foto , o individuo que sujeita o ser humano a esta humilhação não passa de um imbecil doente, pior que um animal. Moro em Blumenau s/c,em 1992, estava no centro da cidade na véspera da abertura da festa do cavalo, pena que que não estava equipado com uma máquina fotográfica. Passou em desfile na rua principal da cidade alguns ilustre conhecidos e até doutores , em cima de seus cavalos todos enfeitado, os dois, atrás deles correndo a pé, funcionários de uma empresa de limpeza de rua aqui da cidade, com uma pá pequena ,recolhendo as fezes dos cavalos.Nunca imaginei ver aquilo. Ali demonstra o tipinho de gente que estava a galopar.

  • Liscarso

    Não adianta, faz parte da cultura…é enraizado…está em todos os lugares, em todos, incondicionalmente. Quem há de?
    Triste fim de uma humanidade que se compraz na soberba de um ranço que se perpetua na ilusão de “Espelho, espelho meu, existe alguém mais perfeito do que eu?”

  • Estela

    Sabe, PHA, Deus é muito justo e sábio. Minha sogra é filha de italianos, e uma vez por mês toma transfusão de sangue. Outro dia quando meu marido foi doar sangue, comentou comigo, que só tinha gente simples doando sangue ( a maioria negros e pardos). Lendo o seu artigo pensei: Que bom que Deus fez o sangue de cor vermelha, assim quem precisa dele não precisa escolher pela cor e sim pelo tipo. Enquanto questionamos a nossa cor de pele devemos saber que em nossas veias correm sangue da mesma cor: vermelho. Deus continua sendo o maior dos sábios!.

  • Kalifa

    Como se observa são todos da classe dominante desse país e o estadão a mando do cerra divulgou para ser a primeira página!Dá lhe cerra!Dá lhe estadão!Dá lhe veja!Dá lhe globo!Nós somos o Brasil e viva o Brasil!

  • Orlando Varêda

    Depois, ainda me aparece um tal de Ali Kamel cometendo uma porqueira de livro onde, usando argumentos sem chinfrim, pretende demonstrar a inexistência de racismo no Brasil.
    Não está desacompanhado na hipócrita posição o pretencioso estafeta. Há outro individuo, este se diz sociólogo, ai meu deus, de nome Magnholi não sei das quantas, não sei se grafei corretamente o nome do dito. Pouco importa o nome do coiso, o fato é que, o gajo, também acha que não temos racismo por aqui.

    Gostaria de ver como se comportaria esses tipos, numa situação análoga à dos jovéns maltratados pelo brutamonte racista policial.

    Imagine o que não praticam esses criminosos covardes de farda, nas masmorras espalhadas pelo país.

    Orlando

  • Marta

    Pardo é um negro que tomou um susto. Aí, então, ficou meio pálido.
    Só partindo dessa definição os números de algumas “estatísticas” fazem sentido.
    E haja negro assustado. Pelo menos 76 milhões deles no Brasil.
    Já tenho até um apelido pro filhinho da minha amiga, branca que se casou com um negro : “Sustinho”.
    Os “Sustinhos” são 40% da racista população brasileira.
    A quem interessa dividir o povo brasileiro?
    “Dividir para governar”?

    • Estela

      Seu comentário é digno de pena, parece uma piada de muito mau gosto tem uma crua dicotomia.

    • Estela

      Marta,
      Quando leio os seus comentários, pode ser que seja apenas comigo, sinto uma crua dicotomia. Acho que a sua ironia encerra algo muito mais além. Nunca sei se é politicamente correta, ou quer alfinetar mais ainda o debate. Não existe uma classificação de cor da pele pelo DNA. E se um dia existir essa classificação vc verá muitos de pele brancas com DNA negros e muitos negros com DNA branco, ou seja a cor da pele é apenas um fator protetor ( melanina) quem precisa dela produz mais, quem não precisa produz menos. Isto não desmerece nem brancos, nem negros, nem indios e nem pardos ( classificação que vc faz porque tem que marcar um x). O que devemos ser críticos é de uma sociedade injusta que desmerece um ser humano por ele produzir mais melanina que outro e o coloca à margem de tudo ( o tornando pobre e vivendo em situação miserável).

  • Graça Santos

    É PHA o Conversa afiada continua provocando grandes debates. No entanto o Debate do racismo é bem emblemático. Até pessoas que se posicionam “avançadas”
    em vários temas brasileiros, quando é colocado este tema,
    fogem, disfaçam, trocam o debate, negam a questão, etc,
    etc, etc.
    Mas se ficarem neste blog maravilhoso vão se informar por-
    que os comentários trazem informações valiosas para mais
    um grave problema brasileiro (porque este não é problema
    dos negros): O RACISMO!

  • Salvem a professorinha!

    Acadêmicos do Tucuruvi, segunda colocada do Carnaval de São Paulo, apenas 0,25 pontos atrás da Vai-Vai, a escola campeã. Viva o Nordeste! É um tapa com luva de pelica nos racistas de São Paulo. E mais: o samba-enredo só recebeu notas dez! Viva o Nordeste! A cada dia ele nos mostra ser a vanguarda do Brasil.

  • pap

    Poe na lista o Cacciola, o Silvio Santos, o lalau.

  • adilson

    Caro PHA,

    além da coerência política e da grande contribuição ao jornalismo depauperado desse país, você comprova mais uma vez suas qualidades éticas, que incluem a modéstia enorme. Em todo esse debate, você poderia ter dito que foi você – com a coragem de sempre – que estampou a foto na capa do JB.

    Caro PHA, tenha certeza que além do leitor admirador você ganhou com esse gesto um fã.

    Abração!

  • Rocha

    Em Salvador eu gosto do Psirico, Jauperi, Tatau, Margareth Menezes. E seu Jorge? Djavan? Gilberto Passos Gil Moreira? Eles não mereciam ver essa foto. Mas eu não acredito que isso aconteça mais no Brasil, esse tempo era da ditadura militar e os militares (a polícia militar, nessa caso) abusava demais sem impunidade (vide anistia geral e irrestrita). O crime que esse policial e seu comandante cometeu é muito maior do que o crime que essas pessoas possam ter cometido.

  • helio vieira

    É isso que os defensores do Serra e seus representantes pregam. Porém a foto, velha e atual, mostra o contrário. Lamentavelmente.

  • Fred Azevedo

    O racismo faz parte do DNA das elites brasileiras.

    P.s. – Segundo o pai dos burros – o Dicionário – elite é: “o que há de melhor em um povo”.
    Será mesmo, que podemos chama-los de “elite”?!

  • Oswaldo

    Vivemos em uma democracia. Nas próximas eleições, todos os negros devem escolher candidatos identificados com eles. Para de choração e exerçam o direito do voto com foco nos próprios interesses.

  • Ronaldo

    O pior é que a foto é muito mais recente do que parece.

    Se não fosse pelas roupas, principalmente a do policial, poderiam dizer que ela é de 1882 e não de 1982.

  • Caro PHA , aqui em casa eu e meu filho, ambos médicos, vivemos e deixamos viver.A minha esposa já falecida, deixou-me uma missão : EDUCAR o nosso filho.Nesta educação está implícito o respeito a todos os semelhantes, nunca desmerecendo ou discriminando ninguém.E dentro deste contexo, nas horas de lazer , ele escreve algumas letras e cantarola.Em relação a esta brilhante postagem, deixo um vídeo que ele montou.Acessem: http://www.dailymotion.com/video/xfo9su_contrastes-by-bernard-bond_music

    • sir

      Com a licença deste blog maravilhoso , concordo com o senhor, também ensinei a meus filhos que a humildade é o maior bem do ser ser humano, então falo; não façam diferença emtre o rico e o pobre , e sei que eles colocam o respeito pelo ser humano acima de tudo!!! Parabéns ao senhor por ser um grande pai e parabéns a seu filho em ter o privilégio de ter PAIS ,mesmo que a mãe ausente , tão dignos !!!!

      • CMaria de Manaus

        Com a licença deste Blog concordo com os dois .
        Eu tb criei e eduquei meu filho ,sozinha, hj com 17, nestes princípios da igualdade, respeito e solidariedade a todo ser humano . hj já vejo suas opiniões a respeito de Direitos Humanos, etc. Vale mto a pena transmitir valores eternos aos filhos , principalmente qdo aprendemos no dia-a-dia com nosssos pais. Com eles aprendi: todos somos iguais , independente de raça , sexo e religião . É essa contribuição que precisamos dar ao mundo.
        Minha admiração a este Blogueiro incomparável!!!

  • Julio Silveira

    No Brasil se esconde uma das piores formas de racismo o enrustido, o dissimulado. Fruto da pior estirpe de elite, hipocrita, dissimulada, subserviente. Acho que nosso racismo tem muito da personalidade de nossa elite formadora da cultura nacional.

  • Pentelhao publica no Blog:

    “Até Ombudsman da Folha, Suzana Siger, se espanta com as manipulações do PIG!!! Bobinha, no entanto, não sabe que nenhum repórter da Folha lê a sua coluna!!!”

    Publicou antes: “Enredo em homenagem à Cuba leva União da Ilha da Magia ao campeonato em Florianópolis!!! Coturno Noturno está inconsolável!!!”

    http://passarinhopentelhao.zip.net

    Twitter: ppentelhao

  • Carlos N Mendes

    Ah, o senhor Ali Kamel acha que não somos racistas? Quem sabe ele mude de ideia se resolver visitar o senhor Mickey Mouse. Estive no consulado estadunidense de São Paulo em dezembro de 2010. Cerca de 2.000 brasileiros estiveram comigo aquele dia lá dentro e, nas 4 horas que fiquei no pátio esperando ser atendido, pude observar: APENAS 2 MULATOS E 1 NEGRO! Sim, o estado de São Paulo, cuja composição étnica é 63% brancos / 35% mulatos e negros, não provê renda suficiente para que a parte mulata da população viaje ao exterior – naquele dia, a proporção racial no pátio do consulado era 230 VEZES MENOR do que deveria ser. O apartheid paulista funciona! Os quatrocentões podem dormir sossegados – por enquanto, no quesito Disney, o Bolsa-família não está funcionando… (P.S.: o pobre do negro, que estava alguns lugares à minha frente, ficou vários minutos sendo interrogado pelo funcionário da imigração e saiu com cara de quem não iria embarcar. Moral da história – se “falhamos” aqui, eles “consertam” lá…)

  • Rafael

    http://www.youtube.com/watch?v=h3SQohFwDnM

    Vítima de preconceito, Márcio Victor diz: ‘Tenho orgulho de ser negro’

  • Regina Braga

    Racismo no Brasil,Onde? Naõ existe…só um pouco de diferenciaçaõ…coisa simples…Sou loira,de olhos azuis…mas naõ posso exigir ,que alguém mais, seja.Estar acima do peso , é só uma questaõ de saúde…Pobre e Nordestino é um fator geográfico…Naõ sei, como pensar em racismo ou preconceito?Afinal,o Acidente da Paulista, foi porque…aquele, sujeitinho, OOUUSSOOUUU encarar.O Brasil convive sem preconceito…Nem nada disso, foi estimulado na campanha(presidencial)…Mas o Aborto…que horror!BRASIL,mostra a tua cara.

  • Murdok

    PH, essas cenas só vão acabar nodia em que a PIG mostrar essas fotos e fizer uma crítica sobre elea. Ja pensou uma cena dessas e o alexandre garcia fazer uma crítica sobre ela no bom dia brasil, ou o casal vinte abrir um espaço no JN pra fazer umka crítica?

  • Helio

    Caro José Honório,

    O ser humano é besta mesmo.
    Embora a nossa mídia venha importando o padrão estadunidense de classificar as pessoas em pretos, brancos, latinos e amarelos (vide Globo, FHC, Kamel…), existem também os mestiços que podem ser mulatos, cafusos, mamelucos e tantas outras denominações. O importante é que mulato não é preto nem branco, é o que os antigos chamam de pardo. Mulato é a maioria dos brasileiros (vide IBGE), felizmente!(Gilberto Freire) E os brancos e amarelos nada mais são afro-descendentes que desbotaram.(demonstram as recentes pesquisas)
    E os latinos serão maioria do povo estadunidense em breve.(previsão minha)

  • pires

    PHA:

    Ensino público e gratuíto para todos, fim do vestibular, saúde e moradia para todos, trabalho e salário com oportunidades iguais para todos… Mas enquanto isso não vem:
    COTAS, COTAS e MAIS COTAS!!!

  • maria regina

    O José Honório deve ter vindo da mesma escola do Demétrio Multiespecialista Magnole e Demóstenes Patrono dos Negros Torres. Só faltou dizer que essa foto foi montada por Lula para persuadir o eleitorado afrodescente para as eleições de 2014.

  • sir

    PHA!!!! BOA NOITE!!!!!!!!!!
    Preconceito e racismo andam de mãos dadas!!!existe em qualquer canto deste mundo!!! são umas praga, ser rico ou pobre eis a questão , nem todos que são ricos são desonestos, tem negro rico, tem branco pobre e vice versa!!!o que vale mesmo é a grandeza do ser humano em não ter preconceito e nem racismo!!!!!

  • wilson

    José Honério, que comentário infeliz este seu, hein?
    Vá se interar melhor do assunto para depois poder debater, principalmente com quem é negro (como eu) e sofre, tanto o pereconceito racial como o social (saiba que eu sou da classe C).

    • José Honório

      Deixa de bobagem, meu jovem. Sou pardo e não vejo este racismo, vejo preconceito contra pobre. O pobre é escorraçado seja da cor que for. Negro que foi a luta está muito bem, e estão em todos os seguimentos, seja de emprendimentos, política, judiciário e muito mais. Não me admito dando uma de coitadinho. Sou aceito em qualquer lugar e sou apenas classe média. Em tempo, nunca reneguei as minhas origens negras.

      • Horridus Bendegó

        Ah, tá…

        O preconceito é contra pobre, né?

        Deve ser por isso que em nenhuma das lojas dos três shoppings que existem aqui onde vivo não se vê um único vendedor negro…

        Todos brancos ou pardos.

  • E ainda atacam os defensores dos direitos humanos…

  • Por falar em discriminação!
    Professores temporários a mais de 3 anos, selecionados em concurso da rede estadual de SP afirmam que foram reprovados na perícia médica por discriminação.
    http://t.co/tzX51h2

    Pois é, responsabilidade social a gente vê por aqui!

  • Flavia

    Que bonito Paulo Henrique… como sem perceber, você já começa fazer parte da história do Brasil.

    Parabéns pela luta.

  • Horridus Bendegó

    Vou mandar imprimir em dez camisas com a foto e as usarei no trabalho.

    O José Honório parece que comprou o livro do Kamel. (e gostou)

  • gpb

    E quando o Brisola determinou à polícia tratar os moradores das favelas de forma digna e respeitosa foi, imediatamente, esculhambado e difamado pela mídia que o tratavam como cumplice dos criminosos etc.
    Naquela época morador de favela era tratado como lixo, se negro então não era só lixo, mas bandido também.
    Daí vem toda a história da proibição de incursões de extermínio nas favelas etc.
    abs,

  • José Honório

    Virou moda procurar racismo no Brasil … e qualquer coisa é pretexto pra repetir o mantra … até uma foto que pode dizer muitas coisas, não necessariamente racismo, mesmo porque o próprio policial é deorigem negra. É claro que amarrar pessoas pelo pescoço e expô-las é errado e uma tremenda falta de respeito pelo ser humano. Agora dizer que os caras são pessoas de bem que foram pegas numa blitz é o cúmulo da bobagem. Infelizmente, no Brasil, os pardos preferem ser brancos por ignorância e não valorizam a raça negra, população majoritária no Brasil, daí a fraqueza de um povo que já deveria estar no topo do poder. Então aparecem os coitadinhos e grupelhos que procuram se dar bem e expondo a raça de uma forma humilhante. No Brasil, existe sim o preconceito contra a pobreza (infelizmente os negros são maioria). Se houvesse racismo como preconiza estes grupos, isto afetaria também os negros bem de vida ( coisa que só acontece em casos esparsos no sul do país).

    • Jose Pelegrino

      Você é míope? Policial negro onde?

    • I.F.Neto

      Jovem José Honório, vou ser curto e grosso. Há racismo sim. Mostre-me uma foto com brancos na mesma situação dessa foto, eu nunca vi. Uma foto onde brancos machucam, molestam, humilham brancos. Tb nunca vi. Finalmente, me mostre a raça branca humilhada de qualquer maneira. Nunca vi. Pronto. Não dá para negar. O racismo existe sim, é uma chaga da história do Brasil que tem que ser superada de vez. Infelizmente, ainda existe gente como vc que acha que tudo se resolve com um tapete e uma vassoura. Não é assim. Temos que assumir que existe sim. Que até hoje a raça negra está condenada a uma estagnação social, com dificultantes msiores que os das outras raças para subir na pirâmide social. Temos que aprender, que melhorar nossa formação, para saber que isso que está aí pode melhorar sim. Para todos. Muuuito ainda por fazer. Vamos trabalhar.

    • Luiza Helena Santos

      José Honório,

      Se você é branco e tem mais de quarenta anos não vou me dar ao trabalho de discutir com você porque você não quer saber. Se você é negro também não vou discutir com você porque deve viver no “Reino das Águas Claras” e toda a polêmica com o personagem da “Tia Anastácia…

      Se você é mais jovem e independente da sua “tez” vou lhe dizer: vá aprender como o Brasil funciona de fato. Quem nunca sentiu de fato a discriminação deve, ao menos, se inteirar sobre a questão. Por isso, reconhecemos os esforços de pessoas em posição de decidir e que fazem a diferença. Quando ouvi o nome do navio petroleiro que a Transpetro lançou ao mar ano passado eu me emocionei, porque sei o que é ser negra nesse país. Aliás, você sabe quem foi “João Cândido” que dá nome a esse navio!?

      • CMaria de Manaus

        Faria bem vc , caro José Honório, ouvir o que hj na TV CULTURA a primeira magistrada negra da Bahia , Dra Luislinda Valois afirmou, de acordo com pesquisas : o maior estado brasileiro onde há o racismo contra o negro é a ….Bahia! E agora ? Racismo é racismo venha de onde vier …é ilegal, imoral e degradante !!!

    • Jean

      Com todo respeito, e vê-se que és uma pessoa intruída e humanista, estás errado. Apenas porque usamos como parâmetro o racismo existente nos EUA ou na Europa, não quer dizer que nosso próprio racismo seja leve. Ele é pesado, velado e enraizado em nossas entranhas. A foto é ilustradora disso, pouco importando se o policial é negro, mulato ou branco (parece bem branco). Ele, no local, é o braço do Estado, e insitucionaliza a humilhação gratuita aos prisioneiros. O fato, sem dúvidas, ocorreu por serem eles negros ou pardos, fossem brancos estariam sentados esperando o apoio operacional com algemas, camburões ou outra medida parecida. Um abraço.

  • Eason Nascimento

    Quem é negro no Brasil, sabe muito bem, que o Kamel não sabe de nada ou prefere assim se passar. O racismo no país é latente e raramente se encontra brasileiro deste grupo, que não tenha sido vítima de preconceito. Rico ou pobre. Claro que sobra mais para quem é pobre. A maioria.
    http://easonfn.wordpress.com

  • Carlos

    Quem é esse Kamel?
    Demorou pra sair de circulação, ele e seus patrões (eles não tem nome próprio – PHA)

  • Rocco Petri

    Ana Maria Braga, ao falar sobre um encontro de brancos com uma tribo indígena do Amazonas: “era a primeira vez que viam um ser humano”. O racismo está na elite tão presente que, por vezes, mordem a língua.

    • Yacov

      Que baita ato falho!! Na verdade era a primeira vez que os “homens-brancos” viam um ser humano, né???

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZIL para TOLOS”

  • Marcos Aarão Reis

    Como gerente de Comunicação do Conselho Federal da OAB, também tive a honra de estampar a foto na primeira página do OABfederal.

  • Salvem a professorinha!

    Os criminosos que se utilizassem de trabalho escravo não teriam suas terras desapropriadas para reforma agrária? Quem sofre esta punição? Dilminhamor, tira esta lei do papel, se o Gilmar Dantas deixar.
    Este assunto e o Carnaval me fizeram lembrar de uma marchinha, mas que a elite brasileira não nos deixa esquecer:
    “O teu cabelo, não nega, mulata, porque é mulata na cor
    Mas como a cor não pega, mulata, mulata eu quero teu amor”.
    Nojento.

    • Carlos N Mendes

      Que passe logo essa lei. Beto Mansur, ex-prefeito de Santos, ex-deputado federal, relator do nosso arrecadatório e inócuo Código de Trânsito, foi multado em 300.000 reais por trabalho escravo em sua fazenda mineira. Em qualquer país onde os escravagistas jé tivessem sido apeados do poder, ele estaria preso. PRESO. É mais fácil um kamel passar pelo buraco de uma agulha do que nossos quatrocentões sentirem o gosto amargo das consequências de seus atos.

  • Yacov

    Realmente, não é verdade que o BRASIL tenha preconceito APENAS contra os negros. Temos preconceito contra os pobres, em geral. Qualquer um deles que apareça por aqui, cai na vala comum dos trabalho forçado, escravo ou semi-escravo, e da discriminação social. Que o digam os bolivianos, peruanos e nordestinos. Agora, se os pobres, seja quais forem, conseguem um posição de destaque, aí, viram heróis nacionais. Que o digam, Pelé, Ronaldinho, Rivaldo e tantos outros, geralmente no mundo do esporte e da música, “nunca, jamais, never”, no mundo da ciência, da política ou alto escalão das Forças Armadas.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – Oque passa na glOBo é um braZIL para TOLOS”

  • Yarus

    Com os presos sem as veste, o “capataz” com roupa de época, daria a impressão que já existia máquina fotográfica na era do império.

  • luiz antonio

    PHA,
    permita-me fugir do tema racismo, que acho absolutamente relevante, para chamar sua atenção para a manchete abaixo, encontrada na Falha de Sumpaulo (internet) de hoje:
    “Dior diz que continuará com grife John Galliano por ora”
    O “por ora” usado no entido de “por enquanto”, segundo Manual de Redação da FSP não seria “por hora”?
    Mais grave do que se observar que o Presidente não domina o idioma de Shakespeare, não seria uma deixar passar a grafia errada de termos tão banais, ainda mais no idioma de Camões?

  • Cláudio Rodrigues

    O título da foto: “Ainda somos um país de m…” não estaria de tudo errada.

  • Silvana

    E tem gente que apoia o tatalitarismo e quer o retorno à ditabranda…

  • Pentelhao publica no Blog:

    “Por essa Diogo Mainardi não esperava passar. Enquanto seus ouvintes dormem em suas palestras gratuitas, Lula ganha duzentos mil por cada uma e está com a agenda cheia!!!”

    A Veja paga este rapaz para esculhambar o Brasil no exterior???

    E mais, Mainardi filho diz que o brasileiro é porco!!! Loucura!!!

    http://passarinhopentelhao.zip.net

    Twitter: ppentelhao

  • Luis Rodrigues

    Deixa eu entender, segundo o Ali Kamel, nós não somos racistas ou nós não somos escravocratas?

  • Paulo Leme

    Certas coisas nos deixam com o estômago embrulhado… E pensar que certos políticos da direita defendem “empregadores” que se utilizam de trabalho escravo. O que não deve se passar nestes “locais de trabalho”, onde não há fotógrafos…

  • “O que para o pobre é um problema, para o rico é um investimento livre de riscos”

    http://blogdopaia.blogspot.com/2011/03/o-que-para-um-homem-pobre-e-um-problema.html

  • Estela

    Caro, PHA, os comentários mais racistas, são os camuflados em não racistas, outro dia em casa, no feriado da ” Consciência Negra” tive que aguentar o pior de todos atuais racismos: Se existe o dia do Negro, deveria existir o dia do Branco, do Amarelo e Azul. Virei para a turma ” politicamente Correta” e disse: Foram anos de escravidão que não geraram nem sequer uma reclamação trabalhista para os grandes fazendeiros. Essa história não pode ser maquiada e esquecida, como todos querem. Essa fatura tem que ser paga e dar aos negros, pardos, pobres ( que por incrível que pareça a maioria é parda e negra) a oportunidade de criar uma nova história. Somente agora na era do Nunca Dantes é que vemos ações de reparação à esse vexame humanitário que foi a escravidão no Brasil. O dia da consciência negra deveria ser todos os dias.

  • helio menezes de oliveira

    PH, lembro muito bem dessa foto.Trabalhei no JB de 1976 a 1982, fui contratado como continuo e sai como auxiliar administrativo, o JB dava muita aportunidade, Grande JB!, de João Saldanha, Sandro Moreira, outros e Você que saudade…. Fui continuo da sua editoria com muito orgulho, leio seu blog todos os dias e falo para minha fihla: olha trabalhei com esse cara. Bom dia e boa sorte! um grande abraço

  • Flávio

    Certas coisas que a gente ainda vê por todos os lados, em TODOS os países nos dão uma imensa vergonha. Mas no Brasil ainda é tão intenso, dá um constrangimento, um sentimento de descrédito. Pra uma fatia considerável da sociedade falta aprender tanta coisa. Muitos sabem apenas dissimular.

  • Ary

    Ali Kamel sentenciou: No Brasi, não tem essa de “pardo, negro, branco, mulato”. Todos são verdes! É claro que tem os verdes mais escuros e os mais claros.

  • Ygor

    Nisso discordo. Reconhecer o vergonhoso problema do racismo no Brasil não deve se dar à custa de fazer vista grossa para os outros problemas da sociedade. A questão seria quase exclusivamente racial se morássemos na África do Sul, onde durante o apartheid os brancos tinham padrão de primeiro mundo, enquanto os negros todos eram subjugados. No Brasil o racismo se traduziu em desigualdade racial imensa, mas qualquer análise ponderada mostra que não há apartheid em sentido estrito. O sertão do CE ou do RN tem bem menos negros do que o RJ ou a BA, e é só dar uma passada por lá para ver que a miséria atinge muitíssima gente branca. Ademais, a população parda descende também de brancos. E, finalmente, os estudos do DNA já comprovaram que a maior porcentagem do DNA brasileiro descende de europeus (a maioria pobretões que imigraram).

    • lucmoraes

      Ygor, Ygor, preste bem atenção à discussão, TODOS sabemos que a maioria dos brasileiros possuem DNA europeu, só que ninguém vê DNA, o ser humano ver cor. É simples. O que você escreveu é chover no molhado. Há um “racismo” não por causa da “raça”, mas por causa da cor, atribuindo e impondo aos que tem mais melanina as mais vis condições de vida ou dificultando a ascenção social. Ouso até dizer que o racimso à brasileira é bem proximo do indiano, onde a cor da pele já indica a qual casta você pertence. Esse argumento de todos somos seres humanos, na real, não contibui em nada, pois desde que os africanos foram arracados da África, eles também sabiam que eram da raça humana…

    • elvis gimenes

      VEJA quantos negros trabalham nas áreas centrais das cidades brasileiras, grandes, médias e pequena, daí voce diz que não tem apartheid? tem e é muito mais visivel que voce imagina.

  • Quintela

    Só falta avisar o Ali Kamel….

  • Urge não só uma luta de classes. Uma luta étnica. Porque não é possível que as pessoas não se revoltem com uma foto dessas.
    Ela me traz gosto de sangue na boca.

  • Paulo Belem

    E os brasileiro continuam sendo tratados como escravos:

    No Pará o governador Simão Jatene (PSDB), nomeou como secretário estadual um acusado de manter trabalhadores rurais em condições análogas à escravidão.

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/tucano-nomeou-secretario-envolvido-com.html

    http://uruatapera.blogspot.com/2011/02/queda-de-sidney-rosa.html

    Até quando isso vai continuar?

  • Sergio

    Comentarios que dizem não haver racismo, simplesmente pelo fato do agente da lei ser negro ou pardo, desconhece a propria historia e tapa o sol com a peneira. O racismo no Brasil sempre foi organizado pela elite branca, e aplicado com mão de obra branca e de semelhantes as pessoas vitimas do racismo e da escravidão. No Brasil Colônia, os capitães do mato, que caçavam os escravos fugidos, eram geralmente negros e mestiços, que trabalhavam em troca de uma suposta alforria. Os bandeirantes e exploradores compunham as tropas, de indios que atuavam como rastreadores e força de combate aos indios de outras tribos. Quer dizer, o racismo está na intençao e na função atribuida e não somente na cor da pele de quem o pratica e na da vitima.

  • Lenir Vicente

    Eu me lembro da foto na primeira pg. do JB.Como era bom ler um jornal de verdade.O racismo claro mostrado na foto incomoda mesmo aqueles que vivem num mundo de ilusão e que acham que o Carnaval é a maior prova de que não há racismo no pais. Sim, o policial que conduz os presos também era negro.Eles também foram usados nas tarefas mais humilhantes e o faziam sem questionar.No Brasil das senzalas os próprios negros eram encarregados de brutalizar seus iguais.Isso é história.Ela não ficou mais branda com o passar dos anos.Apenas mais colorida, com brilho falso das fantasias do carnaval.Infelizmente.

  • Deplorável, mas para aonde caminha a humanidade ,não vejo luz no final do túnel.
    .Acessem: http://bernardoalerta.blogspot.com/2011/02/mas-o-que-falta-e-luz-para-iluminar-os.html

  • olavo

    Sinceramente a foto não me choca mais. Todos os dias essas cenas estão no nosso dia a dia, nas nossas relações, no nosso cotidiano. Observem o carnaval. Expressão cultural forjada pela cultuta dos negros e apropriada comercialmente pelo sistema branco (digo sistema porque conceito de raça no Brasil é pura ficção). Vejam as estrela do carnaval de Salvador, por exemplo, são quase todas brancas (riquíssimas) em seus trioselétricos reluzentes acompanhadas por foliões que pagam em média R$ 900,00 dia de folia, quase todos brancos ao tempo em que os “Cordeiros”, aquelas pessoas que seguram as cordas que garante a segurança dos brincantes são todos negros, e não digo quase todos, PHA. Esta é nossa democracia racial, alimentada por ideoalogias, teorias de todos os matizes, contando com a colaboração de todos, inclusive dos prórpios negros, involuntariamente, mas sim.

  • racs14

    Somos racistas sim, mas classistas mais ainda. Note que o algós, o sujeito da farda, se não for negro, com certeza tem no mínimo 90% de sangue negro.

  • Antenor L Moreira

    Quando vi essa foto publicada na imprensa me lembrei do filme “Raízes”, referente à escravidão nos EUA. Na época me chamou bem a atenção essa foto, mas não li a reportagem e não fiquei sabendo do que se tratava. Até pensei que a finalidade poderia ser desmoralizar ainda mais a ditadura militar que lutava para não morrer envenenada com o próprio veneno.
    Mas o fotógrafo foi feliz por ter conseguido destacar bem o rosto do cabo da polícia militar que aparece na foto, o qual poderia facilmente ser reconhecido.

  • “…Há quem pretenda que o preconceito à brasileira não é racial, é social, mas no nosso caso os qualificativos são sinônimos: o miserável nativo não é branco…”

    Ecos da escravidão.

    http://blogdopaia.blogspot.com/2011/03/ecos-da-escravidao.html

    • Ygor

      Nesse ponto discordo. O reconheciento do grave e vergonhoso problema do racismo no Brasil não deve se dar à custa de fazer vista grossa para os outros problemas da sociedade. A questão seria quase exclusivamente racial se morássemos na África do Sul, onde durante o apartheid a minoria branca toda tinha padrão de primeiro mundo, enquanto a negra era toda extirpada das classes mais favorecidas. Agora, no Brasil, o racismo se traduziu em desigualdade racial imensa, mas qualquer análise ponderada mostra que não há apartheid em sentido estrito. O sertão do CE ou do RN tem bem menos negros do que o RJ ou a BA, e é só dar uma passada por lá para ver que a miséria atinge muitíssima gente branca. Ademais, a população parda inteira descende também de brancos. E, finalmente, os estudos do DNA já comprovaram que a maior porcentagem do DNA brasileiro descende de europeus (a maioria pobretões que imigraram), o que explica não haver uma “cor” exclusiva – mas sim uma majoritária – no universo do pobre brasileiro.

      • Oh, Ygor!
        Se no Ceará e Rio Grande do Norte tem menos negros (creio que vc. quis dizer proporcionalmente) que no Rio e a Bahia, então a coisa tá pior do que pensávamos. Dê uma olhada no que diz o “Mapa da Violência 2011″ em :

        Esses nºs correspondem a Nùmero de Homicídios na População Jovem por Raça/Cor Brasil, respectivamente 2002, 2005, 2008.
        Ceará (brancos) 32 48 54 (negros) 223 267 558
        Rio Grande do Norte (brancos) 20 26 29 (negros) 75 111 231.
        Fonte: Fonte: SIM/SVS/MS

      • Rafael

        Imigrantes foram tratados a pão de ló.

        “os estudos do DNA já comprovaram que a maior porcentagem do DNA brasileiro descende de europeus (a maioria pobretões que imigraram), o que explica não haver uma “cor” exclusiva – mas sim uma majoritária – no universo do pobre brasileiro.”

        Hahahhahahahhah!
        Eu não fui pesquisado, vc foi?
        Blá, Blá, Blá…

  • Humilhação! Nem meu cachorro eu amarro assim, isso é aberração!

  • A foto é realmente chocante e forte. Mereceu os prêmios concedidos ao fotógrafo. Mas ficarei muito feliz esse tipo de foto não estiver mais sendo premiada. Não por que não mereça, mas por que não teremos mais cenas deste tipo nesse país. Aí sim, seremos uma nação democrática e igualitária.

  • nilauder

    1982?????????? me deu vontade de chorar…

  • Henrique

    Essa foto em absoluto pode caracterizar racismo. Observem que o policial da foto, provavelmente um dos responsáveis pela situação, tambem e negro!
    Henrique

    • lucmoraes

      O que é isso Henrique, você só acharia racismo se aqueles homens fossem marcados a ferro em brasa? Você demonstra o pensamento podre daqueles que acham que neste país não existe racismo. E sobre a “autoridade” que foi fotografada, presta bem atenção na cor da pele dele e dos cativos…

      • Henrique

        Isto é conversa fiada. Na foto, o guarda é negro, sim. Parece mais a situação na Africa, em que os negros capturavam negros de outros grupos e os vendiam para os traficantes. Assim como nessa situação, a da foto reflete uma relação econômica, não racista. O racismo é produzido por um grupo, normalmente associado a religião, para manter coeção e sua pretença hegemonia. Esse grupo estabelece normas, normalmente com desculpas religiosas, para a consolidação da ideologia racista. Aqui no Brasil, nunca houve essas normas. O que há é o racismo isolado, de um indivíduo ou grupos sem significação no seio da comunidade como um todo. Racismo é ideologia, com substrato religioso, como dito. Nada tem a ver com a situação brasileira. Sabe quem, efetivamente, é vítima de racismo? Os brasileiros, todos. O simples fato de ser brasileiro faz os pseudos desenvolvidos nós olhar com preconceito racistas. Claro que, para uma grupo de pseudos intelectuais, que, acham terem amigos e camaradas no primeiro mundo, admitir isso é vergonhoso, daí, um pequeno, e insignificante, motivo dessas teses mirabolantes sobre o racismo no Brasil.

        • Oh, Henrique!
          Na história da humanidade sempre os povos originários praticaram a presa de guerra:romanos aprisionavam “bárbaros”,índios americanos aprisionavam seus inimigos de território, na Am. Central e do Sul astecas, toltecas, olmecas, incas, etc. aprisionavam seus inimigos e, na África ocorria o mesmo. Agora, a utilização mercantil, utilizar o negro como mercadoria acontece quandos os europeus (que não queriam trabalhar em suas colônias recém descobertas) “descobrem” a África. Sugiro tecer sua opinião baseado nos livros de história (por exemplo http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190252POR.pdf ou ainda, “A Formação do Brasil Contemporâneo” do paulista Caio Prado Jr. e deixar esse refrão tão batido daqueles que negam a origem das oligarquias brasileiras que, inclusive, empregam negros e brancos na repressão, desde o tempo dos capitães-do-mato.

          • Ygor

            Pedro, não é verdade. Os europeus não “inventaram” o mercado na África. Afirmar que a escravidão como utilização mercantil só surgiu por iniciativa europeia é até uma derivação do preconceito europeu de que os africanos não tinham uma economia e comércio amplos antes de eles chegarem. A África era um dos grandes mercados de escravos mesmo na Antiguidade. No auge do Islã, talvez uns 5 ou até 10 milhões de negros foram aprisionados por africanos e vendidos aos árabes e povos do Magreb. Além disso, a África negra tinha vários impérios e reinos agrícolas que mercanteavam e usavam nas fazendas escravos. Portanto, os europeus pegaram um modelo que já “florescia” na África há séculos e, na prática, resgataram o modelo escravista da Antiguidade que fora abandonado com o feudalismo medieval. Os africanistas reconhecem que o tráfico de escravos já era uma “especialidade” da África séculos antes do colonialismo europeu.

          • Henrique

            Pedro, Ygor, Lucmoraes, César,
            Foram ditas algumas piadas aqui. Chegou-se ao cúmulo, de dizer que agressão como a da foto contra brancos, nunca se viu! Vi, agora a pouco, no programa da Ana Maria – não gosto desse programa, diga-se de passagem -, a Maria da Penha – aquela que dá nome a lei – que é branca e se encontra numa cadeira de rodas. Será que sofreu poucas agressões? Nem mesmo iguais a da foto? O Pedro diz que os negros da Africa que, antes dos europeus, capturavam outros negro e os usavam como escravos, são bonzinhos, porque não os vendiam! Há, há, há… Já o Ygor dá uma resposta coerente. Mandam eu não lê o PIG. Coisa que já faço a muito tempo. O que disse foi que racismo não é situação de fato mas de direito. É preciso haver normas para que aja racismo.

        • lucmoraes

          Você mora no Brasil Henrique? sai às ruas? Para você achar que há racismo deveríamos ter Leis “Jim Crow”? Não basta a “humilhação às últimas consequencias”, como dizia o “Anjo Torto”, que as pessoas que possuem pele mais escura sofrem todos os dias nesse pais. E por por favor, sem o argumento batido de que todos temos DNA marciano, europeu, africano, aborigene, o ser humano não vê DNA, ele vê COR, pare de assistir os programas da globo e os jornais do PIG…

        • Cézar (Ponta Grossa - PR)

          Henrique,
          As imagens não te chocaram? Não achas que a foto mostra o racismo no Brasil? Não tem nada a ver com grupo religioso, Henrique. É racismo mesmo. Só por curiosidade: o que você diria se tua filha ou tua irmã quizesse casar com um negro?

    • carlos

      Para vc ver, o racismo e mais perverso do que vc imagina. Nem sempre quem aperta o gatilho e o dono da arma e da bala. Não minimize os fatos. veja o invisivel!!!

      • lucmoraes

        Carlos e Pedro, o Henrique é adepto do Roberta Kaufman e Magnoli e outros pseudos intelectuais, acredita que não existe racismo, o que ocorre é fruto social, o qual é associado tão somente ao poder aquisitivo, ignorando o fato de que os poucos negros e pardos que fazem parte da classe média são vítimas de preconceitos; em sua argumentação infundada e pueril chega quase a dizer que o “racismo” é inflingido por outros negros, vejo na argumentação do Henrique eco dos “ensinamentos” de Magnoli, triste…

      • Vc. quer dizer os cristãos brancos que compravam negros prisioneiros de guerra na África para revendê-los no Novo Mundo, com lucro?

        • lucmoraes

          Pedro, o Ygor demonstra que desconhece totalmente a história da escravidão, principalmente a dos negros africanos pelos europeus. Assim, como ele demonstra que tem parcos conhecimentos acerca do tema, sugiro a ele a leitura dos estudos: O RACISMO ATRAVÉS DA HISTÓRIA: DA ANTIGUIDADE À MODERNIDADE, de Carlos Moore Wedderburn, e 120 anos de desigualdades raciais no Brasil, de Maria Teodor (org), pesquisador do IPEA. Quem sabe ele adquire um pouco mais de conhecimento sobre o tema e muda um pouco a visão equivocada dele de viés racista e alienada…

          • lucmoraes

            PHA, os racistas só acham que essa fotografia indicaria racismo se esses homens, além de estarem presos pelo pescoço como escravos, estivessem também sendo chicoteados e marcados a ferro em brasa, isso demonstra que a visão racista é desprovida de qualquer racionalidade…

  • O racismo no Brasil vive latente e manifestando-se a quase todo instante.
    Enquanto isso, no carnaval, http://simonleonidas.wordpress.com/2011/03/07/carnaval/

  • paulo ramos

    nos dias atuais, descem mortos, baseados em falsos autos de resistencia.que ninquem tem o trabalho de investigar.

  • A medíocridade humana é muito triste.

    Documentário – A História do Racismo
    http://bit.ly/cjPqkJ

  • Tito Bahiense

    Se caso o fotógrafo quiser obter uma nova leitura desta foto convíduo para o Carnaval de Salvador!! É aí que a contradição lhe péga pelo corpo e lhe deixa a pensar e a pular!! Abrs!

  • maldini

    o racismo e o preconceito estão longe d acabar…
    enqto tiver injustiça, sem chance…
    o burgues tá lá, no farol c/ seu importadão, mostrando o rolex d 20.000 paus pra fora do carro, e o pobre tentando colocar 1 pacotinho d bala pra ele comprar por 1 real. ele afasta c/ a mão, como se tivesse espantando um inseto, e o miseravel pega o sakinho d doce do chão, limpa e engole a atitude a seco. mais tarde, assaltam esse rikinho, e seu rolex vai parar em algum outro braço. mas depois, ele compra outro mais caro, só pra ver as horas num relogio d 20 mil, a msm coisa q ele poderia fazer num d 10 “real”…ah, o pobre do semáforo continuará a vender suas balinhas por 1 real, e informando o ‘partido’ d outro burga c/ rolex…

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