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O controle do Complexo do Alemão é um exemplo de integração policial

A tomada de controle do Complexo do Alemão demonstra muito mais do que a eficácia de uma política centrada na construção de Unidades Policiais Pacificadoras
publicado 26/11/2010

 

 

Estão na Vila Cruzeiro e na entrada do Alemão, neste momento, carros anfíbios da Marinha, Caveirões da polícia do Rio, Fuzileiros Navais, policiais federais, policiais civis e militares do Rio, soldados do Exército e, imagina-se, um contingente de agentes de inteligência das diversas forças.

A tomada de controle do Complexo do Alemão demonstra muito mais do que a eficácia de uma política centrada na construção de Unidades Policiais Pacificadoras.

O tráfico fugiu das UPPs, reagiu e passou a ser combatido de forma maciça.

O governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança José Maria Beltrame conseguiram, primeiro, integrar as polícias do Rio.

Não é coisa fácil.

O amigo navegante se lembra das cenas de guerra civil em frente ao Palácio do Padim Pade Cerra em que se transformou as divergências entre as polícias Civil e Militar da Chuíça (*).

O segundo trabalho político de Cabral e Beltrame foi criar as condições morais e técnicas para ter direito à participação de contingentes da Marinha e Exército.

O tráfico não vai acabar.

Sempre haverá o consumidor.

Mas, quando os policiais do Rio de Janeiro cruzaram as ruas estreitas da Vila Cruzeiro e, enfim, chegaram ao topo do morro, ficou estabelecido que o cidadão tinha recuperado uma boa parte de seus direitos.

Direito à Educação, à Saúde, ao Comércio e à Paz.

Quando o secretário Beltrame começou a ofensiva para re-instalar o poder do Estado nas favelas do Rio, a classe média, os ricos, e as Organizações (?) Globo ficaram contra.

Com o argumento hipócrita de que haveria sangue e abusos, escondiam um outro temor, mais profundo.

O temor de que as favelas se tornassem bairros em que cidadãos pobres pudessem viver com dignidade.

E o que a classe média, os ricos e as Organizações (?) Globo mais queriam e querem é a Sowetização do Rio e do Brasil.

O que eles querem é o Carlos Lacerda.

Cabral e Beltrame fizeram o funeral do Lacerda no alto da Vila Cruzeiro.

Aleluia !

Paulo Henrique Amorim

(*) Chuíça é o que o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.