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Dilma engoliu a urubóloga, de novo

Ainda não foi desta vez que a urubóloga Miriam Leitão esmagou a Dilma.
publicado 21/09/2010

 


Este ordinário blogueiro só pôde assistir ao Bom (?) Dia Brasil com a Dilma Rousseff mais tarde, no Tijolaço.

Ainda não foi desta vez que a urubóloga Miriam Leitão esmagou a Dilma.

Ao contrário.

A Dilma calou a urubóloga.

Foi fácil quando a urubóloga tentou um salto triplo ideológico: o PAC ser igual aos Planos de Desenvolvimento do Reis Velloso, no regime  militar.

Essa foi fácil.

A começar pela democracia que, quando a Miriam militava na clandestinidade, não existia.

Hoje, ela pode dizer o que bem entende (e isso não deveria ser assim ...).

Há um momento no programa que chamou a atenção deste ordinário blogueiro.

Antes de ser devidamente triturada pela Dilma na questão do  Saneamento, a urubóloga disse assim: “eu estava até considerando ” que ia melhorar.

O que interessa ela “estar considerando” ?

Quem ela pensa que é ?

Autoridade ?

Sanearista ?

Competente economista ?

Ela tem é que fazer pergunta e, não, “considerar”.

Ela não estava ali em pé de igualdade com a Presidente do Brasil.

A urubóloga se encaixa perfeitamente naquele definição do Delfim Netto sobre “jornalismo de economia” no Brasil: não é uma coisa nem outra.

Aí veio a pergunta dela sobre Saneamento.

E a urubóloga teve que ouvir uma aula, irretocável.

Sobre os demais entrevistadores, aparentemente chegaram atrasados e não foi possível perceber que tivessem feito qualquer pergunta.

Resumo da ópera.

O jenio e o PiG (*) achavam que, quando a Dilma saísse do lado do Lula, seria um fracasso retumbante.

Que a Dilma era só o Lula.

Se enganaram, de novo.

A Dilma é a Dilma.

Basta ver o vídeo em que ela vai para a jugular do Otavinho.

Não vai ser dessa vez que a urubóloga vai ganhar o Premio Nobel de Economia, nem desmanchar uma candidatura trabalhista à Presidência.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.