O Conversa Afiada reproduz e-mail do reparador de iniquidades Stanley Burburinho (quem será ele?):
05/11/97
Palácio do Planalto
O homem-Interpol
Eduardo Jorge sairá do Planalto e o governo continuará olhando as dívidas dos parlamentares
Vladimir Netto
O ministro, acumulando salário e aposentadoria: “Sou a prova viva da necessidade de mudar a Previdência”
Secretário-geral da Presidência da República, o cearense Eduardo Jorge Caldas Pereira, de 55 anos, é figura poderosa. Com um bem fornido acervo de informações sobre os bastidores do governo e do Congresso, ele é temido tanto pelos adversários como por amigos do presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem tem pelo menos dois encontros diários, às 9 da manhã e às 5 da tarde. “Homem-Interpol” é como o chamam no Palácio do Planalto, apelido com o qual o presidente se diverte. Por força de suas informações, Eduardo Jorge já se meteu em rebuliço. Em dezembro passado, o ministro Luiz Carlos Santos, da Coordenação Política, o acusou de ter pedido a lista dos parlamentares do PPB endividados com o Banco do Brasil para pressioná-los a votar pela emenda da reeleição. Até hoje Eduardo Jorge jura que não pediu a lista. De lá para cá, não se mexeu mais no assunto, mas sabe-se agora de coisa muito pior que acontece nessa área dentro do Planalto, como o desrespeito total ao sigilo bancário: o governo mantém registros das dívidas no BB de todos os parlamentares e não só do PPB. “Isso porque a conta bancária pode influir em certas posições dos parlamentares. Algum pode ser levado, por exemplo, a votar o tabelamento dos juros a 12%”, explica um assessor. O Homem-Interpol, agora, tomou uma decisão grave. Mesmo que o presidente venha a ser reeleito, comenta, larga o governo no final deste mandato.
“Eu não estarei no próximo governo”, declarou a VEJA, na quarta-feira passada. A revelação espantou até sua mulher, Lídice, com quem é casado há 21 anos. “Você falou isso? Mas é para publicar?”, indagou ela ao próprio marido. “É”, respondeu Eduardo Jorge. “Quero consolidar esta posição.” Eduardo Jorge diz que está cansado da rotina do Palácio do Planalto e que se retira por isso, anuncia ainda que sairá para fazer a campanha de reeleição de FHC e depois não volta. Quem conhece o gosto dele pelo trabalho que realiza, e o apreço que Fernando Henrique tem pelo assessor, tem dificuldade em acreditar que não voltará. Ele não cuida de nenhuma área específica, mas influi em muitas em geral, investigando, investigando, investigando. É sua atribuição conferir a “ficha” de todos que são nomeados para cargos no governo, pedindo informações à Receita Federal, aos tribunais de contas e à polícia. Ele também é encarregado de articular o apoio aos projetos de interesse do presidente no Congresso. Por isso, em seu computador Pentium MMX 200 estão arquivados um mapa com todas as indicações para cargos no governo e indicadores de fidelidade dos parlamentares. Com esses dados, e a influência com os ministros para liberar verbas, Eduardo Jorge é um dos principais alvos de pedidos de políticos. “Ele é o que o Luiz Carlos Santos pensa que é”, cutuca o senador Esperidião Amin, do PPB de Santa Catarina.
É ele, por exemplo, o encarregado de articular o apoio da base do governo a um projeto de emenda constitucional que regulamente a edição de medidas provisórias pelo presidente, sem limitar-lhe o poder. Na semana passada, ligou para líderes do governo pedindo a aceleração da tramitação da emenda. Eduardo Jorge também é o responsável por fazer a ponte entre o governo e a direção dos fundos de pensão das estatais, mastodontes que movimentam bilhões de dólares e decidem qualquer parada nas privatizações. “Não controlo fundo de pensão nem dou orientação de investimento”, diz. Mas que fundo de pensão passa por ele, passa. Foi assim antes da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, quando ele entrou em campo para evitar que os fundos formassem um cartel. Coube a Eduardo Jorge puxar o freio dos fundos. Às vezes Eduardo Jorge solta as rédeas. Quando o senador José Eduardo Andrade Vieira, ex-Bamerindus, brigava com Benjamin Steinbruch, da Vicunha, pelo controle da Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, o secretário-geral mobilizou sindicalistas amigos do Planalto para entrar na parada ao lado do senador.
Prova viva Formado em economia pela Universidade de Brasília, o Homem-Interpol trabalhou 27 anos no Congresso, até se aposentar em 1990. Com mestrado e doutorado nos Estados Unidos, foi convidado pelo então senador Fernando Henrique para trabalhar em seu gabinete em 1983. Aposentado pelo Senado quando tinha apenas 48 anos, Eduardo Jorge ganha 8.500 reais por mês. Soma a isso o contracheque de ministro, de 8.000. “Eu sou a prova viva da necessidade de uma reforma da Previdência, é um absurdo que eu possa acumular dois rendimentos desta maneira”, declara ele, aparentando seriedade. “Tenho lutado para acabar com isso”, salienta, ainda sério. Mas durante as negociações em torno da reforma da Previdência foi dele a idéia de acatar a sugestão vinda do Congresso para a criação do polêmico extrateto salarial. “A idéia original era que quem estivesse ocupando função temporária e fosse aposentado poderia acumular até um determinado valor. Achei que era legítimo”, afirma. Melhor seria dizer “oportuno”, já que o próprio Eduardo Jorge seria beneficiado pelo extrateto. Sem o emprego no governo, diz, pretende se dedicar a prestar consultoria na área política e legislativa. E avisa: seus torpedos continuarão a serviço de Fernando Henrique.
(…)
Confira a matéria da Veja.
A partir de uma dica do @MarcosOvos no Twitter.



serão os ratos abandonando o Titanic????
( Parte 1 / 2 )
(Fora e dentro da pauta…)
Folha de S. Paulo 17/08/2000 (*) – Janio de Freitas
No império da venalidade
Com os depoimentos, nos últimos dias, de juízes do TRT-SP e do ex-presidente da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, estão desmentidas todas as afirmações de Eduardo Jorge Caldas Ferreira nos três temas centrais dos indícios e suspeitas suscitados por suas atividades como principal assessor do presidente da República.
Está dito agora formal e oficialmente, nos autos das investigações do Ministério Público como nos registros da subcomissão do Senado, que a intensa relação de Eduardo Jorge com o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto vai muito além da interferência no Poder Judiciário; a liberação de verbas para o Fórum Trabalhista-SP contou com sua participação decisiva, e sua presença em assuntos da Previ foi real e constante.
Não faltam, antes sobram, elementos para a criação de uma CPI, instrumento dotado dos poderes necessários a investigações a um só tempo amplas e mais rápidas. Já que não cabe dúvida de que o assunto vai além de práticas pessoas ou políticas, de ética ou de moralidade administrativa. Envolve as instituições mesmas.
( Parte 2 / 2 )
Apesar disso, as lideranças do PFL, do PMDB, do PPB e, claro, o mais comprometido, que é o grupo parlamentar do PSDB, podem continuar impedindo que o Congresso cumpra o seu dever constitucional. Vão receber da Presidência e da mídia negocista as retribuições à altura do serviço de conivência e cumplicidade. Assim como a mídia negocista receberá os favores escusos.
Esses todos fazem muito em agir como agem: lutar para preservar o país que construíram e que, por isso, tem a sua cara. Para eles é essencial que o Brasil seja o império da venalidade. Diferença entre eles e os Nicolaus, EJs, PCs, Cacciolas? Quem quiser que procure outra, mas que o faça com microscópio e sem esperança, porque a única diferença conhecida é só de sorte ou azar: um ou outro de repente é desmascarado. O que, aliás, não tem importância, porque os sócios, ainda que só informais, o protegem com a impunidade, a regra fundamental da classe.
“MÍDIA NEGOCISTA”, “CONIVÊNCIA E CUMPLICIDADE” e “FAVORES ESCUSOS”?
Será que JF testemunhou e pode citar casos exemplares, ilustrativos?
(*) Isso mesmo: 17 de agosto/2000 – data da liquidação financeira do “negócio da China” com lote de ações (ordinárias, votantes) da Petrobrás… Janio atirou no que viu a acertou (sem saber?) no que não viu…
O Eduardo Jorge, o Golbery e o Zé Dirceu, hein?
No final dos anos 90, a Petrobrás contratou o escritório de advocacia do irmão de EJ pra prestar que tipo de serviços?
Pagou quanto durante quanto tempo?
Depois da “ditadura militar”, legitimada pelas direitas reacionárias, tivemos a “ditadura da abertura”, também comandada pela direita reaça, com sua privata desesenfreada que quase nos leva para o fundo do buraco, e de ambas, há ainda muitas crias soltas por aí.
Da ditadura militar sobraram ruas, praças, alguns crápulas soltos e um a Lei de Anistia totalmente anômala. E da abertura, desde Collor que as direitas vem dilapidando o patrimônio nacional impunemente e muitas aves de rapina continuam soltas por aí, quando deviam esta engaioladas.
É o caso deste EJ, DDantas, FHC, Serra e muitos outros, que cometeram crime de lesa pátria com sua privataria inconsequente e irresponsável. Precisamos de um Nuremberg tupiniquim, sim, Urgente!!! E do fim do fôro privilegiado.
“O BRASIL DE VERDADE não passa na gLOBO – O que pasas na glOBO é um braZil para TOLOS”
vai tarde com o mainardi!
Quer dizer que quando esteve lá, o EJ era useiro e vezeiro em bisbilhotar o IR dos outros? Ah…
Estamos em guerra !
Tudo não passa de ameaças bi-laterais.
Os tucanos berram de uma lado, e levam paulada de outro.
Viveram num reinado onde tudo era maracutaia.
A própria Globo, homenagiou o governo dos tucanos com aquela novela “que rei sou eu”, lembram ?
Não imaginavam que o PT iria se precaver para combatê-los.
Pensavam que os trabalhistas eram ignorantes.
Levaram o trôco.
Estão experimentando do próprio veneno.
Paulo Henrique: é aquela máxima, “quem não deve, não teme”!!!!!!!!!!!!!!
Será que o metodo ACM esta de volta a Politicage no Brasil.
Caro PHA…
Não durou muito a coragem do Otavinho da Folha.
Em menos de 24 horas, a mentira foi desfeita.
Na sexta-feira à noite, Serra sofria uma derrota acachapante de 41 a 33 – na pesquisa Vox Populi –
No sábado de manhã, a Folha registra o tal “empate técnico” entre Dilma e Serra.
Em menos de 24 horas a opinião do Datafalha mudou.
Veja aqui: http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/07/25/pesquisa-datafolha-41-apostam-em-vitoria-de-dilma-30-na-de-serra-917235585.asp
Segundo matéria publica hoje as 07h 39min
“Pesquisa Datafolha: 41% apostam em vitória de Dilma; 30%, na de Serra”.
Ou seja, No Domingo, Serra sofre uma derrota acachapante de 41 a 30 – na pesquisa Datafolha –
O que terá havido no intervalo entre ontem e hoje?
Eduardo Jorge foi convocado a prestar esclarecimentos sobre dezenas de telefonemas seus recebidos e e tambem dirigidos ao célebre fórum trabalhista de São Paulo, o famoso Fórum Nicolau.
Então, ele explicou para os senadores que aqueles telefonemas eram para explicar para os juizes trabalhistas “a filosofia do plano real”, para que os juízes não concedessem aumentos que comprometessem a estabilidade do plano real.
José Eduardo Dutra, então senador pelo PT/SE, hoje presidente do PT, naquela oportunidade, então indagou-lhe:
–Mas, Sr. Eduardo Jorge… o Sr. consegue explicar tudo isso em telefonemas de 30 segundos!!! E porque o Sr. só se preocupava em explicar essa “filosofia” àquele tribunal?
Porque não aos outros tribunais do trabalho, nas outras 26 unidades da federação?
Parodiando o honrado senador Jader Barbalho quando mimou ACM com essa pérola: “É uma prostituta pregando castidade”.
Esse cara é tão a favor de “acabar com isso” que continuou nos dois cargos. Por que ele simplesmente não deixou um deles?
Tá caindo serragem da cara de pau do cidadão e do PIG ….
Certamente não pode abrir seu IR,como não pode abrir o bico.Sabe demais,fez muita mutreta,foi o todo poderoso de confiança de FHC.
Só não entendo o que o PSDB/DEMo ganha colocando esse indivíduo no epicentro de um falso dossiê.Tem algo que não bate.Que esse dossiê foi inventado por eles não resta dúvida.Mas com que finalidade?
Isso é explorado politicamente por Serra.A fôlha colabora.Tem algo por trás,não pode ser apenas para incriminar o PT.Entendo como um recado.
Ele é a prova viva de uma turma que nunca viveu do salário do próprio trabalho, mas sim de algumas facilidades do mundo da política.
Bom mesmo, eles que não vivem de salário do próprio trabalho e querem se comparar com os mortais que realmente trabalham para viver.
Palhaçada!
Gente ridícula!
Vovó adora o assunto AÇO…
O mesmo AÇO dos NO$$O$ navios, plataformas, indústria doméstica, malha ferroviária e demais, trucidadas por Fernandinho…
O mesmo AÇO, do minério extraido de Carajás, pela tal da Vale do Rio Doce, dos japas e amerikas, privatizada por Fernandinho…
O mesmo AÇO, da Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, de Benjamin Steinbruch…
O mesmo AÇO, da USIMINAS, dos japas e amerikas, também doada por Fernandinho e, que nos obriga a comprar o AÇO de Cingapura, China, Ucrânia…
EJ está por trás das “crianças” do AÇO????? Só falta estar por trás da “galera” do CIMENTO também…
Coitado do Eduardo Jorge. Deveria contratar o Deu o Lindo, lá do além, para saber quem do PT resolveu investigá-lo.
Olá,
Só pra esclarecer, esse é o cara que tá reclamando de ter o seu sigilo fiscal quebrado???
È brincadeira não?????
E tem gente que leva esses caras a sério!!!
Como dizem os cariocas.É ruim que ele vai abrir o IRenda dele!
Vai aparecer provavelmente cobras e lagartos.
Eu concordo que se abri(hahahah!!!), ficará muito bom para o PSDB, se tudo estiver OK.
Todo direitista é perigoso. Mas aqueles que já foram de esquerda são muito piores. São capazes de tudo. Se tivesse que escolher, eu preferiria milhões de vezes conviver com um Jorge Bornhausen, com um ACM neto, com um Marco Maciel e com quase todos aqueles que apoiaram a ditadura, a dar as costas a um FHC, um Serra, Um Jabor, um Gabeira.
Paulo , eu concordo com você! Traíra é a pior espécie que existe. A história da humanidade é a história dos traíras.
Eu concordo plenamente com isso. Ex−comunista é a pior raça que existe.
Além das naturais conclusões sobre o artigo (a cara de pau da aposentadoria, as providências sobre a privataria,os verdadeiros DOSSIÊS), 2 pontos me chamaram a atenção:
Os 12% de juros: Agora percebo que na constituinte, dentre os que votaram a favor, havia 2 grupos: os que combatiam a usura e aquele que já pensavam: “vamos ganhar muito dinheiro dos bancos pra derrubar essa lei que não vai pegar…”
O outro é que FHC e seu grupo acabaram com a Abin, instituição oficial (que existe no primeiro mundo sob diversas siglas) para não ter e “concorrência” com seus sistemas privados paralalelos, criados para controlar as instituições e suas pessoas.
Conspiraram contra e usaram o país o tempo todo para eles.
Quando virá um “Nuremberg caboclo” para essa corja nefasta?
Isso tudo é trolóló (sic)! Factóides como o caso da Lina Vieira. Cortina de fumaça para esconder a cara privatizante e entreguista da candidatura do Zé Pedágio e as negociatas feitas durante o governo FHC. E por falar nisso, quem faz auditoria das contas das concessionárias de rodovias paulistas?
PHA,
A honestidade, seriedade, idoneidade e veracidade do Homem Interpol é semelhante ao contrato do Felipe Massa.
Bacana mesmo é essa capacidade da veja de transcrever conversas privadas, de um cidadão com sua própria esposa!
Jorbalismo investigativo é isso?
Verdade que eu também interceptei papos entre o Rei do Esgoto e o Serra, e entre ambos e o Agripino (aquele que mudou de nome, depois de ser esmagado pela Presidenta Dilna Roussef).
Mas só falavam abobrinhas e sobre dólares, acabei não cometendo o crime…
PS – Stanley Burburino é um dos pseudonimos de José Geraldo Alckim Filho.
Que Jabá einh ? “…Pentium MMX 200…”… Olha só como são as coisas… Será que foi por causa dele que FHC chamou os aposentados de vagabundos e ainda cortou o auxílio funeral que eles recebiam…???
Por que tanto “trololó”? Quem não deve não teme. Eduardo Jorge, que serviu ao PSDB, pode, simplesmente, abrir seu Imposto de Renda para a nação e mostrar que não tem nada a esconder, processando quem cometeu algo errado com ele. Isso seria benéfíco para o PSDB, para ele e um excelente bom exemplo para o Brasil.
Não precisa abrir,já esta aberto, podem buscar os dados nos escritórios da Folha. Ele deu as informações a Folha quando foi investigado por terem aparecido altas granas na conta dele de transações feitas e não declaradas oportunamente. Digamos assim, algumas incoerências na sua situação fiscal. (nossa que chique, hoje meu verbo esta refinado)