Redação Conversa Afiada

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Roberto Marinho e Nascimento Brito enterraram o JB

    Publicado em 22/07/2010
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Brito, Figueiredo e Marinho: a versão do PiG é outra

 

 


O Globo de hoje, na página A7, a página de (uma só) Opinião, parece encerrar a Missa de Sétimo Dia da edição impressa do Jornal do Brasil.

Com a leitura do Globo, confesso que verti lágrimas copiosas.

Chorei como Rigoletto, no Ato III, diria o Nelson Rodrigues.

Que pena, o JB fechou.

Que saudades do Dr. Brito, da Condessa, do prédio da Av. Brasil, 500.

Que resistência, que liberais, que romantismo !

Vamos com calma.

O necrológio do JB deveria tratar de personagens solenemente ignorados.

O Dr. Roberto Marinho, aqui também tratado como Rupert Marinho, em homenagem à sua semelhança com Rupert Murdoch, e o Dr. Brito, o Nascimento Brito, dono e coveiro do JB.

Os redatores patrólogos preferiram recordar a Baía de Guanabara que se via da redação do JB a tratar dos patrões.

Como diz o Mino Carta, o Brasil é único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega.

O Dr. Roberto Marinho infringiu todas as normas de Ética e de Boa Governança para que o Globo quebrasse o Jornal do Brasil.

Como o Brasil é um país (quase) sem leis.

E como boa parte da agonia do JB se deu no regime militar – de que Marinho foi beneficiário e benfeitor -  Marinho matou Nascimento Brito a conta-gotas.

Vendeu anuncio do Globo a preço de dumping, com que o JB não podia competir.

Fez venda-casada com a televisão: anuncie no Globo que te dou a TV; e vice-versa.

Se alguém anunciava no JB e não anunciava no Globo, recebia um telefonema logo de manhã entre carinhoso e ameaçador.

Roberto Marinho se aproveitou da cross-ownership de uma forma vergonhosa: a TV Globo faz anúncio do jornal O Globo, a rádio faz anúncio do jornal, e o jornal da TV e da rádio.

A partir de sexta-feira, na praça do Rio, a TV massacrava o espectador com chamadas para o Globo de domingo, a edição mais lucrativa da semana.

O JB fez uma pesquisa, a certa altura, e descobriu que muita gente achava que o produto “jornal” era o Globo.

O Nascimento Brito não reagiu ?

Não.

Por que não ?

Porque era arrogante.

E porque era incompetente.

A arrogância o impediu de admitir que o Globo se tornava mais forte do que ele, aos poucos.

E incompetente, porque não soube montar opções à ofensiva do Globo.

Nem empresariais, nem políticas.

O Jornal do Brasil recebeu do JK um canal de televisão em Niterói.

Ao mesmo tempo em que Rupert Marinho se associou ao Time-Life, Brito namorou a CBS e a ABC americanas.

As negociações não foram em frente, porque ele não tinha grana, não  sabia como levantar grana, e porque ficou com medo da campanha que se moveu contra a ligação do Rupert Marinho com o grupo americano Time-Life.

(Essa ligação ilegal só se “limpou” no Governo Costa e Silva, quando o Governo militar encheu a Globo de anúncio pelo preço de tabela, para Rupert Marinho comprar de volta as ações dos americanos.)

Nascimento Brito chegou a contratar Walter Clark para dirigir a futura TV JB.

Mandou o jornalista Carlos Lemos estagiar na BBC.

Mas, não teve bala.

Quando os Associados quebraram, Brito esboçou concorrer para herdar as concessões.

Nem foi ao páreo.

Marinho trabalhou o Governo Figueiredo, que teve a genial idéia de entregar a Silvio Santos e à Manchete de Adolfo Bloch.

(O que não poderia ser melhor para o Dr Rupert.)

Depois, Brito foi incapaz de combinar força política com ações judiciais e enfrentar a guerra comercial, desleal, que Rupert Marinho desfechava.

Não teve coragem.

Nem sabia como enfrentar Rupert Marinho.

E sobre o “liberalismo” do Nascimento Brito, calma lá !

Sobre a resistência ao regime militar, também devagar com o andor.

Brito navegou no regime militar mais prá lá do que prá cá.

Num certo momento, Brito entrou na conspiração do general Hugo Abreu (o “Chupetinha”, como ele chamava, com desprezo), para fazer o “Frotinha”, como ele dizia, com deboche (Ministro do Exercito Silvio Frota) sucessor de Geisel.

(Geisel empalou o “Frotinha” com a facilidade com que se mata uma mosca. Mas, o notável colonista (**) Elio Gaspari, em obra interminável, transformou o episódio numa Batalha das Termópilas, para que Geisel saísse como o Xerxes dos Pampas.)

Nascimento Brito não era melhor nem pior o que qualquer dono do PiG (*).

Em alguns momentos, porém, como acontece também no PiG (*), ele tinha surtos e se lembrava do papel da Imprensa.

Tive a oportunidade de viver alguns desses breves momentos.

E transcrevo aqui artigo que publiquei no JB quando ele morreu, em fevereiro de 2003.

Transcrevo, também, para registrar o que fiz quando dirigi o JB.

Já na época, quando o artigo saiu, meu bom amigo Milton Temer me disse: mas, você escreveu sobre você.

Sim, fiz isso.

Escrevi sobre mim mesmo.

Porque eu sabia, como se vê agora, que notáveis coleguinhas, ao historiar a debacle do JB, omitiriam minha passagem por lá.

Foi o caso, por exemplo, de Ricardo Kotscho, assim me disseram.

Kotscho foi reppórter do JB na Europa, quando eu chefiava a redação.

E jogou o JB numa monumental fria com uma informação falsa sobre um suspeito de um crime na Av Niemeyer, no Rio.

Talvez por isso ele prefira suprimir esse breve capitulo de sua gloriosa carreira.

Vamos ao que eu disse quando o Dr Brito morreu.

(Os necrológios costumam ser generosos …)


O Norte e o Sul

Paulo Henrique Amorim


O Dr. Brito tinha atributos que os outros, como Chateaubriand e Roberto Marinho, não tinham. A começar pela altura. E especialmente o garbo.  O Dr. Brito não era um empresário, no sentido de empreendedor. Nem um administrador. Ele era “dono de jornal”, atividade que dispensa as outras. Aliás, Chateaubriand e Roberto Marinho também eles foram mais “donos de jornal” do que empresários. Ser “dono de jornal” precede a profissionalização do negócio da comunicação e tinha muito a ver com controle  político e glamour.

O Dr. Brito olhava para Norte e para o Sul. Para o Norte, por influência da mãe, inglesa. Para o Sul, porque pertencia a uma elite que protegia e desdenhava. Vou tratar do Dr Brito virado para o Norte. Porque foi com ele nessa posição que vivi algumas das experiências mais ricas do meu trabalho como jornalista.

Trabalhei com ele  no período que começa em Geisel e quase chega a Tancredo.  Fui editor de economia, redator chefe e editor do jornal.


Havia seca no Nordeste e o correspondente Egidio Serpa mandou uma foto em que um retirante barbudo e esquálido segurava uma lagartixa que se preparava para comer. Dei a foto aberta na primeira página, no alto, à direita. Na mesma edição, uma foto interna mostrava Delfim Netto e Ernane Galveas num jantar em Paris. O correspondente William Waack mandou o cardápio e o preço de cada prato. No dia seguinte, Chico Caruso fez o retirante nordestino bater  no vidro do restaurante com a lagartixa, e os dois ministros lá dentro, perplexos.
Não choveu no Ceará mas choveu canivete em cima de mim. E o Dr. Brito firme.

O Papa veio ao Brasil. Chovia canivete. Uma cerimônia no Pacaembu, à noite, o estádio cheio. O Papa debaixo do guarda-chuva, com a ajuda de um operário, foge do script e começa naquele português do Papa: “Pela Justiça ! Pela Justiça social !”   

Manchete do Jornal do Brasil no dia seguinte: “Papa aos operários: ‘Pela Justiça. Pela justiça social !’”. Com interjeição e tudo. Choveu canivete de novo. Um cavalheiro de suspensórios bradava do Palácio do Planalto: “ Mentira ! O Papa não disse isso !” E o Dr. Brito firme.

Nunca tive muita certeza de o Dr. Brito comprar essas brigas.  Porém, uma certeza eu tinha. Ele queria demonstrar, todo dia, que era melhor que “ele”. Quer dizer, O Globo. E para ser melhor que o Globo era preciso fazer um jornal virado para o Norte. Foi por isso que Odylo Costa, filho, Jânio de Freitas, Alberto Dines e Walter Fontoura sentaram naquela cadeira.  Duas, três vezes por semana, na hora mais alucinada do fechamento, lá vinha o Dr. Brito com o Dr. Bernard (Bernard Campos, seu escudeiro, a vida toda) a tiracolo, à minha sala, para saber “como é que nós vamos pegar ‘ele’ amanhã ?”

Vivi esse cotejo entre o Norte e o Sul em dois momentos inesquecíveis. Em 1981, na bomba do Riocentro. O chefe de reportagem era Luís Mário Gazzaneo. Os dois repórteres, Eraldo Dias e Fritz Utzeri. Eu larguei mal. No dia, fiquei com medo de dar dimensão política ao que poderia ser apenas um acidente trágico. O Gazaneo não se conformou: “Essa foto desse cara morto, isso é a foto do (Aldo) Moro !” Decidi dar na primeira, mas abaixo da dobra.

Falha minha. No dia seguinte, pegamos “ele”. Eraldo e Fritz reconstituíram o episódio e fizeram um desenho que explicava tudo. Tudo muito claro, desapaixonado. Era tão óbvio. Um atentado político que deu errado. Uma bomba no meio da batalha entre Golbery e Medeiros, no Palácio do Planalto. Golbery caiu fora, não porque fosse um Thomas Jefferson, mas porque Figueiredo escolheu o outro. O outro, que parecia estar no banco de trás daquele diagrama do Eraldo e do Fritz.Quando o coronel Job de Sant’ana veio explicar que eles eram as vitimas, tudo mundo já sabia – por causa do Eraldo e do Fritz – que se tratava de uma farsa.  

Choveu canivete. Mas, muito. O Governo Figueiredo mostrava a cara. Me lembro que “ele” deu uma manchete para anunciar uma terceira bomba no carro. O Dr. Roberto foi chamado ao I Exército e no dia seguinte teve que engolir a manchete. Fez outra com o desmentido.


E o Dr. Brito ? Firme ? Firme.

Em 1982, o candidato a governador pela Arena, Wellington Moreira Franco, foi fazer uma visita ao Jornal do Brasil e me disse para ficar atento, porque havia a possibilidade de o pessoal da Baixada não ter aprendido a votar – e o Brizola perder muito voto. Dias depois, o repórter  político Rogério Coelho Neto me disse que tinha conversado com um cara do SNI, que avisou: vai ter muito voto branco e nulo na Baixada. E se o Brizola não sair muito forte da Baixada, o Moreira, que sai forte do interior, ganha a eleição.

Aí, apareceu na redação alguém para oferecer os serviços de apuração da Proconsult, a empresa de informática que ia contar os votos para o Tribunal Eleitoral. Pedi ao redator-chefe, Hedyl Rodrigues Valle Jr, e ao responsável pela estatística da nossa cobertura, Pedro do Couto, para assistirem à conversa. Mesma história: o Brizola vai sair fraco da Baixada. É uma situação inesperada, difícil de captar, disse o personagem. É melhor ficar com os nossos serviços a comprometer a credibilidade do Jornal do Brasil.  

Ficar com a Proconsult – que ia fazer o mesmo serviço para “ele” – saía mais barato. Montar estrutura própria, mesmo com a ajuda da Radio JB, era mais caro. O Hedyl decidiu por mim: temos que ficar com o Pedro do Couto.

O que o Dr. Brito achava disso tudo ? O representante da Proconsult que nos procurou era da confiança da empresa.  O Dr. Brito não deu palpite. Mas, era um risco. Paciência.

A Globo e o Globo saíram com projeções da vitória do Moreira. Desde o inicio, o JB (e Pedro do Couto) garantiam que a projeção com os primeiros números (em boa parte apurados pela Radio JB) permitia garantir a vitoria de Brizola. Foi um Deus nos acuda. “Ele”, Moreira. Nós, Brizola. E o Dr Brito torcia pelo Moreira. E assim foi por vários dias. Até que Pedro do Couto me ofereceu a manchete: “Brizola confirma vitória: Margem deve ser por 126 mil votos.” Erro grave, gravíssimo: foi de 121 mil.

Terminada a eleição, redigi, com prazer que sou capaz de reproduzir até agora, uma correção que ocupou toda a página três do jornal. A página em branco e no alto, ao centro, em negrito: “Correção: erramos … não foi de 126 mil, mas de 121 mil etc. e tal …”

Faltava tripudiar. Brizola às turras com a Rede Globo e nós investimos na apuração da trama da Proconsult. O repórter Ronald de Carvalho revelou o “fator Delta”, que no programa de computador tirava votos de Brizola.

Àquela altura, eu não sentia firmeza absoluta sob os pés. O Dr Brito e o Dr Bernard já não vinham tanto à minha sala. Uma coisa era acertar quem ia ganhar a eleição. Outra, mostrar que o SNI ia fraudar o resultado da eleição.

Choveu canivete. E o Dr Brito, bem, o Dr. Brito, digamos, firme.

Aí, o Dr. Brito passou muito tempo voltado ao Sul. A situação econômica do jornal se deteriorou e a redação tinha que fazer cortes. E mais cortes. Até que um dia ele me mandou embora, com a maior elegância – e ele não faria de outra forma.  Eu, de minha parte, de tanto escutar o Hedyl, que já estava na televisão, me convenci: chega de ajudar a construir a imagem dos outros – trate da sua.

O Dr. Brito me mandou embora numa quinta feira. Na sexta, não abri jornal. No sábado, num hotel em Búzios, acordo quase dentro d’água. Peço o JB à camareira. Tomei um susto. Não sobrevivia uma única, mísera mudança que eu tinha feito na cara do jornal.

A essa altura, vinte anos depois, isso não tem a menor importância. O que importa é que eu trabalhei no Jornal do Brasil quando ele era o melhor jornal do Brasil.  Fiz muita coisa que não queria. E fiz muita coisa que só seria possível no Jornal do Brasil.

São Paulo, 10 de fevereiro, 2003

 

Paulo Henrique Amorim

 

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

 

 

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  • È Paulo Henrique vc acertou na mosca. “Tudo bem?… Foi correspondente do JB no tempo da Condessa aqui na Região Norte do Rio de Janeiro. Muitos textos publicados. Primo que sou de Abel Mathias Netto seu velho reporter que tmb mora, como eu, em Macaé. Editava em 67 o O REBATE que saiu do papel e voltou on-line em 2006 e, com muita luta chegou a 7 milhões de visitas no http://www.jornalorebate.com
    Não preciso redundar o que todos falaram sobre sua Obra que prima pela sutileza e pelo Saber do momento erm que vivemos.
    Peço sua autorização para publicar seu texto neste velho jornal O REBATE de 78 de Histórias.
    Abs. fraternos de seu admirador,
    José Milbs de Lacerda Gama, editor de O REBATE on-line.

  • Rosa Morena disse:

    PH, adorei, foi uma aula de história do Brasil.

  • Alex Gonçalves disse:

    Me lembrei que 2ª feira o JN noticiou com muita alegria o aumento significativo do número de eleitores (uns 10 milhões?).

    Da mesma forma que noticiam com grande alegria toda multa dada ao Lula e à Dilma, e ignorando as do Serra, sempre com esperança de alimentar um golpe, podem estar preparando terreno para ‘movimentos difíceis de captar’ do eleitorado.

  • Eu vi no Observatório da Imprensa um programa sobre o assunto. Entre pérolas do tipo ‘O jornal impresso tem um papel civilizatório que está se perdendo’(?!) (pensei que este papel era da escola, mas deixa pra lá…) e discursos contra democratização da informação, tenho a impressão de que este é um sinal de transformação e a sociedade brasileira não será mais a mesma. Jormalismo no Brasil sempre esteve na mão de barões, condessas, reizinhos nihilistas, playboys inconsequentes que faziam do jornal um brinquedinho rentável. Mas o Brasil mudou, felizmente.

  • lucio valter disse:

    O último ditador militar de braços dados com o último ditador da imprensa brasileira, último presidente do antigo quarto poder.

  • publica aí, por gentileza o artigoou editorial “dele” porque eu não vou gastar o meu dineiro, mas gostaria imensamente de ter essa aula de hipocrisia….

  • Romântico é o seu texto,Eu como sou um romântico inveterado…Li-o ao som de Kalimando, do cirque du Soleil e Orattio, do Circcioli…

    Jornalista apaixonado que só foi uma única vez a uma redação (Folha Metropolitana-Guarulhos, na época do surto de grandeza-1998), mas que nunca trabalhou num jornal, e foi parar na educacação depois de um curso de Letras, estou quase chorando porque o JB era o assunto de todas as auals na faculdade.
    Entra para a história!
    Ah se eu tivesse dinheiro!

  • Cunha disse:

    A banda-larga precisa vir logo. O acesso à web via celular precisa ser mais barato,aparelhos e, lógico, se isto vier a acontecer, conscientização do povo em procurar o que presta na rede. Não adianta procurar notícias no Goebbels on-line, Pholha e afins.Trocar-se-ia 6 por 12/2!!! Deverão de descobrir o blog-jornalismo, o rato que ruge. O que temos de fazer é divulgar para todos que já navegam, navegam a pouco tempo e navegarão em breve.A tecnologia está aí. É celular, Iphone,IPad e etc… Acho que o JB mergulhou para o lugar certo. Já viram a charge do Observatório da Imprensa on-line? Ao fundo um pequeno jornaleiro do início do século passado apreciando a lápide do JB e, em primeiro plano,um lap-top(net-book) com um senhor JB,com roupas da época, dançando com todo o pique.Muito bem feito.

  • Roberto Mendes Cardoso disse:

    O JB era uma droga de jornal. Um país que tem a Folha e o Estadão não precisa de mais nada.

  • PHA,

    Excelente relato.

    Só digo uma coisa, que todos já sabem, em especial aqueles que assistiram Brizola e sua guerra contra as organizações glóbulo: Todo cuidado é pouco com essa gente.

    Se Lily Marinho deu almoço para Dilma hoje, amanhã, ela pode estar tramando o novo golpe.

    A perda do JB, por incompetências passadas como você bem narrou, é trágico para a imprensa, com um agravante enorme aqui no Rio.

  • Yacov disse:

    È, PH, acho que seu destino é a Acadêmia de Letras, mesmo, mermão. Quanto ao PIG, todos sabemos o seu destino: “A Lata de lixo da História”.

    “O BRASIL DE VERDADE não passa na gLObo – O que passa na glOBo é um braZilpara TOLOS”

  • Cunha disse:

    Uma coisa bem mais branda PHA: Reportagem que adorei foi na Record: O dia da Pizza.Parabéns também! Senti até o cheiro.

  • Cunha disse:

    Excelente artigo e salvei a página desta postagem no favorito .
    Foi um período bastante instigante, onde se atritavam forças pesadamente conservadoras com as inovadoras. Fatos como as cartas-bomba, bancas de jornais incendiadas, a armação do Rio-Centro, o crime contra a democracia sob os mantos Globais e aquela famosa notícia ventilada sobre os planos para o gasômetro do Rio de Janeiro. Se ocorresse o que foi ventiado, a Avenida Brasil 500 estaria no raio do impacto, assim como a Rodoviária Novo Rio.Imagino o ambiente nas redações e os vários tipos de chuva de canivete.
    Li aqui um parecer de leitor,alegando que o JB é PiG. Não, não é.Tem o Mauo Satayama e muitos outros de bola-cheia que reconhecem sucessos do governo e ficam abertos às críticas.Na do Mauro,por exemplo, alguns o chamam de ingênuo e outros muitos o elogiam, assim como eu. Quem não o leu ainda na sua versão on-line (única futuramente), poderá perceber um grau um tanto maior de responsabilidade de informar, diferente dos demais, cuja a finalidade é manipular e emburrecer.

  • Santos disse:

    O PHA se esqueceu de que o Brito defendeu o Apartheid da Africa do Sul. Grande liberal !

  • Marola disse:

    Excelente texto PHA. Parabéns.

  • Salomão disse:

    Quanto menos Dilma participar de debates políticos é melhor!!! Debates políticos só é bom para os candidatos da oposição. O candidato do governo que é Dilma tem os horários políticos no rádio e na televisão pra fazer campanha política e tem o apóio do presidente Lula, do PMDB-PSB-PR-PP-PT-PC do B-PSC- e do povo!!!

  • É triste ver para onde caminha a imprensa brasileira. Tenho a honra de ser amigo de Reynaldo Jardim (83), que criou o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, nos anos 50, que foi o estopim de uma revolução gráfica e cultural na imprensa brasileira. O JB fez história e foi engolido por ela. Não dá para saber o que seria dele se continuasse com os olhos para o norte, mas pelo menos teríamos mais histórias para ouvir e contar.

  • Pablo disse:

    Paulo Henrique Amorim jornalista Brasilero por opsão e destino
    a Bandeira que carregas, é uma bandeira de fazer historia, mesmo que depois da tua passagem pela mãe terra, essa bandeira vai tremular viva e consciente do teu heroico trabalho, e amor pela tua Nação, tua Patria, tua Terra, esse trabalho da comunicção e informação a praticas como nimguem, enche de orgulho dos Brasileiros que amam sua Nação, deverás ser sempre assim, não nasciste dono de jornal
    e nem empresario, mas a tua Bandeira faz juz a tua Nação
    nos todos sentimos orgulho de ti e de todos os que lutam em todos os campos a procura da liberdade democrática e do seu Povo e isso jamais se apaga da memoria, seja feliz e parabens por essa aula da historia recente da Grande Nação Continental a caminho do progresso geral e irrestrito. Dilma neles

  • Claudia Galvão disse:

    ganhei o dia com a leitura do seu depoimento!

  • J.Bastos disse:

    O que teria feito a Globo retirar do Fantástico a série “É Muita História” com Eduardo Bueno e Pedro Bial? Seria algumas partes interessantes (censuáveis) do livro de Bueno?

    Bairros nobres de São Paulo.

    Em 1877 é iniciada a construção do viaduto do Chá “que apontava para uma região recém loteada”. Em 1892 São Paulo inaugura o Viaduto do Chá e a Avenida Paulista. O “requintado viaduto apontava em direção a novos bairros. São Paulo estava pronta para receber seus novos ilustres habitantes: os magnatas do café. Gente fina não poderia, é evidente, instalar-se nas áreas infectas do centro, do Brás ou da Mooca, fervilhando de tifo e peste e agitadas pelo rebuliço permanente de gente em busca de emprego.”

    Um pouco antes da inauguração do Viaduto do Chá, já em 1890, “era aberta a avenida Higienópolis – sadia e altiva como o próprio nome indicava”. Em São Paulo, na virada do século XIX para o XX, “os barões do café tinham, à disposição de seu dinheiro, um recanto urbano à sua altura. Redutos de convívio quase exclusivo de gente de seu próprio nível.”

    Referências: Brasil: uma história – Eduardo Bueno – 2004

  • ademir disse:

    PHA
    A FOLHA que se cuida aqui em SUM PAULO
    a GLOBO ta detonando a FOLHA e ela so vai perceber
    quando virar um JB

  • Simplicio disse:

    Paulo Henrique, você não é só um grande jornalista, mas sobretudo um grande brasileiro. E como escreve bem! Que inveja! Parabéns. E obrigado.

  • Carlos disse:

    “Como diz o Mino Carta, o Brasil é único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega.”

    Se portador de diploma, “coleguinha”…

  • José Maria disse:

    Acho que a Globo está muito bem com a Dilma, obrigado.
    Até um jantar foi oferecido pela Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, à candidata Dilma.
    Qual era o cardápio desse jantar?
    Seria o calote que a Globo daria aos cofres públicos, do dinheiro do BNDES emprestado ilegalmente aos Marinhos, em troca de um possível apoio na campanha??

  • J.Bastos disse:

    Não fosse a política – ou a propaganda política para fazer ou desfazer políticos – a Globo não seria o que é.

  • Vera Billie Jean disse:

    PHA você também é O CARA!

    a TV Globo faz anúncio do jornal O Globo, a rádio faz anúncio do jornal, e o jornal da TV e da rádio.
    ainda hoje é assim nos portais da internet por aí só falam da programação da globo, dos artistas da globo, que estão EM TODAS as capas de revistas…nojento

  • Alberto disse:

    Se há algo de bom no episódio do fechamento do JB, é que doravante sobrará mais urubús para rondar, e apavorar, o Globo, A Folha, o Estadão…

  • Evaristo disse:

    Parabéns PHA pela sinceridade, jornalismo é isso! Atualmente os jornalistas alugam o corpo do pescoço para cima (alguns até já se venderam), falta coragem ao jornalismo brasileiro. Esse jornalismo burguês demo-tucano, mentiros e criador de factóides. Eles não possuem um projeto de nação, são sabujos dos patrões a quem obedecem caninamente. E sem falar na mediocridade, ontem no programa eleitoral da Band, Mitre e companhia mostraram que estão se lixando para esse país. Quando Mercadante fez as críticas aos tucanos, a consternação de Mitre e cia foi enorme, ai eles passaram a defender a política do PSDB! Os jornalistas da Band defendendo a incompetência dos tucanos. Quando falaram de educação então, para eles a universalização é que levou a má qualidade da educação paulista. Na Coréia a educação é universalizada no ensino médio e o país apresenta os melhores resultados do mundo. Não criticaram o fato do Serra tratar os professores a bordoadas. Com esses “profissionais” o Brasil está perdido. Na entrevista da TV Brasil, o jornalista escalado pela Folha falou uma série de coisas que ele mesmo não entende. A começar a falar de relações exteriores, em que o jornalista Valdo Cruz mostrou o seu despreparo, quando disse que o Brasil mantém relações com países que não respeitam os direitos humanos. Quando Dilma perguntou a ele se em Guantânamo se respeitava os direitos humanos, Valdo Cruz miseravelmente se calou, pois percebeu que estava no caminho errado, com certeza seu patrão deve ter lhe puxado as orelhas.

  • Adilson disse:

    PHA,

    Estou triste com o falecimento do JB, ficarei feliz quando O Globo, a Folha e assemelhados forem para o buraco.

  • wagner disse:

    O proximo será a FOLHA SERRA e assim estas formigas cortadeira sumirão para sempre de nosso Pais

  • Augusto Soares disse:

    Parabéns PHA. Fatos importantes na história de nosso país que sem você certamente teriam se transformado naquelas infindáveis teorias conspiratórias criadas pelos responsáveis por suas realizações. Mantenha-se firme.

  • Robertto disse:

    É sempre bom lembrar o aniversário do nosso Fluzão PHA, vale apena dar uma olhada no site do Nassif: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-aniversario-do-fluminense#comment-114863

  • graciliano disse:

    PHA, você fica nos devendo mais detalhes sobre esta história. Do general Euler, por exemplo, ninguém mais fala nada, mas eu cheguei a entrevistar Magalhães Pinto, em Brasília, na mesma fase: o senador-banqueiro se apresentava como o candidato civil contra o “milico”. Todos mundo em Brasília sabe disso (almocei com Magalhães Pinto e ao meu lado estava Carlos Chagas e à mesa quase todo o comitê de Imprensa do Senado da época).
    Outro tópico que vc aborda de relance: e o Ricardinho Kotscho, a quem sempre admirei até ler seu livro de “memórias”? Um livro “covarde” (por favor, não me refiro ao autor, mas à obra) do qual se sai imaginando uma carreira perfeita num jornalismo que não está nem nos arquivos. A cobertura da inundação em Caraguatatuba (1967), eu sei que foi feita pelo Stipp Jr., então correspondente do Estadão em Taubaté e no Vale do Paraíba. Tá na primeira página do Estadão, que guardo com carinho. Mas o Kotscho, no livro, diz que foi ele quem fez!
    Nada vai macular minha admiração pelo grande repórter Ricardo, mas está em tempo de se repor a verdade, num ponto ou noutro em que ela esteja errada.
    Nossa profissão já está tão avacalhada que nós não podemos perder a chance de uma autocrítica, concorda?

  • Aline C Pavia disse:

    Já vai tarde.

    Que seja o primeiro da fila do PIG. Outros irão atrás.

  • Ronaldo disse:

    Emocionante, viajei algumas decadas atras lendo esta historia, mesmo não tendo vivida.

    Parabens PHA, continue tambem sempre Firme!

  • Foi mesmo uma história interessante. O PHA como sempre, emocionante, preciso e delicado. Vida longa PHA.

    Saudações Cruzeirenses!!

  • Paulo Robero da Silva disse:

    PHA

    Ver a foto de Roberto Marinho andando de braço com o Presidente da “Novembrada” ja diz tudo. Matéria sensacional! Espero que todo esse conhecimento vire literatura.

  • l.pontes disse:

    Embora o jornal de papel venha perdendo sua força a cada dia, ele ainda possui uma forte importância no imaginário popular. Mesmo aqueles que têm acesso a internet ainda param diante de uma banca de jornal para ver as manchetes do dia. Ele ainda tem uma força muito grande na opinião pública brasileira. A gente observa esse poderio, através dos jornalões do PIG que ainda mantém uma poderosa trincheira de resistência em suas redações. Mesmo com tiragens cada vez menores, esses periódicos são mantidos com doações do empresariado mais conservador de nosso país.Eles sabem melhor que ninguém, que o papel exercido pelo jornal de papel, ainda tem força para ganhar uma eleição que parece perdida. O JB se foi. Que a terra lhe seja leve e que daqui por diante tomemos vergonha na cara e tratemos de criar um jornal que, sem ser chapa branca e sem ser panfletário, se constitua em um verdadeiro porta-voz da moderna esquerda brasileira.

  • Valdete Lima disse:

    Caríssimo Paulo Henrique
    Que coisa maravilhosa! Já pensou em dar aulas para os novos jornalistas, imagina que turma que sairia!!! Machado de Assis deve estar se remoendo no túmulo. Pelo que sei, foi revisor do JB nos primórdios do mesmo. Falando nisso, tenho orgulho de exercer esta profissão e, foi com profundo pesar, que o mesmo JB iniciou o processo de acabar com a revisão nos grandes jornais. À época, trabalhava no Jornal O Dia, que parece que foi o último a erradicar a nobre profissão de suas redações. Por isso tudo dói profundamente em minha alma o fechamento do Jornal do Brasil, já que em online, aí mesmo é que não vai ter revisão. Mas, pense nisso, dê aulas aos futuros jornalistas. Você tem muito para passar para a juventude que quer ter uma profissão outrora ética – resguardadas as devidas proporções.

    Sua eterna fã
    Valdete Lima

  • Carolina disse:

    PH,

    você não é somente um dos maiores jornalistas que o Brasil já teve, exercendo um verdadeiro jornalismo cidadão, é também alguém capaz de reunir e aglutinar pessoas que compartilham de suas visões e valores – e PH, você sabe, essas pessoas são muitas (como bem o sabem os Gilmares da vida…)! Quando visito o seu site e vejo os assuntos que você pauta, as informações com as quais você nos brinda (verdadeiras aulas e registros vivos da História!), e vejo também pessoas comentando tudo aquilo, pessoas que decerto vão levar suas impressões sobre essas coisas – PIG, política e economia e o que for – para muito além das conexões da internet percebo que nós, seus ouvintes e admiradores, vamos nos tornando também multiplicadores desse grande movimento em prol do fim do monopólio midiático. O monopólio das comunicações é um dos grandes pilares da enorme concentração de renda em nosso país. Seu trabalho, assim como o de ilustres como Mino Carta, Nassif, Azenha, Vianna e muitos outros Blogueiros Independentes é fundamental para a consolidação da democracia brasileira. Parabéns!

  • Carolina disse:

    Caro PHA,

    parabéns pelo maravilhoso trabalho! Você brilha!!!

  • Bobinho disse:

    PHA…
    Muito bom… Obrigado

  • Mauro disse:

    Com tudo o que se possa criticar, o JBonline é o único dos grandes jornais que pratica a pluralidade de opiniões (lá vc tem o ultra-reacionário Villas Boas Correa e socialista Mauro Santayana) e não manipula descaradamente a informação a favor do PSDB e do José Ferra.

  • Urbano disse:

    O dia de hoje para mim foi fenomenal, desde o acordar até este momento em que eu escrevo meu comentário. Tive nesta noite, para coroar o desenrolar do dia, a grata oportunidade de ouvir parte de uma entrevista do Presidente Lula, e de ler esse seu texto, PHA. E em ambas as ocasiões me emocionei pela grandiosidade de espíritos de vocês dois. Parabéns, PHA! Aproveito para tornar extensivo ao Presidente Lula.

  • Ismar Curi disse:

    Antológico.

  • SérgioFerraz disse:

    E a derrocada do Globo quando vai ser ?

    Se precisar damos uma forçinha.

  • Jefferson Fernando disse:

    Brilhante! Simplesmente brilhante o seu relato no JB.

  • José Augusto Filho disse:

    PHA, uma sugestão: juntar estas postagens sobre comunicação no blog exatamente no jeito que sairam e lançar um livro tipo um Conversa Afiada sobre Comunicação. Parabéns!

  • EDSON HAUTSCH disse:

    Todos sabemos que a mídia impressa está com os dias contados.
    Ninguém mais tem saco pra sujar as mãos com essa tinta horrorosa com que imprimem essa porcaria.
    A maioria dos leitores já estão ligados na internet.
    Quem quiser sobreviver, terá que migrar para esse veículo.
    E não vai demorar muito.
    Viva a blogosfera.

  • Remindo Sauim disse:

    Jornalão bom é jornal morto. Se não me engano o JB apoiou o golpe o golpe de 64.

  • WIRTON disse:

    O Paulo Henrique Amorim é o Ú-N-I-C-O jornalista da imprensa tradicional que tem coragem de falar a verdade! É o ÚNICO, só tem ele!Os outros são um bando de covardões temerosos de seus patrões e dos poderosos. Dá gosto vir aqui ler o que esse cara escreve!

  • SANDOVAL disse:

    Eh isso ai PH! Vamos simbora que tem muito mais situaçoes pela frente para serem vividas com a sua inconfundivel participaçao!

  • Carlos Eduardo Guimarâes disse:

    Lamentável sob todos os aspectos, o fim do JB impresso. Lê o JB é uma tradição em minha família há mais 60 anos. Os produtos agregados ao jornal ( revista programa, Domingo, JB Ecológico) davam e ainda dão um banho em qualidade e bom gosto nos do concorrente. Infelizmente, o Rio vai ficar agora apenas com um jornal de expressão nacional. Um jornal manipulador e parcial. Agora só resta esperar que o jornal O Dia melhore o seu conteúdo e passar a lê-lo, porque ler O Globo de forma regular, NUNCA!

  • Piragibe Silva Borges disse:

    Parabéns, PHA, não sabia de sua história também no JB e nem de sua participação no contra-golpe de Brizola. Sempre fez jornalismo. Alguém já escreveu que um homem não deve viver olhando para trás, mas não deve tentar esconder nem temer o que fez. Parabéns novamente.

  • Plínio Paulos disse:

    É muito triste a notícia do encerramento da edição impresa do JB. Ainda há tempo para que uma outra decisão seja tomada, no entanto.

    Ficamos mais ainda nas mãos da Folhinha (que não sabe quantos títulos mundiais de futebol a Alemanha tem, como vcs podem ver no link), do Estadinho e do Globinho do dr. Rupert e família.

    http://www1.folha.uol.com.br/esporte/770555-capitao-do-tetra-alemao-se-separa-apos-mulher-ser-flagrada-com-empresario.shtml

  • Rubens disse:

    Parabéns, PHA, sinto-me jovem quando acesso o conversa afiada, a vida só vale a pena assim: a luta por algo, com todas as forças.

  • leonardo-pe disse:

    simples.o roberto marinho é simplesmente homenagiado em são paulo com nome de avenida”jornalista”r.marinho.isso na gestão marta suplicy.ou seja,uma pisada na bola sem tamanho.sobre a ditadura militar,não aprendi isso nos livros de história.agora com 28 anos de idade,sei os reais motivos dessa ditadura pelos blogs independentes(feito este).é chocante mesmo essa elite q se expressa na imprensa ter feito isso no brasil.cujos frangalhos(social e financeiro.alem de cultural)ainda hoje estão sendo colhidos!

  • Geraldo Chaves disse:

    Esse episódio da Proconsult foi dos mais marcantes na minha vida.
    Trabalhei como fiscal do PDT naquela eleição, e torcíamos como nunca pelo Brizola.
    O JB é que renovou nossas esperanças e possibilitou desmascarar a fraude preparada nos bastidores, com todo apoio da Globo, é claro.
    Muito legal saber que nosso grande PHA foi um dos guerreiros nessa luta.

  • Marcelo Sant'Anna disse:

    Como eu costumo falar e as vezes repetir como alguém que perdeu a razão, ou alguém em choque repete a mesma palavra ou frase de forma desconexa, ” eu aprendi a ler, lendo este jornal”.

  • Alex Gonçalves disse:

    “Dias depois, o repórter político Rogério Coelho Neto me disse que tinha conversado com um cara do SNI, que avisou: vai ter muito voto branco e nulo na Baixada.”

    “Aí, apareceu na redação alguém para oferecer os serviços de apuração da Proconsult, a empresa de informática que ia contar os votos para o Tribunal Eleitoral. Pedi ao redator-chefe, Hedyl Rodrigues Valle Jr, e ao responsável pela estatística da nossa cobertura, Pedro do Couto, para assistirem à conversa. Mesma história: o Brizola vai sair fraco da Baixada. É uma situação inesperada, difícil de captar, disse o personagem. É melhor ficar com os nossos serviços a comprometer a credibilidade do Jornal do Brasil.”

    Nossa. De arrepiar. O Sr. não é novato quando trata das pesquisas ‘amigas’ do Ibope(cujo presidente torce descaradamente pro Serra) e Datafolha.

  • Pereira disse:

    Bravo PHA!!!
    Vida longa PHA!!!

  • aurelio disse:

    È lastimoso o jornal do Brasil encerrar a mídia impressa,o primeiro jornal online do Brasil,que meu pai foi assinante;surgirá um imenso hiato,um grande vazio e um enorme desequilíbrio político e informal.

  • Giovanni Oliveira - N Iguaçu disse:

    PHA…firme?

  • Lucas Santos disse:

    Esse monstro chamado PiG foi erguido com dinheiro dos brasileiros. E ainda tem gente que ousa dizer que na Ditadura os que sequestraram o Poder eram honestos.

    Não por acaso, os militares devolveram ao povo um país em frangalhos, economica e socialmente.

  • Gabriela Fernanda disse:

    Fiquei um pouco assustada.

    Será que vai haver o Proconsult reloaded nessa eleição, com essas urnas eletrônicas?

    • Bastos disse:

      Vc está assustada ?!?
      Eu estou muito apavorado, pois sei q PSDB e afins sabem q eh a unica maneira de Serra vencer.
      E o Judiciário nesse país NUNCA foi exatamente muito confiável.

  • Luciano RJ disse:

    Posso dizer algo PHA? Eu antes via um “milagre” o Globo também ser extinto. Mas agora já começo a ver que esse sonho virará realidade o mais breve possível até porque A Globo e o Globo passam por maiores dificuldades financeiras só é escondido de tudo e de todos.

  • jc disse:

    emocionante. um gole pelo JB. O primeiro que vai, outros irão…

  • Evaristo Solimões disse:

    Os Marinhos aguardam sem ansiedade a derrocada da Veja, da Folha, do Estadão. Quando é que vemos a revista Época com as baixarias da Veja? Lá na Época a pegada é mais leve, pra não assustar seu futuro leitor, que migrará de Veja. A Folha e o Estadão seguirão o mesmo caminho do JB, pelos mesmos motivos. Tudo está sendo feito na base do conta-gotas.

  • Cícero disse:

    PHA, você não apenas faz parte da história do Jornalismo e da Comunicação no Brasil, mas também é a história do Jornalismo brasileiro.
    Saudações Tricolores !!!!!!!!!

  • Fabio de Oliveira Ribeiro disse:

    Os próximos são a Folha e o Estadão. Mas estes dois não deixarão saudades… a não ser na turminha tucanalha que pedagiou São Paulo inteira para fazer caixa a fim de eleger a dupla Serra/Indio.

  • Melchíades A. Prado disse:

    PHA
    Com esta sua “confissão”, pode esperar que o PIG agora vai acusar você de ter quebrado o JB. Provavelmente Dr. José Chirico, em algum comício no Rio de Janeiro, vai alegar que foi o fundador do JB e você, é o responsável pela sua extinção.
    Efetivamente, no Rio, Dr. José Chirico, juntamente com o Índio Merendinha vai dizer no seu próximo comício que:
    - Construiu o Maracanã, o Cristo Redentor e a Passarela do Samba
    - Fez parceria com Noel Rosa, Cartola e Tom Jobim
    - Urbanizou Copacabana e o Aterro do Flamengo
    - Criou as escolas de samba e os blocos carnavalescos
    - Deu o primeiro surdo para a Mangueira
    - Foi o primeiro a vender chope gelado
    - Foi fundador do Bola Preta
    - Morou em Vila Isabel
    - Foi campeão carioca (e artilheiro) pelo Flamengo

  • Rosi disse:

    Muito bom. Adorei.

  • mauro dias disse:

    PHA , me ajude se for possível. Você contou que trabalhou com Willian Waack? Há um tempo atrás , alguns anos , achei em um sebo , um livro sobre os pracinhas na 2 guerra , comprei-o , sem me ater quem era o autor. O livro metia o pau ,vamos dizer assim nos pracinhas e coisa e tal. Anos depois , nos noticiários de TV , atinei o nome à pessoa do Waak. Pergunto é o mesmo Waak do livro? você sabe se ele escreveu algum livro sobre esse tema? e se for , qual o problema desse seu colega , com tudo que diz respeito ao Brasil e aos brasileiros?
    Desculpe a pergunta , mas há muito tenho isso em mente , e lendo sua matéria , achei por bem matar minha curiosidade.
    Parabéns pela , esclarecedora matéria , e devo dizer que, com quase 50anos , e gostando de política e seus meandros , fui testemunha , até onde foi possível entender , de vários assuntos , que você descreveu , em nossa história sofrida e recente.O JB fazia parte de minhas leituras diárias, naqueles idos , e muito pude comparar suas matérias , com as de O Globo, que eram bem a favor de toda aquela situação. Hoje morando no sul do Brasil , sou natural de Niterói , RJ , comprei pela última vez ,sem o saber o JB , no aeroporto Tom Jobim , quando retornava ao sul. Isso faz pouco mais de três meses.Fiquei muito chateado de comprar uma miragem , do que fora um dia o JB. Comprei por causa da manchete em tamanho pequeno , em que relatava sobre o tal fictício dossiê da Dilma. É uma perda.
    Abraços

  • Gorbachev disse:

    PHA, gostaria que você escrevesse mais posts como esse, mostrando a experiência vivida ao longo desses anos, principalmente sobre os bastidores das redações. Relatos desse tipo tornam a leitura do CAF extremamente prazerosa. Mas o senso de humor também é indispensável.

  • Caro PHA:
    Vivi no Rio nesta época – 1979 a 1985 – e tinha o costume diário de comprar o JB antes de pegar o metro para ir ao trabalho. Não conseguia começar a trabalhar sem ter percorrido as folhas do jornal até o início dos esportes, que pulava para ir ao 2º caderno que tb me era caro.
    Não posso dizer que verta lágrimas hoje visto que todas as vezes depois do ano 2000 que o comprei achei excessivo desperdício de dinheiro.
    Mesmo assim é o fim de uma era!
    A blogosfera está hoje me informando. Não só os blogs de esquerda, leio tb os do lado de lá e, ocasionalmente até “eles”. É a nova tendência. Espero poder estar no encontro em SP dos blogueiros progressistas.
    Um grande abraço
    Saroba

  • Esclarecedor e didático. Estudantes de jornalismo. Isso vcs não aprendem na facul. :)

    A História Secreta da Rede Globo
    Como a Globo, que foi construída com capital estrangeiro, chegou ao que é. Com um poder tal, que é capaz de fazer presidentes – desde que eles façam acordos que lhe convém.
    http://bit.ly/IMeuh

  • Helio Barboza disse:

    Sinceramente, gostaria de ver o JB recuperado. Penso ser possível, falta apenas corajosos e destemidos homens de bem para pegar nas rédeas.

  • Afinal o Roberto Marinho é doutor em quê?, pelo que eu sei ele tinha o mesmo gráu de instrução do Lula, ou seja o equivalente hoje a primeiro gráu ou ensino básico.

  • Tô de Olho na oPósição disse:

    PHA:
    Que excelente e emocionante depoimento! Teu neto, certamente, terá orgulho de você algum dia!
    Dilma 2010

  • Pedro dos Anjos disse:

    Legal. Isso sem falar nos helicpteros.

  • Izaias Almada disse:

    Caro PHA,
    mal acabei de enviar um comentário para o post anterior (sobre artigo do Eduardo Guimarães) e eis que você fala do JB.
    Apenas quero reforçar a idéia (haverá maneiras legais, econômicas e até políticas para isso)de se pensar em transformar o agonizante JB numa “Última Hora” contemporânea, que pudesse se contrapor ao PIG.
    Seria um movimento até certo ponto patriótico e de reconquista de um jornalismo decente, independente, em defesa do Brasil moderno que se está, a duras penas, se construindo.
    Saudações,
    Izaías Almada.

  • sergio disse:

    gostei PHA ,a cada dia sinto mais admiração por você, bola pra frente!

  • PHA:

    Você é escandalosamente irreverente e corajoso. Nascimento Brito deveria ter continuado a caminhada com você, mas optou pela mudança de rota – e se danou.
    O JB, com certeza, estaria vivo, forte e Firme.

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