O Conversa Afiada reproduz e-mail do amigo navegante Marcelo Zelic:
Caro Paulo Henrique,
envio aos amigos navegantes do Conversa Afiada o manifesto pela troca do nome da praça do ditador Médici.
PELO DIREITO A MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA.
PELO RESPEITO À MEMÓRIA DOS QUE MORRERAM E DESAPARECERAM LUTANDO POR UM BRASIL JUSTO E DEMOCRÁTICO.
PELA REPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES DO REGIME MILITAR.
Abraços
Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória
(11) 3052-2141
(11) 9206-9284
www.armazemmemoria.com.br
mzelic@uol.com.br
PRAÇA “EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI” NUNCA MAIS!
Em 1964 ocorreu no Brasil um golpe militar que instarou a mais longa ditadura que já vivenciamos. Foram vinte e um anos de repressão. Muitas pessoas foram presas e barbaramente torturadas; peças de teatro, jornais, revistas e livros foram censurados; órgãos como a UNE (União Nacional de Estudantes) postos na ilegalidade; os partidos políticos foram fechados, sendo permitida a existência somente de dois partidos; opositores foram exilados; civis julgados em tribunais militares; e até hoje temos desaparecidos políticos no Brasil: pessoas que foram presas, torturadas e desapareceram, não sendo esclarecido à família e à sociedade as circunstâncias desses desaparecimentos.
Para que possamos superar todos estes fatos faz-se necessário implementar os mecanismos da chamada Justiça de Transição. Estes mecanismos devem ser utilizados em países que passaram por regimes ditatoriais ou totalitários para que a democracia possa ser reconstruída. Há três preceitos básicos a serem implementados: verdade, justiça e reparação. A verdade, se relaciona com a abertura dos arquivos públicos, com a construção de monumentos e memoriais em homenagem às vítimas da ditadura. A justiça, com a punição dos culpados, sejam torturadores, mandantes ou financiadores. A reparação, se refere não somente a uma reparação econômica, mas também moral e política, ou seja, o amplo esclarecimento dos fatos.
A universidade, como espaço de livre pensamento, sempre foi um foco de construção democrática e de fomento de uma nova realidade, pautada na liberdade e na justiça. Através da ação de diversos de seus atores – e nem sempre institucionalmente – tem cumprido ao longo da história um importante papel na defesa das liberdades civis e dos Direitos Humanos, em sua resistência contra a opressão e à violência.
Dentro disso, é absurdo constatar que uma praça no principal campus da Pontifícia Universidade Católica de Campinas eternize a memória do general Emilio Garrastazu Medici, o general dos anos de chumbo da ditadura militar, responsável pelo endurecimento das perseguições políticas e pela efetiva implementação do nefasto Ato Institucional n°5 (AI 5), responsável por mortes, desaparecimentos forçados e torturas de presos políticos.
Curioso, ainda, que tal homenagem se refere à constante preocupação do ditador com “a educação e cultura do povo brasileiro”, apesar das prisões e exílios de intelectuais, da censura à músicas, peças teatrais e à imprensa e, especialmente, pelo ceifeamento do salutar debate acadêmico, então vigiado e sob forte controle dos agentes da repressão. Em tais termos, a cumplicidade desta universidade com o regime foi, além de imoral, escandalosa, cuja reparação é medida de rigor.
Para tanto, não basta a simples exclusão desta odiosa homenagem. Isso significa esquecimento, e o que necessitamos é de memória. Memória àqueles que lutaram e resistiram contra a ditadura, a fim de que esta não mais se repita.
Assim, dentro dos preceitos da Justiça de Transição, e em reconhecimento à resistência de diversos integrantes da Igreja que esta universidade representa, entendemos ser de plena justiça a homenagem à Frei Tito de Alencar Lima, histórico lutador e consequente vítima do regime ditatorial, cujas torturas o levaram ao suicídio.
Manter a homenagem aos algozes do povo brasileiro significa uma violência permanente. Este reconhecimento por parte da PUC-Campinas cumprirá um papel de reparação e uma oportunidade de remissão desta universidade, sedimentando um compromisso com o futuro e não mais com um passado sangrento.
PELO DIREITO A MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA.
PELO RESPEITO À MEMÓRIA DOS QUE MORRERAM E DESAPARECERAM LUTANDO POR UM BRASIL JUSTO E DEMOCRÁTICO.
PELA REPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES DO REGIME MILITAR.
As entidades que subcrevem este manifesto, junto com a solidariedade das demais entidades civis, pessoas físicas e jurídicas que o apoiam, exigem que a PUC-Campinas remova a homenagem à Ditadura Militar em sua praça “Emilio Garrastazu Médici”, ostentando no local a “PRAÇA FREI TITO DE ALENCAR LIMA (1945 – 1974)” em memória dos que lutaram e que ainda aguardam justiça.
Campinas, 05 de julho de 2010
Centro Acadêmico XVI de Abril
Núcleo de Preservação da Memória Política
Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE)
Fórum de Direitos Humanos de Campinas



Trocar o nome é pouco.
Eu gostaria era que a justiça fosse feita, que todos os torturadores fossem processados e presos como em qualquer país sério. Vcs acreditam que o Sr. Ustra possui solidariedade de militares reformados??????
ABSURDO!!!!!! Só no Brasil, militares acobertam essas bestas-feras……e utilizam a honrosa hierarquia para prestar solidariedade a torturador!!!!!!!Coitado do Duque de Caxias e outros militares decentes.
O pior, dizem que a lei de anistia deveria ser revogada para os “terroristas”…sei, manda um oficial de justiça no Araguaia, no cemitério em que foi enterrado o Herzog ou em alguma cova clandestina para efetivar a citação. PUNIR QUEM JÁ FOI PUNIDO????? Ora, o estupro, tortura, banimento não foi punição “BIS IN IDEM”!!!!
E pode criticar, mas essas indenizações milionárias (as justas, acho justas) dadas a perseguidos se fossem o meu caso, não aceitaria….nisso apoio o Millor….é a minha opinião e respeito os que assim discordarem….
O certo mesmo era trocar todos os nomes de apoiadores do golpe, mas também de presidentes americanos; onde não há uma rua ou avenida pres. Kennedy ou Roosevelt?
Aqui em Teresina tem uma escola municipal com nome de barjas negri;fiquei curiosa e encaminhei email a secretaria de educacao,pra saber o motivo da referida homenagem.
Resposta:Teve serviços prestados na area educacional e politica!
Fiquei comovida!!!
http://blog.contrapauta.com.br/2006/10/10/midia-ajuda-o-psdb-e-esconde-passado-de-barjas-negrio-papel-do-irmao-de-negri-na-ascensao-do-laboratorio-ems/
Achei essa perola na net;nao sei se procede,mas,fiquei me perguntando:seria o mesmo barjas negri?seriam estes os serviços prestados na area politica???
É por essas e outras que acreditamos na juventude!
A capacidade de se indignar com gestos oportunistas de outrora e que, ainda hoje, ofendem o doce caminhar da Democracia em direção à sólida consolidação.
O Centro Acadêmico XVI de abril, em pleno no Século XXI, mostra que ainda tem fôlego e bravura, a exemplo de outros tempos, quando balançou sem desdém a bandeira da LUTA.
São nesses momentos que percebemos: NADA FOI EM VÃO!!!
Mauro Silva e Eroni Spinato:
Adorei a forma educada como reagiram a meu comentário. Isso é debate.
Mas reafirmo o que postei. Prefiro as coisas escancaradas, assumidas, pelo menos a gente sabe como se conduzir. Pseudodemocracia é intolerável.
Erraram os militares, especialmente ao permitir a tortura? Com certeza. Mas não se pode demonizar a tudo e a todos, qualquer período precisa ser analisado de acordo com sua época.
De outras maneiras, estou também sendo torturada há vários anos, pelo tucanismo local. Só não me mandam aos porões tipo Dops porque não a prática não existe mais. E o pior é que não se pode contar com a Justiça, sei lá por que, ela sempre favorece os caciques tucanos.
Soldados israelenses devem ser punidos por divulgar vídeo de dança na internet
Matar voluntários de ajuda humanitária pode. Dançar não pode.
O problema é que eles estavam dançando,qdo deviam estar trucidando palestinos!!!
O Tortura Nunca Mais não está sendo inteligente porque o que mais essas pessoas querem é serem esquecidos para que, no futuro, possam retornar travestidos daquilo que pareçar menos mau. Sugiro que ao invés de fazerem exatamente o trabalho que os ditadores desejam, acrescente-se os fatos a esta placa e a todas as similares: FULANO DE TAL, QUALIFICATIVO HISTÓRICO FUNDAMENTADO POR FATOS, DATA. Assim, todos saberão quem foram, que JAMAIS os deixaremos passar e que até depois de mortos estarão para sempre execrados em praça pública. E que venham os bons para permanecerem em maior número.
se monumentos todo dia é depredado e pixado , eu nao sou a favor desse tipo de vandalismo . mas com relaçao a essas placas com nomes de ditadores aqui do brasil , nao é uma ma ideia. entao gente nesses casos temo que abrir uma excessao , toda vez que passarmos perto de um placa com nomes dessa gente , paramos de damos uma cuspida . porque é isso que eles merecem. um ato nojento para uma coisa mais nojenta ainda.
Excelente idéia!
O mesmo aconteceu em São Carlos que tinha rua com o nome do nefasto delegado Fleury e foi mudado para Helder Câmara!
Aqui em Guanambi/Bahia, tem uma Avenida Senador Nilo Coelho.
Oh, vergonha!!
Aqui em São Carlos (SP), depois de um ano de movimentação, a Cãmara Municipal conseguiu tirar o nome da rua Sérgio Paranhos Fleury (argh!) e substituiu por rua Dom Helder Câmara. Uma vitória. O vereador que tomou a iniciativa foi Lineu Navarro (PT).
PHA,
Queremos ou não queremos mudar o país? Portanto, devemos repudiar não só essa praça com o nome de um truculento e facínora travestido de general, temos que banir de todas as nossas praças e monumentos os nomes que possam ter deixado algum lastimável legado dos tempos de trevas no Brasil. Desta forma, estaremos dando um passo para chegarmos a situação ideal, qual seja, colocá-los (quem é vivo – óbvio) nos tribunais para responder por seus crimes.
Apoio total a proposta.
Aqui em Uberlândia (MG)etá chovendo nome de ditadores na cidade.
É feito o nome sinistro de uma das maiores reservas de diamante brasileiras, a tal da Reserva Roosevelt… Mas, antes de substituir este sinistro nome, estes diamantes desta reserva são brasileiros mesmo ou tem gringo na parada???
Será mais uma serra Pelada?? Que NADA tem de proventos e royalties para o POVO????????? A canadense Colossus agradeçe, e MUITO.
Apoiado.
É um da vergonha, logo na PUC – que foi desrespeitada e invadida por tropas da ditadura – à caça de estudantes desarmados, que estavam reunidos em um congresso.
Ditadura nunca mais!
ET: E os órgãos de imprensa que colaboraram com isso ?
Os últimos duzentos anos da história do Brasil foram escritos inclusive como material escolar pela direita capacha, nossa história escrita por esses subordinados de coturnos,(usa) usurparam a verdade, desvirtuaram as biografias de gente que realmente pensou no Brasil e sua gente, e se auto proclamaram os heróis da Patria. São os Silverios dos Reis da atualidade, despresíveis e se possivel deviam ser esquecidos para sempre.
A democradura que vivencio hoje é pior que a ditadura militar. Esta foi violenta mas se restringia aos que lutavam contra ela. Nunca vi a polícia dos generais tratar professor a cassetete, bomba e spray de pimenta.
Convenhamos que a maioria dos opositores do regime não eram exatamente anjinhos, assaltavam, sequestravam, jogavam bombas. Aloysio Nunes, candidato serrista ao Senado, diz que “seu apto. em São Paulo era lotado de armas”.
Geysa, por favor, não fale isso nem de brincadeira, tem um monte de pseudos empresários e milicos de pijama, loucos para seguir outra vez as ordens do TIO SAN.
BN
GEYSSA
Lutei contra o regime,e realmente nao havia santinhos
Essa bobagem que vc escreveu nesse espaço hj ,é graças
aos nãos anjinhos de ontem!!!!!!!
Não sei a sua idade,mas ainda é tempo de conhecer a historia do seu pais……………”a democracia que vivencio hj
é pior que o regime militar” FAIZ ISSO NÂO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
respeite a memoria daqueles que deram a vida pela democracia.
um forte abraço de um não ANJINHO
Prezada Geysa
Nunca viu porque havia censura.
As lideranças iam para o “pau de arara”.
CPI no Judiciário Paulista já!
Quem quiser assinar a petição on line ACESSE:
http://www.petitiononline.com/medici1/petition.html
Podemos começar tirando o nome do ditador Getúlio Vargas de todas as praças, ruas e avenidas do país, afinal ele foi o precursor de toda a safra de ditadores que se seguiu e ainda inspira muita gente nos dias de hoje.
(Charles), esse nome me lembra uma certa civilização do norte. muito contestada pelo mundo todo, escravisou praticamente todo um continente, qualificar os outros de ditadores é muito comodo para quem não tem memória.
Mais da metade dos comentários daqui são de gente que não viveu no período do regime de militar e, no entanto, todos são unânimes em qualificar os generais como ditadores.
Não é preciso ter vivido em um determinado período para se conhecer a história.
Getúlio Vargas foi sim um ditador e não é porque ele fez uma ou outra “bondade” que vai deixar de sê-lo. Já ouviu falar em Filinto Müller? Ou você é daqueles que acham que tivemos uma “ditabranda”?
Deveriam ser retiradas TODAS as denominações de espaços e prédios públicos – federais, estaduais e municipais – nominados em homenagens aos Médici, Costa e Silva, Geisel, Figueiredo,Castelo Branco, ACM, Sarney, Maluf,Luiz Eduardo Magalhães, Nilo Coelho, Petronio Portela, etc., substituindo-as pelos nomes de brasileiros que fizeram por merecer tais lembranças (Darcy Ribeiro, Tancredo, Paulo Freire, Ulisses Guimarães, etc.)
Aqui em Minas já mandamos para a latrina, as placas de uma rua que se chamava Dan Mitrione.
bn
Precisamos em Minas tirar tudo relativo a MAGALHAES PINTO.inclusive o MINEIRAO
Puxa vida! Toda hora arrancam os óculos da estátua do grande poeta Drummond (na praia de Copacabana) e depredam outras coisas interessantes, e isso aí se matém intácta.
Em princípio não é uma má ideia. O problema é que, se acontece em SP, o nome muda para “Mário Covas”, “Sérgio Motta” ou “Ruth Cardoso”…
Querida Juliana, isto já está acontecendo faz tempo, vide:
Rodoanel Mario Covas;
Aeroporto Franco Montoro;
CenpRA – Centro de pequisa Renato Archer;
Instituo de Reabilitação Lucy Montoro, etc…
Tudo para perpetuar a ideolologia do PSDB.
Apoiado. Está mais do que na hora de limparmos nossas cidades, dessas “personalidades” criadas pela ditadura militar.
abaixo assinado!
eis o caminho amigo!
se quiser MG apóia ! manda pra gente!
Nós aqui do Piauí apoiaremos seu abaixo assinado para tirar de vez o nome desses fascínoras dos Edifícios e Monumentos construidos ao longo dessa ditadura nojenta e vergonhosa que macha nossa história. Conte conosco, amigo.
Você sabe no governo de qual presidente foi criada a Universidade Federal do Piauí?
Claudio,
O link para o manifesto é http://www.petitiononline.com/medici1/petition.html
Peço que assinem e divulguem.
Obrigada
Maria Carolina Bissoto
7 juizes do supremo serão contrários à mudança de nome dessa praça.
Vou torcer para que esta geração nova do Exército Brasileiro perceba que isto nada tem a ver com ela. Ninguém pode ser culpado pelos crimes cometidos no passado quando não se tenha participado, contribuído ou se omitido com relação a esses crimes.
Espero que esta geração nova fique do lado da Democracia, entendendo a luta do Tortura Nunca Mais.
O que mais essas pessoas querem é serem esquecidos para que possam retornar travestidos do que parecer menos mau. Sugiro que ao invés de fazer exatamente o trabalho que eles desejam, acrescentemos os fatos a esta placa e a todas que aparecerem: FULANO DE TAL, QUALIFICATIVO HISTÓRICO FUNDAMENTADO POR FATOS, DATA. Assim, até os turistas saberão quem foram e que NÃO os deixaremos passar.
Pergunto: e dentro dessa Universidade, ninguém tem vergonha de ostentar esse nome numa praça do campus? Bem se vê que a universidaqde brasileira está divorciada da nossa realidade e desvinculada da nossa História. É o fim da picada!!!!!!!!!
Nome de assassino numa praça?
Limpa já essa porcaria!
Nome do Médici só na CAGAMEDO – Casa Garrastazu Médici de Doutrinação – do Prof. Hariovaldo Almeida Prado (http://hariprado.wordpress.com/).
Alvíssaras
Aqui em São Luis (MA) uma das maiores avenidas da cidade tinha sido batizada de Av. Presidente Médici. Há uns 8/9 anos a Câmara de Vereadores mudou o nome para Avenida dos Africanos. Infelizmente, ainda temos uma avenida Castelo Branco e um dos novos municípios do estado tem o nome do carrasco mor, Médici.
Prezado PHA, equipe e navegantes:
O nome desses ditadores e asseclas tevem continuar aonde estão, pois os brasileiros jovens têm o direito de saber que houve uma época no país que as pessoas não podiam opinar contra os atos errados do governo. Ao invés de trocar a placa, basta arrumar um espaço abaixo do nome do flagelador e colocar entre parênteses a seguinte frase “Assassino e torturador”.
A ditadura no Brasil faz parte da historia do pais, não vai ser tirando placa do nome deste maluco ,que vamos esquecer o que houve aqui no pais .Acho que temos que deixar sim ,e lembrar destes caras como uns assino do povo da liberdade ,da democracia e do fato de simplesmente ser diferente
MAS o Globo quer colocar em Lua a pecha de lidar com ditadores. se esqueceram que eles mesmos elogiaram em editorial os golpistas de 64.
veja a manchete do Globo de hoje
http://anaispoliticos.blogspot.com/2010/07/ditadura-e-globo.html
A ditadura continua nos surpreendendo a cada esquina. Seja na violência da segurança pública, seja na construção de heróis. Esta praça Médici, infelizmente, esta longe de ser um caso isolado, mas é um símbolo da nossa transição democrática aos cotovelos.
Estarrece ainda mais por ser em uma universidade…esse tipo de construção ideológica é terrivelmente perniciosa.
Para apoiarmos o manifesto, segue a petição online http://www.petitiononline.com/medici1/petition.html
Expurguemos a ditadura, para nunca mais!
Apoio total à troca do nome da Praça, renomeando-a por Frei Tito!
Já que não conseguimos avançar nesse assunto com o PNDH3, vamos implementando algumas iniciativas e fazendo o cerco para chegarmos à verdade, justiça e reparação.
Demorou.
Documentário – Brazil: A Report on Torture
Um documentário forte e impactante que resgata a memória de um período sombrio da História do Brasil.
http://baixandonafaixa.blogspot.com/2010/04/documentario-brazil-report-on-torture.html
Que boa Notícia. Vejamos se todos os mecanismos da chamada “Justiça de Transição” serão realmente cumpridos aqui como está sendo na Argentina. Para quem tiver interesse em conhecer mais sobre a tortura sofrida pelo novo homenageado da Placa (o Frei Tito), existe um excelente filme “BATISMO DE SANGUE”, que de quebra mostra ainda uma visão humanista do nosso revolucionário baiano Meriguela.
Feira de Santana – Bahia
Tomara que consigam.
A historia nao pode ser mudada o que vale é o esclarecimento sobre o fato, mas enfim, essa placa em particular soa mais como o curriculo estudantil do morto
Concordo. A Praça Emílio G. Médice realmente merece ser renomeada.
Dou aqui minha modesta sugestão: PRAÇA DO CARRASCO DEMOCRÁTICO.
Com este nome matamos dois coelhos numa paulada. Fazemos uma homenagem postuma aos generais torturadores e aos jornalistas que dizem que alguns deles foram democráticos e instituíram uma “ditabranda”.
essa é uma discussão que deveria ser nacional, com entidades nacionais e no congresso!!!
nao da pra deixar essa questao por iniciativa municipal… por mais q nome de logradouros seja decidido na camara municipal
o Brasil é “infestado por essa praga” de homenagem aos golpistas torturadores, aqui em Praia Grande é uma farra! o lindo nome de Av. Beira Mar virou Castelo Branco (que horror) eTupiniquins virou Costa e Silva (isso que é mau-gosto!)
ahhhh e quando quiseram homenagear o Ayrton Senna com o nome de uma rodovia pq escolheram a Rodovia dos TRABALHADORES ao invés de Castelo Branco ou Dutra por exemplo…? foi bem interessante a escolha de quem é que perderia a homenagem
Não podemos apagar e nem mudar a história. Se for assim, melhor então jogar nossa história no lixo e escrevê-la novamente. Não é assim que se faz a história de um país. Temos que admitir o que houve e fazer um futuro melhor. Esconder e tentar apagar a história é fazer o mesmo que os ditadores e inescrupulosos fizeram.
Ô Lilian!
Retirar o nome de um ditador assassino de uma praça não tem nada a ver com “esconder ou tentar apagar a História”! Significa homenagear a quem deve ser homenageado! Simples assim!
Vera,
O ser humano dita suas próprias regras – para si mesmo e para os demais – segundo as conveniências do momento presente dentro de uma percepção de mundo individual. E, frequente e sistematicamente, à revelia da importância didática da história, queima documentos, livros, dados que julga “indesejados” de todos os tipos desde antes da biblioteca de Alexandria. Atualmente o exemplo mais clássico dessa insensibilidade foi a mudança do nome da cidade de Stalingrado, com todo seu significado histórico, para Volvogrado porque o nome lembrava Stalin. O aspecto levantado, penso eu, tem a ver com a necessidade de um aprendizado sério sempre presente.
No Rio, exatamente atrás da Uerj, há uma praça Castelo Branco, esquina com Avenida Garastazu Médici, chamando-os de presidentes, quando foram ditadores. Fizemos um movimento que conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores para mudar os nomes, mas o então prefeito Cesar Maia vetou.
Sinceramente… o que isso acrescentará? Vamos repetir Moscou e seus comunistas arrependidos se vingando nas estátuas de gente que, se de uma lado fez horrores, mas de outro, além de serem indissociáveis da história de seu país, também contribuíram para tirá-lo da Idade Média?
Tem umas idéias que, simplesmente me parecem ou idiotas puras (advindas de romantismo)ou idiotas por suposta esperteza.
Um dia desses um deputado que também é radialista, em busca de aparecer a qualquer custo, e julgando ser esta uma boa seara resolveu investir na mesmíssima coisa em minha cidade, só que relativo a um prédio. Desistiu quando descobriu que ninguém sabe quem é Médici (muitos deles sequer se lembram-no nos centros acadêmicos de universidades) e que aí não iria dar voto.
Tanta coisa importante a fazer…!
Pois eu acho que, em nome da História, isso é “UMA COISA IMPORTANTE A SE FAZER”!
Em nome da História ou da sua visão particular de mundo?
Se retirarem o nome de todos os trevosos dos logradouros brasileiros, a Empresa de Correios terá que refazer o código de enderaçamento postal.
Concordo. Não há razão para preservar essa gente em homenagens. Seria o mesmo que dar o nome de uma praça ao “maníaco do parque”, por exemplo. Mas seria importante, também, revisarmos a ação político-partidária nos anos de chumbo, saber, por exemplo, por que certos políticos não foram cassados: que razão tiveram os militares para não cassarem, por exemplo, o ínclito senador Simon? Será que foi por medo da população que ele representava, ou apenas porque o mesmo sempre foi “biombo” e “cortina” para as ações repressivas. Aquele que deu ares de “democracia” ao que havia de pior? Pois é.
Apoio total, mais temos que ir muito mais fundo e demantelar os causadores do Ditabranda.
Eu já sou mais radical.
Acho que a praça inteira deveria ser demolida.
Pra varrer da memória de vez, assassinos dessa natureza.
Respeitosamente, discordo. Não podemos esquecer nem devemos perdoar. “Quem não conhece a história está condenado a repeti-la”.
Concordo plenamente com a mudança do nome e ainda acho que deveria haver uma placa no local explicando o motivo da troca.
Apoiado !
PHA,
Sobre o assunto, está rolando uma petição ‘online’.
Quem puder, assina lá:
http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?medici1&1
Um parente meu eleito vereador em Teofilo Otoni, Minas Gerais, durante o seu mandato, conseguiu retirar de todos os locais publicos, entre eles: escolas, ruas, salas etc o nome de todos os generais que governaram o país durante a ditadura. Ele limpou a cidade.
Via Teófilo Otoni.
Os filhos deles voltarão, farão pior e ninguém saberá de onde vieram ou quem foram seus pais. Bonito isso não é?
Impressiona o que tem de rua, colégio, praça com o nome de Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Olimpio Mourão, Felinto Miller, Plínio Salgado, Tarcísio Maia, ACM e outros filhotes e paizões da ditadura.
Usaram o mesmo artífice do regime stalinista, ou seja, o culto a personalidade.
Ainda estar para nascer um Nikita Krushev tupiniquim para deletar das coisas públicas nomes que prestaram tanto desserviço ao Brasil.
Infelizmente o país está cheio de homenagens a estes clá, aliás, sujeitos. Me vem a mente que em São Paulo tem uma rua com o nome do torturador Sergio Paranhos Fleury, no Pará, se não me engano, uma cidade chamada Curionópolis , o nome dos oficiais militares usurpadores estão em ruas, avenidas, escolas e etc. Isto vai mudar, tem que mudar. Nos dias de hoje a história não é escrita somente pelos “vencedores”, a verdadeira justiça histórica se fará, é uma questão de tempo.
Deixa a Placa do Médici em paz. Querem apagar a história, esquecer a história? Depois vem outro e nem saberão antever do que se trata, aí vem a choradeira, se eu soubesse … Apagar a história é o lixo da racionalidade!
Não sei por que o simples ato de se retirar a homenagem e o nome de um ditador assassino de uma praça, pode significar “apagar ou esquecer a História”! Me poupem!
Vera, seu sentimento de ódio lhe cega. A importância é a da educação, da explicação. Acho que deveria se acrescentada uma frase abaixo da tal placa: DITADOR SANGUINÀRIO (19… – 19…). Pronto. Melhor assim?
Então pra abrandar sugiro tirar o torturador mór e abrandar com um cheiro de cavalo, que tal?
Da mesma forma, temos que rever as ‘homenagens’ aos “Bandeirantes, Borbas Gatos, Raposos Tavares, Anhagueras, e outros”, autores de incomensurável genocídio contra os legítimos donos desta terra.
Aqui em Sampa temos o monstrengo do elevado Costa e Silva, ponte Milton Tavares, et caterva. Absurdos que precisam ser corrigidos.
CORRIGIR: dar ou adquirir forma correta ou melhor a; pôr(-se) em bom estado; consertar(-se), endireitar(-se).
Endireita-se, hem. Cuidemos desse sentimento de que a nossa visão estética do mundo é única e melhor. Muito cuidado.
em PeriPeri, suburbio de Salvador, há uma Praça da Revolução.
Não se trata da Revolução Malê, dos Buzios, da Guerra de Independencia que cuminou no Dois de Julho de 1823; nem da Revolta dos Mascatas ou da Revolução dos Alfaiates, nem da Conjuração Bahiana, nem da Sabinada.
Trata-se da Revolução de Primeiro de Abril de 1964 – que como sabemos não foi revolução, nem contra-revolução, foi Golpe mesmo!
E existem muitos outros logradouros, pças e monumentos com nomes de criminosos em SAMPA, que são uma verdadeira ofensa ao nosso senso de justiça. MUDA JÁ!!!
Já que a Lei da Anistia não foi revista por nossos çábios juristas, que pelo menos os nomes dos assassinos e criminosos da ditadura não sejam perpetuados. Até quando seremos obrigados a engolir esta afronta???
“O BRASIL DE VERDADE não passa na gLOBo – O que passa na gLOBo é um braZil zil zil para TOLOS”
Pede para os vereadores de sua cidasde para mudar.
Ou para os catadores de sucata.
Alguém que tiver contato com a coordenação da campanha da Dilma deve alertá-la a dizer que o Presidente Lula será seu Ministro sim e terá o Ministério que quiser, para governar ao lado dela. Depois se ele não quiser, é outra história. Mas o que não dá pra acontecer é ela dizer que ele não será seu ministro, parecendo que não quer que ele seja. Eu já li duas reportagens sobre o que ela falou.
Aqui em Aracaju, Médice é nome de escola.
Apoiado! Aqui em São Paulo temos um viaduto chamado Luiz Eduardo Magalhães, que igualmente deve ser defenestrado em nome dos direitos humanos
Que curiosamente passa sobre a Av. Roberto Marinho!
Ah então faz sentido.
A FAU tem o busto de um ditador na sala de reuniões da pósgraduação, lá na rua Maranhão, 88, segundo andar… o pior é que existem titulares ainda comprometidos com valores ditatoriais…
No Brasil, além de saquearem as pessoas, este bando de generaizinhos aposentados ainda recebem nome de praça e título de “Presidente General”. É de encher os olhos…
Que bom! quem sabe se agora o pessoal de São João del Rei MG, que quer ser a pátria de Tiradentes não toma semancol e muda o nome da Avenida Trinta e Um de Março (na saída de São João del Rei para Belo Horizonte) e a rebatiza como Avenida Rui Barbosa.