O Conversa Afiada reproduz texto da Radioagência Nacional, em homenagem a Eduardo e Alexandre, motoboys assassinados por policiais de São Paulo, acusados de racismo.
Trata-se também de uma singela homenagem a quem acha que nós não somos racistas.
18/05/2010
EUA querem ampliar parceria com Brasil
para promover a igualdade racial
Juliana Cézar Nunes*
Repórter da Radioagência Nacional
Washington – Representantes de governos e da sociedade civil do Brasil e dos Estados Unidos participam esta semana da Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta para Eliminação da Discriminação Etnorracial e Promoção da Igualdade, em Atlanta, nos Estados Unidos (EUA). O plano bilateral foi lançado há dois anos e passa agora por uma fase de avaliação.
Os encontros preparatórios já começaram em Washington e revelam a intenção do governo norte-americano de ampliar a parceria com o Brasil. Os EUA também pretendem estabelecer planos de ação com a Colômbia e a Venezuela, países que, como o Brasil, têm uma população afrodescendente significativa.
“Temos muito a aprender uns com os outros. Assim como o Brasil, não chegamos aonde queremos na promoção da igualdade racial. Precisamos aumentar a interlocução da sociedade civil dos nossos países. É ouvindo a população que poderemos definir as ações prioritárias”, avalia o chefe do Escritório para o Brasil e Hemisfério Sul do Departamento de Estado dos EUA, Milton Drucker.
Para ele, o tema do encontro desta semana deveria ser um “convite para agir”, disposição que reflete a insatisfação já manifestada por representantes da sociedade civil brasileira quanto ao ritmo de implementação das ações conjuntas.
O plano bilateral prioriza áreas como a educação, saúde e justiça ecológica. O Departamento de Estado, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, calcula em “milhões de dólares” o investimento norte-americano previsto para o intercâmbio de experiências e programas de parceria entre governos, sociedade civil e empresas privadas.
“Os pesquisadores brasileiros, por exemplo, têm avançado muito no estudo da anemia falciforme, que acomete principalmente a população afrodescendente. Já nos Estados Unidos temos trabalhado muito na sensibilização da polícia contra o preconceito e contra a ação baseada na aparência. São experiências que podem ser aproveitadas mutuamente”, acredita Milton Drucker.
“Nos Estados Unidos, temos hoje uma economia estagnada. Vocês, por outro lado, estão criando novos empregos. Precisamos sensibilizar as empresas a adotar, no Brasil, os programas de diversidade que desenvolvem aqui. E não porque são boazinhas, mas porque aumentar a diversidade resulta em empresas mais dinâmicas, criativas e que crescem mais.”
O chefe do Escritório para o Brasil e Hemisfério Sul do Departamento de Estado dos EUA não acredita na imposição de modelos de políticas públicas, mas ressalta a importância das ações afirmativas para a promoção da igualdade racial.
Drucker evita fazer comentários sobre as cotas nas universidades, pois considera o tema “delicado politicamente”. No entanto, o diplomata norte-americano – que já trabalhou duas vezes no Brasil – ressalta que o sistema foi necessário nos EUA, mesmo após o fim da segregação racial legalmente constituída.
Segundo ele, nos últimos anos, o número de instituições de ensino norte-americanas que adotam esse sistema diminuiu porque a entrada de estudantes negros nas universidades atingiu patamares considerados satisfatórios. “O problema de acesso ao ensino superior no Brasil deve ser resolvido como os brasileiros acharem melhor. Seja com cotas, ações afirmativas ou universidades para negros, modelos que foram adotados aqui em variados momentos.”
*A repórter viajou a convite da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil para cobrir a reunião em Washington
Edição: Juliana Andrade



[...] tempo: para demonstrar que nós não somos racistas, recomendamos a leitura dos posts (EUA e Brasil se unem para combater o racismo. Ué, mas nós somos racistas ?, Chuíça (*): PMs de Serra espancam motoboy até a morte na frente da mãe e Polícia de Serra [...]
O Brasileiro não é racista quanto à cor/raça, somos eminentemente pardos, um país do Mundo. No entanto é racista quanto à condição social predominantemente elitizada pela oligarquias, banqueiros, políticos e sindicalistas. O povo continua sem representação em suas aspirações básicas como Educação, Saúde, Segurança e Aposentadoria. Tanto o governo tucano como o petista nada fizeram para resolver essas questões. Inclusão social não é dependência de Estado ao contrário é autonomia, e igualdade de condições para viver. O restante é assunto para político e jornalista.
A cultura no Brasil é diferente dos estados unidos la tem klux klux klan, la tem um bairro so para negro, so para brasileiro, para mexicano porto riquenho, etc. ou seja é o próprio modo como a sociedade se organiza la, la na india tb. onde tem cotas para castas la tb tem sentido ter cotas pelo modo como a sociedade é organizada em funçao das castas. O problema no brasil é mais politico. uma reforma agraria de verdade ia resolver o problema definitivo enquanto q as cotas sao só uma medida paliativa.
kamel, magnoli… o pig está cheio de pseudo intelectuais
PHA,
Sim somos racistas. Mas a situação se agrava com a impren$$$a que o país tem que além de racista é reacionária, retrógrada e doente. Tanto que o PIG se os EUA ou Israel não invadir, irão invadir o Irã no intuito de demonstrar para o mundo que não se pode acreditar num torneiro mecânico.
Trem complicado… Tem gente que com uns dois contos na carteira acha que pode comprar pessoas e o mundo. Outros com um “canudo” imprimem um DR anterior ao nome e de pronto o queixo se levanta. Uns assumem um teclado e fazem dele uma “metralhadora sem máguas”. E tem aquele que vestem fardas.
É mais que violência, é ódio racial.
“Não Somos Racistas”, é a política de dominação social, desinformanado, desqualificando para distorcer a realidade. O racismo na Chuíça extrapolou tdos os limites. Alexandre, morto por policiais na frente da própria genitora que enterra seu filho no dia das mães, é desumano demais, amedronta outras pessoas e envergonha quem olha para a foto estampanda no site.Somos humanos, o que dizer para esta outra mãe? Quem está dormindo o sono dos justos? Quem é sábio o suficiente para que estas ações de violação de direitos humanos não ocorram mais?
PHA, na minha modesta opinião isto não vai dar em nada a favor dos Negros, tanto daqui como la dos EUA, cada Pais sabem como trabalhar seus problemas internos de racismo, acho ate que o Americanos são muitos mais radicais com seu racismo, e o Brasileiro faz de conta que não é racista “coisa da Elite”, assim como não tivemos Ditadura, Não temos Liberdade de Expressão e etc…
O Brasil é racista, sim.
Até o vocalista do grupo Sepultura (Derek), pouco conhecido aqui no Brasil, declarou que foi parado várias vezes pela polícia,mesmo sem ter cometido nenhuma infração.Afinal, um negro dirigindo um bom carro é uma coisa estranha para a polícia.
O negro sempre leva a pior. Veja os exemplo de Alexandre e Eduardo (motoboys), ou de Januário (funcionário da USP) que foi espancado dentro do Carrefour, ou de Flávio (dentista), também morto por policiais…A lista não tem fim…
Existem vários caminhos para acabar com isto, como os levantados na reunião EUA/Brasil.
O único caminho que não leva a lugar nenhum é o da NEGAÇÃO do racismo brasileiro. É NECESSÁRIO ADMITIR E CURAR…
Rosilene Andrade Tem também o bestial homicídio recente pelo guarda de um banco contra um negro que usava marcapasso.
“Drucker evita fazer comentários sobre as cotas nas universidades, pois considera o tema “delicado politicamente”. No entanto, o diplomata norte-americano – que já trabalhou duas vezes no Brasil – ressalta que o sistema foi necessário nos EUA, mesmo após o fim da segregação racial legalmente constituída.”
PH, então quer dizer que ATÉ os “americanos bonzinhos” já tiveram o sistema de cotas nas universidades, como agora está tendo no Brasil, né? E o maldito PIG falando mal o tempo todo sobre essa iniciativa do Governo Federal! BANDIDOS!!!
“cheirosos”, “perfumados”, “elegantes”,..
http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article888&var_recherche=perfumados
“cheirosos”, “perfumados”
http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article99&var_recherche=perfumados
(…)
O banco do senhor Gros apenas fazia parte desses grupos de, digamos assim, privilegiados. Refinados, perfumados, risonhos. Praticando negociatas duplas, triplas, como mostra o caso do senhor Gros e seu banco. E as negociatas não param aí, como se vai mostrar amanhã. Sem o temor de punições, nem de protestos desta sociedade passiva. Cadê os ‘‘caras pintadas’’? E o Congresso?
Ainda que o prêmio seja ir para o Céu, mesmo assim é ruim fazer negócio com eles, que entram sempre com o chicote e os outros com o lombo.
Paulo Henrique o Ali Kamel e seus seguidores foram convidados para participar das reuniões para implementação do Plano de Ação Conjunta
para Eliminação da Discriminação Etnorracial e Promoção da Igaualdade em Atlanta, nos EUA?
A Chuíça está atrasada, com o separatismo imposto pela “elite oligárquica”, perde a oportunidade de liderar uma nova ordem mundial que exige respeitabilidade aos direitos humanos e igualdade de oportunidades e valorização da diversidade.
Tortura é crime contra a humanidade. Tolerar a tortura é ser co participe de um crime contra a humanidade.
Acho inviável esta união entre os ESTADOS UNIDOS e o BRASIL para combater o racismo, sem antes estudarem o livro do ANTROPÓLOGO E ex ator PORNÔ de quinta categoria e atual mandatário da GLOBO , DE NOME ali dromedário ou camelo (ALI KAMEL). afinal dito cidadão fala no livro que “NÓS NÃO SOMOS RACISTAS”.
RICHARD PEREIRA
Somos racistas, um racismo que impede que sejamos um país de primeiro mundo.
Os dados sociais do professor Marcelo paixão revelam a face do “desenvolvimento”
No Brasil quem foi torturado e escravizado durante 350 anos é o discriminado!
Racista é a Klu Klux Klan.
Ai que voçe se engana, a difernça é que a Klu Klux Klan assume e bate no peito.
so se for ai no teu “Brasil”
Que união é essa OXENTE!. Será um pacto entre anormais?
Desde quando nós os pegadô de mulatas e lindas negras
somos racistas? Tem alguém com parafuso frouxo aí.
É melhor explicarem a boataria sobre terem assumido o
controle da amazônia(USA/uk) que isso sim interessa acada
um incluindo aí nossas negras e mulatas lindissímas!
DILMA EM 1º E NÓS CHEIOS DE GÁZ PARA AJUDA-LA A CHEGAR LÁ!!
Amigo, nosso racismo reside exatamente aí… “nós pegadô de mulatas….”
Abraços
É só relembrarem os 16 anos do PSDB em SP, para ver o que é preconceito de classe!
…
É só relembrarem a convenção do PSDB, que anunciou a candidatura do Sr Enganador/Mais Cheiroso/Ex-Gov/SP, onde a massa trabalhadora deles é “MAIS CHEIROSA”.
…
É só relembrarem quando o Sr Enganador/Mais Cheiroso/Ex-Gov/SP disse que a péssima educação de SAMPA, há 16 anos de PSDB, é por causa da IMIGRAÇÃO.
…
É só relembrar, um trecho da reportagem de João Moreira Salles sobre e com Fernando Henrique Cardoso, publicada na revista Piauí de agosto/2007:
- (No aeroporto, ao sair da sala de espera dos viajantes de classe “econômica” e se dirigir para a sala reservada aos da classe “executiva”) “E eu sofrendo no meio do povo à toa.”
…
Isso é nojento!
Meu velho pai sempre dizia: “tenha fome, mas nunca tenha preconceito”
Claro que o Brasil é racista, sim. É preciso cada vez mais ações afirmativas, como as cotas, reeducação da polícia e da população em geral.
Infelizmente, somos todos racistas. Mesmo que não o admitamos. Faz parte do nosso imaginário, brancos ou negros, não há como fugir disso.
Vai levar muito, mas MUITo tempo até que esse imaginário vire folclore e que possamos deixar de ser racistas. Nesse dia, ninguém nem falará mais sobre isso.
Mas até lá, há que se lutar e denunciar toda e qualquer forma de racismo.
O pincipal racista é serra que transferiu essa ideologia para a POLÍCIA de sãopaulo.
Representantes do governo e da sociedade civil dos EUA e do Brasil, reunidos em Washington, entre estes representantes há cidadãos negros. Este encontro significa a possibilidade de uma mudança nas ações racistas que torturam e matam, e no capitalismo (empresas, mídia)que fortalece o racismo.
O racismo brasileiro revela problemas seculares e históricos.
Na contramão da nova ordem mundial, na Chuíça os reclamos/denuncias são oprimidos e tornam 30% da população invisível. A política do separatismo é visível na administração do poder político. São grupos que praticam política para beneficiar e privilegiar seus próprios grupos, vão aparteando os que não são do grupo. Estes dois jovens trabalhadores e pais de duas crianças de 2 e 3 anos são o perfil do grupo excluído e injustiçado.
Estão querendo oficialiar o racismo no Brasil. As vagas das faculdades vão ser separadas legalmente pela cor da pele.
Isso é coisa do Chaves, do Evo e do Fidel e do Lula, sic.
é o tal complexo de vira-lata
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Não, não somos um país institucionalmente racista não .. aliás, deixamos de sê-lo MITO antes que eles ..ou que estas cotas (estas sim racistas) que nos diferenciam, enquanto pobres por exemplo, somente por uma tábua de cores
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de há muito que nos INDIGNAMOS e nos ofendemos, que proibimos ..e como disse a matéria, temos muito que aprender sim, e no caso, que ENSINAR pra eles
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Agora, temos racistas sim, preconceituosos inclusive ..por exemplo, gente da mídia que vive excitada só de incitar de falar mal de outras pessoas, cidadãos brasileiros, só porque estes nasceram em outros Estados, tipo SP
O sangue negro continua sendo derramado, por racismo e política de ódio.
Não somos racistas, mas a mentalidade predominante nas relações políticas e sociais é escravocrata, forjada nos 350 anos de escravidão e desumanidade. E para justificar o uso do Pelourinho, (que mata impiedosamente em grupo ou na frente da genitora mesmo sob pedidos de clemência, as vezes até da vítima) as ações racistas que impedem a cidadania da população, violação de direitos humanos, desrespeito à dignidade humana, a resposta às denuncias (que dilaceram famílias e expõe os riscos à integridade física e moral de significativa parcela da população) é também tortura: “São casos Pontuais”.
Racistas e preconceituosos ponto
No Brasil não há racismo, nem Papai Noel, nem coelhinho da páscoa e nem vergonha na cara nos políticos “DESTROS”
A diferença é simples: o povo brasileiro não é racista, a polícia do Serra é.