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Dilma a Lula: toma que o filho (Palocci) é teu

O Palocci é igual ao Cerra – parou no tempo, em 2002
publicado 05/06/2011
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Saiu na primeira pág, da Folha (*):

“Dilma decide ouvir Lula sobre destino de Palocci”

Dilma vai ouvir o antecessor antes de decidir se demite ou não o Ministro da Casa Civil.

Este ansioso blog considera que ela deveria aproveitar e fazer logo a limpa.

E começar a limpeza pelo Zé, aquele que foi advogado do passador de bola apanhado no ato de passar bola, enquanto acumulava a função de “consultor” e representante do povo de São Paulo na Câmara dos Deputados.

Zé e sua Polícia Federal são cama que o gato espera para armar.

Navalha
Talvez porque o líder sindical sempre quisesse manter aberta a porta da FIE P (**), o Nunca Dantes se tornou vulnerável à necessidade de “manter diálogo com os  empresários”.

Para afugentar a ideia de que o líder metalúrgico fosse ideológica e irreversivelmente inimigo deles.

O líder sindical negociador, pragmático, precisou transformar-se no líder trabalhista que dialogava com todos, como Vargas – inclusive com a classe patronal, ou forças produtivas, como se dizia, então.

Tony Palocci é trotskista seduzido pelos encantos da Avenida Paulista.

(Há vários nessa categoria.)

Foi dele a ideia de consultar um filho do Roberto Marinho para rever a Carta aos Brasileiros.

Como Ministro da Fazenda, era o Malocci, tal a fidelidade aos princípios doutrinários que levaram o Farol de Alexandria a quebrar  o Brasil três vezes.

Foi ele quem protegeu o sócio/advogado de Dantas na CVM.

Foi ele quem salvou a Globo da concordata.

Foi ele quem traiu o presidente e o chanceler (grande) Celso Amorim, e se ofereceu ao embaixador americano para defender a ALCA.

Palocci era um Mubarak.

Mubarak passou boa parte da vida – desde que os fundamentalistas fuzilaram Anwar el-Sadat – a dizer aos americanos que era ele quem impedia a Irmandade Muçulmana de tomar o poder.

Era o fiel de balança.

Palocci era o fiel da balança: o petista em que os empresários confiavam.

A Presidenta tem outra biografia.

Os empresários estão carecas de conhecê-la.

Ela passou oito anos – nas Minas e Energia e na Casa Civil – a negociar com empresários.

Só quem pensa que ela é a da ficha falsa do Otavinho é o Cerra – foi o que ele disse no Clube da Aeronáutica, no Rio, a portas fechadas.

A Presidenta não precisa de tradutor para falar com o Gerdau.

O Palocci é obsoleto.

O Palocci é igual ao Cerra – parou no tempo, em 2002.

O PT não é mais o mesmo.

Como diz o Mino Carta, o PT (especialmente o de São Paulo, sempre São Paulo) ficou igual aos outros partidos.

A Dilma não é o Lula.

E o Lula não é mais o Lula de 2002.

O prazo de validade do Palocci expirou.

(Sem contar que as operações da empresa Projeto são imorais – se forem legais, não é isso Dr Gurgel ?)

Palocci é um Aero-Willys estacionado na garagem do Planalto.

Se andar, polui.


Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.



(**) O Conversa Afiada passou a usar a sigla FIE P em lugar de FIESP depois que a FIE P ajudou a derrubar a CPMF com o objetivo precípuo de apagar os vestígios das operações de caixa dois que, agora, se demonstram com a prisão dos quatro diretores da Camargo Corrêa. Em São Paulo, entre outras notáveis contribuições ao léxico brasileiro, se diz “ bahani”, em lugar de caixa dois…